9 de novembro de 2015

Norman Geisler - A Evidência científica para a criação

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A EVIDÊNCIA CIENTÍFICA PARA A CRIAÇÃO 

A  evidência científica a favor da criação se encontra em três áreas diferentes. 

Primeiro, há evidência científica para a criação do universo físico. 

Segundo, há evidência científica para a criação da primeira vida. 

Terceiro, há evidência científica para a criação de todas as formas de vida básica, inclusive os seres humanos. 

CIÊNCIA DE OPERAÇÃO (EMPÍRICA) 

VERSUS CIÊNCIA DE ORIGEM (FORENSE) 

Antes de examinarmos esta evidência, é necessário distinguir duas categorias básicas de ciência, uma que lida com o mundo presente e a outra que lida com o mundo passado. A primeira se chama ciência de operação, e a outra, ciência de origem (veja Geisler and Anderson, OS, capítulos 6 e 7). A ciência de operação é uma ciência empírica-, a ciência de origem é mais semelhante a uma ciência forense. A ciência de operação trata das regularidades presentes, ao passo que a ciência de origem trata das singularidades passadas. A ciência de origem lida com a origem do universo e da vida, e a ciência de operação lida com o funcionamento do universo e da vida. 

A diferença crucial entre a ciência de origem e a ciência de operação é que na ciência de operação há um padrão recorrente de eventos contra os quais podemos testar uma teoria. Na ciência de origem, não há tal padrão recorrente no presente, visto que se trata de uma singularidade passada. Por conseguinte, não há modo direto de testar uma teoria ou modelo de ciência de origem. Tem de ser julgada tão plausível ou improvável pela maneira em que reconstrói consistente e compreensivelmente o passado não-observado com base nas evidências disponíveis no presente. 

Os princípios básicos destes dois tipos de ciência também são diferentes. A ciência de operação se baseia na observação e repetição. Encontramos, por exemplo, as leis da física e da química na observação de alguns padrões recorrentes de eventos. Podemos fazer tais observações a olho nu ou com a ajuda de instrumentos, como o telescópio e o microscópio. A observação é crucial para a ciência de operação — tem de haver uma repetição ou padrão recorrente para ser observada. Não podemos fazer análise científica empírica com base em um evento singular, pois a ciência de operação não só envolve regularidades presentes, mas também regularidades futuras que possam ser projetadas a partir de um parão presente. Repetindo, não podemos estabelecer uma tendência ou fazer uma predição científica  a partir de um evento singular. É necessário uma série ou padrão de eventos antes que uma lei científica válida seja postulada ou uma projeção possa ser feita. 

A ciência de origem, ao contrário, não se baseia nem na observação nem na repetição dos eventos de origem, visto que não os observamos, nem estão sendo repetidos no presente. Portanto, a ciência de origem trata das singularidades passadas não-observadas, como a origem do universo e a origem da vida. Considerando que nenhum ser humano esteve presente para observar a origem da vida, este não é o assunto da ciência de operação. Por exemplo, a operação do cosmo é a ciência da cosmologia, mas a origem do cosmo é a ciência da cosmogonia. A primeira lida com a sua operação presente; a última lida com a gênese do mundo. A ciência operacional da biologia não trata do começo da vida, mas do seu funcionamento ininterrupto desde aquele ponto de origem. Como a vida começou é a bíogenía; como ela continua é a biologia. Basicamente, então, há dois tipos de ciência. 


Ciência de Origem
Ciência de Operação
Singularidades passadas Começo do universo Ciência forense
Regularidades presentes Funcionamento do universo Ciência empírica

A Causa da Origem versus as Leis da Operação 

E importante observar que as leis pelas quais algo opera não são as mesmas que as causas pelas quais esse algo começou. Por exemplo, as leis necessárias para mover um moinho de vento não são suficientes para produzir um. O moinho de vento funciona puramente pelas leis naturais da física (pressão, movimento, inércia, etc.). Entretanto, estas leis naturais não criam moinhos de vento; elas só operam por eles. A razão para isto é que as leis naturais tratam da continuação das coisas, mas não são suficientes para explicar o começo dessas coisas. 

E só porque as coisas operam de modo regular no presente que é possível fazermos observações e predições baseadas nisso. Portanto, a observação e a repetição são necessárias para a ciência natural (operacional). A origem dos eventos passados, quer do universo ou da vida, não foi observada e não é repetida. Portanto, não se classifica no domínio da ciência natural (ciência de operação). Considerando que um evento de origem é, por natureza, não-repetido, entra em uma classe própria — é uma singularidade não- observada, e não aconteceu de novo. Por conseguinte, tem de ser abordado de modo diferente do que se faz na ciência empírica (ciência natural, observacional). De fato, como vimos, a ciência de origem é mais semelhante a uma ciência forense, que é onde não houve observação do evento e não pode ser repetido. Por exemplo, consideremos o caso de uma morte não-observada por uma causa desconhecida. Levando em conta que ninguém viu o fato, não podemos invocar o princípio da observação usado na ciência de operação, e visto que a pessoa está morta, não pode ser repetido. Semelhantemente, o princípio da repetição não está presente. Portanto, nenhuma das duas bases da ciência de operação está presente na ciência de origem. 

A ausência dos princípios da ciência empírica não frustra totalmente a análise científica de um assassinato, por exemplo; podemos evocar os princípios da ciência forense. Usando as evidências remanescentes (como armas, contusões, impressões digitais, DNA, etc.), o cientista forense pode fazer uma reconstrução plausível do evento original. De modo semelhante, o cientista de origem tenta reconstruir as singularidades passadas não-observadas, como a origem do universo e a origem da vida. 

OS PRINCÍPIOS DA CIÊNCIA DE ORIGEM 

Toda disciplina tem seus próprios princípios. A ciência de operação se baseia na observação e repetição. Sem um padrão recorrente de eventos para medir as teorias, não há ciência operacional válida. Considerando que a ciência de origem carece de observação e repetição dos eventos de origem, tem de depender de outros princípios. Além dos dois óbvios (.consistência e compreensão) que toda teoria ou modelo deve empregar, os princípios mais cruciais da ciência de origem são a causalidade e a uniformidade (analogia).1 Este contraste pode ser diagramado da seguinte forma: 

Princípios da Ciência de Origem
Princípios da Ciência de Operação
Causalidade
Uniformidade (analogia)
Observação
Repetição

O Princípio da Causalidade 

Como o cientista forense, o cientista de origem acredita que todo evento tem uma causa adequada, que é verdade acerca dos eventos não-observados como também dos observados. Este princípio tem uma história venerável na ciência e quase que não precisa de justificação. E suficiente comentar que Aristóteles (384-322 a.C.) afirmou que “o sábio busca causas”, ao passo que Francis Bacon (1561-1626) acreditava que o verdadeiro conhecimento é “o conhecimento através das causas” (NO, 2.2.121). Até o cético David Hume (1711-1776) disse: “Eu nunca afirmei tão absurda proposição quanto a qualquer coisa possa surgir sem causa” (LDH, 1.187). E patente aos seres racionais, incorruptos pela especulação filosófica, que tudo o que vem à existência tem uma causa: Nada não produz algo. Se algo veio à existência, então algo o causou. De fato, sem o princípio da causalidade, não haveria ciência de operação ou origens. 

