4 de dezembro de 2016

A Ordenação Sacerdotal Levítico 8—10

victor hamiltonA Ordenação Sacerdotal Levítico 8—10 

Já disse que Levítico 6.8—7.38 não se limita a detalhar as informações dadas em Levítico 1.1—6.7, mas acrescenta orienta­ções específicas quanto às obrigações dos sacerdotes nas cerimô­nias dos sacrifícios. O que, no entanto, qualifica o sacerdote a exe­cutar suas funções e qual a origem disso tudo? 

A Ordenação dos Sacerdotes (8) 

No capítulo 8, tudo ocorre publicamente, “à porta da tenda da congregação” (vv. 3,4,33,35), ou seja, no amplo pátio aberto que leva à entrada da tenda interna. Como observa Klingbeil1, os sa­cerdotes, nesse estágio, encontram-se em uma situação interme­diária ou liminar. Por ainda não terem sido ordenados, não po­dem oferecer sacrifícios, mas de forma clara já não fazem parte do laicato. Todos os passos visam à consagração, o que implica: ba­nhos (vv. 5,6), paramentos (vv. 7-9), unção com azeite (vv. 10-13) e ofertas de sacrifícios. Tais ofertas são especificamente pelo peca­do, holocaustos, e ofertas pacíficas ou pela ordenação, nessa or­dem (vv. 14-29). As instruções para essa cerimônia e investidura são encontradas em Êxodo 29; a cerimônia ocorre em Levítico 8. 

A estrutura literária é semelhante à verificada nos trechos so­bre o Tabernáculo em Êxodo. Os capítulos 25—31 apresentam ins­truções sobre o Tabernáculo, e os capítulos 35—40 narram sua implementação. A mudança de instrução para implementação é cla­ra em ambos os casos: o Tabernáculo, em Êxodo 25—31 e 35—40; e o sacerdócio, em Êxodo 28 e 29, e Levítico 8. De modo semelhante, a seção de implementação, nos dois casos, utiliza-se da mesma fraseologia: “Fez, pois [...] como o Senhor lhe ordenara”. Principal­mente em Êxodo 39 e 40, já vimos essa expressão ser utilizada de maneira muito ampla. Além desse trecho, temos Levítico 8.4,5,9,13,17,21,29,34,36. Para ser mais exato, em cada um desses três capítulos lemos por sete vezes que Moisés ou alguém fez “con­forme o Senhor lhe ordenara”: Êxodo 39.1,5,7,21,26,29,31 (as ves­tes sacerdotais); 40.19,21,23,25,27,29,32 (a instauração do Tabernáculo); Levítico 8.4,9,13,17,21,29,36 (a ordenação de sa­cerdotes). Vemos ainda, em ambas as seções, um contraste entre a forma certa e a errada de fazer algo: como adorar a Deus (Ex 25—31) e como não adorar a Deus (Êx 32); o modo correto de cele­brar as cerimônias (Lv 8;9) e o modo incorreto de realizá-las (Lv 10.1,2,16-20). 

As palavras hebraicas para “consagração”, “ordenação” e “or­denar” estão intimamente relacionadas. A palavra para “consa­gração é millüim, “um preenchimento”, traduzido na Septuaginta como “plenitude” ou “perfeição”. O verbo “ordenar” advém de uma expressão hebraica que significa “encher a mão”: millêyad. 

A oferta pela ordenação é examinada em 8.22-29, em paralelo com Êxodo 29.19-34. Diversos aspectos são, em especial, dignos de nota. Em primeiro lugar, não apenas nesse capítulo, mas nos dois seguintes, Moisés é o supervisor, e Arão seu subordinado (ver Wenham2). Daí temos o comentário de Jacob Milgrom3: “Surpre­endentemente, a superioridade do profeta sobre o sacerdote é re­afirmada no próprio tratado sobre o sacerdócio”. 

Um segundo aspecto interessante é o fato de que, mais uma vez, o uso do sangue é mais extensivo que na oferta pacífica de Levítico 3. Com o sangue do carneiro, molha-se a ponta da orelha direita do sacerdote, o polegar de sua mão direita e o de seu pé direito. E por que essas partes do corpo? Ele não precisava ser especialmente sensível ao Senhor e capaz de ouvir a palavra de Deus? O sacerdote não era aquele que precisava de mãos limpas para entrar na presença de Deus, como sugere o salmista (SI 24.4)? Não era ele que, por excelência, havia de estar (v. 3) no lugar san­to de Deus e andarem sinceridade (15.2)? 

