25 de março de 2014

Gleason L. Archer - Introdução ao livro de Esdras e Neemias

ESDRAS E NEEMIAS

O nome Esdras parece ser uma forma aramaica do Hebraico
’ezer, “ajuda”. O nome Neemias, Hebraico Nehem-Yah, quer dizer
“consolo do Senhor”. Os dois Livros são tratados como sendo um
só pelos escribas hebreus; não há nenhum espaço no Texto Mas-
sorético entre o fim de Esdras 10 e o começo de Neemias 1, e as
estatísticas dos versículos dos dois livros conjuntamente acham-se
no fim de Neemias. O tema deste Livro composto é um relatório
da reconstrução da teocracia hebréia, nos alicerces físicos e espi-
rituais do passado. Assim como Deus protegia Seu remanescente
do ódio de inimigos externos, também os livrou da corrupção insi-
diosa dos irmãos falsos dentro da própria comunidade.

Esboço de Esdras e Neemias


I. A Primeira Volta dos Exilados, Esdras 1:1 — 2:70.
II. A Restauração do Culto ao Senhor, Esdras 3:1 — 6:22.
III. A Segunda Volta, com Esdras, Esdras 7:1 — 10:44.
IV. A Restauração dos Muros da Cidade, Neemias 1:1 — 7:73.
V. As Reformas de Esdras e Neemias, Neemias 8:1 — 13:31.

Conforme foi mencionado no capítulo sobre o Cânon, Esdras
e Neemias foram considerados um Livro único pelas autoridades
mais antigas, tais como Josefo, que definiu em vinte e dois o nú-
mero dos Livros do Antigo Testamento. Autoridades cristãs tais
como Melito de Sardes (citado por Eusébio) e Jerônimo seguiam
esta mesma tradição. A LXX também agrupava os dois Livros num
só, dando a Esdras com Neemias o nome de Esdras B ou II Esdras,
em contraste com o Livro apócrifo I Esdras. A Vulgata, porém, os
dividia em I Esdras e II Esdras. A razão de ser desta divisão se
verifica na dupla lista de judeus que voltavam, conforme registro
em Esdras 2 e Neemias 7, pois é difícil imaginar por que a mesma
lista teria sido repetida numa mesma obra original.

A Autoria e a Data de Esdras-Neemias

Supondo que o Artaxerxes mencionado em Esdras 7:1 fosse
Artaxerxes I Longímano, a chegada de Esdras em Jerusalém deve
ter ocorrido em 457 a.C. (“o sétimo ano do rei”, Esdras 7:8). Assim,
a carreira de Esdras em Jerusalém começou doze anos antes da de
Neemias, que não chegou até o vigésimo ano, ou 445 a.C. O próprio
Esdras deve sem dúvida ter escrito o Livro que recebeu seu nome. 
(Nota-se o emprego de “eu” em Esdras 7 — 10). Mas evidente-
mente, incorporou na edição final as memórias pessoais de Neemias
(isto é, o Livro de Neemias) incluindo até mesmo a lista de judeus
voltando. Fazendo uso das facilidades de Neemias, quanto a livros
históricos, Esdras provavelmente compôs Crônicas durante esse
mesmo período.

Conforme já foi sugerido, Albright originalmente colocava
Neemias no reinado de Artaxerxes II Mnemom, 404-359; mas esta
teoria tornaria passagens como Neemias 8:2 completamente espú-
rias, já que mencionam Esdras como sendo contemporâneo de
Neemias. Entraria em conflito também com a evidência dos Papiros
de Elefantina, que mencionam o sumo sacerdote Joanã e Sanbalate,
governador da Samaría. Este Joanã era neto do Eliasibe mencio-
nado em Neemias 3:1 e 20, e Neemias era contemporâneo de Elia-
sibe. Deduz-se, portanto, que quando a narrativa bíblica menciona
a ida de Neemias a Jerusalém no vigésimo ano de Artaxerxes (Ne
1:1) e outra vez no seu trigésimo-segundo ano (Ne 13:6), a refe-
rência deve ser a Artaxerxes I (com as respectivas datas de 445 e
433 a.C.) e não ao reinado de Artaxerxes II (que produziria as
datas de 384 e 372 respectivamente — muito tarde para condizer
com o sumo sacerdócio de Joanã).

