11 de novembro de 2015

John Bright: A Monarquia dividida: Os primeiros cinquenta anos (922-876)

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OS REINOS INDEPENDENTES DE ISRAEL E JUDÁ

Da morte de Salomão até a metade do século oitavo

Assim que Salomão morreu (922), a estrutura por Davi
levantada desabou precipitadamente, sendo substituída por dois
Estados rivais de importância secundária. Estes Estados viveram lado a lado, às vezes em guerra entre si, outras vezes
em amigável aliança, até que o Estado do norte foi destruído
pelos assírios, precisamente duzentos anos mais tarde (722/1).

O período do qual nos ocupamos agora é um período de
grande depressão, em muitos aspectos o menos interessante da
história de Israel. A idade heróica des primórdios da nação já
tinha terminado. Mas a idade trágica de sua luta de morte
ainda não tinha começado. Foi, podemos dizê-lo, um tempo que
presenciou tantos acontecimentos como qualquer outro, porém
foram relativamente poucos os de significação duradoura.

Sobre esse período temos informações precisas, embora
nem sempre com os detalhes que seriam de se desejar. Nossa
principal fonte é o Livro dos Reis, parte do grande corpo
histórico que foi provavelmente composto um pouco antes da queda de Jerusalém, e que, embora mais preocupado com a
avaliação teológica da monarquia do que com os pormenores
de sua história, tira o grosso de seu material dos anais oficiais dos dois reinos ou, mais provavelmente, de um resumo
deles (cf. lRs 14,19.29) [1].

A narrativa do Cronista, embora repetindo na maior parte
o material do Livro dos Reis, fornece algumas informações
adicionais de grande valor[2]. Os livros dos antigos profetas,
Amós e Oséías, lançam mais luz sobre a situação interna da
história de Israel no fim do período. Além das fontes bíblicas,
temos ainda, para o primeiro período, numerosas inscrições contemporâneas que se referem diretamente à história de Israel e
projetam luz sobre não poucos detalhes.

9 de novembro de 2015

Norman Geisler - A Evidência científica para a criação

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A EVIDÊNCIA CIENTÍFICA PARA A CRIAÇÃO 

A  evidência científica a favor da criação se encontra em três áreas diferentes. 

Primeiro, há evidência científica para a criação do universo físico. 

Segundo, há evidência científica para a criação da primeira vida. 

Terceiro, há evidência científica para a criação de todas as formas de vida básica, inclusive os seres humanos. 

CIÊNCIA DE OPERAÇÃO (EMPÍRICA) 

VERSUS CIÊNCIA DE ORIGEM (FORENSE) 

Antes de examinarmos esta evidência, é necessário distinguir duas categorias básicas de ciência, uma que lida com o mundo presente e a outra que lida com o mundo passado. A primeira se chama ciência de operação, e a outra, ciência de origem (veja Geisler and Anderson, OS, capítulos 6 e 7). A ciência de operação é uma ciência empírica-, a ciência de origem é mais semelhante a uma ciência forense. A ciência de operação trata das regularidades presentes, ao passo que a ciência de origem trata das singularidades passadas. A ciência de origem lida com a origem do universo e da vida, e a ciência de operação lida com o funcionamento do universo e da vida. 

A diferença crucial entre a ciência de origem e a ciência de operação é que na ciência de operação há um padrão recorrente de eventos contra os quais podemos testar uma teoria. Na ciência de origem, não há tal padrão recorrente no presente, visto que se trata de uma singularidade passada. Por conseguinte, não há modo direto de testar uma teoria ou modelo de ciência de origem. Tem de ser julgada tão plausível ou improvável pela maneira em que reconstrói consistente e compreensivelmente o passado não-observado com base nas evidências disponíveis no presente. 

Norman Geisler - A Idade da Terra

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A IDADE DA TERRA 

Pelo visto, não há modo de provar qual é a verdadeira idade do universo, quer pela ciência ou pela Bíblia, pois há intervalos conhecidos e possíveis nas genealogias bíblicas (ver mais adiante). Além do mais, há pressuposições impossíveis de provar na maioria, se não em todos os argumentos científicos a favor de uma terra velha (ver mais adiante), quer dizer, uma terra de milhões ou bilhões de anos é biblicamente possível, mas não absolutamente provável. 

Intervalos no Registro Bíblico 

O bispo James Usher (1581-1656), cuja cronologia foi usada na Bíblia Scofield, argumentou que Adão foi criado em 4.004 a.C. Todavia os cálculos estão baseados na suposição de que não há intervalos nas tábuas genealógicas de Gênesis 5 e 11, enquanto que sabemos que há. Por exemplo, a Bíblia diz: “Arfaxade [...] gerou a Salá” (Gn 11.12), mas na genealogia de Jesus registrada em Lucas 3.35,36,