11 de outubro de 2016

TREMPER LONGMAN III - Quem escreveu Gênesis

ANTIGO TESTAMENTO DANILO MORAES
O formato do livro de Gênesis

Fundamental para a compreensão de qualquer livro é ter cons- IS ciência de sua forma literária. Essa forma possui três com­ponentes principais: gênero, estrutura e estilo.

Gênero se refere à categoria literária de um livro. A maneira como o leitor percebe o gênero de um livro determina como inter­pretá-lo. De fato, lemos ficção científica de forma diferente de não-ficção, ciência de forma diferente de mitologia, e assim por diante. Determinar erroneamente um gênero é interpretar erro­neamente sua mensagem e significado.

Neste capítulo emprego o termo estrutura simplesmente para designar o esboço de um livro. Quais são os pontos principais de um livro? Aliás, eu até argumentaria que um livro pode ser estru­turado de mais de uma maneira. Entretanto, o esboço não é arbi­trário, e intérpretes devem ser capazes de descrever um motivo para dividi-lo da forma como fazem.

Finalmente, estilo é referência à maneira em particular que um autor escreve. Muitas definições de estilo têm sido apresentadas, mas empregaremos uma que é clara e útil: “Cada escritor faz, necessaria­mente, escolhas para se expressar, e é nessas escolhas, na sua ‘maneira de colocar as coisas’, que se encontra o estilo [....] Cada análise de estilo [...] é uma tentativa de encontrar os princípios estilísticos que estão por trás das escolhas de linguagem feitas pelo escritor[1].”


Que tipo de livro é Gênesis?

O gênero provoca uma estratégia de leitura. Faz toda diferença se identificamos Gênesis, no todo ou em parte, como história, ou mito, ou parábola, ou lenda ou saga, e todas essas categorias têm sido sugeridas na história da interpretação do livro.

Nosso interesse se encontra no livro todo em sua forma canônica atual. E óbvio que em Gênesis existe uma variedade de tipos literários, por exemplo, genealogia (Gn 5), relato de guerra (Gn 14) e testamento poético (Gn 49).

A despeito da óbvia variedade existente em Gênesis, é pro­veitoso analisar a questão do gênero tendo-o em mente como um todo, afinal, vê-se nele um enredo narrativo com uma unidade que conduz o leitor desde a criação do mundo até a peregrinação para o Egito. Relata acontecimentos passados e o faz com clara estrutura cronológica. Esta última sentença soa como a definição de uma obra de história, e, na minha opinião, reflete adequada­mente os sinais de gênero que o leitor encontra na obra.

Muito do livro, por exemplo, é relatado empregando-se a forma verbal denominada waw-consecutivo, que é a característica básica de narrativa na Bíblia hebraica. Além disso, as freqüentes fórmulas toledot (ver p. 50-52,72), que estruturam o livro, tam­bém apontam para uma motivação histórica. Acrescente-se a isso que não existem mudanças radicais de gênero entre o livro de Gênesis e o restante do Pentateuco, e nem entre o Pentateuco e os assim chamados livros históricos, que nos levariam a ler Gênesis de outra forma a não ser a história. Aliás, se estamos falando da intenção original do(s) escritor(es) bíblico(s), o estilo do livro não deixa praticamente nenhuma margem para defender o contrário, chegando-se, então, à conclusão óbvia de que o autor quis que Gênesis fosse lido como uma obra de história que relata aconte­cimentos de um passado bem distante.

É claro que, muito embora tenha havido a intenção de o livro ser lido como descrição do que realmente ocorreu no passado, é possível que isso não tenha acontecido. Em outras palavras, é possível que um livro que pretende ser histórico deixe de repre­sentar com acurácia o que aconteceu. Assim mesmo, uma longa tradição de estudiosos de círculos tanto judaicos quanto cristãos, sustenta o ponto de vista de que a narrativa tem o propósito de transmitir informações sobre acontecimentos e persona­gens num passado bem distante. E claro que Gênesis, tal como todos os textos históricos da Bíblia, pode ser descrito como “história teológica”.