É interessante notar que no seu mais recente pronunciamento
no assunto, Albright recuou um pouco da sua posição anterior.
No capítulo “O Período Bíblico” (no livro de L. Finkelstein The
Jews — “Os Judeus”, 1955, p. 53) diz: “Temos informações insa-
tisfatórias quanto à data de Esdras. A evidência mais recente favo-
rece uma data perto do 37.° de Artaxerxes para a missão de Esdras;
isto é, cerca de 428 a.C. Não é claro se Neemias estava em Jeru-
salém na época; não é mencionado nas memórias de Esdras pro-
priamente ditas; há conflitos de evidência. Não pode, porém, existir
qualquer dúvida que sua influência fosse diretamente responsável
pelo rescrito real que dava a Esdras poderes consideráveis em co-
nexão com seu plano de reformar a organização religiosa em Je-
rusalém”.

Mais recentemente, John Bright (History of Israel, 1959, págs.
377, 378) defendeu esta teoria do trigésimo-sétimo ano pelos se-
guintes motivos:

1. Se Esdras realmente chegou no sétimo ano de Artaxerxes,
então, passaram-se 13 anos, antes de ele ler a Torá ao povo (confor-
me registrado em Ne 8:1-8), embora seu propósito específico em vir a 
Jerusalém fosse ensinar a Torá (Ed 7:10). O fato é que Ne 8 regis-
tra apenas uma leitura solene da Lei numa reunião pública na
ocasião da Festa dos Tabernáculos. Isto não dá a entender, de
modo nenhum, que Esdras não tinha ensinado a Lei com grande
diligência a grupos menores de discípulos e levitas no decurso dos
anos anteriores.
Se as reformas de Esdras, conforme alistadas em Esdras 9 e 10, realmente tivessem precedido as de Neemias, chega-se for-çosamente “à conclusão que Esdras, duma maneira ou de outra,
fracassou” (idem, p. 377). Presumivelmente, portanto, estas refor-
mas de Esdras (quanto aos casamentos com pagãos) teriam sido
contemporâneas com as de Neemias (que tomou medidas contra a
usura no cap. 5, e, no cap. 13, quanto aos quartos no Templo con-
cedidos a Tobias o amonita, a falta de pagamento dos dízimos, a
profanação do sábado, e o casamento com mulheres estrangeiras).

Mas deve ser notado que apenas o mal dos casamentos mistos é
enfrentado por Esdras (cerca de 457 a.C.) e por Neemias (cerca
de 434). Seria ingênuo supor que num intervalo de 23 anos este
mal não pudesse normalmente ter surgido uma segunda vez, exi-
gindo um segundo tratamento, esta vez por parte de Neemias. É
completamente injustificável, portanto, descrever isto como sendo
um “fracasso”.

2. Quando Esdras chegou em Jerusalém pela primeira vez,
segundo se alega, achou a cidade “desabitada e relativamente se-
gura”, enquanto Neemias a achou “arruinada, na sua maior parte”.
Mas nenhuma destas declarações pode ser apoiada pelo texto das
Escrituras. Em nenhum lugar há a declaração no Livro de Nee-
mias que a cidade de Jerusalém fosse desabitada ou que a maior
parte estivesse em ruínas. O que explica é que os muros da cidade
ainda não tinham sido reconstruídos, e ainda tinha setores da ci-
dade que conservavam sinais dos estragos da guerra. O mesmo
poder-se-ia dizer de Londres e de Berlim depois da Segunda Guerra
Mundial; mas ninguém deduziria deste fato que as cidades fossem
desabitadas. De fato, Neemias tinha que insistir que as cidades
ao derredor contribuíssem com uma parte da sua população para
melhor manter e defender a capital recém-fortificada (cap. 11), mas
esta era uma medida ditada por considerações militares. Esdras em
nenhum lugar dá a entender que as antigas áreas da cidade de
Jerusalém fossem completamente repopuladas nos seus dias. Quan-
to à aparente segurança da cidade, não há qualquer indicação que
 os estados vizinhos tivessem se preocupado com os judeus até que
estes começassem a reedificar seus muros — desenvolvimento este
que não se realizou até que o novo e rico governador chegasse com
tropas e recursos doze anos mais tarde da época de Esdras (embora
que este tivesse recebido permissão para construí-los, Ed 9:9).

