29 de novembro de 2016

R. K. HARRISON - A consagração dos sacerdotes (8.1 - 20.20)

antigo testamento danilo moraes
A CONSAGRAÇÃO DOS SACERDOTES (8:1 - 10:20)

A primeira seção de Levítico estava em estreito relacionamento com as passagens em Êxodo que tratavam da seleção dos aronitas como a fa­mília sacerdotal oficial (Êx 28:1), as vestes que deviam usar (Êx 28:2­43), e o modo da sua consagração (Êx 29:1-46). Esta matéria seguiu as instruções acerca da planta e a edificação do tabernáculo do deserto (Êx 25-27), e, por sua vez, era seguida pela legislação da aliança (Êx 30-34) e pelas descrições da maneira segundo a qual o tabernáculo foi finalmen­te construído e mobiliado (Êx 35-40). Agora, uma grande seção de Levítico trata da consagração dos sacerdotes ao seu importante cargo medianeiro, e narra como as instruções de Êxodo 29 foram executadas. Poderia parecer à primeira vista que um sentido melhor de ordem pode­ria ter sido realizado por meio de descrever a consagração dos sacerdotes em conjunção com estes preceitos rituais, mas a organização interna do sistema sacrificial exigia que as várias classes de ofertas fossem enumera­das antes de os sacerdotes serem consagrados de fato e os cultos do Ta­bernáculo instituídos. A seqüência que foi adotada revelou-se bem apro­priada, tendo em vista que o sacrifício devia primeiramente ser ofereci­do por Moisés em prol destes sacerdotes como parte dos seus ritos de consagração, e somente quando os sacerdotes possuíssem o manual sacrificial na sua inteireza, e a autoridade de levar a efeito as suas instru­ções, é que poderiam oficiar segundo a sua vocação.[1] Em etapa algu­ma nestas narrativas há qualquer desvio da propriedade ritual.

a. A preparação para a unção (8:1-5)

28 de novembro de 2016

Orla (borla) dos mantos

arqueologia danilo moraes
Bíblia de Estudo Arqueológica

27 de novembro de 2016

A novilha vermelha

arqueologia danilo moraes
Bíblia de Estudo Arqueológica

26 de novembro de 2016

Quem eram os nefilins?

arqueologia danilo moraes
Bíblia de Estudo Arqueológica

25 de novembro de 2016

Cades Barneia

antigo testamento danilo moraes
Bíblia de Estudo Arqueológica

22 de novembro de 2016

Instruções hititas para os sacerdotes


arqueologia danilo moraes
danilo moraes
Bíblia de Estudo Arqueológica



21 de novembro de 2016

Os amuletos de Ketef Hinnon

ARQUEOLOGIA ANTIGO TESTAMENTO DANILO MORAES
Bíblia de Estudo Arqueológica

19 de novembro de 2016

O número do censo e seu significado

biblia arqueologica danilo moraes

Bíblia de Estudo Arqueológica

17 de novembro de 2016

Sábado, ano sabático e Jubileu

biblia arqueológica
Bíblia de Estudo Arqueológica

12 de novembro de 2016

VICTOR P. HAMILTON - O Sistema de Sacrifícios: Levítico 1—7

victor hamilton antigo testamento
O Sistema de Sacrifícios  Levítico 1—7 

Poder-se-ia supor que Levítico, importantíssimo livro central do Pentateuco, possui esse nome por tratar exclusivamente dos levitas. Deve-se admitir que referências a “sacerdotes” abundam por todo o livro (na verdade, são 194). Alguns capítulos, aliás, dedicam-se com exclusividade a questões sacerdotais (por exem­plo, 8—10; 21; 22). Por outro lado, encontramos em Levítico ape­nas uma breve referência aos levitas, a qual se encontra relacio­nada ao Ano do Jubileu: “Mas, no tocante às cidades dos levitas, às casas das cidades da sua possessão, direito perpétuo de resga­te terão os levitas. E, havendo feito resgate um dos levitas, então, a casa comprada e a cidade da sua possessão sairão no jubileu; porque as casas das cidades dos levitas são a sua possessão no meio dos filhos de Israel” (25.32,33). Em Números, todavia, te­mos capítulos ou seções inteiras dedicadas ao papel dos “levitas”: 1.47-53 (censo dos levitas); 2.17,33; 3.1—4.49 (funções dos levi­tas); 7 (em especial os versículos 4 e 5); 8.5-26; 16 (uma revolta instigada pelos levitas contra Moisés); 17.1-3 (o nome de Arão é escrito no bordão de Levi); 18 (funções de sacerdotes e levitas, e ofertas para seu sustento); 26.57-62 (censo dos levitas); 31.47 (espólios de guerra para os levitas); 35.1-4 (cidades dos levitas). Em certo aspecto, portanto, “Levítico” seria um nome mais adequado para Números — caso “Levítico” estivesse especificamente relaci­onado aos levitas. E muito provável que o termo que intitula o terceiro livro do Pentateuco na Septuaginta grega e na Vulgata latina não era originalmente utilizado nesses idiomas para deno­minar os levitas como um grupo específico de sacerdotes. Em vez disso, tratava-se de um termo mais genérico, relacionado a tudo que dizia respeito ao sacerdócio. Como tal, é um título bastante apropriado para esse livro bíblico. Essa interpretação concorda com o nome pós-bíblico e rabínico de Levítico, que étorat kohahirrr. “instruções para os/dos sacerdotes”. 

