7 de fevereiro de 2015

ROBERT B. CHISHOLM.JR - Uma teologia de Salmos: A Resposta à realeza de Deus: Petição e Louvor

A RESPOSTA APROPRIADA À REALEZA DE DEUS: PETIÇÃO E LOUVOR

O livro de Salmos é a única coletânea de orações e hinos divinamente
inspirados que o povo de Deus possui. Fornece um padrão para o povo seguir 
em tempos de dificuldade e triunfo. Reconhecendo a soberania do Senhor, os
salmistas o buscavam com fé durante os tempos de necessidade e achavam con-
fiança no seu caráter e palavra revelados. Quando o livramento chegava, agrade-
cidamente louvavam o rei divino pela intervenção feita e exortavam as pessoas a
aprenderem com a experiência deles e a unirem-se a eles na exaltação às virtudes
de Deus. A confiança contínua em Deus em tempos de angústia levou o povo a
escrever hinos de louvor que proclamavam em termos gerais a bondade e gran-
deza divinas.


PETIÇÃO: FÉ NO REI EM TEMPOS DE DIFICULDADE

O saltério está cheio de Salmos de petição (chamados salmos de lamento)
nos quais o povo de Deus clama a Ele por ajuda em meio às angústias. Esses
Salmos exibem certas características formais padronizadas. São elas um clamor
inicial por ajuda, um lamento (ou descrição da situação problemática), uma
petição (ou pedido de ajuda), uma declaração de confiança na disposição e/ou
vontade de Deus para livrar e a promessa de louvor, na qual o salmista promete
contar aos outros sobre a bondade e grandeza de Deus que acompanham a li-
bertação. Três características gerais destes salmos são particularmente notáveis,
pois fornecem um modelo de como o povo de Deus deve se aproximar do Deus
soberano em tempos de necessidade. Os autores dos lamentos buscavam a Deus
como libertador, chegavam-se a Ele de modo pessoal, argumentando com Ele e
apelando para as suas emoções colocando a confiança no seu caráter e palavra
revelados.

Dependência em Deus. A própria forma destes Salmos ilustra a depen-
dência dos autores em Deus. Os Salmos de petição invariavelmente começam,
ou contêm na declaração inicial, um tratamento para Deus (3.1; 4.1; 5.1; 6.1;
7.1; 10.1; 12.1; 13.1; 17.1; 22.1; 25.1; 26.1; 28.1; 31.1; etc.). Em vez de serem
indiretos ou investigarem outras fontes possíveis de libertação, os salmistas iam
diretamente a ele quando enfrentavam dificuldades.

Aproximando-se de Deus como Pessoa. Os salmistas tinham como certo
que Deus é pessoal (possui faculdades intelectuais, emocionais e volitivas). Por
conseguinte, podia ser persuadido a agir a favor deles. Mais especificamente,
ao buscarem uma resposta favorável os salmistas apelavam para a reputação de
Deus, o seu desejo de ser louvado e os seus atributos pessoais de justiça, fideli-
dade, amor e compaixão.

Lamentando a queda de Jerusalém, o autor do Salmo 74 argumentou que
os maus-tratos do inimigo dirigidos à nação foi na verdade um desafio à reputa-
ção de Deus. Destacou que os babilónios tinham queimado o santuário de Deus
até aos alicerces e contaminado o lugar da residência divina (v. 7). Perguntou:
“Até quando, ó Deus, nos afrontará o adversário? Blasfemará o inimigo o teu 
nome para sempre?” (v. 10. cf. v. 18). E concluiu com esta oração: “Levanta-te,
ó Deus, pleiteia a tua própria causa; lembra-te da afronta que o louco te faz
cada dia. Não te esqueças dos gritos dos teus inimigos; o tumulto daqueles que
se levantam contra ti aumenta continuamente” (w. 22,23). Para inteirar-se de
análise adicional e exemplos da preocupação dos salmistas pela reputação de
Deus, ver a subseção “Digressão aos protestos de inocência e orações de maldi-
ção dos salmistas” já apresentada neste capítulo.