E importante observar que o princípio da causalidade não afirma que tudo tem uma causa. O princípio da causalidade não se aplica a tudo, mas só 

• a tudo que começa; 

• a tudo que é finito; 

• a tudo que é contingente; 

• a tudo que é dependente. 

Quer dizer, todo evento precisa de uma causa, mas toda coisa não. Se há alguma coisa (ser) que seja eterna e independente (quer seja o universo ou Deus), então não precisa de uma causa. A causalidade se aplica a coisas que vêm a ser (vem à existência), não ao que simplesmente é. Tudo que simplesmente é, não precisa de causa; é não-causado. 

' Não confundamos uniformidade com uniformitarianismo, que faz a suposição injustificável de que todos os eventos têm de ter causas naturais. 

A pergunta a ser respondida é se o cosmo (o universo de espaço-tempo) veio a ser (como sustentam os criacionistas) ou se sempre era (como acreditam muitos não- criacionistas). 

O Princípio da Uniformidade (Analogia) 

Há outro princípio da ciência de origem conhecido por princípio da uniformidade (ou analogia). Geralmente declarado, afirma que “o presente é a chave do passado”. Aplicado mais especificamente à questão das causas passadas não-observadas, o princípio da uniformidade (analogia) assevera que o tipo de causa que regularmente produz certo tipo de evento no presente é o tipo de causa que produziu um efeito igual no passado. Ou, mais concisamente, os eventos passados têm causas semelhantes às causas dos eventos presentes iguais. 

O princípio da uniformidade deriva o nome da experiência uniforme na qual está baseada, quer dizer, as observações repetidas revelam que certos tipos de causas produzem regularmente certos tipos de eventos. Por exemplo, a água correndo em volta das pedras tem o efeito de arredondá-las. Semelhantemente, o vento soprando na areia (ou na água) produz ondas, e a chuva forte em solo lamacento produz erosão, e assim por diante. Todas estas causas são naturais (ou seja, secundárias), o que quer dizer que os efeitos são produzidos por forças naturais cujos processos são parte observável da operação contínua do universo físico. 

Há outro tipo de causa conhecido por primário. A inteligência é uma causa primária, e o princípio da uniformidade (baseado na conjunção constante) informa que certos tipos de efeitos só vêm de causas inteligentes. A linguagem humana, cerâmica, retratos e sinfonias têm causas inteligentes. Estamos tão convencidos por experiências repetidas prévias que só a inteligência produz estes tipos de efeitos que quando vemos um único evento que se assemelhe a um destes tipos de efeitos, invariavelmente postulamos uma causa inteligível para isto. 

Por exemplo, quando vemos uma frase escrita no céu, nunca presumimos que é o resultado de uma causa secundária (como o vento e as nuvens). De maneira semelhante, quando vemos os rostos dos quatro presidentes no monte Rushmore,[1] sempre concluímos que uma inteligência os causou, e quando encontramos os dizeres “John ama Mary” escritos na praia, nunca supomos que foram as ondas os escreveram. A razão de firmemente postularmos causas inteligentes para estes tipos de coisas é que observamos repetidamente que esses tipos semelhantes de efeitos são produzidos por causas inteligentes. Agora, a questão é se a origem do primeiro organismo vivo (o qual não observamos) foi por causa secundária (natural) ou por causa primária (inteligente). O único modo científico de determinar isto é por analogia com a nossa experiência de que tipo de causa regularmente produz esse tipo de efeito no presente. 

Outra coisa a observar sobre o princípio da uniformidade é que é um argumento proveniente da analogia. E uma tentativa de chegar ao desconhecido (passado) através do conhecido (presente). Considerando que não temos acesso direto ao passado, podemos “conhecê-lo” apenas indiretamente por analogia com o presente. E assim que a história humana é reconstruída, e é também o modo em que a história da terra e a história da vida são recriadas. A geologia histórica é um bom exemplo, ou seja, como ciência é totalmente dependente do princípio da uniformidade. A menos que possamos observar atualmente na natureza ou no laboratório certos tipos de causas produzindo certos tipos de eventos, não podemos validamente reconstruir a história geológica. Contudo, visto que podemos observar as causas naturais produzindo estes tipos de efeitos hoje, podemos postular que causas naturais semelhantes produziram efeitos semelhantes no registro geológico do passado. 

Podemos fazer a mesma observação sobre a história humana, em que causas inteligentes primárias estejam envolvidas. A arqueologia como ciência só é possível, porque presumimos o princípio da uniformidade. Portanto, quando encontramos certos tipos de ferramentas, arte ou escrita, postulamos que seres inteligentes os produziram. Encontrando pontas de flecha nos leva à conclusão de que os seres inteligentes as produziram, e não forças naturais como o vento e a água. Quando destroços do passado contêm escrita, arte, poesia ou música, não temos problema em insistir em causas primárias inteligentes para eles. Portanto, quer evoquemos uma causa secundária ou primária, a base é o princípio da uniformidade, pois a menos que tenhamos uma conjunção constante de certo tipo de causa com certo tipo de efeito no presente, não temos base na qual aplicar este princípio de analogia aos eventos passados só conhecidos pelos seus destroços. 

O programa SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre) também está baseado no princípio da analogia. Cari Sagan (1934-1996) afirmou que “o recebimento de uma simples mensagem do espaço mostraria que é possível viver por tal adolescência tecnológica” (BB, p. 275). A razão que isto pode ser feito é que as seqüências de letras em um idioma humano são reconhecidamente diferentes do resultado das leis naturais. Isto foi cientificamente estabelecido nos estudos sobre teoria de informação feitos por Claude E. Shannon nos laboratórios da companhia Bell. 

A PRÁTICA DA CIÊNCIA DE ORIGEM 

Agora que entendemos os princípios básicos da ciência de origem, vamos aplicá-los às três principais áreas da origem: o começo do universo (cosmogonia), o surgimento da primeira vida (biogenia) e o surgimento dos seres humanos (racionais) (antrogenia). 



CIÊNCIA DE ORIGEM
CIÊNCIA OPERACIONAL
Universo
Cosmogonia
Cosmologia
Vida
Biogenia
Biologia
Humanos
Antrogenia
Antropologia


Em cada uma das áreas de origem — o cosmo, a primeira vida e os seres humanos —, tentaremos determinar se as evidências científicas favorecem postular a ação direta de uma causa primária ou só uma causa secundária para estes eventos. Os dois principais princípios habituais para determinar isto serão o princípio da causalidade e o princípio da uniformidade (analogia). A questão é: A causa do evento de origem foi (por analogia com o presente) uma causa natural ou uma causa inteligente? 


A Origem do Universo (Cosmogonia) 

A doutrina cristã da criação declara que houve um começo do universo (ver capítulos 2 e 3). O universo não é eterno; veio à existência do nada. A questão aqui é se há evidência científica para apoiar esta crença. 