A expressão para “ordenar” aparece em 8.33. Esse versículo pode ser lido da seguinte forma: “Também da porta da tenda da congre­gação não saireis por sete dias, até ao dia em que se cumprirem os dias do seu suprimento; porquanto por sete dias o Senhor encherá vossas mãos”. Essa mesma expressão, relacionada à ordenação de sacerdotes, aparece em Êxodo 28.41; 29.9,33,35; 32.29; Levítico 16.32; 21.10; Números 3.3; Juízes 17.5,12 e 1 Reis 13.33. 

Tornar-se sacerdote, portanto, significa ter as mãos cheias. Qual seria, contudo, o significado de tal passagem? Diria respeito ao salário que o sacerdote deve receber, ao direito de reter parte dos rendimentos e ofertas trazidas ao santuário, como sugerem Vaux4 e Cody5? Tal inferência é feita com base nos textos cuneiformes de Mari, os quais lidam com a partilha de despojos. Por exemplo: escravos tomados como despojos de uma cidade conquistada “en­chem a mão” {mil qati) dos conquistadores. 

Talvez seja impossível descobrir de forma precisa as origens da expressão hebraica. Será possível que encher as mãos do sacerdote simbolize o fato de que sua vida deveria ser preenchida apenas por coisas santas? Sacerdócio é uma responsabilidade, não um passatempo. Tal qual Jesus, os sacerdotes deviam tratar dos negócios de seu Pai. É interessante especular acerca do significado de Levítico 9.17: “E fez chegar a oferta de manjares, e a sua mão encheu \wayemalle kappd[ dela, e a queimou sobre o altar...” Isso significa que ele tomou um punhado (como em Levítico 2.2: “tomará dela um punhado”, weqamas missam melô aumsd) ou que era a celebra­ção de seu primeiro sacrifício? 

O verbo hebraico “encher” também é utilizado em contextos não- sacerdotais quando, mais uma vez, a ênfase do texto é uma total consagração à obra de Deus. A respeito de Calebe, Moisés diz: “porquanto perseverou em seguir ao Senhor” (Dt 1.36). Em hebraico, lê-se literalmente: “Ele encheu completamente [a si mesmo] do Senhor”. A expressão volta a ser usada para descrever o nível da devoção de Calebe em Números 32.11,12 e Josué 14.8,9,14. 

A ordenação dos sacerdotes era uma cerimônia pública (8.3,4), mas antes que Arão e seus filhos pudessem ser ungidos (vv. 10­13), ou que qualquer sacrifício pudesse ser oferecido (vv. 14-35), era importante que Arão recebesse todo o paramento sacerdotal apropriado (vv. 5-9). Duas peças um tanto enigmáticas são o Urim e o Tumim (v. 8). O que quer que fossem, voltam a ser menciona­das em Êxodo 28.30; Números 27.21; Deuteronômio 33.8; 1 Samuel 14.41; 28.6; Esdras 2.63 e Neemias 7.65. Tem-se o consenso de que eram duas peças, possivelmente pedras, as quais serviam para tirar a sorte e possibilitavam que o sacerdote recebesse orienta­ções de Deus. A palavra “Urim” está relacionada ao verbo hebrai­co “amaldiçoar” (seria um não da parte de Deus?), e “Tumim” com um verbo hebraico que significa “ser perfeito, imaculado” (seria um sim da parte de Deus?) 

Alguns estudiosos (como Kaufman6) têm defendido que o Urim e o Tumim são uma exclusividade do Israel veterotestamentário. Outros (como Lipinski7) têm sugerido a existência de similitudes em religiões pagãs. Quer lidemos aqui com adoção, adaptação ou inovação, Walther Eichrodt8 apresenta um ponto de vista bastan­te perspicaz: 

Temos aqui a clara indicação de que, na religião de Jeová, nada além disso seria jamais absorvido em seu sistema: um dispositi­vo, o mais simples possível, para se conhecer a vontade de Deus. Dessa forma, qualquer controle do sacerdote sobre as decisões divinas e o conseqüente desenvolvimento de uma ciência divinatória incompreensível ao homem comum estariam para sempre impossibilitados. 

Ao longo do capítulo 8, foi Moisés quem desempenhou um pa­pel ativo. Arão e seus filhos foram absolutamente passivos — con­duzidos, lavados, vestidos, ungidos — e Moisés ofereceu três sa­crifícios diferentes em favor deles. Foram então de novo ungidos e, por fim, receberam de Moisés algumas instruções finais. Em outras palavras, antes que Arão e seus filhos pudessem fazer qual­quer coisa, algo precisou ser feito por e para eles. Antes que Deus pudesse ministrar através deles, foi preciso ministrar para eles. 