Os salmistas reconheceram que Deus era desejoso dos louvores devidos
a Ele (cf. Is 42.8). Por conseguinte, prometiam que, caso fossem atendidos,
contariam a todos que ouvissem acerca da bondade e grandeza de Deus (para
inteirar-se de exemplos de tal promessa, ver Salmos 9.14; 22.22-31; 35.18;
43.4; 51.14,15; 54.6; 56.12; 57.9; 59.16,17; 61.8; 69.30-33; 71.22-24; 79.13).
Alguns chegavam a argumentar ousadamente que se Deus não os atendesse sig-
nificaria que Ele não receberia louvores, pois aqueles que descem ao mundo dos
mortos não têm com que se alegrar e são cortados da comunidade de adoradores
(cf. 6.5; 30.9; 88.10-12).

Os salmistas também apelavam ao caráter justo de Deus. Como já vimos
(subseção “Deus como protetor dos seus servos justos“), eles se declaravam ino-
centes, buscavam a defesa do Rei justo e pediam retribuição divina contra os
inimigos.

Os apelos dos salmistas à fidelidade e amor de Deus (cf. 6.4; 31.16;
44.26; 61.7; 69.13; 85-7; 143.1) pressupunham a existência de uma relação
obrigatória entre eles e Deus, na qual se prometia proteção divina aos que
permanecem leais ao Senhor. Os salmistas faziam tremendos esforços para
enfatizar a devoção. Referiam-se a si mesmos como servos de Deus (por
exemplo, 27.9; 86.2,4,16; 116.16; 123.2; 143.2,12), tratavam-no como o
seu Deus, rei e salvador (5.2; 25.5; 27.9; 44.4; 74.12; 84.3) e formalmente
proclamavam a confiança nele (por exemplo, 7.1; 9.10; 25.2,20; 26.1; 28.7;
31.1,14; 55.23; 56.4,11; 57.2; 71.1; 141.8; 143.8). A declaração dos salmis-
tas que eles “se refugiavam” (hasah) no Senhor é equivalente a uma confis-
são de lealdade e, como tal, pode ser oferecida como razão fundamental para
receberem a proteção divina (16.1, ARA; 57.1, ARA; 71.1, RA; 141.8, AEC,
NVI). Os que se refugiam em Deus são identificados como os seus servos
justos que o amam e o temem (5.11; 31.19; 34.22; 37.39,40; 64.10). Estão
em contraste com os rebeldes (2.12), os idólatras (16.1-4) e os que confiam
em meros homens (118.8,9). Os que exibem tal devoção a Deus têm a ab-
soluta certeza de que experimentarão a sua fidelidade e amor leal na forma
de libertação e proteção.

Digressão ao Salmo 44. Talvez o pedido mais ousado do salté-
rio à fidelidade de Deus esteja no Salmo 44, um Salmo de lamento
comunal oferecido a Deus durante certa catástrofe nacional não
identificada. A nação testemunhou as poderosas ações históricas
de Deus e confessou a fé na proteção soberana divina (w. 1-8). 
O tom do Salmo muda abruptamente, quando a nação lamentou
que Deus a entregara aos inimigos e os sujeitara à humilhação (w.
9-16). Neste momento, conhecendo a tendência de Israel à rebe-
lião conforme está esboçado nas páginas do Antigo Testamento,
esperaríamos uma confissão de pecados, mas, ao invés disso, te-
mos um protesto de inocência. A nação reivindica que foi fiel ao
concerto e leal ao Senhor (w. 17-22). O Salmo termina com um
dos pedidos mais chocantes encontrados no saltério: “Desperta!
Por que dormes, Senhor? Acorda! Não nos rejeites para sempre!
Por que escondes a face e te esqueces da nossa miséria e da nossa
opressão? Pois a nossa alma está abatida até ao pó; o nosso corpo,
curvado até ao chão. Levanta-te em nosso auxílio e resgata-nos por
amor das tuas misericórdias” (w. 23-26).