Só por volta do século passado é que foram sugeridos gêne­ros alternativos para Gênesis.[2] Esse é, por exemplo, o caso de Hermann Gunkel, que acreditava que Gênesis é composto, ba­sicamente, de sagas, definidas como “uma narrativa longa, tra­dicional e em prosa que tem uma estrutura de episódios desenvolvida em torno de temas ou objetos estereotipados. Os episódios narram feitos ou virtudes do passado que contribuem para a composição das palavras do narrador atual”.[3] Conquanto essa definição não seja inerentemente contrária à intenção his­tórica do texto, geralmente se pressupõe que tais sagas “tendem a consistir de acréscimos, em grande parte a-históricos, em um núcleo possivelmente histórico”.[4] Outros gêneros propostos para rotular Gênesis no todo ou em parte incluem novela, lenda, fábula, etiologia e mito.

Tais termos são claramente preconceituosos em relação à intencionalidade histórica do livro. São motivados mais pela relu­tância e incapacidade do intérprete moderno em aceitar a realidade do mundo de Gênesis do que pela clara percepção da intenção do texto. John Van Seters é exemplo de um crítico recente que afirma a intencionalidade histórica de Gênesis (em particular do javista) mediante uma comparação com a historiografia grega. Contudo, isso não significa que ele creia que os acontecimentos que o autor narra aconteceram de verdade no tempo e no espaço.

A função da história contida em Gênesis é fornecer um pró­logo e um alicerce para a nação de Israel e a outorga da lei no livro de Êxodo. Gênesis relata como Deus escolheu Abraão e guiou a família do patriarca como seu povo especial. Entretanto, antes de passarmos para a estrutura do livro, precisamos analisar a natu­reza da historiografia de Gênesis.

História teológica. Para algumas pessoas, escrever história parece algo totalmente simples e descomplicado. É uma transcri­ção do passado — apenas os fatos. O que poderia ser mais simples?

Porém, é impossível um ser humano apresentar o passado como uma simples coleção de fatos não interpretados, nem isso seria desejável mesmo que fosse possível. A história é diferente de uma representação do passado gravada em video, pois envolve um historiador, alguém que tem de interpretar esses aconteci­mentos para o público de sua época. David Howard afirmou, acertadamente, que “só é ‘história’ aquele relato que procura impor alguma coerência ao passado” e “toda escrita de história é, necessariamente, ‘perspectiva’, até mesmo ‘subjetiva’, no sentido de que sua forma se deve à atividade do autor na seleção e comuni­cação do material”.[5] A subjetividade envolvida na narrativa his­tórica não invalida a intenção histórica; pelo contrário, o intérprete de um historiador bíblico deve levar em conta a perspectiva que o autor tem do passado.

A história bíblica possui um interesse antiquário. O autor de Gênesis acredita que Deus de fato criou o universo no passado, que Abraão migrou da Mesopotâmia para a Palestina e que José ascendeu a um alto cargo no Egito. Entretanto, o fato de que esses eventos ocorreram é algo pressuposto e não defendido. O inte­resse do texto não é provar a história, mas, sim, deixar claro para o leitor a mensagem teológica. No texto bíblico a história e a teologia estão intimamente ligadas.

Toda história é ideológica, ou seja, adota uma perspectiva por meio da qual narra os acontecimentos. Interpreta eventos e não apenas registra fatos brutos. Visto que é impossível narrar tudo que acontece, só é incluído o que é importantíssimo para o autor e para o público leitor, e essas escolhas dependem da posição e do propósito do autor. Mas na escrita da história bíblica existe muito mais envolvido do que simples seleção; também inclui as ênfase relativas que o autor coloca em vários aspectos da história bem como a organização do material e a aplicação.

Escrever história está mais para pintura, especificamente de retratos, do que para fazer um vídeo. V. Philips Long desenvolve essa analogia de um modo cativante:

Talvez seja proveitoso estabelecer uma analogia entre a pintura de um retrato, um tipo de arte da representação visual, e historiografia, que pode ser apropriadamente descrita como arte da representação verbal. Retratos artísticos são, num certo sentido, “construcionis- tas”; fazem escolhas criativas na composição e transmissão de seu assunto histórico. Mas estão longe de simplesmente impor uma estrutura num corpo amorfo de “fatos” isolados (um olho aqui, um nariz ali). Sua tarefa é observar o contorno e as características de seu tema, as relações entre os vários aspectos, e expressar num meio de representação visual esses detalhes essenciais de seu assunto. E claro, não há dois retratos que sejam exatamente iguais, porquanto, não existem dois pintores de retrato que vejam o tema da mesma e exata maneira ou que façam as mesmas escolhas criativas quando o pintam. Mas nem um nem outro pode ser uma representação ade­quada e totalmente diferente do mesmo tema, pois estão restringidos pelos fatos — os contornos e as estruturas do objeto. Em sua habili­dade representacional, artistas que se dedicam a pintar retratos com­põem (i.e., constroem) sua pintura, mas não impõem simplesmente uma estrutura em seu objeto. Será que o mesmo é válido para histo­riadores narrativos?[6]

Concluindo, é possível, até mesmo necessário, que tanto se afirme a intenção história de um texto como Gênesis quanto se procure a motivação teológica por trás de sua modelagem par­ticular de acontecimentos passados.