O Início do Ministério Sacerdotal (9) 

O capítulo 8 descreveu a ordenação e consagração de Arão e seus filhos ao longo de sete dias. Depois de passar por isso, Arão estava pronto para o primeiro sacrifício em favor da congregação. O ministério de Arão em favor dos outros começou “ao oitavo dia” (v. 1), assim como a circuncisão ocorre no oitavo dia, após sete dias de vida fora do útero. A expressão “sete dias” aparece oitenta e cinco vezes no Antigo Testamento. Destas, setenta ocorrem em contextos de algum tipo de adoração, e, em muitos casos, o texto refere-se a um momento de restauração ou a um momento de se­paração e transição, aquilo que, hoje, chamaríamos de ritual de passagem (ver Klingbeil9). Isso, contudo, terá de esperar até a segunda metade do capítulo 9. Os versículos 1-14 dizem respeito ao próprio Arão. Somente nos versículos 15-21 ele passa a atuar como celebrante. 

Levítico 9 parece enfatizar que o ministério do sacerdote junto às outras pessoas é inútil, a menos que seu relacionamento com Deus esteja em perfeita ordem. O capítulo também lembra ao sa­cerdote que, apesar de exercer um ofício santo e possuir ordens sagradas, ele ainda é um ser humano falho, que precisa ser cons­tantemente purificado. 

O fato de ter havido holocausto e uma oferta pelo pecado na consagração de Arão é bom, mas insuficiente (8.14-21). Todo o pro­cesso deve ser repetido antes que o sacerdote recém-ordenado pos­sa assumir como mediador. Mais uma vez, ele apresentou uma oferta por seu próprio pecado (9.8-11) e então um holocausto (w. 12-14). 

Talvez para tornar a situação ainda mais dramática, Moisés mandou que Arão oferecesse um bezerro por seu pecado e um car­neiro em holocausto (vv. 2,8). Um bezerro? O último bezerro que Arão tinha visto fora (aquele) o bezerro de ouro que fizera no sopé do monte Sinai (Ex 32). E um carneiro? Não foi um carneiro que Deus deu a Abraão para tomar o lugar de Isaque (Gn 22.13)? O bezerro fazia lembrar uma recente desobediência; o carneiro, uma remota obediência! 

Somente após serem alcançadas as necessidades do próprio Arão, ele pôde assumir o papel que lhe era reservado diante da congregação. Ele supervisionou a apresentação de quatro ofertas de sacrifício perante Deus: pelo pecado, de holocausto, de manja­res e pacífica (9.15-21). Em pelo menos três oportunidades, o ca­pítulo sugere que as ofertas de sacrifícios fazem com que a pre­sença de Deus se aproxime. Observe a repetição de “hoje o Senhor vos aparecerá” ou “a glória do Senhor vos apareceu”, nos versículos 4, 6 e 23. As duas primeiras são promessas (“aparecerá”); a últi­ma, seu cumprimento (“apareceu”). 

A ordem dos eventos no capítulo 9 segue as determinações de Moisés: sacrifícios pelo sacerdote; sacrifícios pela congregação; o aparecimento da glória de Deus; adoração, louvor e submissão — “o que vendo todo o povo, jubilou e caiu sobre as suas faces” (v. 24). A glória de Deus, manifestada em todo seu esplendor, fez com que toda a congregação caísse prostrada em adoração. O mesmo ocorre na vida de indivíduos. Veja Ezequiel (1.28; 3.23), Daniel (8.17), Paulo (At 9.4) e João (Ap 1.17). 



Procedimentos Corretos e Incorretos (10) 



O capítulo 9 encerra ressaltando a adoração. Que impacto le­vamos, portanto, ao passarmos ao capítulo 10, que, pelo menos no início, se concentra no juízo divino. Dois dos filhos deArão, Nadabe e Abiú, ofereceram “fogo estranho” ao Senhor e pagaram com a própria vida. Perder dois filhos, ambos sacerdotes, já é bastante difícil. Além disso, a Arão e seus dois filhos sobreviventes foram proibidas quaisquer demonstrações públicas de tristeza ou lamento pelos parentes falecidos (v. 6). 

Qual foi exatamente a natureza do pecado de ambos, que de tão grave merecia a morte? Não temos como responder a essa questão de forma precisa. Diversas sugestões já foram feitas, desde os tem­pos dos escritos rabínicos até hoje. Leviticus Rabbah, um comentá­rio homilético escrito na Palestina, no século V a.C., tenta explicar o fato. Será que Nadabe e Abiú estavam bêbados? Teriam entrado no santuário sem lavar as mãos? Seriam eles oportunistas e conspiradores que diziam: “Quando morrerão esses dois velhos (Moisés e Arão) para que possamos controlar a comunidade?” 

