21 de outubro de 2016

VICTOR P. HAMILTON - As Provações no Deserto

victor hamilton danilo moraes
As Provações no Deserto 

Êxodo 15.22—18.27 

Após Êxodo 15.1-21, em 15.22—18.27, vemos uma mudança radical de ânimo e atmosfera. A comemoração de 15.1-21 dá lugar às reclamações de 15.22-26. Quase que imediatamente depois dos louvores de 15.1-21, a gratidão é substituída por lamúrias. Na verdade, uma das principais palavras encontradas nesse trecho de Êxodo, lün (“murmúrio, lamúria, reclamação”), ocorre no Anti­go Testamento apenas em relatos passados no deserto (Êx 15.22— 17.16; Nm 11.1—36.13). Ela aparece em Êxodo 15.24; 16.2,7,8; 17.3, e em nove ocorrências correspondentes de Números (Nm 14.2,27 [2x], 29, 36; 16.11,41; 17.5,10). Aúnica vez em que o verbo aparece fora de relatos durante o tempo no deserto é em Josué 9.18: “toda a congregação murmurava contra os príncipes”. 

Existem diversas semelhanças de vocabulário entre esse tre­cho e uma seção anterior, na qual as pragas são descritas, que vinculam um ao outro. (1) Em 7.24, “não podiam beber” as águas do rio (que se haviam tornado em sangue); em 15.23, “não pude­ram beber” as águas amargas de Mara. (2) Em 9.18 e 22, Deus fez "chover” saraiva por todo o Egito; em 16.4, fez “chover” pão sobre o acampamento dos israelitas. (3) Em 10.14,15, os gafanhotos “vi­eram sobre” [“invadiram”, NVI] e “cobriram” toda a terra; em 16.13, as cordonizes “subiram” [“apareceram”, NVI] e “cobriram" o arraial. (4) Em 7.20, Moisés “feriu” o Nilo com o cajado; em 17.5,6. ele “feriu” a rocha com a vara. (5) As pragas tinham como propósi­to fazer Faraó/Egito “saber que eu sou o Senhor” (7.5,17, e ou­tras); Deus supre seu povo de maná e cordonizes para que o povo “saiba” quem os livrou e sustentou (16.6,8). 

A viagem de três meses entre Egito e Sinai não foi tranquila, nem para Moisés nem para os israelitas. Durante essa breve fra­ção de seu itinerário, eles passaram por pelo menos quatro crises: as águas amargas de Mara (15.22-27); a falta dos víveres neces­sários (16.1-36); a falta de água para beber em Refidim (17.1-7): a invasão dos amalequitas (17.8-16). Um quinto problema seria o estado de saúde de Moisés. Ele, evidentemente, mostra-se sobre­carregado. Seria possível que suportasse tal ritmo de maneira indefinida? Poderia Israel perder seu líder, tão perigosamente perto de uma exaustão física (18.1-27)? Ele estava esgotado (17.12) e sua agenda era frenética (18.13). 

Um verbo-chave usado nesse trecho é nãsã, “pôr a teste, pro­var”. Ele aparece em 5.25 e 16.4, com Deus como sujeito e Israel como objeto da provação. Trata-se do mesmo verbo utilizado para : descrever o episódio em que Deus testa Abraão com Isaque (Gn 22.1). Nasã é utilizado de forma semelhante na conclusão do Decálogo, em Êxodo 20.20 (ver também Dt 8.2,16; 13.3; 33.8). Outros pontos em que Deus “testa” (usando o mesmo verbo em hebraico) são Juízes 2.22; 3.1,4; 2 Crônicas 32.31; Salmos 26.2. Moberly observa que, com exceção de 2 Crônicas 32.31 e Salmos 26.2 todas as outras provações ocorrem em momentos cruciais: (1) o mais importante evento na vida de Abraão (Gn 22.1); (2) o início do destino de Israel após sua libertação do Egito (Êx 15.25; 16.4); (3) a explicação do porquê do Decálogo (20.20); (4) em um comentário sobre os quarenta anos que Israel passou no deserto (Dt 8.2,16); (5) ao falar sobre a necessidade de discernimento para rechaçar os falsos profetas (Dt 13.3); (6) na ocasião em que os levitas permaneceram fiéis a Deus e foram recompensados com o sacerdócio (Dt 33.8); (7) ao mencionar a permissão de Deus para que as nações provassem Israel na Terra Prometida (Jz 2.22; 3.1,4). 