A Evidência da Segunda Lei da Termodinâmica 

Há várias linhas de evidência que convencem até os cientistas agnósticos de que o universo veio à existência do nada. Uma das mais importantes é a segunda lei da termodinâmica que declara que a quantidade de energia utilizável no universo está diminuindo. A fissão nuclear está ocorrendo nas estrelas, e, portanto, o universo está ficando sem combustível utilizável para manter-se em operação — a energia está sendo transformada em calor inutilizável. Outro modo de dizer a mesma coisa é que no universo como um todo as coisas estão se movendo geralmente da ordem para a desordem, pois em um sistema fechado e isolado como é o universo físico, as coisas deixadas por si mesmas tendem a ficar mais aleatórias e desordenadas. 

Esta desordem nem sempre é verdadeira nas áreas menores do universo, porque estas áreas menores são sistemas abertos que recebem energia de fora. Por exemplo, um organismo vivo recebe energia de fora (do sol) que o impede de entrar em desordem e gastar energia. Não obstante, visto que o universo como um todo é um sistema fechado, não há por definição fonte externa de energia física para ajudá-lo a superar os efeitos degenerativos da segunda lei. 

O universo como um todo está se esgotando, e se está se esgotando, não é eterno. Se o universo fosse infinito, não estaria se esgotando, pois algo não pode se esgotar de certa quantidade infinita de energia. Em suma, tudo que está se extinguindo deve ter tido um começo, pois não leva para sempre exaurir certa quantidade hmitada de energia. Portanto, a segunda lei da termodinâmica indica um começo do universo. 

Olhando por esta evidência, Robert jastrow, astrofísico agnóstico, concluiu que “três linhas de evidência — os movimentos das galáxias, as leis da termodinâmica e a história de vida das estrelas — apontam uma conclusão; tudo indica que o Universo teve um começo” (GA, p. 111). Neste caso, este é o apoio científico para a doutrina cristã da criação do universo, pois é uma inferência racional baseada na evidência científica de que o universo físico não é eterno. Veio à existência, e tudo que vem à existência precisa de uma causa. Portanto, é racional postular um Criador disto. 

A Evidência da Expansão do Universo 

A maioria dos astrônomos contemporâneos acredita que o universo está se expandindo; medidas mostram que as estrelas estão se afastando. A analogia freqüentemente dada é de pontos e um balão que está aumentando de tamanho de forma que os pontos (estrelas) estão ficando mais distantes uns dos outros. Um dos estudos mais importantes feitos a esse respeito foi de Allan Sandage. “Ele compilou informação sobre 42 galáxias, adentrando no espaço tão longe quanto seis bilhões de anos luz”. As medidas indicam “que o universo esteve se expandindo mais rapidamente no passado do que hoje. Este resultado empresta apoio adicional à crença de que o universo explodiu vindo à existência” (jastrow, ibid., p. 95). 

Se estas observações e conclusões estiverem corretas, então é outra confirmação de que o cosmo teve um ponto de início, pois se revertermos a “câmera” do tempo, o universo fica cada vez menor até ser invisível. Se isto for executado para trás matemática e logicamente, chegaremos a um ponto em que não há espaço, tempo e matéria. Um ponto em que não há literalmente nada. 

Portanto, não havia nada, e então, de repente, houve algo do nada. Desnecessário dizer que, neste caso, como estão afirmando muitos cientistass hoje, esta é uma confirmação científica da crença na criação ex mhilo. Até mesmo muitos astrônomos e cientistas não-teístas estão falando da “criação do nada”. Alguns que querem evitar Deus estão afirmando que “o universo veio à existência do nada e por nada” (ver Kenny, FW, p. 147). Esta, porém, é uma negação do princípio da causalidade e é oposta à própria natureza da ciência, que é achar uma causa adequada para os eventos. Mesmo assim, mostra que a evidência para o universo vir à existência do nada lhes é tão persuasiva, que eles tiveram de parar para postular um universo eterno e, portanto, não-causado. Assim, eles não puderam evitar um Criador. 

A Evidência do Eco de Radiação 

Uma terceira linha de evidência convenceu muitos cientistas de que o universo teve um começo. Dois cientistas, Arno Allan Penzias (n. 1933) e Robert Woodrow Wilson (b. 1936), receberam o prêmio Nobel pela descoberta do globo de fogo de radiação (ver Jastrow, GA, p. 5). O universo está emitindo um brilho de radiação, cujo comprimento de onda é o exatamente produzido por uma explosão gigantesca. Penzias e Wilson postularam que este pode ter sido o “big bang” produzido quando o universo explodiu entrando em cena há alguns bilhões de anos astronômicos. Considerando que a evidência para a expansão do universo mostra que o universo se expandiu mais rapidamente no passado, isto se ajusta ao conceito de uma explosão, que também gera maior velocidade no princípio, mas depois reduz a velocidade e acaba diminuindo. E a diminuição se ajusta aos dados da segunda lei, o que indica que o universo está se extinguindo. 

Assim, estas três linhas de evidência convergem para mostrar que o cosmo teve um começo, exatamente o ponto do ensino bíblico sobre a criação. Robert Jastrow declarou: “A ciência provou que o universo explodiu vindo à existência em certo momento”. E concluiu ele: “A busca que os cientistas fazem do passado termina no momento da criação” (GA, pp. 114, 115). Se o universo foi criado, então é razoável postular um Criador para ele. 

Além disso, a teoria geral da relatividade de Einstein e a grande massa de energia descoberta pelo telescópio espacial Hubble (uma massa predita pela teoria do Big Bang) confirma a visão de que o universo teve um começo. 

Claro que esta evidência científica não é prova absoluta de que o universo físico teve um começo por, pelo menos, duas razões. 

Primeiro, a evidência científica, por natureza, não produz prova plena das coisas. 

Segundo, podemos encontrar outras explicações mais satisfatórias para a expansão do universo e a radiação. Alguns chegam a propor que a segunda lei não se aplica ao universo todo, mas só a sistemas isolados e fechados dentro dele. E freqüente proporem uma teoria do rebote. O universo voltará para trás na sua expansão e recomeçará outra vez, e assim por diante infinitamente. Embora esta visão careça de evidências convincentes, mostra que temos de temperar dogmatismo com argumentos científicos. Talvez baste dizer que a visão prevalecente na comunidade científica apresenta evidências que apoiam fortemente o que os cristãos sempre acreditaram em bases bíblicas (e alguns até mesmo em bases filosóficas), isto é, que o universo teve um começo. 

Agora, se a evidência apóia a visão de que o cosmo entrou em existência do nada, então é razoável postular uma Causa para ele. Além disso, visto que o cosmo é o universo natural, então, por sua própria natureza, como Causa além (fora) do mundo natural, esta Causa primeira seria uma Causa sobrenatural. E claro que é o que os teístas cristãos senipre afirmaram: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). 

A Evidência da Grande Massa de Energia 

E amplamente aceito na comunidade científica que quando uma teoria prediz um resultado que depois é obtido pela observação, isto conta como confirmação da teoria. Foi precisamente o que aconteceu quando, em 1992, informaram que o telescópio espacial Hubble descobriu uma grande massa de energia no espaço exterior que foi predito pela teoria do Big Bang. Depois de ver a evidência do Hubble, um cientista, George Smoot, exclamou: “Se você for religioso, é como olhar para Deus!” (“Science, God and Man” [Ciência, Deus e o Homem], in: Time, 28 de dezembro de 1992). 