A inclusão deste lamento entre as orações inspiradas do saltério
indica que não devemos refutá-lo como expressão irreverente de farisa-
ísmo e falta de fé da nação. Mais exatamente, trata-se do clamor sincero
e brutalmente honesto de uma nação confusa e sofredora, diante do
fato de que uma das afirmações teológicas primárias (Deus é fiel às pro-
messas do concerto de proteger aqueles que são leais a ele; cf. Ex 23.22)
foi seriamente questionada pela realidade da catástrofe nacional. Claro
que este Salmo, como o livro de Jó, fala que o Deus soberano não pode
ser compartimentado. Há ocasiões em que os seus propósitos maio-
res ditam que até os justos e inocentes têm de sofrer temporariamente.
Não devemos condenar os autores do Salmo 44 como teologicamente
míopes ou pouco dispostos a submeterem-se aos propósitos soberanos
de Deus. Pelo contrário, devemos elogiá-los por terem fé insistente na
fidelidade de Deus. No meio de angústia extrema, eles se agarraram ao
credo teológico (cf. w. 4-8) e oraram, de acordo com esse credo, por
uma nova exibição do amor leal de Deus. Temos de encarar este pedido
como demonstração da ousadia e persistência recomendada por Jesus
(Lc 11.5-13; 18.1-8).

Os salmistas também apelaram à compaixão de Deus (4.1; 6.2; 9.13; 26.11;
31.9; 56.1; 57.1; 79.8; 86.3,16; 123.3), fundamentando os pedidos com lamen-
tos expressando as mais profundas e internas emoções e descrevendo a condição
lastimável em detalhes horripilantes. No empenho de mover Deus à ação, alguns
salmistas descrevem a situação sem reservas, dizendo que são uma desgraça abso-
luta e sofrimento intenso. Por exemplo, o autor do Salmo 6 declarou: “Já estou
cansado do meu gemido; toda noite faço nadar a minha cama; molho o meu leito
com as minhas lágrimas. Já os meus olhos estão consumidos pela mágoa e têm
envelhecido por causa de todos os meus inimigos” (w. 6,7). Semelhantemente,
o autor do Salmo 109 lamentou: “Porque estou aflito e necessitado, e, dentro de
mim, está aflito o meu coração. Eis que me vou como a sombra que declina; sou 
sacudido como o gafanhoto. De jejuar, estão enfraquecidos os meus joelhos, e a
minha carne emagrece. E ainda lhes sirvo de opróbrio; quando me contemplam,
movem a cabeça” (w. 22-25). Outras descrições vividas de sofrimento são os Sal-
mos 22.12-18; 31.9-13; 35.11-16; 69.1-4; 102.3-11.

Digressão aos Salmos penitenciais. Enquanto que muitos salmis-
tas ofereciam a inocência, a lealdade e o estado de perseguição como
razões para Deus livrá-los dos inimigos, outros apelavam para a fide-
lidade, o amor e a compaixão de Deus no meio do fracasso espiritual
pessoal. As orações por perdão e restauração aparecem nos denomi-
nados Salmos penitenciais. Há muitas características nestes Salmos
que são dignas de nota e instrutivas para o povo penitente de Deus
de todos os tempos. Os salmistas confessaram honestamente a sua
condição e ações pecadoras, não fazendo esforços para justificar-se ou
lançar a culpa em alguém (25.7,10,11,18; 32.5; 38.18; 41.4; 51.3-5).
Mostraram uma atitude de arrependimento genuíno, repudiando o ri-
tual vazio (51.16,17) e pedindo uma transformação de caráter e ações
(25.4,5; 51.10,12,13). Como fundamento para o pedido, apelavam
aos atributos pessoais de Deus (25.6,7; 51.1) como também aos de-
bilitantes efeitos físicos e emocionais do pecado e da culpa (32.3,4;
38.2-14; 51.8b).

