8 de agosto de 2016

JOHN BRIGHT - Da conclusão do Templo a metade do século quinto

antigo testamento danilo moraes
A COMUNIDADE JUDAICA NO SÉCULO QUINTO

As reformas de Neemias e Esdras

Quanto à sorte da comunidade judia nos setenta anos
que se seguiram ao término da construção do templo, na verdade sabemos muito pouco. Salvo os incidentes cronológicos
mal colocados de Esdras (c. 4,6-23), o Cronista nada informa.
Além disso, só sabemos o que pode ser inferido das memórias
de Neemias, um pouco posteriores, e dos livros proféticos da
época, como Abdias (provavelmente no início do século quinto)[1]
e Malaquias (aproximadamente 450), complementados com
dados de história geral e de arqueologia. É claro, entretanto,
que embora a conclusão do templo tivesse assegurado a sobrevivência da comunidade, seu futuro estava longe de estar garantido. Depois do colapso das expectativas e esperanças ligadas
a Zorobabel, estava claro — ou deveria estar — que não
haveria nenhum restabelecimento da nação judaica de acordo
com a ordem antiga, nem mesmo numa forma modificada.

O futuro da comunidade teria de estar em outra qualquer direção. Mas não estava claro qual fosse esta direção e
tampouco ficou claro até que, algumas gerações mais tarde,
a comunidade foi reconstituída sob a liderança de Neemias e
Esdras. Entretanto, o máximo que se poderia dizer dela era
que... existia.


A. DA CONCLUSÃO DO TEMPLO A METADE DO SÉCULO QUINTO

1. O Império Persa até aproximadamente 450

A história política dos judeus durante este período é inseparável da história do império persa, em cujas fronteiras
virtualmente todos viviam, e que, na passagem do século sexto
para o quinto, estavam alcançando a sua maior expansão física.
Como a história da Pérsia não faz parte da nossa tarefa,
deve ser suficiente um esboço sumário que nos forneça um
bc.ckground geral [2].

a. Dario 1 Histaspes (522-486). — Já descrevemos como Dario sufocou as revoltas que encontrou por ocasião da
sua ascensão, mesmo quando os profetas hebreus antecipavam
a queda do império. Dario deu mostras de ser, em todos os
sentidos, um governante capaz e um digno sucessor do grande
Ciro.

Campanhas de longo alcance levaram seus exércitos para
leste até o Indo, para o oeste ao longo da costa africana até
Bengazi, através do Bósforo, e para o norte, contra os citas
do sul da Rússia. Antes do fim do século sexto, o seu império
ia do vale do Indo até o Egeu, do Jaxartes até a Líbia e, na
Europa, incluía a Trácia e uma faixa dos Bálcãs, ao longo
do Mar Negro ao norte até o Danúbio.

Além disso, Dario deu a este vasto domínio sua organização definitiva, dividindo-o em vinte satrapías, cada uma das
quais com um sátrapa, geralmente um nobre persa ou medo,
nomeado pela coroa. Embora fossem governantes quase autônomos, dos quais dependiam os governadores locais, os sátrapas
eram fiscalizados severamente por comandantes militares diretamente responsáveis perante o rei, por uma complexa burocracia,
e por um sistema de inspetores itinerantes que igualmente,
prestavam contas ao rei. Era um sistema que procurava equilibrar a autoridade central com um grau de autonomia local.
E que persistiu durante todo o tempo em que o império
durou.

Os feitos de Dario foram muitos e brilhantes: seus monumentos em Persépolis e outras localidades, o canal que ele
construiu unindo o Nilo ao mar Vermelho, o complexo rodoviário que facilitava as comunicações de uma extremidade à
outra do império, suas amplas reformas legais, o aperfeiçoamento
de um sistema padronizado de moeda (a cunhagem de moedas
tinha começado na Lídia no século sétimo), o que muito contribuiu para promover o sistema bancário, o comércio, a indústria — e muito mais.