Nessa parte, o verbo é utilizado duas vezes com um sentido negativo (17.2,7). Há uma permuta entre sujeito e objeto. Os israelitas são o sujeito, e Deus é o objeto, como em Deuteronômio 6.16. As implicações desses dois versículos do capítulo 17 são cla­ras: Deus não deve ser testado. Sua confiabilidade não é algo que precise ser provado. A murmuração acompanha qualquer teste dirigido a Deus (5.24; 16.2). E claro que tais murmurações são imediatamente dirigidas a Moisés, mas levantar dúvidas a res­peito de um servo de Deus é levantar dúvidas a respeito de Deus (16.7,8; “Não mentiste aos homens, mas a Deus” [At 5.4]). A mur­muração é um estado de espírito em que se crê que, nas dificulda­des, Deus não é suficiente. O autor de Hebreus, ao referir-se à rebelião descrita em Êxodo 17.1-7, sugere que a murmuração leva ao endurecimento do coração; o que, por sua vez, leva a uma per­da de posição do Reino de Deus (Hb 3.7-13). 

Aqui, portanto, muito pouco se fez para que as petições fossem apresentadas diante de Deus com ações de graça. Ainda assim, Deus não fica irritado. Ele responde, não por causa do queixume de Israel, mas a despeito de suas murmurações. 

Em primeiro lugar, as águas amargas ficam doces após Moisés lançar um tronco na água (15.25). Isso aconteceu em resposta à oração de Moisés. Na primeira praga, a água se tornara em san­gue. Aqui, uma água salobra ficou doce. No Novo Testamento, a água seria transformada em vinho (Jo 2.9). 

Em seguida, o suprimento diário de pão e carne veio em forma de maná e cordonizes (16.1-36). Ambos os alimentos já foram des­critos como típicos em certa época na península do Sinai. O maná já foi explicado como uma secreção produzida por insetos ou pio­lhos ao perfurarem frutos e galhos de tamareiras, cujo suco for­maria em flocos ou bolas brancas (algo que dificilmente teria uma aparência suculenta!) A codorniz é o menor membro da família do faisão. A península do Sinai é uma parada natural para esses animais, quando eles voam da África para a Europa na primave­ra e ao retornarem para a África no outono. 

Nesse ponto, o mais curioso é a orientação divina para que não armazenassem mais que o suprimento de maná para um dia (16.4). A única limitação determinava que a quantidade reunida deveria ser consumida no mesmo dia (16.16,18). Nada podia ser deixado para o dia seguinte (16.19). Como era de se esperar, algumas pes­soas desobedeceram e tiveram de enfrentar conseqüências emba­raçosas (16.20). Deus fornecia, a cada dia, um novo suprimento de maná a seu povo. Dessa forma, ensinou-lhes sobre como funci­onava uma relação de confiança. Vemos tal postura refletida nas palavras de Jesus: “não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber [...] Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã” (Mt 6.25,34), bem como nos ensinamentos do Messias de que devemos pedir o pão de cada dia a Deus (Mt 6.11). Os israelitas, a cada dia, deviam confiar em Deus para suas necessidades físicas. O amanhã e os seus proble­mas pertenciam a Deus, não a eles. 

Além de restrições acerca da quantidade, era-lhes também proi­bido apanhar maná aos sábados (16.25,26). Nesse dia, a padaria de Deus tirava folga, pois não havia maná para colher. Mais uma vez, houve aqueles que não creram nas palavras de Moisés e os curiosos não encontraram nada (16.27). 

Logo no início dessa seção, Deus informa a Moisés (16.5) que o recolhimento de maná às sextas-feiras renderia o dobro dos ou­tros dias. Foi exatamente isso que aconteceu (16.22), mas não vemos Moisés em parte alguma, entre o versículo 5 e 22, dividin­do essa informação com o povo. Brevard Childs, extasiado, co­menta: “Deus dá a Israel, por assim dizer, uma festa surpresa”. Aliás, o comentário presente no versículo 22, “todos os príncipes da congregação vieram e contaram-no a Moisés”, confirma a feliz surpresa que tiveram. Eles ficaram pasmos. 

Por fim, vemos Moisés orientando Arão a colocar um pouco de maná em um jarro, a fim de pô-lo “diante do Testemunho” (16.33,34). “Testemunho”, via de regra, refere-se às tábuas da ali­ança que continham os Dez Mandamentos (ver Ex 31.18; 32.15; 34.29), ou pode dizer respeito à arca na qual o “testemunho” foi colocado (ver Êx 25.22; 26.33,34). Êxodo 25.16,21 traz claramen­te a ordem de pôr o testemunho na arca. 