A estrutura do livro de Gênesis

Identificar a estrutura de um livro é uma maneira de enxergar seu conteúdo e descrever como o autor moldou seu conteúdo. No caso de um livro narrativo como Gênesis, a estrutura ajuda o leitor a ver o desenrolar e a dinâmica do enredo. E possível descrever a estrutura de mais de uma maneira, dependendo de a quais pistas narrativas o leitor está prestando atenção. No caso de Gênesis duas estruturas são tanto interessantes quanto esclarecedoras.

O leitor que lê o livro em português pode facilmente passar por alto de uma estrutura fascinante. Isso ocorre porque, na maioria das traduções, a palavra hebraica toledot é traduzida por mais de uma expressão em português. A expressão hebraica completa é 'elleh toledot, que aparece onze vezes no livro de Gênesis (2.4; 5.1; 6.9; 10.1; 11.10; 11.27; 25.12; 25.19; 36.1 [36.9]; 37.2) e tem sido traduzida de várias maneiras diferentes, inclusive “estas são as gerações”, “esta é história da família”, “esta é a história dos des­cendentes” e “este é o relato”. A expressão é seguida do nome de uma pessoa, com exceção de Gênesis 2.4, que tem “os céus e a terra” no lugar de nome próprio. Depois dessa primeira ocorrên­cia, a narrativa se divide nas seguintes secções: “estas são as gera­ções de” Adão, Noé, filhos de Noé, Sem, Terá, Ismael, Isaque, Esaú (a fórmula aparece duas vezes para Esaú) e Jacó. Desse modo, o livro de Gênesis possui um prólogo (1.1—2.3) seguido de dez episódios. O nome pessoal não é, necessariamente, o da persona­gem principal, mas o ponto de início da secção, a qual também termina com a morte dessa personagem. E esse recurso propor­ciona então ao livro impressão de unidade e também a noção de progressão nas gerações.

Uma segunda abordagem numa análise estrutural de Gênesis considera as transições do livro em termos de conteúdo e estilo, o que salta bastante à vista para leitores do texto em português. Primeiramente, é possível dividir o livro em duas subsecções: Gênesis 1.1—11.26 e 11.27—50.26. A primeira é a “história primeva” e cobre o período de tempo entre a criação e a torre de Babel. Estes capítulos cobrem um período de tempo longo e inde- terminável no passado remoto. A segunda parte se caracteriza por uma desaceleração no enredo e no direcionamento da aten­ção para uma única pessoa, Abraão, e sua família por quatro gera­ções. Com freqüência esses capítulos são denominados “narrativas patriarcais”; acompanham os movimentos do povo da promessa desde o chamado de Abraão, em Gênesis 12.1, até a morte de José, no final do livro. Cada uma dessas duas divisões de Gênesis começa com uma criação cujo início foi operado pelo poder de Deus. Em Gênesis 1.1 Deus, pelo poder de sua palavra, chama o universo à existência; em Gênesis 12.1 Deus, pelo poder de sua palavra, chama um povo especial à existência.[7]

E possível fazer uma subdivisão adicional, na segunda parte de Gênesis, entre as narrativas patriarcais e a história de José. Aquelas são episódicas, relatos breves dos acontecimentos das vidas de Abraão, Isaque e Jacó. A história de José (Gn 37; 39—50) apresenta uma trama bem estruturada de como a família de Abraão foi morar no Egito. A história prossegue no livro de Êxodo. A his­tória de José proporciona a transição entre uma família de 70 a 75 pessoas que foi para o Egito e uma nação que, 400 anos depois, está pronta para o êxodo.

Na minha apresentação da interpretação do livro (ver cp. 7—9), utilizarei em Gênesis uma estrutura tríplice simples.