Em suma, no reinado de Dario, a Pérsia alcançou o seu
auge. Somente numa campanha, e a sua campanha mais ambiciosa, podemos dizer que Dario fracassou. Foi a tentativa
de conquistar a Grécia, projeto para o qual ele se preparou
durante alguns anos. Depois que uma tentativa inicial fracassou, quando uma tempestade destruiu a frota persa diante do
monte Athos, em 490 as tropas persas aportaram na ilha de
Eubéia. Mas o tratamento áspero e severo que elas, estupidamente, deram à cidade de Eretria incitou os gregos contra
eles. Quando cruzaram o continente, Milcíades com seus atenienses, derrotou-os fragorosamente em Maratona. Dario, forçado a adiar o projeto, não pôde retomá-lo até o dia da sua
morte.

b. Os sucessores de Dario. — Quem sucedeu a Dario
foi seu filho Xerxes (486-465), um homem de pouquíssima
capacidade em relação ao pai. Logo no começo, Xerxes teve
de enfrentar uma revolta que rebentou no Egito antes da morte
de seu pai, e mais tarde (em 482) outra na Babilônia. A Babilônia foi tratada com severidade, tendo seus muros demolidos, seu templo Esagila arrasado e a estátua de Marduk
derretida. Depois disso, Xerxes não se preocupou em passar
por rei legítimo da Babilônia como fizeram seus predecessores,
e começou a tratar a Babilônia como território conquistado.
Dominando esses distúrbios, Xerxes voltou-se para a invasão
da Grécia. Construindo uma ponte sobre o Helesponto (em
480), ele comandou um enorme exército através da Macedônia,
subjugou os heróicos espartanos em Termópilas, tomou Atenas e pôs fogo na Acrópole.

Mas, então, veio o fracasso em Salamina, onde uma
terceira frota persa foi destruída. Nisto, Xerxes voltou para
a Ásia, deixando o general Mardônio na Grécia com um
exército. Mas, no ano seguinte (de 479), este exército foi feito em pedaços, em Platéia, enquanto o restante da frota
persa era destruída perto de Samos. Outras derrotas, que
culminaram com o fracasso decisivo às margens do Eurimedon
(em 466), forçaram finalmente Xerxes a deixar a Europa,
obrigando sua frota a se afastar das águas do Egeu.

Xerxes foi finalmente assassinado. Sucedeu-lhe o filho
mais jovem, Artaxerxes I Longimanus, que se apoderou do
trono afastando o herdeiro legítimo. O reinado de Artaxerxes
(465/4-424) não começou auspiciosamente. Já fustigado pelos
ataques gregos contra Chipre, por volta de 460 ele teve que
enfrentar uma rebelião no Egito, encabeçada por um certo
Inaros, um dinasta libio que contava com o apoio de Atenas.
Em breve, o Baixo Egito ficou livre das tropas persas, exceto
Mênfis, que estava cercada. Embora o exército persa, sob o
comando de Megabyzus, sátrapa de Abar-nahara, tivesse reentrado no Egito aproximadamente em 456, a resistência continuou até 454, quando Inaros caiu prisioneiro. Depois, quando
Inaros foi executado em violação à palavra dada per Megabyzus,
este último se rebelou (449/8), mas a rebelião foi logo sufocada e Megabyzus, apesar disso, confirmado no seu posto.

Dificuldades internas, somadas a novos sucessos dos gregos, levaram finalmente Artaxerxes a consentir na paz de
Callias (449). As cidades gregas da Ásia Menor, aliadas de
Atenas, receberam sua liberdade. Atenas abandonou a pretensão de libertar outras. As tropas regulares persas tinham que
permanecer a leste de Hális, e a frota persa não devia entrar
no mar Egeu. Tem-se a impressão de que a Pérsia havia sofrido
uma humilhação. Embora o seu fim ainda estivesse longe, já
começavam a aparecer as debilidades da maciça estrutura do
império.