A Evidência da Relatividade Geral 

Além destas quatro linhas de evidência, há a teoria geral da relatividade de Einstein. De acordo com esta visão, o universo deve ter tido um começo. 

De Sitter estudou as equações de Einstein e descobriu que elas tinham uma solução de expansão do universo. [Arthur Eddington] a aclamou como “uma revolução do pensamento”, e pôs-se a trabalhar para organizar a expedição de eclipse que provou a validade das idéias de Einstein em 1919. A expedição mediu a curvatura da luz pela gravidade — um efeito predito pela relatividade, (citado por Jastrow, GA, p. 36) 

Esta verificação dramática da teoria da Einstein confirmou que o universo teve um começo. 

Einstein, porém, não chegou a esta conclusão, introduzindo um “fator de correção” na fórmula. Depois de ser contestado e desmentido, ele o chamou o maior erro da sua carreira (ibid., pp. 25-27). A relatividade geral exige um começo do universo, proporcionando uma quinta linha de evidência científica a favor do Criador. 

Conclusão da Evidência Astronômica 

Devido à forte evidência científica, Robert Jastrow concluiu: “Que há o que eu ou qualquer um chamaria forças sobrenaturais em ação é, agora, penso, um fato cientificamente provado” (ibid., p. 18). E também observou: “Hoje, os astrônomos descobriram que eles se encurralaram, porque eles provaram, por métodos próprios, que o mundo começou abruptamente em um ato da criação. [...] E descobriram que tudo aconteceu como produto de forças que eles não podem esperar descobrir” (ibid., p. 15). Portanto, ele enfatiza que “a busca dos cientistas do passado termina no momento da criação”, e “este é um desdobramento extremamente estranho e inesperado por todos, menos pelos teólogos. Eles sempre aceitaram a palavra da Bíblia: ‘No princípio, criou Deus os céus e a terra’ [Gn 1.1]”’ (“SCBTF”, em CT, p. 115). 


A Origem da Vida (Biogenia)3 

A Bíblia declara: “Criou, pois, Deus [...] todos os seres viventes” (Gn 1.21, ARA). Em contrapartida, a teoria prevalecente entre os cientistas é que a vida começou por geração espontânea de substâncias químicas não-vivas. Na verdade só há duas visões possíveis: Ou a vida foi originada por um Criador inteligente, ou então foi o resultado de processos puramente naturais de matéria não-viva. Robert Jastrow disse: “Ou a vida foi criada na terra pela vontade de um ser fora da perspicácia da compreensão científica, ou evoluiu espontaneamente em nosso planeta por reações químicas que ocorrem na matéria não- viva que se encontra na superfície do planeta” (USD, p. 62). 

Qual visão da origem da vida é mais cientificamente plausível? Antes de responder, temos de ressaltar que na ciência de origem não há modo direto de comparar a nossa teoria com o evento de origem (do surgimento da primeira vida) pela observação. Nenhum cientista observou a origem da primeira vida, e não está sendo repetida inúmeras vezes. A partir das experiências de Francesco Redi (1626-1697) e Louis Pasteur (1822-1895), a teoria da geração espontânea (não-sobrenatural) da vida foi desacreditada. Apesar disto, muitos cientistas nutrem a esperança de que a vida no passado surgiu contrária à evidência no presente. Lógico que esta é uma violação dos princípios da uniformidade e causalidade, pelos quais são testadas as teorias de origem. Considerando que o segundo princípio diz apenas que deve ter havido uma causa adequada, focalizaremos a atenção no primeiro princípio, que lida com que tipo de causa é adequado para explicar a origem da vida. 

Distinguindo Diferentes Tipos de Efeitos 

O princípio da uniformidade (analogia) declara que os tipos de causas que produzem certos tipos de efeitos no presente devem ser postulados para estes tipos de efeitos no passado. Sendo assim, a pergunta é: Que tipo de efeito toma a ação direta de uma causa inteligente, e que tipo tem apenas o efeito de uma causa natural? Primeiro, consideremos uma série de ilustrações que se explicam intuitivamente. Sabemos observando a conjunção constante no presente que as causas naturais podem e produzem dunas de areia, mas que tem de haver causas inteligentes para produzir castelos de areia. Semelhantemente, as causas naturais fazem cristais, mas só as causas inteligentes criam lustres. Os contrastes apresentados a seguir aumentarão esta distinção. 

CAUSAS NATURAIS PRODUZEM
CAUSAS INTELIGENTES PRODUZEM
Dunas Cristais Cachoeiras Pedras redondas Monte McKinley'1 Nuvens
A disposição das letras em uma sopa de letrinhas
Castelos de areia Lustres
Usinas hidroelétricas Pontas de flecha Monte Rushmore5
Dizeres no céu feitos pela fumaça de avião A disposição do alfabeto em uma enciclopédia


Ao olhar estas duas listas, sabemos que causas naturais por si só nunca produzem os tipos de efeitos na coluna da direita. Por quê? A resposta é o princípio da uniformidade — a nossa experiência uniforme, baseada na conjunção constante de causas inteligentes com estes tipos de efeitos, leva-nos a crer que outros efeitos semelhantes também terão uma causa inteligente. Sendo este o caso, só precisamos perguntar: Uma célula viva é mais semelhante a uma enciclopédia ou a um prato de sopa de letrinhas? 

O movimento do Desígnio Inteligente está baseado nesta distinção. Phillip Johnson (ver DT) e William Dembski (ver I D) o usam para demonstrar que a complexidade irredutível e a complexidade, especificada, como se acham nas células vivas, são mais bem explicadas postulando umí Designer intèhgente. 

A Complexidade Especificada Distingue ãVida 

Definições da vida biológica são difíceis de fazer. Entretanto, algumas características distintivas são claras. O famoso biólogo Leslie Orgel observou as diferenças importantes, quando disse: “Os organismos vivos são distintos pela sua complexidade especificada. Os cristais [...] não se qualificam como seres vivos, porque eles não têm complexidade; as misturas aleatórias de polímeros não se qualificam como seres vivos, porque elas não têm especificidade” (OL, p. 189). Quer dizer: 

(1) Os cristais são especificados, mas não são complexos. 

(2) Os polímeros aleatórios são complexos, mas não são especificados. 

(3) A vida é especificada e complexa. 

Em suma, a vida no nível genético é caracterizada por complexidade especificada. Podemos entender o que isto significa através do conceito de condições de limite. Michael Polanyi explica: 

Quando uma panela limita uma sopa que estamos cozinhando [contendo-a], estamos interessados na sopa. Semelhantemente, quando observarmos uma reação em um tubo de ensaio, estamos estudando a reação, não o tubo de ensaio. O contrário é verdadeiro quanto ao jogo de xadrez. A estratégia do jogador impõe limites nos diversos movimentos que seguem as leis do xadrez, mas o nosso interesse está no limite, ou seja, na estratégia, não nos movimentos conforme a exemplificação das leis. E de modo semelhante, quando um escultor talha uma pedra ou um pintor compõe uma pintura, o nosso interesse está nos limites impostos em um material e não no próprio material. (“LTPC”, em CEN) 

Estas condições de limite: 

(1) transcendem as leis da física e da química; 

(2) resultam em seqüências de letras que são matematicamente idênticas às da linguagem humana; e 

(3) assemelham-se às feitas por um escultor inteligente que impõe limites na pedra. 