3. O fato de que em Nm 12:26 é citado o nome de Neemias
antes de Esdras, supostamente comprova que aquele precedeu Es-
dras cronologicamente (idem, p. 378). Mas obviamente a razão de
ser o seu nome mencionado antes do de Esdras é que Neemias era
chefe de estado, o governador nomeado por Artaxerxes, ocupando
uma posição superior à de Esdras, que era líder espiritual da co-
munidade.

4. Deve-se observar que a suposição de que o “sétimo ano”
em Esdras 7:7 fosse resultado duma confusão com o “trigésimo-
sétimo ano” é profundamente esbarrada pelo fato de que as re-
formas de Neemias foram levadas a efeito durante o “trigésimo-
segundo” ano de Artaxerxes (Neemias 13:6). Parece muito menos
provável que as medidas contra os casamentos com idólatras pre-
cisassem ser repetidas por Esdras dentro do pequeno espaço de
cinco anos depois de Neemias ter tratado do problema, do que Nee-
mias precisar enfrentar o assunto vinte e três anos após a reforma
de Esdras.

A única conclusão razoável que resta, portanto, é que Esdras
retornasse em 458 ou 457 a.C., e que o primeiro período de governo
teve início em 445, e o segundo em 433. Só assim é que se faz
justiça a todo testemunho dos próprios textos bíblicos.
Objeções Críticas contra a Historicidade e Autenticidade
de Esdras e Neemias

Visando demonstrar uma data do fim do terceiro século,
ou mais ulterior ainda, muitos críticos têm feito uso de dois nomes
mencionados incidentalmente nestes Livros, o de Joanã (Esdras
10:6) e o de Jadua (Neemias 12:11). Conforme tem sido sugerido,
Joanã era “filho” do Eliasibe que foi mencionado como sendo con-
temporâneo de Neemias em Neemias 3:1. Acontece que os Papiros
de Elefantina mencionam um sumo sacerdote Joanã que era neto do Eliasibe, e que vivia numa época um pouco depois da de Neemias. E. J. Young levanta certa dúvida (p. 396), se o Joanã de Esdras 10:6 (para cujos aposentos Esdras se retirou a fim de lamentar e jejuar) é o neto de Eliasibe. Acha mais provável que fosse filho do Eliasibe mencionado em Neemias 13:4 e 7, e não neto (embora
que o Hebraico ben possa indicar a terceira geração e não somente
a segunda). De outro lado, concede Young, pode ter sido o neto
que, enquanto jovem, antes de atingir o sumo sacerdocio, podia,
como membro da familia sumo sacerdotal, usufruir dum aparta-
mento reservado para ele no edificio do Templo.

Objeções mais sérias quanto à exatidão histórica de Neemias
surgem da citação do nome Jadua. Josefo (Antiguidades XI, viii,
4) declara que o nome do sumo sacerdote na época de Alexandre
Magno em 330 a.C. foi Jadua, e a inferência obtida tem sido que
sua citação em Neemias 12:11 revela o fato que Neemias deve ter
sido composto muito tempo depois da época do Neemias histórico.