2. A sorte dos judeus em aproximadamente 515-450

Embora não saibamos quase nada da sorte dos judeus
neste período, é claro que o futuro da comunidade de Judá
permanecia incerto e desalentador. O fracasso em se concretizar a instauração de um Estado davídico provavelmente levou
a uma perda de interesse em toda tentativa de restauração por parte dos judeus, em todo o império — e a maior
parte deles contentava-se em permanecer onde se encontrava.
Embora a população de Judá continuasse a crescer, não houve certamente um afluxo geral de judeus para a pátria, como tinha
sido previsto pelo Segundo Isaías, por Zacarias e outros.

a. As comunidades judaicas no Império Persa no século
quinto. — Por esta época, embora saibamos muito pouco deles,
os judeus estavam bem estabelecidos em várias partes do
império. Como a Babilónia permaneceu como centro da vida
judaica durante séculos, podemos supor que lá florescia uma
comunidade. Na verdade, como indicamos acima, alguns judeus
de Babilónia estavam se tornando muito prósperos, enquanto
outros, como Neemias, conquistavam altas posições na corte
persa. Existe alguma evidência de uma comunidade judaica
também na longínqua Sardis (Sefarad), na Ásia Menor, como
indicam uma inscrição em lidio e aramaico, aproximadamente
de 455, e uma alusão em Abdias versículo 20 [3]. Podia-se
também encontrar judeus, durante todo este período, no Baixo
Egito (cf. Is 19,16-25), para onde grupos deles tinham fugido depois da queda de Jerusalém, embora não saibamos nada do
que aconteceu com eles.

Por outro lado, a colônia judia de Elefantina, na primeira catarata do Nilo, mencionada no capítulo anterior, é
bem conhecida através de todo o século quinto, graças à riqueza
de textos aramaicos procedentes de lá. Alguns destes textos
já eram conhecidos desde o começo do século, enquanto outros
apareceram mais recentemente nos Estados Unidos e na Europa[4]. Não nos podemos deter nos negócios legais e econômicos
desta colônia, e teremos mais a dizer de sua situação política
no próximo capítulo. Basta mencionar aqui que foi uma comunidade estável e florescente, que lançou raízes sociais e econômicas em sua nova pátria.

Sua religião, contudo, era altamente sincrética [5]. Totalmente em oposição à lei deuteronômica, estes judeus tinham um
templo dedicado a Iahweh, com um altar sobre o qual queimavam oferendas e faziam sacrifícios a ele[6]. Mas outras divindades também eram adoradas: Eshem-betel, Herem-betel,
‘Anat-betel (‘Anath-yahu). Trata-se provavelmente de representações hipostáticas de aspectos de Iahweh (“Nome da Casa
de Deus”, “Sacralidade da Casa de Deus”, “Sinal [?] da
Casa de Deus ”) às quais se tinha dado um status divino.
Diante disto, parece que os judeus de Elefantina, se não
abertamente politeístas, tinham combinado um Javismo altamente heterodoxo com características tiradas dos cultos sincréticos de origem araméia. Embora se chamassem judeus e
sentissem que eram do mesmo sangue dos seus irmãos da
Palestina, como veremos, eles não se encontravam de modo
algum no seio da religião e da história de Israel. Com raízes
onde estavam, eles certamente não sentiam nenhuma necessidade de voltar para Judá e fazer parte de uma comunidade
na terra de seus pais.

b. A comunidade em ]udá: sua sorte externa. — Entretanto, os judeus não tinham abandonado a aventura da restauração. Pelo contrário, grupos deles continuavam a voltar
para a pátria (cf. Esd 4,12), fazendo com que a população
de Judá dobrasse em meados do século quinto. As listas do
capítulo 2 de Esdras e do capítulo 7 de Neemias, que são
provavelmente listas de recenseamento da época de Neemias,
aproximadamente, e que enumeram os exilados retomados, os
seus descendentes e os judeus já estabelecidos na província,
apresentam a população total da época como de pouco menos
de cinqüenta mil pessoas [7]. Provavelmente boa parte dos
retornados tinha chegado desde a construção do Templo. Esta
lista e a de Neemias (c. 3) mostram que numerosas cidades de Judá estavam agora habitadas, incluindo algumas (por
exemplo, Tecoa, Bet-Sur, Keila) virtualmente despovoadas antes. Também foram encontrados adeptos da comunidade judaica em Jericó, no território de Efraim, nas proximidades de
Betel (c. 7,32) e mais além, na planície costeira, nas vizinhanças da Lud (v. 37). Mas a terra não era ainda densamente populada. A própria Jerusalém tinha pouquíssimos habitantes (v. 4).