• A história primeva: Gênesis 1—11

• As narrativas patriarcais: Gênesis 12—36

• A história de José: Gênesis 37—50

O estilo literário de Gênesis

O interesse no estilo literário dos livros bíblicos atingiu um novo ponto de interesse no início dos anos 80 do século passado. O estudo da literatura bíblica enquanto literatura não era uma idéia totalmente nova, mas isso foi deixado em fogo lento por cerca de duzentos anos porque os estudiosos acharam que era mais importante debater a questão da história da composição dos livros em vez de sua qualidade literária.[8] Especificamente a respeito de Gênesis, os estudiosos estavam interessados na ques­tão das fontes (J, E, D, P) em vez nas questões relacionadas à forma do livro tal qual o temos hoje. Aliás, os dois impulsos destroem um ao outro. Isto é, seccionar um livro em suas fontes desestimula leituras que prestam atenção no desenvolvimento do enredo ou na caracterização.

Muitos livros e artigos foram escritos apenas nos últimos vinte anos, trazendo à tona as qualidades literárias de Gênesis.[9] Os resultados têm sido fascinantes e bem amplos, aliás em quan­tidade excessiva para poderem ser aqui descritos de modo com­pleto. Darei apenas um exemplo do tipo de estudo que discerne o estilo literário de Gênesis e, então, aplicarei minhas sensibili­dades literárias enquanto apresento minha interpretação nos capítulos 7 a 9.

Em termos de estudo literário, o gênero e a estrutura são da mais absoluta importância. Num texto narrativo como Gênesis, também precisamos entender o enredo da história. O enredo é apresentado por um narrador, e a estratégia de narração escolhida pelo autor é informativa. Gênesis se assemelha à imensa maioria de textos bíblicos por ser narrado não por uma personagem nem por um indivíduo específico, mas, sim, por uma terceira pessoa, um narrador onisciente, que sabe o que as pessoas estão pensando e fazendo (até mesmo quando estão sós) e é até capaz de trazer à luz a motivação divina. Com freqüência a voz do narrador é o guia oficial do relato, conduzindo o leitor tanto em sua análise dos acontecimentos e personagens do relato, quanto em sua rea­ção diante disso. Têm-se assinalado que os leitores reagem a um narrador na terceira pessoa com uma submissão inconsciente. David Rhoads e Donald Michie observam: “Quando o narrador é onisciente e invisível, os leitores tendem a não ter consciência de suas tendências, valores e visão de mundo”.[10] [11] O narrador ado­ta um certo ponto de vista que modela as reações dos leitores diante dos acontecimentos narrados.

O narrador também é aquele que apresenta o leitor às perso­nagens do relato. Seletividade e interpretação estão envolvidas na apresentação da personagem. Um dos traços comuns da narra­ção bíblica é sua reticência na análise da motivação ou na des­crição física da personagem. De modo geral, o relato avança mais mostrando que narrando, e, com freqüência, esse mostrar se dá por meio da apresentação de discurso direto. Por exemplo, no capítulo 8, mostrarei que Abraão é apresentado de tal forma que sua jorna­da de fé é o ponto central e nem todos os acontecimentos de sua vida são relevantes. Por isso, apenas os que mostram sua reação às promessas da aliança de Gênesis 12.1-3, são ressaltados.

Uma vez que a narrativa hebraica é contida, de poucas pala­vras, estas são, caracteristicamente, repletas de significados laten­tes. Isso exige que o leitor preste cuidadosa atenção aos detalhes do relato: a mensagem poderá ser encontrada numa única palavra descritiva ou até mesmo na ausência de uma palavra, quando sua presença seria de se esperar.

Por exemplo, Bruce Waltke, em seu estudo esclarecedor sobre o relato de Caim e Abel (Gn 4), aplica algumas dessas descober­tas à pergunta: por que Deus não aceitou o sacrifício de Caim?[12] Será que o sacrifício de Caim não foi aceito porque não foi um sacrifício com sangue? Ou será que foi rejeitado porque não foi oferecido com fé? O enigma do sacrifício de Caim surgiu devi­do ao silêncio do Antigo Testamento acerca da motivação de Caim para trazer seu sacrifício e a motivação divina para rejei­tá-lo. O texto introduz Caim e Abel de modo muito abrupto e narra só por alto os eventos que levaram ao assassinato de Abel.

