29 de agosto de 2015

Campanha de Senaqueribe em Judá (701 a.C.)

Com um exagero característico, as crônicas históricas de Senaqueribe descreveram o tributo exigido de Ezequias, que consistia de trinta talentos de ouro, oito¬centos talentos de prata, e uma ampla variedade de produtos valiosos. O relato em 2 Reis 18.14, no entanto, indica que Ezequias pagou somente trezentos talentos de prata e trinta talentos de ouro.
Enquanto Senaqueribe estava sitiando Laquis, ele enviou um de seus oficiais (cujo título, Rabsaque, foi o único a sobreviver), a Jerusalém a fim de persuadir os cidadãos a se renderem. Falando em hebraico, ele se dirigiu a todos os que pudes¬sem ouvi-lo, e declarou que a campanha que estava sendo travada por Senaqueribe tinha a aprovarão de Jeová, e que Ezequias, portanto, não poderia salvar o seu povo do desastre, Mas embora ele tenha prometido um bom tratamento para to-dos aqueles que se rendessem, o moral dos judeus permaneceu inabalado por esta tentativa de batalha psicológica. Ezequias foi assegurado independentemente por Isaías de que Deus livraria Jerusalém miraculosamente das forças assírias. Como resultado, ele ignorou as ameaças assírias (Is 36.1 — 37.38).
E significativo que Senaqueribe não tenha reivindicado a conquista de Jerusalém em vista da praga devastadora, provavelmente bubônica em natureza, que matou os assírios (2 Rs 19.35). Além disso, o fato de não ocorrer nenhuma menção desta revira¬volta nas crônicas históricas de Senaqueribe é uma característica daquela época, pois quando as crônicas estavam sendo compiladas pelas nações do Oriente Próximo, as derrotas e os fracassos eram invariavelmente ignorados. Após este episódio, Senaqueribe retornou a Nínive deixando a Judéia, e em 681 a,C. foi assassinado por seus filhos (2 Rs 19.37), sendo sucedido por Esar-Hadom (681-669 a.C).
A retirada do exército assírio de Jerusalém foi saudada como um livramento nacional, e isso encorajou Ezequias a iniciar a restauração da prosperidade mate¬rial de seu reino, O resto de seu reinado passou de forma rotineira, e por volta de 686 a.C. foi sucedido por seu filho Manasses.