Levítico se divide de forma natural em cinco unidades: 

1. leis sobre sacrifícios (1—7) 

2. leis sobre ordenação de sacerdotes (8—10) 

3. leis sobre impurezas físicas e morais (11—16) 

4. leis sobre santidade física e moral (17—26) 

5. leis sobre votos (27) 

Norman Geisler1 sugeriu que Levítico fosse compreendido como um livro subdividido em duas partes: (1) como nos aproximamos do Altíssimo (1—10), através de sacrifícios (1—7) e por meio do sacerdócio (8—10); e (2) como alcançamos a santidade (11—27). por intermédio da higiene (11—16) e da santificação (17—27). 

10 de novembro de 2016

TREMPER LONGMAN III - A história primeva Gênesis 1—11

antigo testamento pentateuco danilo moraes
Iniciaremos agora uma leitura interpretativa do livro de Gênesis, sempre tendo em mente os princípios e o pano de fundo que exploramos nos capítulos anteriores. Mas, ao contrário de um comentário completo, que pode se delongar em detalhes, irei ilustrar uma abordagem geral do texto, na qual pode haver uma interpretação mais detalhada. 

Gênesis é a história do relacionamento persistente de Deus com suas criaturas humanas. Ele está decidido a abençoá-las apesar de pecarem continuamente. Esse tema geral de Gênesis dá coerência ao relato. 

Apresentarei o livro de Gênesis em três partes: a história pri­meva, as narrativas patriarcais e a história de José. Essas três par­tes estão delimitadas uma das outras por meio do tema e do estilo literário de cada uma. Num pequeno espaço de texto, Gênesis 1—11 cobre um período de tempo vasto, ainda que não especifi­cado. A velocidade narrativa diminui quando Abraão, o primeiro patriarca, é introduzido, e esse novo ritmo também prossegue ao longo das histórias de Isaque e Jacó (cp. 12—36). O relato sobre a vida de José (cp. 37—50) é diferente dos textos precedentes por causa de sua narração com qualidades quase de um romance, num óbvio contraste com a forma bem episódica como as narra­tivas patriarcais são apresentadas. 

E fácil ler essas três partes como se fossem isoladas umas das outras, mas é erro proceder assim. Embora cada uma apre­sente suas próprias ênfases distintas, a bênção de Deus, a perda da bênção bem como sua recuperação são um tema disseminado por todo o livro. 

Gênesis 1—2, o relato da criação, descreve como Deus aben­çoa seres humanos, criando-os e colocando-os no Jardim, onde todas as suas necessidades são satisfeitas. Mais importante do que isso é que são abençoados com um relacionamento vital e harmo­nioso com Deus. Vivem no Jardim de Deus na presença de Deus. 

Gênesis 3 narra a perturbação que a revolta humana intencio­nal causou na bênção de Deus. A essa altura vemos um padrão que vai até Gênesis 11, chega às narrativas patriarcais e avança mesmo além. Deus consistentemente julga o pecado: ele não deixa que a revolta fique por isso mesmo. Mas também não rejeita totalmente a humanidade. Ele a busca com sua bênção. Seja mediante aquilo que chamo de “amostras da graça” nos relatos de Gênesis 3-11, seja mediante as promessas de Gênesis 12-50, veremos o persistente desejo divino de levar suas criatu­ras de volta a um relacionamento restaurado com ele. Em The story of Israel os autores oferecem uma boa descrição da narrativa pós-Jardim quando dizem que trata de “como Israel volta ao Jardim, não geográfica mas espacialmente” e “como [....] o povo de Deus desfruta da bênção de estar na presença de Deus”.[1]