Portanto, a vida é feita de um alfabeto genético (de quatro letras) que manifesta as características de condições de limite inteligentemente impostos, como o piloto do avião impõe na fumaça, o oleiro no barro, ou o autor nas letras. Na realidade, estudos feitos por Hubert Yockey sobre a aplicação da teoria de informação (desenvolvida para a linguagem humana) revelam que a seqüência padrão no código genético e a seqüência padrão na linguagem humana são “matematicamente idênticas”. Yockey conclui: “A hipótese da seqüência se aplica diretamente à proteína e ao texto genético como também à linguagem escrita, e, portanto, o tratamento é matematicamente idêntico” (/TB, p. 16). 

Condições de Limite 

Agora temos uma resposta no nível genético para a nossa pergunta: A vida é mais como um prato de sopa de letrinhas ou como uma enciclopédia? Eprecisamente como uma enciclopédia. A informação genética que um animal unicelular tem, caso fosse escrita letra a letra em nosso idioma, é igual a milhares de volumes da Enciclopédia Britânica. Apesar de confesso agnóstico, Cari Sagan proporcionou forte prova para um Criador inteligente da vida, quando argumentou que “uma simples mensagem” (BB, p. 275) do espaço exterior provaria a ele que há inteligência supranormal por trás disso. Se uma mensagem curta requer inteligência sobre-humana, então quanto mais um volume de uma enciclopédia? Allan Sandage, famoso astrônomo americano contemporâneo, disse muito bem: 

O mundo é muito complicado em todas as suas partes e interconexões para acontecer só por acaso. Estou convencido de que a existência da vida com toda essa ordem em cada um dos organismos está simplesmente muito bem combinada demais. Cada parte de um ser vivo depende de todas as outras partes para funcionar. Como é que cada parte sabe? Como é que cada parte é especificada na concepção? Quanto mais aprendemos de bioquímica mais incrível se torna, a menos que haja algum tipo de princípio organizador. (“SRRB”, em T, p. 20) 

A evidência da inteligência por trás dos seres vivos não está limitada ao nível genético cósmico ou microscópico. Pode ser observado a olho nu. O renomado biólogo de Harvard, Louis Aggasiz, observou: 

[Darwin] perdeu de vista a mais extraordinária das características, aquela que penetra o todo, isto é, que ao longo da natureza percorre a inconfundível evidência de pensamento, correspondendo às operações mentais da nossa mente. É, portanto, inteligível a nós como seres pensantes, e inexplicável em qualquer outra base senão que eles devem a existência ao funcionamento da inteligência. Toda teoria que negligencia este elemento não pode ser verdadeira à natureza. (AJS, p. 1.860) 

A Complexidade Irredutível E Evidência de Desígnio 

As descobertas na microbiologia também confirmam que a vida foi projetada. O revolucionário livro de Michael Behe, A Caixa Preta de Darwin, apresenta claramente o argumento a favor do desígnio inteligente da vida. Behe observa que Darwin admitiu: “Se puder ser demonstrado que um órgão complexo existiu, o qual não pode ter sido formado por modificações numerosas, sucessivas e leves, então a minha teoria se esfacelará de todo” (de Darwin, OOS, sexta edição, p. 154). O evolucionista Richard Dawkins concorda: 

A evolução muito possivelmente nem sempre é, de fato, gradual. Mas tem de ser gradual quando está sendo usada para explicar a vinda à existência de objetos complicados, aparentemente projetados, como os olhos. Pois se não for gradual nestes casos, deixa de ter poder explicativo. Sem progressão gradual nestes casos, estamos de volta aos milagres, que é sinônimo de ausência total de explicação [naturalista]. (ROE, p. 83) 

Todavia, observa Behe, é precisamente o que acontece com o que era a “caixa preta” nos dias de Darwin, isto é, a célula humana. Hoje, os microbiologistas perscrutam a célula humana e descobrem um organismo irredutivelmente complexo que não pode ser explicado em etapas progressivas, passo a passo: 

Ninguém da Universidade de Harvard, ninguém dos Institutos Nacionais de Saúde, nenhum membro da Academia Nacional de Ciências, nenhum ganhador do prêmio Nobel — ninguém pode fazer um relato detalhado de como o cílio, ou a visão, ou a coagulação de sangue, ou outro processo bioquímico complexo pode ter se desenvolvido segundo o método darwiniano. Mas nós estamos aqui. Todas estas coisas chegaram aqui de alguma maneira; se não foi segundo o método darwiniano, então como foi? (DBS, p. 187) 

Behe conclui que “outros exemplos de complexidade irredutível abundam, inclusive aspectos da reduplicação do DNA, transporte de elétrons, síntese dos telômeros, fotossíntese, regulamento da transcrição e mais” (ibid., p. 160). Por conseguinte, “a vida na terra em seu nível mais fundamental, em seus componentes mais críticos, é o produto de atividade inteligente” (ibid., p. 193). Segue-se, então, que “a conclusão do desígnio inteligente flui naturalmente dos próprios dados — não de livros sagrados ou crenças sectárias. Inferindo que os sistemas bioquímicos foram projetados por um agente inteligente é um processo insípido que não requer novo princípio de lógica ou ciência” (ibid.). Assim, 

[...] o resultado destes esforços cumulativos para investigar a célula — investigar a vida em nível molecular — é um brado alto, claro e penetrante de “desígnio!” O resultado é tão inequívoco e tão significativo que tem de ser classificado como uma das maiores realizações na história da ciência. A descoberta rivaliza as de Newton e Einstein. (ibid., p. 232, 233) 

Antes mesmo de Behe, já se observou que a natureza manifesta desígnios surpreendentes que são semelhantes a coisas conhecidas por ter causas inteligentes. Os olhos humanos são uma máquina fotográfica incrível que os inventores humanos ainda não igualaram. As asas dos pássaros são incrivelmente adaptadas para voar e teriam de estar totalmente completas antes que o vôo fosse possível. Além disso, o design antecipatório da natureza indica premeditação inteligente. As glândulas físicas antecipam perigo e segregam substâncias químicas apropriadas no sangue para capacitar o indivíduo a reagir. Muitos animais botam ovos, com antecedência, onde haja a possibilidade de haver comida e sobrevivência para a prole. Todos estes fatos se assemelham ao plano de uma Mente fora das criaturas que lhes programou antecipadamente o “instinto” para a continuação da vida. Nem sequer o observador casual pode evitar ver as semelhanças entre os tipos de efeitos conhecidos para serem produzidos por causas inteligentes e os presentes nos seres vivos. 


Claro que há quem proponha que isto pode ter acontecido por processos puramente naturais à parte da intervenção inteligente. Sugerem que a seleção natural é como um mecanismo tão potente que torna isso possível. Contudo, esta resposta não basta quando se trata da origem da primeira vida, pois não havia seleção natural no nível pré-biótico. A seleção natural é um processo que só opera depois que a vida começou. O evolucionista Theodore Dobzhansky declarou: “A seleção natural pré-biótica é uma contradição de termos” (OPSTMM, p. 311). 