A posição da comunidade através destes anos era a mais
insegura. Não houve provavelmente nenhum governador nativo
em Judá depois de Zorobabel. O distrito era naturalmente administrado de Samaria[8] e os negócios locais estavam sob a
supervisão dos sumo sacerdotes: Jesus, depois Joiakim, e depois
Eliasib (Ne 12,10.26). Os atritos com os oficiais da província parecem ter sido constantes, pois eles extorquiam
pesados impostos e permitiam que seus agentes atuassem
com uma insolência revoltante (Ne 5,4.14ss). Ressentindo
qualquer tentativa de diminuir as suas prerrogativas em Judá,
eles não perdiam oportunidade para lançar os judeus contra o
governo persa. Através de Esdras (c. 4,6), sabemos que, no
começo do reinado de Xerxes — possivelmente em 486/5,
quando ele estava a braços com uma revolta no Egito ·— eles
acusaram os judeus de sedição. Nada sabemos sobre os fundamentos destas acusações nem de suas conseqüências. Mas podemos supor que, durante todos esses anos, sem proteção militar ou meios de defesa, os judeus estivessem sujeitos a repetidas
incursões, represálias e opressões, e sentissem profundamente
a sua posição indefesa.

Além desta insegurança, parece que suas relações não somente com a oficialidade de Samaria, mas também com outros
vizinhos, eram tensas. Em particular, havia inimizade com os
edomitas, os quais, deslocados de sua pátria pela pressão árabe,
tinham ocupado a maior parte do sul da Palestina, até o norte
do Hebron, como já indicamos. No século quinto, as tribos
árabes tomaram Edom completamente (cf. Ml 1,2-5), ocuparam Asiongaber e começaram a dar combate aos edomitas no
sul da Palestina. Edom ficou sem uma população fixa, durante o período persa ״. Os judeus certamente não morriam de amores pelos edomitas, cuja perfídia passada não podiam esquecer
e cuja presença no solo ancestral de Judá eles sentiam (Ab
1-14). Seus profetas esperavam pelo Dia de Iahweh (Ab 15-21),
quando Israel reconquistaria sua terra e os seus inimigos, especialmente os edomitas, seriam destruídos. Os edomitas e árabes, sem dúvida, respondiam na mesma linguagem, com ódio
e com toda espécie de provocação que podiam.

Não tendo a necessária proteção, os judeus achavam a sua
posição intolerável. Foi por esta razão que, no reinado de Artaxerxes I (Esd 4,7-23), eles dominaram a situação e começaram a reconstruir as fortificações de Jerusalém. Não podemos dizer exatamente quando isto se deu; sabemos apenas que foi antes de 445 (Esd 4,23; Ne 1,3).

É tentador ligar este incidente à revolta de Megabyzus
(449/8), que pode ter despertado esperanças de independência ou pelo menos ter feito com que o plano parecesse
viável. Mas os nobres de Samaria, com justiça ou não, apresentaram novamente acusação de revolta e conseguiram uma
ordem do rei para interromper a obra, ordem que eles executaram então a poder das armas. Sua intenção era que Judá
permanecesse constantemente sem defesa.

c. A comunidade judaica: sua situação espiritual. — A
conclusão do templo havia dado aos judeus um lugar de
reunião e, ao mesmo tempo, o status de uma comunidade
de culto. Observando-se uma lassidão religiosa generalizada,
não existe evidência de que florescesse qualquer outro lugar de culto em Judá. Podemos supor que o ritual do templo
pré-exílico foi retomado (com certas características régias omitidas ou reinterpretadas) e que os negócios internos da comunidade eram administrados de acordo com a lei, como ela era transmitida pela tradição. Os líderes judeus consideravam orgulhosamente sua comunidade, e só ela, como o verdadeiro remanescente de Israel.

Entretanto, é mais do que evidente que o moral da comunidade não era bom. A frustração levara à desilusão e esta,
por sua vez, à lassidão religiosa e moral. As palavras de Malaquias, e um pouco mais tarde as memórias de Neemias, ilustram
isto claramente. Os sacerdotes, enfastiados dos seus deveres, não
viam nada de mal em oferecer animais doentes e feridos a
Iahweh (Ml 1,6-14), enquanto sua parcialidade no tratamento
da lei degradava sua missão sagrada aos olhos do povo (Ml 2.1-9). O Sábado era desprezado e dedicado ao trabalho (Ne 13.15-22). A falta de pagamento dos dízimos (Ml 3,7-10)
forçou os levitas a abandonarem seus deveres para trabalhar e
ganhar seu sustento (Ne 13,10ss).