A história primeva Gênesis 1—11 

8 de novembro de 2016

Festas de Israel

arqueologia danilo moraes
antigo testamento
Bíblia de Estudo Arqueológica


7 de novembro de 2016

Sacrifício humano no antigo Oriente Médio

bíblia arqueológica danilo moraes
Bíblia de Estudo Arqueológica

6 de novembro de 2016

R. K. HARRISON - Regulamentos a respeito do sacrifício (1:1-7:38 - Parte 2)

danilo moraes harrison
d. O sacrifício pelos pecados (4:1 - 5:13)

Esta seção trata dos regulamentos que envolvem ofertas para peca­dos involuntários e por acidente. A posição do malfeitor na sociedade determinava a natureza do animal a ser sacrificado. Ao passo que em Levítico 3:12 nenhuma disposição foi feita para os pobres sacrificarem aves, presumivelmente porque não eram consideradas uma oferta sufi­cientemente grande para uma refeição sacrificial, nesta seção uma cate­goria de ofertas menos dispendiosas é estabelecida para o benefício de pes­soas que não tinham meios de sacrificar um novilho ou uma cabra.

1-2. Uma nova fórmula introdutória (“quando alguém,” cf. 5:1)[1] indica uma mudança da preocupação de Deus com a restauração do bem­-estar, para a preocupação com os meios mediante os quais as transgres­sões acidentais podem ser expiados. Pecar (2) vem do Hebraico hátã, raiz esta que significa basicamente “errar o alvo.” Ao pecar, o transgres­sor realmente perde o objetivo real da existência, que é viver em obedi­ência aos mandamentos de Deus e ser santo conforme Ele é santo (Lv 11:44; 19:2, etc.). O que está envolvido em cometer transgressões por ignorância (NEB “involuntariamente”) é o fazer aquilo que é proibido em qualquer dos mandamentos do Senhor a Israel. A tradução por igno­rância é um pouco enganadora, ainda que somente porque certo grau de desobediência consciente era obviamente envolvido. Destarte, nas transgressões mencionadas em 5:1-4, o pecado por ignorância incluiria tanto os atos conscientes da desobediência quanto transgressões come­tidas como o resultado de fraqueza e fragilidade. Versículos subseqüentes tratam das categorias de pessoas abrangidas por estas disposições.

1. O sumo sacerdote (3-12)

1. Como a única pessoa ungida na nação quando estas leis foram instituídas, o sumo sacerdote exercia uma posição de grande responsa­bilidade espiritual. Qualquer transgressão da parte dele era refletida so­bre a nação como um todo, para escândalo para o povo (3), visto ser ele o representante do povo diante de Deus e assim profanaria o Santo dos Santos por causa da sua iniqüidade. Aqueles que são membros do sacerdócio real de Deus em Cristo (1 Pe 2:9) devem ser revestidos de jus­tiça (SI 132:9), e não devem permitir que o pecado domine em seus cor­pos mortais (Rm 6:12). A oferta pelo pecado (hattà’t) do sumo sacer­dote fazia expiação para ele e atenuava a ira de Deus. Aqui, como nou­tras partes do sistema sacrificial hebraico, ressalta-se alguma coisa que é feita em prol do homem para remover a barreira estabelecida pelo peca­do. A palavra hattã’t é derivada de uma forma verbal que significa “pu­rificar,” de modo que o substantivo significa “um sacrifício que obtém a purificação.” A função desta oferta, portanto, é purificar o local da adoração, tomando-o santo ao Senhor (cf. Zc 14:20), e fazendo com que seja possível para Deus habitar mais uma vez entre Seu povo.

5 de novembro de 2016

VICTOR P. HAMILTON - O Tabernáculo, o Bezerro de Ouro e a Renovação da Aliança

victor hamilton danilo moraes
O Tabernáculo, o Bezerro de Ouro e a Renovação da Aliança 

Êxodo 25—40 

Muito provavelmente, a última parte importante de Êxodo (a lidar com o Tabernáculo) parece decepcionante e até monótona para muitos leitores contemporâneos do Antigo Testamento. Quem, após fazer algumas observações sobre esses capítulos, manter-se- ia interessado em seu conteúdo, excetuando talvez um decorador ou um arquiteto? Apesar disso, as Escrituras nos dão uma deta­lhada descrição do Tabernáculo, a qual se estende por dezesseis capítulos. Começa com as orientações divinas sobre a construção (25—31), passando por interrupções e atrasos por causa da apos­tasia (32—34), até a conclusão final da incumbência divina (35— 40). Ou seja, passa-se da instrução (25—31), pela interrupção (32— 34), até a implementação (35—40). Entre duas seções (25—31 e 35—40), que lidam com a correta adoração de Deus e a constru­ção do que Deus deseja para seu povo, há a seção que fala sobre uma adoração repreensível e a construção/prática do que Deus não deseja para seu povo (32—34). Pode-se até perceber que o livro de Êxodo começa e termina com os israelitas construindo alguma coisa. No princípio, são forçados a construir cidades-ce­leiro para Faraó (1.11); no fim, concordam em construir um local de adoração portátil, para que Deus possa habitar entre eles. 