Certos naturalistas especulam que o primeiro organismo vivo pode ter sido mais simples que os organismos unicelulares vivos de hoje. Não obstante, esta resposta é insuficiente para negar o argumento em prol de uma Causa inteligente da primeira vida por, pelo menos, duas razões. 

Primeiro, é puramente especulativa, sem qualquer base na realidade. 

Segundo, mesmo que a primeira vida fosse mais simples, ainda teria complexidade especificada, que se sabe requerer uma Causa inteligente. Por exemplo, mesmo que o primeiro ser vivo não tivesse tanta informação quanto uma enciclopédia, mas só tanto quanto uma redação, ainda assim precisaria de uma Causa inteligente. Só seres inteligentes escrevem artigos, ou até mesmo parágrafos. Se um agnóstico como Cari Sagan aceitaria “uma simples mensagem” como prova de inteligência, então por que não a mensagem altamente complexa que sabemos que há em uma célula viva? 

0 Princípio Antrópico 

Outra evidência em prol de um Criador inteligente de vida é o princípio antrópico. De acordo com ele, o universo desde o começo foi incrivelmente bem afinado para o surgimento da vida humana. Desde o princípio do cosmo, à formação da terra, ao surgimento dos seres vivos, todas as condições foram inacreditavelmente adaptadas para o surgimento eventual da vida humana. Repetindo, fazendo um comentário sobre estes fenômenos, certo cientista agnóstico confessou: 

O princípio antrópico é o desenvolvimento mais interessante em comparação à prova da 

criação, e é até mais interessante, porque diz que a ciência a provou como fato concreto 

que este universo foi feito, foi projetado para o homem viver nele. É um resultado muito 

teísta. (Jastrow, “SCBTF”, em CT, p. 17) 

Stephen Hawking, físico e astrônomo altamente respeitado, descreveu como o valor de muitos números fundamentais nas leis da natureza “parecem ter sido muito finamente ajustados para tornar possível o desenvolvimento da vida” e como Deus parece ter “escolhido muito cuidadosamente a configuração inicial do universo” (citado por Heeren, SMG, p. 67). Albert Einstein disse: “A harmonia da lei natural [...] revela uma inteligência de tal superioridade que, comparada com ela, todo o pensamento e ação sistemática dos seres humanos é um reflexo totalmente insignificante” (10, p. 40). 

Hugh Ross (ver FG, pp. 119-138) fez uma lista de exemplos da boa afinação do universo. Uma amostra seleta inclui os seguintes itens: 

(1) Os 21 por cento de oxigênio na atmosfera é exatamente o certo. Com 25 por cento, haveria incêndios espontâneos, e com 15 por cento, os seres humanos sufocariam. 

(2) Se a força gravitacional fosse alterada por apenas 1 parte em 10 à quadragésima potência, o sol não existiria, e a lua se chocaria com a terra. 

(3) Se a força centrífuga do movimento planetário não equilibrasse precisamente as forças gravitacionais, nada poderia ser segurado em órbita ao redor do sol. 

(4) Se o universo estivesse se expandindo a uma taxa um milionésimo mais lentamente, a temperatura da terra seria de 10.000°. 

(5) Se a distância comum entre as estrelas (de quarenta e oito trilhões de quilômetros) fosse alterada apenas ligeiramente, haveria variações extremas de temperatura na terra. 

(6) Mesmo uma leve variação na velocidade de luz alteraria os outros fatores constantes e tornaria a vida na terra impossível. 

(7) Se Júpiter não estivesse na órbita em que está, seríamos bombardeados por material espacial. 

(8) Se a espessura da crosta da terra fosse alterada, a atividade vulcânica e tectônica tornaria a vida na terra impossível. 

(9) Se a rotação da terra levasse mais tempo que vinte e quatro horas, as variações de temperatura seriam muito grandes entre a noite e o dia. Se fosse menos de vinte e quatro horas, as velocidades do vento atmosférico seriam muito grandes. 

(10) Se a inclinação axial da terra fosse alterada ligeiramente, a temperatura da superfície seria muito elevada para ter vida na terra. 

(11) Se a taxa de relâmpagos fosse maior, haveria muito incêndio e destruição. Se menor, haveria muito pouco nitrogênio (fertilizante) na terra. 

(12) Se houvesse mais atividade sísmica, muitas vidas se perderiam. Se menos, os nutrientes no leito do oceano não seriam reciclados aos continentes pelo levantamento tectônico, etc. 

Em suma, sem planejamento antecipado inteligente de todos os fatores do universo, a vida humana jamais teria surgido e nem seria sustentada. 

Steven Weinberg, ganhador do prêmio Nobel e ateísta agnóstico, foi tão longe quando a dizer: 

A mim me parece que se a palavra “Deus” for de alguma serventia, deve ser considerada 

com o significado de um Deus interessado, um criador e legislador que não só estabeleceu as leis da 

natureza e do universo, mas também os padrões do bem e mal, uma personalidade que se 

interessa por nossas ações, algo menos que isso é apropriado para adorarmos. (DET, p. 

244, grifos meus) 

A Origem dos Seres Humanos (Antropogênese) 

A terceira área de origem é a dos seres humanos, que, desde o tempo de Darwin, tem sido calorosamente debatida. Por um lado, os macroevolucionistas afirmam uma ascendência comum de todos os seres vivos; por outro lado, os criacionistas insistem em ascendência separada de todas as formas básicas de vida, inclusive a vida humana. O primeiro vê todos os seres vivos como uma árvore, e o último, como uma floresta. A pergunta, então, é: O que a evidência científica indica — há evidência de uma origem distinta de vida humana separada e acima do nível dos animais? 



A Evidência Racional 

Uma lei de pensamento fundamental negada pela macroevolução é que “o efeito não pode ser maior que a causa”. Em linguagem popular, “a água não sobe mais do que a fonte”. Filosoficamente dito, o efeito não pode ter mais do que aquilo que a causa colocou nele. 

Entretanto, de acordo com a evolução naturalista, não só nada produz algo e o não- vivo produz o vivo, mas com respeito aos seres humanos, o não-racional produziu o racional. Sabemos, porém, que o racional não surge do não-racional não mais que o ser é causado pelo não-ser. 

A Evidência Linguística 

A linguagem humana é outra evidência distintiva da criação humana feita por um Criador racional. A linguagem humana é inigualável — nenhum animal fala ou pode aprender a linguagem humana. Há muitas coisas específicas à fala. Clifford Wilson e Donald McKeon fizeram uma lista no excelente livro The Language Gap (A Abertura da Linguagem Humana): 

(1) Descontinuidade de som/forma. 

(2) Natureza simbólica das unidades. 

(3) Sistema regido por regras. 

(4) Composicional. 

(5) Complexa. 

(6) Deslocada. 

(7) De extensão irrestrita (ilimitada). 

(8) Independente de controle estimular. 

(9) Adequada para comunicação contextualizada. 

(10) ndependente de satisfação de necessidade. 

(11) Espontaneamente adquirida. 