Confiança no caráter revelado de Deus e na sua Palavra. Além de apelar a
Deus como defensor exclusivo e achegar-se a Ele de modo pessoal, os salmis-
tas colocavam a confiança no seu caráter revelado e na sua Palavra. Com rara
exceção (88), o tom dos salmos petitorios se movimenta do lamento para a
confiança (ver, por exemplo, SI 6.1-7 [petição e lamento]/8-10 [confiança]; 7.1-
9/10-17; 10.1-13/14-18; 13.1-4/5-6; 28.1-5/6-9).

Em alguns casos, esta mudança de perspectiva se deve à reflexão sobre o
caráter de Deus conforme está revelado nas suas ações passadas. Por exemplo, o
autor do Salmo 77, depois de lamentar a angústia e expressar o sentimento do
abandono por Deus (w. 1-9), declarou: “E eu disse: isto é enfermidade minha;
e logo me lembrei dos anos da destra do Altíssimo. Lembrar-me-ei, pois, das
obras do SENHOR; certamente que me lembrarei das tuas maravilhas da anti-
guidade. Meditarei também em todas as tuas obras e falarei dos teus feitos” (w.
10-12).

Em outros casos, a mudança de confiança é o resultado de um oráculo divi-
no de salvação dado (provavelmente por um intermediário autorizado, como um
profeta ou sacerdote) em resposta ao pedido do solicitante. Tal oráculo aparece
nos Salmos 12.5, em que o Senhor, em resposta ao lamento e petição do salmista
(w. 1-4), declarou: “Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessi-
tados, me levantarei agora, [...] porei em salvo aquele para quem eles assopram”.
Salmos 60.6-8 registram um oráculo entregue à nação depois de uma derrota
militar (cf. w. 1-3). Neste caso, o Senhor falou “desde o santuário” e prometeu 
vitória sobre as nações circunvizinhas. Vários outros salmos referem-se indireta-
mente a oráculos de salvação (6.9; 18.30; 28.6; 56.3,4,10,11; 130.5).

Quer em virtude de reflexão no registro histórico das ações poderosas de
Deus ou em resposta à sua garantia verbal de libertação, os salmistas colocaram
a confiança em Deus (ver, por exemplo, 12.6-8; 60.9-12; 77.13-20). Da mesma
maneira, o atribulado povo de Deus em todas as eras pode colocar a confiança
no seu caráter revelado e na sua Palavra.

LOUVOR: DECLARANDO A BONDADE E A GRANDEZA DO REI

Cânticos de ação de graças. Logo após serem atendidos, os salmistas com-
punham cânticos de ação de graças a Deus em cumprimento das promessas
feitas em tempos de dificuldade. Embora estes Salmos exibam muita variação
relativa à forma, todos têm uma seção narrativa na qual o autor relembra os
tempos de necessidade e descreve a intervenção salvadora de Deus. As seções
narrativas, que em geral são curtas e direto ao ponto (o SI 18 é exceção), en-
fatizam a absoluta impotência dos salmistas e o invencível poder de Deus. Na
maioria dos casos, a força dos salmistas acabou e enfrentavam o prospecto da
morte certa (18.4,5,15,16; 30.3,9; 32.4-6; 40.2; 116.3). Deus milagrosamen-
te os tirou das violentas águas da morte (18.16) e da cova lamacenta (30.1,3;
40.2a) e os colocou em terra firme (40.2b).