Os fatos são os seguintes. A linhagem dos sumos sacerdotes come-
çando com o tempo da volta do Exílio em 536 a.C. incluía a seguin-
te sucessão: Jesua, pai de Joiaquim, pai de Eliàsibe, pai de Jeoiada
ou Joiada, pai de Jonatã e Jocanã (contemporâneos mais jovens
do que Neemias, Ne 13:28), e então Jadua, filho de Jonatã (Ne
12:11). Se Jonatã tinha vinte anos de idade em 456, teria 68 no
tempo em que foi escrita a Carta de Elefantina n.° 30 (edição Cow-
ley) .  Se Eliasibe tinha 25 anos quando nasceu Jeoaquim, e 50 quan-
do nasceu Jeoiada, então teria 80 em 446, podendo ainda oferecer
sua liderança na construção da seção do muro de Jerusalém atribuí-
da aos sacerdotes. Segue-se que Jadua dificilmente poderia ter nas-
cido depois de 420 ou 410 a.C., e que teria, portanto, entre oitenta
e noventa anos até a época de Alexandre Magno. E. J. Young su-
gere, portanto, que Neemias talvez vivesse até conhecer Jadua na
sua juventude. Por outro lado, é bem possível, conforme indica
R. D. Wilson (ISBE 1084a), que a narrativa de Josefo não seja
inteiramente digna de confiança. No mesmo capítulo, Josefo fala
das personalidades que demonstravelmente pertenciam ao quinto
século, Sambalate e Manassés, como sendo companheiros de Jadua,
o que leva a supor que Josefo tivesse confundido suas fontes e se
envolvido em anacronismos. Pode, portanto, ter sido um descen-
dente de Jadua que foi ao encontro de Alexandre Magno quando
este entrava em Jerusalém. De qualquer maneira, a evidência su-
pra citada não é, de maneira alguma, suficientemente forte para
abalar a credibilidade histórica dos Livros de Esdras e de Neemias. 

2. Alguns críticos têm indicado outra expressão como sendo
uma revelação da data avançada da composição: “Dario, o persa”
(Ne 12:22). O argumento discorre que, sendo Dario descrito como
persa, indica que o autor vivia no período grego, depois de Alexan-
dre Magno ter conquistado a Ásia. Esta não é, porém, uma con-
clusão inevitável. Pode ter sido designado “o persa” para distinguí-lo de Dario, o medo, mencionado em Daniel 6.

Semelhantemente, o título “rei da Pérsia” tem sido condena-
do por algumas autoridades como sendo anacronístico para o pe-
ríodo persa (aparece em Esdras 1:1 e outras passagens). A inves-
tigação mais recente porém, tem demonstrado que o título “rei da
Pérsia” foi empregado por um mínimo de dezoito autores dife-
rentes em dezenove documentos diferentes, e em trinta e oito refe-
rências diferentes, datando do período persa, e isto em referência
a nada menos do que seis reis persas diferentes. Poucas objeções
“acadêmicas” têm sido tão completamente refutadas pela arqueo-
logia.

3. Objeções têm sido levantadas por causa das variações que
há entre as duas cópias do decreto de Ciro, a versão hebraica em
Esdras 1 e a versão aramaica em Esdras 6. Mas deve ser observado
que o edito registrado em Esdras 6 foi achado em Ecbatana, na
Pérsia, enquanto o de Esdras 1 foi promulgado na Babilônia. É
legítimo inferir que a cópia aramaica fosse um abstrato do edito
para ser conservado nos arquivos; a forma hebraica sem dúvida
representava as próprias palavras que foram transmitidas aos ju-
deus. É interessante observar que mostra uma deferência aos judeus
para com o Deus bem semelhante àquele que Ciro expressava pe-
rante Marduque dos babilônios quando promulgou o edito da li-
berdade religiosa para a população da Babilônia (cf. Pritchard,
ANET 316).