(12) Culturalmente transmitida (LG, pp. 147-153). 

Repare nas palavras de um cientista que, sem êxito, tentou ensinar um chimpanzé a falar um idioma humano: 

Apesar das frustrações do Projeto Nim, eu sabia que não poderia haver substituto para esse punhado inteligente de divertimento e travessura, a criatura mais humana que qualquer outro não-humano que conheço. Uma das razões para esta divisão ser tão dolorosa era que não havia modo de falar com ele sohre isto. Nim e eu podíamos nos comunicar por sinais sobre ocorrências simples no mundo dele e meu. Mas como explicar por que eu e os outros membros do projeto que vieram para Oklahoma de repente o abandonamos? Como explicar que era necessário deixá-lo para sempre em um ambiente totalmente novo, com um grupo totalmente novo de primatas humanos e não-humanos? (ibid., p. 153) 

Outro cientista que outrora acreditava que os chimpanzés poderiam aprender a falar o idioma humano, acabou abandonando essa crença em face das evidências experimentais: 


Os chimpanzés não têm qualquer grau significativo da linguagem humana e quando, em dois a cinco anos, este fato for devidamente divulgado, será interessante perguntar: Por que fomos tão facilmente iludidos em acreditar que eles têm? (ibid., p. 154) 

A Evidência Antropológica 

Apesar da alta especulação sobre os “elos perdidos” entre primatas e humanos, jamais foi encontrado um exemplo incontestável (Gish, EFSN, capítulo 6). Alguns exemplos se mostraram ser fraudes, como o Homem de Piltdown. A evidência para o Homem de Nebraska era nada mais que o dente de um porco extinto! O Homem de Neandertal era tão ereto e humano quanto nós; a sua postura curvada era conseqüência de artrite. A evidência do Homem de Pequim desapareceu misteriosamente. Mas visto que ele morreu de golpes na cabeça produzidos por um instrumento pontiagudo, está claro que ele não era o antepassado dos primatas que confeccionavam ferramentas. Muitos cientistas acreditam que o australopitecino é um orangotango. A medida que as evidências atuais e indisputáveis avançam, há grande diferença, por exemplo, entre os humanos que produzem cerâmica, cultura e práticas religiosas e os primatas que não produzem nada disso. 

Além disso, a semelhança estrutural entre humanos e primatas não é prova de ascendência comum. Pode muito bem ser indicação de desígnio comum. Da mesma maneira que os designers humanos utilizam muitos dos mesmos padrões básicos repetidas vezes nas criações, não é incomum que o Criador do universo faça muitas estruturas semelhantes. Considere a semelhança dos seguintes utensílios de cozinha. Será que a semelhança prova que a chaleira de metal evoluiu de uma colher de chá? 


A Evidência Genética 

Os genes humanos são inigualáveis. Os humanos não se cruzam com animais; eles se reproduzem só segundo a sua espécie. Embora os humanos compartilhem elevado um por cento de semelhança cromossômica com alguns primatas, esta semelhança não é prova de ascendência comum, do mesmo modo que o modelo de automóvel deste ano é prova de que evoluiu naturalmente do modelo do ano passado sem a intervenção de criação inteligente. De fato, a assim chamada “evolução” do carro não é evolução coisa nenhuma. Mais exatamente, é um modelo melhor na criação seqüencial. Cada nova criação é o resultado da intervenção inteligente direta do Criador, e não da ascendência comum através de processos naturais. 

A verdade é que há uma descontinuidade enorme entre os seres humanos e os seus antecessores animais. A vida humana apareceu abrupta e completamente, cujas características indicam a intervenção direta de um Criador. As causas puramente naturais são contínuas e graduais, e não produzem o racional do não-racional. Este intervalo é transposto apenas por um Criador inteligente. 

Um forte argumento a favor da criação dos seres humanos vem da informação genética no cérebro humano. Cari Sagan que, como citado antes, acreditava que “uma simples mensagem” do espaço provaria uma causa altamente inteligente, observou: 

O conteúdo de informação do cérebro humano expressado em bits é comparável ao número total de conexões entre os neurônios — aproximadamente cem trilhões, IO14 de bits. Se fosse escrito em inglês, por exemplo, essa informação encheria uns vinte milhões de livros, tantos quantos na maior biblioteca no mundo. 0 equivalente de vinte milhões de livros está dentro da cabeça de cada um de nós. O cérebro é um lugar muito grande em um espaço muito pequeno. [...] A neuroquímica do cérebro é incrivelmente ativa; é o sistema de um circuito elétrico da máquina mais maravilhosa do que qualquer uma inventada pelos seres humanos. (C, p. 

278, grifos meus) 

Se uma simples mensagem do espaço requer um Criador inteligente, que tal vinte milhões de livros cheios de informação? Se máquinas comuns precisam de uma causa inteligente, que tal uma máquina que é mais maravilhosa do que qualquer umainventada pelos seres humanos? 

Claro que, repetindo, os não-criacionistas indicam a seleção natural como meio pelo qual a informação simples (a vida) evolui em informação mais complexa (formas de vida). Esta, porém, é alternativa altamente duvidosa para a intervenção de um Criador inteligente por, pelo menos, duas razões. 

Primeiro, a seleção natural não produz novas (mais altas) formas de vida; apenas mantém as velhas. A seleção natural é um princípio de sobrevivência— a sobrevivência do mais adequado. Não cria novas formas, mas só ajuda a manter as velhas (Geisler and Anderson, OS, p. 149). Trata-se de um princípio de sobrevivência, e não de um princípio de obtenção. 

Segundo, a comparação entre a seleção artificial, na qual a macroevolução se baseia, e a seleção natural é errônea. Os evolucionistas argumentam que se a seleção artificial produz mudanças significativas em curto período de tempo, então a seleção natural produz mudanças muito maiores em longos períodos de tempo. Isto dá a entender que há semelhança significativa entre a seleção artificial e a seleção natural. Pelo contrário, há diferença significativa entre elas em cada ponto principal (Matthews, “Introduction” 

a 00S de Darwin, p. xi). Por exemplo, a seleção artificial tem um alvo em mira, mas a seleção natural não. Além disso, a seleção artificial é um processo inteligentemente orientado, mas a seleção natural não. Na seleção artificial há escolhas inteligentes de espécies, que são protegidas contra processos destrutivos, ao passo que isso não ocorre na seleção natural. A seleção artificial mantém caprichos desejados, ao passo que a seleção natural elimina quase todos os caprichos. Por fim, a seleção artificial continuamente interrompe o processo para atingir a meta, mas a seleção natural não. Portanto, a seleção artificial tem sobrevivência preferencial, ao contrário da seleção natural. Assim, em vez de serem semelhantes, a seleção artificial e a seleção natural são exatamente opostas nos aspectos mais cruciais. Em forma de quadro, temos: 


AS DIFERENÇAS CRUCIAIS

Seleção Artificial
Seleção Natural
Meta
Alvo (fim) em vista
Nenhum alvo (fim) em vista
Processo
Processo inteligentemente orientado
Processo cego
Escolhas
Escolha inteligente de espécies
Sem escolha inteligente de espécies
Proteção
Espécies protegidas contra processos destrutivos
Espécies não protegidas contra processos destrutivos
Caprichos
Mantém os caprichos desejados
Elimina a maioria dos caprichos
Interrupções
Interrupções contínuas para atingir a meta desejada
Sem interrupções contínuas para atingir qualquer meta
Sobrevivência
Sobrevivência preferencial
Sobrevivência não preferencial


A seleção natural e a seleção artificial são radicalmente discrepantes. Por conseguinte, a comparação é falha, e, com isso, o mecanismo crucial para a evolução darwiniana. A seleção natural é falha porque, sendo processo puramente natural, não tem inteligência para fazer o que pode ser feito pela seleção artificial (ou seja, inteligente). A única maneira de a seleção natural funcionar é dotá-la de poderes inteligentes, que é o que os evolucionistas comumente fazem. 