Dessa maneira, generalizou-se a idéia de que não haveria
nenhuma utilidade em ser leal à religião (Ml 2,17;3,13-15).
Estas atitudes, naturalmente, levaram à bancarrota da moralidade pública e privada, e até ao perigo de que a comunidade
se desintegrasse de dentro para fora. A prática do divórcio era
um escândalo público (MI 2,13-16). Sem princípios que os
contivessem, os patrões enganavam seus empregados, defraudavam-nos em seus salários e se aproveitavam de seus irmãos
mais fracos (Ml 3,5). Tendo hipotecado seus campos por
ocasião das secas ou para levantar tributos, os pobres encontravam-se antecipadamente presos e, juntamente com seus filhos, reduzidos à escravidão (Ne 5,1-5). E, o que é muito
mais grave, as linhas que separavam os judeus do ambiente
pagão em que se encontravam estavam começando a se enfraquecer e a quebrar-se. Os casamentos mistos entre gentios e
judeus eram naturalmente comuns (Ml 2,1 lss) e, à medida
em que os filhos de tais uniões tornavam-se mais numerosos,
aumentava ainda mais a já séria ameaça à integridade da
comunidade (Ne 13,23-27).

Numa palavra, havia o perigo real de que, se a comunidade não se pudesse reunir, recuperar o seu moral e encontrar uma direção, cedo ou tarde iria perder seu caráter distintivo, isto se não se desintegrasse totalmente. Medidas drásticas
estavam se fazendo necessárias, porque a comunidade não poderia continuar naquela situação ambígua e tampouco podia
recriar a ordem do passado. Devia-se encontrar um caminho novo para que Israel sobrevivesse como entidade criativa.






[1] Embora haja pouco acordo sobre este ponto (veja os comentários)
a data aduzida parece preferível. O livro, entretanto, contém material
msis recente. Cf. J. A. Thompson, in IB, VI (1956), pp. 858ss (que
־׳oloca Abdias em aproximadamente 450); Albright, in BP, p. 111, nota
182 (que sugere a passagem do século sexto para o quinto). 


[2] Para detalhes, cf. A. T. Olmstead, History of the Persian Empire,
The University of Chicago Press, 1948; R. Ghirshman, Iran, Trad. ingl.:
Penguin Books, Inc., 1954; v. também H. Bengtson, Griechischsche
Geschichte, C. H. Beck’sche Verlagsbuchhandlung, Munique, 1950. 


[3] Cf. C. C. Torrey, in AJSL, XXXIV (1917/1918), pp. 185-198;
v. também Thompson, o.c., p. 867; Albright, in BP, 88ss e nota 182. 


[4] Para dados originais, veja A. Cowley, Aramaic Papyri of the Fifth
Century, B.C., Qarendon Press, Oxford, 1923; cf. Pritchard, in ANET,
pp. 49Íss, para seleções. Para o grupo publicado nos Estados Unidos, cf.
E. G. Kraeling, The Brooklyn Museum Aramaic Papyri, Yale University
Press, 1953; idem, in BA, XV (1952), pp. 50-67, para uma relação
popular. O outro grupo foi publicado por G. R. Driver, Aramaic
Documents of the Fifth Century B.C., Clarendon Press, Oxford 1954,
(abreviado e revisado, 1957). 


[5] Cf. A. Vincent, La religión des Judéo-Araméens d’Eléphantine 


[6] Assim era pelo menos, no fim do século quinto, e provavelmente
desde o primeiro século. M. Black, entretanto (in JSS, I [1956], p.^ 69),
afirma que o sacrifício animal era uma inovação que irritou os egípcios
e teve de ser suspensa. 


[7] Cf. Albright, in BP, pp. 92ss, e a nota 180; mas cf. K. Galling,
in JBL, LXX (1951), pp. 149-158, para um entendimento diferente desta
lista. 


[8] Cf. a linguagem de Esdras 4,12. O “governador” de MI 1,8 pode-
ria ser o governador de Samaria — ou mesmo Neemias.