4. Antigamente pensava-se que as porções aramaicas de Es-
dras (a correspondência e os decretos registrados nos capítulos 4-7)
refletissem um período posterior do aramaico, comparado com o
estilo que um autor do quinto século teria empregado. Mas con-
forme indica Albright (Alleman e Flack Commentary, p. 154), os
Papiros de Elefantina demonstram que o Aramaico de Esdras é
realmente característico do quinto século (excetuando-se alguns
casos de ortografia modernizada) e que as cartas citadas por Esdras
são muito semelhantes, quanto ao estilo e à linguagem, às que
emanam do Egito do quinto século. Continua assim: “As cartas 
ainda não publicadas, que estão nas mãos de Mittwoch, acrescenta-
rão substancialmente ao número de paralelismos, dando o golpe
mortal ao ponto de vista de Torrey de que há numerosas palavras
gregas no Aramaico de Esdras”.

5. Objeções têm sido levantadas contra o que parece ser um
anacronismo em Esdras 4, que se refere a Ciro, o Grande (558-529),
a Xerxes (485-465), a Artaxerxes I (465-424), e depois a Dario I
(522-485). Insiste-se que tanta confusão na ordem dos monarcas
só poderia ter surgido numa composição posterior, cujo autor tinha
se esquecido da verdadeira sucessão dos reis. Mas esta conclusão
não pode ser mantida com sucesso à luz da evidência interna. É
perfeitamente aparente em Esdras 4:5 que o autor sabia que o Rei
Dario havia reinado num período entre Ciro e Xerxes. . .para
frustrarem o seu plano, todos os dias de Ciro, rei da Pérsia, até ao
reinado de Dario, rei da Pérsia. No princípio do reinado de Assuero,
escreveram uma acusação contra os habitantes de Judá e de Je-
rusalém”. Um estudo cuidadoso do capítulo revela que os versí-
culos 5-23 constituem um longo parêntese tratando, não da edifi-
cação do Templo, mas da construção dos muros da cidade. Esta
matéria é introduzida neste ponto, simplesmmente para indicar a
ferocidade da inimizade dos adversários de Judá. Devemos en-
tender que a oposição de Reum e Sinsai não surgiu na década de
520, mas sim, no fim da década 400, no começo do reinado de Arta-
xerxes I. Em 4:24 a narrativa volta para o ponto onde tinha sido
interrompida no versículo 3, isto é, na época em que o templo ainda
não tinha sido reedificado. Em outras palavras, devemos entender
o propósito de Esdras aqui não como sendo uma narrativa estrita-
mente cronológica, mas sim, como sendo um histórico da oposição
à edificação dos muros da cidade, desde a época de Ciro, até ao
reinado de Artaxerxes. Segue uma ordem tópica mais do que uma
ordem cronológica. Sendo que a carta citada em 4:11-16 não faz
a mínima alusão à reedificação do templo, mas somente à constru-
ção dos muros, é bem evidente que o Templo já tinha sido comple-
tado (um evento do ano 516 a.C.), e que a referência aqui é à ten-
tativa feita no começo do reinado de Artaxerxes para impedir os
reparos das fortificações de Jerusalém propriamente dita.

6. Alguns escritores sustentam que a referência a dracmas
gregas em Neemias 7:71 (Hebraico darkemôním) é evidência de
autoria durante o período grego. Mas, conforme indica J. P. Free,
em Archaeology and Bible History — “Arqueologia e História Bí- 
blica” (p. 253), dracmas gregas têm sido descobertas no nível
persa das escavações em Bete-zur. Aparentemente, os negociantes
dinâmicos de Helas tinham estendido suas relações comerciais até
o Oriente Próximo no quinto século a.C. W. F. Albright (JBL,
Junho 1942, p. 126) refere-se à evidência dos Papiros de Elefantina
para a existência do padrão-dracma até no Egito naquele período.

Fonte: ARCHER, Gleason L. Merece Confiança o Antigo Testamento? 4º ed. São Paulo : Vida Nova, 2003.