E claro que, em Exodo 16, ainda não existe nenhum testemu­nho, arca ou Tabernáculo (ver Ex 27.21; 30.6,36). De qualquer forma, é tremendamente importante descobrir que, mesmo antes de qualquer referência à colocação das leis de Deus dentro da arca, é anunciado que o maná de Deus seria posto diante, sobre ou den­tro da arca. Um Deus que nos deu sua lei? Sim. Mas, antes de tudo, um Deus que, com abundância e misericórdia, supriu nos­sas necessidades e demonstrou sua fidelidade e graça. 

O terceiro problema é a falta de água em Refidim (17.1-7). Na primeira vez, a água era imbebível (15.23). Agora, não há água alguma. A solução de Deus para esse dilema não é nada comum. No versículo 6, lemos que Deus disse a Moisés: “Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe, e tu ferirás a rocha”. Túdo isso havia de acontecer em público, não privadamente (v. 6b). 

Até mesmo ler que Deus ficou diante de Moisés já é surpreen­dente. Estar diante de alguém indica, por vezes, uma relação de subordinação e submissão (por exemplo, Gn 18.8; Dt 1.38; 10.8; 1 Sm 16.22). Dessa forma, é possível que, em Gênesis 18.22, onde se lê: “mas Abraão ficou ainda em pé diante da face do Senhor”, o correto seja: “mas o Senhor ficou ainda em pé diante da face de Abraão”. Há pelo menos um indício de que escribas de eras mais recentes, ao considerarem algo ofensivo a Deus, tenham alterado certas passagens bíblicas. Tais mudanças no texto são chamadas de tiqqune soferirrv. “correções dos escribas” (ver Ginsbury). 

Deus se coloca na posição de uma rocha a ser ferida, tornando- se suscetível ao dano. E possível que seja exatamente com essa imagem em mente que Paulo afirma: “nossos pais [...] todos come­ram de um mesmo manjar espiritual [Ex 16], e beberam todos de uma mesma bebida espiritual [Ex 17], porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo” (1 Co 10.1,3,4). 

Embora, nessa ocasião, Deus tenha salvo os israelitas da sede e da morte, os nomes dados àquele local não fazem lembrar a bondade de Deus, mas a falta de fé no meio do povo: Massá e Meribá (“prova” e “contenda”). A atitude do povo ofuscou o ato de Deus. 

Por três vezes consecutivas, Deus realizara atos sobrenaturais. E interessante observar onde os milagres aparecem na Bíblia. Em partes extensas da Palavra, não há o menor sinal de milagre. A literatura de sabedoria é um claro exemplo. Quantos milagres lemos, por exemplo, nas profecias de Isaías ou Jeremias, nos li­vros históricos de Samuel e Reis, nas epístolas paulinas ou uni­versais? Na verdade, encontramos conjuntos de milagres em ape­nas três lugares: durante a carreira de Moisés, ao longo da época de Elias e Eliseu e durante o ministério de Jesus e parte de Atos. Ou seja, no princípio, durante o período da grande tentação e no princípio da igreja. Milagres, sim, mas não em grande número. Milagres em excesso podem ser tão prejudiciais quanto nenhum. E sem dúvida intrigante que, quando Jesus perguntou: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” (ele, cujo ministério foi repleto de milagres), duas das três pessoas citadas pelos discípu­los jamais realizaram qualquer milagre conhecido, ou seja, Jeremias e João Batista (Mt 16.13-16). Assim, é possível que a essência do ministério de Jesus devesse ser conhecida não pela quantidade de sinais e maravilhas, mas por algo mais. 

A quarta crise foi a invasão surpresa no acampamento israelita pelos amalequitas (Ex 17.8-16). No primeiro incidente em Refidim, foi Deus quem “ficou em pé” sobre a rocha. Agora, era Moisés quem devia “ficar em pé” no cume do outeiro (17.8). Moisés ainda tinha sua vara (17.6) nas mãos (17.9), mas agora o importante eram as mãos, não o cajado. 

Aliás, a menção de que a posição das mãos de Moisés determi­nava os reveses e vitórias no campo de batalha não é explicado em termos de propósito e função. Talvez seja melhor admitirmos não saber o que Moisés estava fazendo. Seria uma espécie de in­centivo, como sugerem alguns estudiosos? Não estaria ele elevan­do o cajado aos céus em busca de auxílio divino? Por dois motivos, não deveríamos descartar tão facilmente a explicação tradicional de que Moisés assume uma posição de intercessor. Uma delas é a referência encontrada em Salmos a orações com as mãos erguidas: duas vezes em um gesto de adoração (SI 63.4; 134.2) e uma vez com petições (SI 28.2). A outra razão é uma contínua percepção de Moisés como um intercessor por excelência. Já lemos por três ve­zes que Moisés “clamou” ao Senhor: Êxodo 14.15; 15.25; 17.4. 