O Tabernáculo (25—31; 35—40) 

O interesse dos estudiosos, no que tange ao Tabernáculo, tem se concentrado em questões históricas, praticamente deixando de lado a análise teológica. A tese de Julius Wellhausen, do fim do século XIX, foi revisada, mas não abandonada. Ele alegava que o relato de Êxodo sobre o Tabernáculo é uma ficção, e que tal edifi­cação jamais chegou a existir durante o período no deserto. Ele afirmava que, na verdade, a história havia sido formada em um período posterior, durante o exílio, usando o Templo de Salomão como modelo. 

4 de novembro de 2016

Tatuagens e autolaceração na religião antiga

arqueologia antigo testamento
Bíblia de Estudo Arqueológica

3 de novembro de 2016

Leis médio-assírias

arqueologia
Bíblia de Estudo Arqueológica

TREMPER LONGMAN III - Abraão e Nuzi - costumes patriarcais em seu contexto cultural

tremper longman danilo moraes
Abraão e Nuzi - costumes patriarcais em seu contexto cultural 

Nos capítulos quatro e cinco examinamos as semelhanças e as diferenças entre relatos antigos de criação e de dilúvio. Em nossa última análise do contexto do antigo Oriente Próximo sobre Gênesis, tratamos de um assunto diferente, a saber, como os cos­tumes culturais que observamos em Gênesis se comparam com aqueles em outras regiões do antigo Oriente Próximo. Aqui a per­gunta que clama por resposta é se os patriarcas se encaixam ou não no período em que a Bíblia os situa. Outro benefício deste estudo comparativo é que esclarece ainda mais costumes bíblicos que parecem tão estranhos para nós. 

Podemos atribuir uma data a Abraão? 

E possível situar Abraão numa linha do tempo? Quanto a isso, podemos identificar uma data absoluta em vez de uma relativa de qualquer acontecimento bíblico? Uma data relativa é aquela que é atribuída a algum acontecimento na sua relação com outros acontecimentos. Todas as datas apresentadas na Bíblia são relati­vas a outros acontecimentos. Como exemplo vamos considerar a data do êxodo do Egito. Talvez o dado cronológico mais impor­tante para esta data se encontre em IReis 6.1: 

No ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito, Salomão, no ano quarto do seu reinado sobre Israel, no mês de zive (este é o mês segundo), começou a edificar a Casa do Senhor. 

Esse tipo de datação relativa com certeza nos ajuda a ter uma visão da relação cronológica entre acontecimentos bíbli­cos, mas não permite que coloquemos o êxodo em nossa linha do tempo, isto é, não nos permite que atribuamos uma data abso­luta a esse acontecimento. 

2 de novembro de 2016

R. K. HARRISON - Regulamentos a respeito do sacrifício (1:1-7:38 - Parte 1)

antigo testamento danilo moraes
Os primeiros quinze capítulos de Levítico contêm listas de regula­mentos que regem os vários tipos de sacrifícios prescritos para a remoção do pecado e da imundícia, a iniciação formal do sacerdócio de Israel nas suas funções religiosas, e uma declaração das diferenças fundamentais en­tre espécies limpas e imundas. Os vários sacrifícios e ofertas chegam ao seu ponto culminante no capítulo 16, onde são prescritos os rituais que devem ser seguidos no dia da expiação. O restante do livro trata de uma variedade de leis cerimoniais, e termina com uma declaração das bênçãos que sobrevirão a Israel se as leis forem guardadas, juntamente com uma declaração dos castigos que serão o resultado de repudiar os estatutos da aliança.