Com base na experiência, os salmistas exaltaram o caráter de Deus em
termos gerais e exortaram os leitores a aprender as lições práticas sobre como
viver diante dEle. As ações poderosas de Deus a favor deles demonstram que
Ele é justo (18.25,26; 116.5), confiável (v. 30; 32.10), capaz de proteger os que
lhe pertencem (18.30; 34.7; 116.6; 118.6-9), incomparável (18.31), perdoador
(32.1,2) e compassivo (116.5). A proteção recebida diante dos inimigos prova
que ele salva os humildes e justos, mas se opõem aos orgulhosos e maus (18.27;
34.15-22; 138.6). Quando forçado a disciplinar as pessoas, o castigo de Deus é
por tempo limitado e leva à conseqüente restauração (30.5). Em vez de serem
teimosos (32.9), os homens devem confiar e obedecer a Deus, pois os que o
temem são abençoados divinas (32.1,2,10; 34.5,8-14; 40.4; 118.8,9).

Como modelos divinamente inspirados de como o povo de Deus deve
responder à intervenção divina na vida, os cânticos de ação de graças fornecem
insight sobre a natureza do louvor genuíno. A exuberância das proclamações
iniciais (30.1; 34.1,2; 116.1,2), conclamações ao louvor (30.4; 32.11; 34.3; 116.19) e declarações sobre os atributos de Deus mostram que os louvores pú-
blicos são a expressão lógica e natural de gratidão à libertação de Deus. O lou-
vor também diz respeito a ir além dos detalhes de uma experiência específica e
descobrir nela as implicações sobre o caráter de Deus e como os homens devem 
viver diante dEle. O louvor glorifica a Deus, o rei soberano, e assim instiga os
outros a confiar nEle mais inteiramente (cf. 40.3).

Hinos. O gênero hínico surge logicamente das declarações generalizadas
de cânticos de ação de graças. Tipicamente, os hinos contêm uma chamada e
base para o louvor, com o louvor estando na forma de declarações gerais sobre
a bondade e grandeza de Deus conforme se mostram no mundo em geral e na
história do povo do concerto. Talvez mais sucintamente que qualquer outra
porção da Bíblia, os hinos declaram quem Deus é e o que ele realiza no mundo,
fatos que o povo de Deus faz bem em manter em mente permanentemente.
Em muitos aspectos, o conteúdo dos hinos foi o assunto desta composi-
ção sobre a teologia dos Salmos, pois os hinos, mais que qualquer outro gêne-
ro no saltério, encapsulam essa teologia. Um resumo dos temas hínicos é ao
mesmo tempo uma conclusão conveniente para este estudo. Os autores dos
hinos louvam a Deus como o Rei soberano e Incomparável sobre a criação
(29.1,2; 103.19; 145.11-13), incluindo o mundo natural (8.3; 19.1-6; 33.6-9; 104.1, 30; 135.6,7; 136.5-9; 146.6; 147.4,8,9,15-18; 148.1-10), a humanidade
(8.4-7; 33.10,11,13-15; 113.4-6; 148.11,12) e o povo do concerto — Israel
(33.12; 100.3; 103.7; 114.1,2). Como Rei universal, Deus preserva a ordem e
executa a justiça (33.5; 103.6; 113.7-9; 135.14; 145.20; 146.7-9; 147.6), re-
velando o seu poder como guerreiro invencível (29.3-9; 136.10-22). Pelas suas
ações poderosas, Deus demonstra que é santo (rejeita e opõe-se furiosamente
aos malfeitores), bom, fiel, amoroso, misericordioso e compassivo (33.4,5,18;
100.5; 103.1-5,8-17; 111.1-9; 113.7-9; 117.2; 135.14; 136.1-22; 145.8,9,13-
19; 147.11-14; 149.4). Os súditos do rei devem confiar nele (33.20,21) e louvá-
Lo por sua bondade e grandeza.

Aplaudi com as mãos, todos os povos; cantai a Deus com voz de triunfo.
Porque o Senhor Altíssimo é tremendo e Rei grande
sobre toda a terra (47.1,2). 

ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento : CPAD, 2009.