Talvez o erro estivesse em algum ritual realizado de forma inadequada. Esse ponto de vista é adotado por grande parte dos estudiosos modernos. Nessa linha, J. C. H. Laughlin10 e M. Haran1’- aventam que o pecado cometido foi acender o incenso com um outro fogo que não aquele disponível sobre o altar. J. Milgrom12 traduz a expressão como “brasa não autorizada” e faz a seguinte observação: “Isso pode apenas significar que, em vez de vir do altar externo [...] a brasa veio de uma fonte ‘profana’ [...] ou ‘ex­terna’ [...] como, por exemplo, uma fornalha”. 

G. Robinson13 vai mais além. Baseando-se em passagens que proíbem acender um fogo no Sábado (Ex 35.2,3; Nm 15.32-36) — pecado digno de pena de morte — e outras que mencionam o uso de fogo na adoração de falsos deuses (Jr 44.15-23), ele conclui: “Isso pode indicar que o crime em questão tem a ver com aposta­sia, com adoração idólatra”. 

O ponto enfatizado pela narrativa é que sacerdotes seguem ordens. Desobedecer e se afastar do que foi revelado por Deus pode ter resultados catastróficos. Após os muitos exemplos do ca­pítulo 8, com Moisés realizando o que o Senhor mandara, é cho­cante 1er sobre dois dos filhos de Arão fazendo algo que o Senhor não ordenara. Fazer (isso) algo que o Senhor “não ordenara” é algo, fora de Levítico 10, restrito a Jeremias (ver Beal e Linafelf4). Deus jamais ordenou que alguém sacrificasse seu filho ou filha (Jr 7.31; 19.5; 32.35), nem nunca determinou a prática de adulté­rio ou desonestidade (29.33). 

Entretanto, nem tudo estava resolvido. Moisés, logo em segui­da, envolveu-se em uma discussão com Arão acerca dos dois filhos que lhe restaram: Eleazar e Itamar (10.16-20). Entre esses dois momentos, temos o registro de que Arão devia ensinar todos os estatutos do Senhor ao povo de Israel (v. 11). E difícil deixar pas­sar a ironia da situação: ele fracassou com sua própria família e foi incapaz de ensinar-lhe! 

Os dois filhos falharam na oferta do sacrifício pelos pecados do povo. Nesse caso, o sacrifício devia ser comido pelos sacerdotes (6.26,29), mas eles se recusaram a fazê-lo (10.17). Todavia, por que tal omissão levou a uma discussão tão acalorada? Creio que Milgrom15 analisa a questão corretamente: 

Quando o código sacerdotal prescreve que todo chatfã ’t, com exceção daqueles relacionados a pecados graves, deve ser comido pelos sacerdotes, dá-se um gigantesco passo para se desentranhar os ele­mentos mágicos e demoníacos do ritualismo israelita. Segundo evi­dências do antigo Oriente Médio, todo material utilizado em rituais de purificação era destruído após o uso, a fim de que seus poderes não fossem usados em rituais de magia negra. Ao exigir que achatfãi fosse comida, Israel dá início a um conceito novo e radicalmente diferente: o santuário não é purificado por nenhum poder intrínse­co ao ritual, mas apenas pela vontade de Deus. Dessa forma, quan­do Arão e seus filhos queimam o chatta’tàm vez de comê-lo, levan­tam a suspeita de que tinham medo de fazê-lo, podendo abrir as comportas para uma volta às crenças e práticas de magia. 

Nadabe e Abiú foram incinerados por seu pecado. Seus irmãos, Eleazar e Itamar, não. Apesar de furioso com o pecado de omissão cometido pelos dois filhos restantes, Moisés ficou “satisfeito” com a explicação dada por Arão. Embora seja difícil determinar a es­sência da explicação de Arão (será que a morte de seus filhos e seus cadáveres poluíram o santuário e, conseqüentemente, o sa­crifício?), suas palavras “tais coisas me sucederam” indicam que seus dois filhos não desobedeceram ao ritual por rebeldia (como Nadabe e Abiú), mas por causa das circunstâncias daquele mo­mento: a perda dos dois irmãos. Embora o lamento público seja proibido para o sacerdote, o pranto pelo luto é saudável, necessá­rio, jamais inaceitável. Ao aceitar essas explicações, Moisés de­monstrou que nem todo erro pode ser avaliado de forma simplista e resolvido de maneira rotineira por mecanismos legalistas. 





Levítico 8—10 

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