Por exemplo, os evolucionistas dizem coisas como as seguintes sobre a seleção natural: “Designada” para a nossa sobrevivência (Sagan, BB, p. 11). “Organizada” para a continuação da vida (Sagan, C, p. xiii). Afirmar que a seleção natural pode “designar” ou “organizar” é dizer que tem a faculdade da inteligência. A verdade é que os evolucionistas dotam a seleção natural não só com o poder da inteligência, mas também com o poder da divindade. O próprio Charles Darwin se referiu a isso como “a minha deidade seleção natural” (LI, 20 de outubro de 1859). Alfred Wallace (1823-1913), co-inventor da seleção natural com Charles Darwin, disse que a seleção natural é “uma Mente adequada para dirigir e regular todas as forças em ação nos organismos vivos, e também nas forças mais fundamentais do universo material inteiro” (WL [1910], como citado em Edwards, editor, EP, 8.276).

Em suma, para evitar o Criador inteligente da vida humana, a evolução naturalista postula a seleção natural como uma “deidade” inteligente e “suprema” que “orienta” o processo da evolução para a “meta” de gerar vida. No esforço de evitar uma Causa inteligente, eles a substituem por uma deles.

A Evidência Geológica

É freqüentemente esquecido que a única evidência real a favor ou contra a evolução está no registro fóssil do passado. Todos os outros argumentos para a evolução são apenas o que poderia ter sido. Somente o registro fóssil contém o que de fato aconteceu. Darwin também reconheceu este problema, e ele escreveu em A Origem das Espécies:

Por que toda formação geológica e todo estrato não estão cheios de tais elos intermediários?

E certo que a geologia não revela tal cadeia orgânica finamente graduada, e esta, talvez, é a objeção mais óbvia e mais séria que pode ser levantada contra a minha teoria, (p. 280)

Nos quase cento e cinqüenta anos desde que Darwin escreveu, a situação só ficou pior para a teoria. Stephen Jay Gould (1941-2002), notável paleontólogo de Harvard, escreveu:

A raridade extrema de formas transitivas no registro fóssil persiste como o segredo da paleontologia fechado a sete chaves. As árvores evolutivas que adornam os livros de ensino contêm dados apenas sobre as pontas e nódulos dos ramos. O resto é inferência, ainda que racional, sem a evidência dos fósseis. (“EEP”, 14, em NH)

Niles Eldredge e Ian Tattersall concordam, dizendo:

A expectativa contaminou a percepção a tal ponto que o fato simples mais óbvio sobre a evolução biológica, a “não-mudança”, raramente, se alguma vez, foi incorporada em qualquer uma das noções científicas de como a vida evolui. Se alguma vez houve um mito, é que a evolução é um processo de mudança constante. (MHE, p. 8)

O que o registro fóssil apresenta? Evolucionistas como Stephen Jay Gould chegaram a concordar com o que criacionistas como Louis Agassiz e Duane Gish desde o princípio têm dito, a saber:

A história da maioria das espécies fósseis inclui duas características particularmente incompatíveis com o gradualismo:

(1) A estase. As espécies, em sua maioria, não mostram mudança direcional durante o tempo em que estão na terra. Elas aparecem nos registros fósseis com aspecto muito semelhante de quando desapareceram. A mudança morfológica é normalmente

limitada e sem direção. (2) 0 surgimento súbito. Em qualquer área local, uma espécie não surge gradualmente pela transformação fixa dos seus antepassados. Surge tudo de uma vez só e “completamente formada” (Gould, “EEP”, em NH, p. 13, 14).

A evidência fóssil dá um quadro bastante claro de criaturas adultas e totalmente funcionais surgindo de repente e ficando exatamente no mesmo. Não há verdadeira indicação de que uma forma de vida se transforma em uma forma de vida completamente diferente. Certos evolucionistas, como Gould, tentaram lidar com a evidência fóssil introduzindo a idéia do equilíbrio pontuado. Estes cientistas dizem que os saltos nos registros fósseis refletem catástrofes reais que ocasionaram grandes mudanças nas espécies existentes. Portanto, segundo esta visão, a evolução não é gradual, mas pontuada por saltos súbitos de uma fase para a seguinte. A teoria tem recebido críticas, porque os seus partidários não conseguem produzir nenhuma evidência a favor de um mecanismo de causas secundárias que torne estes avanços súbitos possível. Pelo visto, este o ponto de vista está fundamentado somente na ausência de fósseis transitivos. Entretanto, Darwin entendia que tal subtaneidade era evidência de criação. O equilíbrio pontuado não é uma explicação, mas uma descrição — uma descrição da evidência que é mais bem explicada pela criação e não pela evolução.

RESUMO

Os cristãos crêem na criação do universo, da vida e dos seres humanos. A ciência (como ordinariamente concebida) não lida com a origem das coisas, mas simplesmente com a operação delas. Não obstante, embora o estudo das origens não possa ser feito de modo empírico, pode ser abordado como ciência forense, quer dizer, os cientistas podem tentar reconstruir o passado em base de semelhanças no presente. Isto é terminado por via dos princípios da causalidade e uniformidade (analogia). Quando o princípio da causalidade é aplicado à evidência científica de que o universo teve um começo, conclui- se que houve uma causa da vinda do universo à existência.

Além disso, quando por analogia com o presente se pergunta que tipo de causa melhor explica a quantidade vasta de informação inteligente (complexidade especificada) até em um animal unicelular, a resposta é: uma Causa inteligente. Semelhantemente, quando analisamos o grande intervalo entre animais e seres humanos, cujo cérebro contém uns vinte milhões de livros de informação genética, é razoável postular uma Causa inteligente para o primeiro ser humano.

Portanto, de muitos modos cruciais, a evidência científica atual apóia a realidade da criação conforme está apresentada na Bíblia. Considerando que a ciência é limitada e progressiva, não devemos esperar acordo completo em cada detalhe com a apresentação bíblica. Contudo, a quantidade de acordo atualmente é surpreendente, e apóia fortemente o ensino bíblico de que Deus criou o universo (Gn 1.1), todos os seres vivos (Gn 1.21) e os seres humanos (à sua imagem, Gn 1.27).

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[1] N. do T.: O monte Rushmore, de 2.034 metros de altura, situa-se em Dakota do Sul, Estados Unidos, e contém escultura do rosto de quatro presidentes americanos: George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln.

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