I. REGULAMENTOS A RESPEITO DO SACRIFÍCIO (1:1-7:38)

As leis que regem as ofertas sacrificiais aparecem em duas formas contrastantes nesta seção. Em 1:1 — 6:7, os preceitos rituais são des­critos do ponto de vista da pessoa que faz a oferta, ao passo que em 6:8 —7:38 a narrativa considera os vários sacrifícios conforme os sacerdotes têm de manipulá-los. Seguem a mesma ordem geral, no entanto, exce­tuando-se que em 6:8 — 7:38 a oferta pacífica ocorre no fim (7:11-21) ao invés de ocupar o terceiro lugar na lista (3:1-17) que consiste em 1:1 — 6:17. É difícil dizer exatamente por que a matéria foi organizada desta maneira. É possível que visasse ajudar os sacerdotes ou em memo­rizar a ordem dos vários rituais,[1] ou em dar instruções acerca da nature­za e significado dos procedimentos a serem seguidos. Há uma padroni­zação literária bem como funcional aqui, e se o propósito de tal disposi­ção era de qualquer maneira didático, tal fato subentenderia que a for­ma escrita de Levítico servia pelo menos parcialmente como um manual de procedimento sacerdotal. Como tal, seria comparável quanto à fun­ção com outros manuais cultuais do Oriente Próximo antigo destinados para o uso sacerdotal. Em contraste com as festas prescritas em Levíti­co 23, que eram obrigatórias para a congregação de Israel, as ofertas descritas nesta seção eram de uma natureza mais pessoal e espontânea, e visavam a satisfação de necessidades espirituais individuais. Destarte, refletem a liberdade da abordagem a Deus que o cristão possui, salvo que para este último não é necessário nenhum sacerdote mediador, por causa da obra expiadora do grande Sumo Sacerdote. Além disto, o cren­te pode aproximar-se de um Deus amoroso e perdoador, com arrepen­dimento e fé, independentemente dos formulários cultuais ou estipula­ções denominacionais, e achar graça para auxílio em tempos de neces­sidade.

a. O holocausto (1:1-17)

1 de novembro de 2016

Demônios caprinos e sátiros do deserto

Bíblia de Estudo Arqueológica

VICTOR P. HAMILTON: A Lei e a Aliança - Êxodo 19—24

victor hamilton
A Lei e a Aliança - Êxodo 19—24 

Depois de viajarem por três meses, os hebreus chegaram ao monte Sinai, não raro identificado com Jebel Musa (em árabe, “a montanha de Moisés) com 2.300 metros de altura. Por diversas vezes, Moisés subiu e desceu essa montanha: “E subiu Moisés a Deus” (19.3), Moisés voltou” (19.7, NVI); “E relatou Moisés” (19.8, implícito) “Então Moisés desceu” (19.14); “e Moisés subiu” (19.20); "Então Moisés desceu” (19.25) (ver Arichea: 1989). 

Apesar de terem chegado ao Sinai em Êxodo 19.1, os israelitas iriam partir até Números 10.11,12. Chegaram “ao terceiro mês” (Èx 19.1) após partirem do Egito. Números 10.11 relata que os israelitas partiram do Sinai “no segundo ano, no segundo mês, aos vinte do mês”. Ou seja, o acampamento aos pés do Sinai du­rou cerca de onze meses. Seguramente, trata-se de um grande e importante momento nas vidas do povo de Deus. De acordo com Blenkinsopp, os eventos narrados no Pentateuco cobrem 2.706 anos. Dentre quase três mil anos, apenas onze meses foram pas­sados no Sinai. Ainda assim, esse período abarca quase um terço do Pentateuco. Schramm nos apresenta os seguintes números: Gênesis 1.1 a Êxodo 18.27 = 2.028 versículos; Êxodo 19.1 a Nú­meros 10.10 = 1.972 versículos; Números 10.11 a Deuteronômio 34,12 = 1.849 versículos. 


A Aliança no Sinai 

Na primeira vez em que Moisés subiu o Sinai, Deus falou e Moisés ouviu (vv. 3-6). Trata-se, antes de mais nada, de lembrar Israel da fidelidade e do cuidado divino. Israel não havia chegado até ali por acaso ou graças a sua agressividade (v. 4). Todavia, de “o que fiz [...] vos levei [...] e vos trouxe” no versículo 4, o discurso passa, no versículo 5, a “agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz”. Passamos da causa aos efeitos, do amor divino à res­ponsabilidade humana. Então, dos efeitos aos resultados: “então, sereis” (v. 5). 

1. Causa: “o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim”. 

2. Efeitos: “agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu concerto”. 

3. Resultados: “então, sereis a minha propriedade peculiar den­tre todos os povos”; “e vós me sereis reino sacerdotal e povo santo”. O povo de Deus, portanto, é singular, separado do mundo, mas apenas para servir em um ministério de recon­ciliação com este mesmo mundo.