Waltke aponta para indícios indiretos dentro do texto que ajudam a solucionar o problema. Falando de modo geral, a passa­gem se torna mais clara assim que se percebe que o texto estabelece um contraste entre as ações de Caim e as de Abel. Aqui Waltke segue Robert Alter [o qual mensiona nas páginas 22, 24, 61, 62, 74, 76 e 170] destacando o contraste de personagens como um recurso narrativo hebraico favorito. Waltke observa duas diferen­ças importantes em termos do sacrifício que cada irmão trouxe. O narrador menciona que Abel trouxe das “primícias” do rebanho, enquanto o sacrifício de Caim não é descrito de nenhuma forma equivalente. Parece que a conclusão de Waltke está justificada: “O sacrifício de Abel se caracteriza pelo que existe de melhor dentro daquele grupo de animais, e... o de Caim não tem tal característica. Parece que a lição é que o sacrifício representa a adoração feita de coração, enquanto o de Caim representa um gesto inaceitável de mera formalidade”.[13]

Princípios de leitura

Os princípios a seguir foram tirados dos capítulos dois e três.

1. Identifique o que o texto indica a respeito de sua história de composição. Como Gênesis chegou à sua forma final?

2. Qualquer que seja a conclusão a que se chegue como resposta ao primeiro princípio, o intérprete deve tratar a forma final do texto como um todo.

3. Identifique o gênero do livro.

4. Determine a estrutura do livro.

5. Seja sensível ao estilo literário do livro.

Leitura adicional

Alter, Robert. The art of Biblical narrative. New York: Basic Books, 1981.

Berlin, Adele. A poetics and interpretation of Biblical narrative. Sheffield: Almond, 1983.

Borgman, Paul. Genesis: The story we haven’t heard. Downers Grove: InterVarsity, 2001.

Fokkelman, J. P. Narrative art in Genesis. Amsterdam: Van Gorcum, 1975.

Longman, Tremper, III. Literary approaches to Biblical interpreta­tion. Grand Rapids: Zondervan, 1987.

Sternberg, Meir. The poetics of Biblical narrative. Bloomington: Indiana University Press, 1985.







[1] G. N. Leech e M. H., Short, Style in fiction (London: Longman, 1981), p. 19, 74.


[2] Um panorama das abordagens críticas dessa questão no que diz respeito a Gênesis pode ser encontrada em John Van Seters, Prologue to history: TheYahwist as historian in Genesis (Louisville: Westminster John Knox, 1992), p. 10-23.


[3] Hermann Gunkel, citado em George W. Coats, Genesis with an intro­duction to narrative literature, série Forms of the Old Testament Literature, 1 (Grand Rapids: Eerdmans, 1983), p. 319.


[4] Walter Moberly, At the mountain of God: Story and theology in Exodus 32—34 (Sheffield: JSOT Press, 1983).


[5] David M. Howard Jr, An introduction to the Old Testament historical books (Chicago: Moody, 1993), p. 30 e 35.


[6] V. Philips Long, “Narrative history: Stories about the past”, em Iain Provan, V. Philips Long e Tremper Longman III, A Biblical history of Israel (Louisville: Westminster John Knox, 2003), p. 82; ver também p. 84-7.


[7] Walter Bruggeman, Genesis (Atlanta: John Knox, 1982), p. 105.


[8] Para uma perspectiva histórica sobre o estudo literário da Bíblia, ver a análise concisa em Tremper Longman III, “Literary approaches to Old Testa­ment study”, em Theface of Old Testament studies, ed. por David W. Baker e Bill T. Arnold (Grand Rapids: Baker, 1999), p. 97-115.


[9] Uma amostra inclui John H. Sailhamer, “Genesis”, em A complete literary guide to the Bible, ed. por Lee Ryken e Tremper Longman III (Grand Rapids: Zondervan, 1995), p. 108-20; Robert Alter, The art of Biblical narrative (New


York: Basic, 1981); J. P. Fokkelman, Narrative art in Genesis (Amsterdam: Van Gorcum, 1975); e, mais recentemente, Paul Borgman, Genesis: The story we haven’t heard (Downers Grove: InterVarsity, 2001). Esta ultima obra é muito boa, mas o subtítulo é enganador e, de certo modo, fica fazendo uma autopromoção. Com certeza ele não é o primeiro a estudar o livro de Gênesis com essa abordagem.


[11] David Rhoads e Donald Michie, Mark as story: The introduction to the narrative of a gospel (Philadelphia: Fortress, 1982), p. 3 e 4.


[12] Bruce K. Waltke, “Was Cain’s offering rejected by God because it was not a blood sacrifice?”, Westminster Theological Journal 48 (1986): 363-72.


[13] Ibid, p. 369.