Enquanto Moisés estava no outeiro, segurando “o bordão de Deus” em suas mãos, Josué lutava embaixo (17.13). Independen­temente do que Moisés estivesse fazendo, aquilo não eliminava a necessidade de combater o antagonista. Os muros de Jerico iriam desabar, mas não antes de os israelitas marcharem ao seu redor. Jesus pôde transformar a água em vinho, mas não antes de os servos encherem as talhas de água. 

O ataque dos amalequitas não foi o último problema dos israelitas. Por outro lado, todos os quatro incidentes encontram paralelo na história de Israel após o povo deixar o Sinai. A primei­ra e a terceira crise, ambas a respeito de água, encontram corres­pondência no incidente registrado em Números 20.2-13, uma ou­tra Meribá. A segunda crise, a carência de comida, aproxima-se do que é relatado em Números 11.4-35. A quarta crise correspon­de a uma segunda invasão dos amalequitas (Nm 14.39-45). 

Há, contudo, uma enorme diferença entre as narrativas de Êxodo e Números. Na primeira, aqueles que reclamavam não so­freram nenhuma retaliação, a despeito de suas atitudes. Na se­gunda, já então sob a aliança, Moisés foi impedido de entrar em Canaã (Nm 20.12); diversos israelitas pereceram por causa de uma praga enviada por Deus (Nm 11.33); e os amalequitas, ao contrário da primeira vez, foram vitoriosos sobre o povo de Deus (Nm 14.45). A diferença constatada indica que, depois da aliança (pena de morte para o adultério), as conseqüências do pecado eram bem mais graves que antes da aliança (compensação financeira para o pai de uma virgem que tivesse sido seduzida). 

A quinta crise nesse trecho, se é que podemos chamá-la assim, foi causada pela visita do sogro de Moisés, Jetro, ao acampamento israelita (Êx 18.5). Ele foi incentivado pelos rumores de que Deus havia retirado Israel do Egito. Tal qual a rainha de Sabá, que visi­tou Salomão, Jetro precisava confirmar a veracidade dos rumores. 

Moisés mostra-se mais do que ansioso em testemunhar (18.8). Seu testemunho fez com que Jetro louvasse ao Senhor. O sogro de Moisés ainda firmou um novo ou mais profundo compromisso de seguir a Jeová (dependendo da interpretação dada à frase: “Ago­ra sei”, no versículo 11). 

Temos aí o contexto de um Moisés sobrecarregado. Jetro suge­riu que ele delegasse autoridade e não tentasse fazer tudo por conta própria. Não é o tipo de sugestão que um administrador aceita com facilidade, principalmente se ele tem um complexo de messias e compulsão em monopolizar. Quando compreenderam que não conseguiriam cuidar de tudo sozinhos, os apóstolos opta­ram por se concentrar na oração e na pregação. O ministério jun­to às viúvas foi delegado aos sete diáconos que atenderam claros requisitos espirituais (At 6.1-6). 

E quanto a Moisés? Ele era por demais intransigente para acei­tar conselhos? Provérbios 12.15b diz que “o que dá ouvidos ao con­selho é sábio” e, em 13.10b, lemos “com os que se aconselham se acha a sabedoria”. E preciso comparar essa atitude com “o rei velho e insensato, que se não deixa mais admoestar” (Ec 4.13). Também é curioso o fato de a idéia ter sido apresentada por Jetro, sacerdote em Midiã, e não sussurrada por um anjo de Deus no ouvido de Moisés. Seriam os filhos desse mundo, por vezes, mais sábios que os filhos da luz (Lc 16.8)? Se em algumas ocasiões Deus falou dire­tamente a Moisés, temos aqui um exemplo de Deus falando atra­vés de uma outra pessoa — de alguém totalmente inesperado. 

Felizmente, Moisés aceitou de bom grado a proposta de Jetro. Ele resolveria as questões mais complicadas e as mais comuns seriam solucionadas por seus representantes. A narrativa se en­cerra com Jetro dando adeus a seu genro e voltando a Midiã. Ao chegar, seu propósito era investigar. Ao partir, sua curiosidade havia sido satisfeita e suas perguntas estavam respondidas. Ele então acreditava, não por ouvir falar, mas porque ouvira por si mesmo — e sabia. 

A Provação no Deserto (Êx 15.22—18.27) 

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