31 de janeiro de 2014

As rotas do êxodo




Manual Bíblico Vida Nova

Gleason L. Archer - Introdução ao livro de Lamentações

O título hebraico desta obra relativamente curta é a palavra
’êkah (“Como...!”) que aparece no começo do primeiro versículo
do Livro. O tema do livro é um lamento pelos males que sobrevie-
ram ao Judá pecaminoso e a lamentável destruição da Cidade
Santa e do templo do Senhor. Por implicação, o Profeta parece
apelar aos israelitas castigados para que reconheçam a retidão de
Deus ao tratar com eles assim, e que depositem uma vez mais sua
confiança total na misericórdia de Deus, com espírito de total ar-
rependimento.

Esboço de Lamentações

I. Jerusalém Devastada e Abandonada, 1:1-22.

30 de janeiro de 2014

O tabernáculo

Manual Bíblico Vida Nova

Eugene H. Merrill - Uma teologia de Crônicas: O Deus do Reino

O DEUS DO REINO

Em comum com o restante do Antigo Testamento, Crônicas não ofe-
rece definição sistemática e proposicional de Deus e seus atributos. Estes
têm de ser descobertos no curso da narrativa e através de observações fei-
tas pelos peesonagens dessas narrativas que repercutam estes assuntos. Tal
abordagem deixa claro que a rubrica tradicional que distingue Deus como
uma pessoa da sua atividade na história, embora não mutuamente exclusiva,
é bastante satisfatória.

A PESSOA E ATRIBUTOS DE DEUS

A auto-revelação de Deus em Crônicas é mediada por profetas, sacer-

29 de janeiro de 2014

Os números no Antigo Testamento

Manual Bíblico Vida Nova

Roland de Vaux - Os escravos: A condição dos escravos

Temos muito poucas informações sobre o número dos escravos domésticos em Israel. Gideão toma dez de seus servos para derribar o santuário de Baal, Jz 6.27. Abigail, esposa do rico Nabal, tem escravos em número indeterminado e, quando vai casar-se com Davi, leva consigo cinco servas, I Sm 25.19-42. Depois da morte de Saul, os bens da família real eram avaliados por um gerente, Ziba, que dispunha de seus quinze filhos e de vinte escravos, II Sm 9.10. Alguns grandes proprietários da época monárquica puderam ter também uma criadagem relativamente numerosa, mas eram exceções. O censo da comunidade que havia regressado do Exílio, Ed 2.64; Ne 7.66, conta 7.337 escravos de ambos os sexos contra 42.360 pessoas livres. A situação era, pois, muito diferente da Grécia ou Roma, mas se parece à da Mesopotâmia, onde uma família de boa condição tinha um ou dois escravos em épocas antigas, e de dois a cinco na época neobabilônica; os números eram um pouco mais eleva¬dos na Assíria.

28 de janeiro de 2014

As festas de Israel - Quadro

Manual Bíblico Vida Nova

D. J. Wiseman - A arqueologia e o Antigo Testamento

A arqueologia é o principal meio de recuperar o passado por intermédio da descoberta de sítios antigos e ao se encontrar, por meio da escavação, construções, artefatos e documentos escritos que eles continham em tempos passados. Dessa forma, ela dá ao historiador uma ferramenta para que ele possa fazer um retrato do homem, de suas atividades e do seu pensamento em dado período e lugar na história. Visto que o AT em si já é uma coleção de escritos pertencentes a um contexto de vida específico, não é de surpreender que a arqueologia das terras bíblicas, principalmente da Síria-Palestina e seus vizinhos, comumente chamada de “arqueologia bíblica”, tenha feito muito para melhorar nossa compreensão dos povos, lugares, línguas, tradições e costumes entre os quais os hebreus tinham o seu lugar especial.

Enquanto a exploração antiga, e também alguma mais recente, tinha na Bíblia seu motivo principal de interesse, a arqueologia moderna desenvolveu-se em uma disciplina reconhecida e independente para descobrir, datar, examinar, preservar e interpretar os seus achados. A arqueologia não é uma ciência exata, embora já seja atualmente um campo de pesquisa contemporânea em rápido desenvolvimento que utiliza métodos de comparação e tipologia. Seus resultados, com exceção das

27 de janeiro de 2014

Descoberta arqueológica indica que a Arca de Noé não era a única

Tábua de 4 mil anos gera discórdia entre arqueólogos

por Jarbas Aragão

Uma tábua de argila da Mesopotâmia antiga – atual Iraque – com cerca de 4.000 anos foi revelada esta semana pelo Museu Britânico. Ela traz detalhes sobre a construção de uma arca gigante que deveria abrigar animais “dois a dois”. Mas não é uma referência ao relato do Antigo Testamento sobre Noé. Embora seja uma história semelhante, descreve a construção de uma embarcação redonda e não retangular como a da Bíblia. A tábua está gerando discórdia entre os arqueólogos.

Datas propostas para os patriarcas


PRICE, Randall. Arqueologia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2006

Gleason L. Archer - Introdução ao livro de Jeremias

O nome Jeremias, Yirme-Yãhü, aparentemente significa “O
Senhor estabelece” (Orelli em ISBE), se o verbo rãmah (“lançar”)
pode ser entendido no sentido de lançar alicerces. O tema do Pro-
feta consiste numa série de severas advertências a Judá, no senti-
do abandonar a idolatria e o pecado para evitar a catástrofe do
Exílio. Cada classe da sociedade dos hebreus foi condenada como
sendo indesculpavelmente pecaminosa. Porque Judá recusou a se
arrepender, o Cativeiro na Babilônia seria inevitável. O que os
hebreus precisavam era humilhar-se em submissão ao jugo dos
caldeus, e não rebelar-se contra ele, pois o castigo pela sua infi-
delidade à aliança com Deus era bem merecido. Mesmo assim,
chegaria o dia em que Israel seria livrado pelo Messias, o Justo
Renovo; por este motivo Israel precisaria confiar sempre somente
em Deus e nunca na sua força carnal.

Esboço de Jeremias

24 de janeiro de 2014

Festas e festividades de Israel


Manual Bíblico Vida Nova

Eugene H. Merrill - Uma teologia de Crônicas

Uma das principais áreas de discussão na erudição do Antigo Testamento é o
“problema sinótico” de 1 e 2 Crônicas em comparação com Samuel-Reis.  Ainda que
estas grandes obras históricas coincidam e concordem em muitos aspectos, as diferen-
ças são profundas e têm de ser explicadas. É impossível entrarmos no debate aqui em
detalhes, mas devemos enfatizar pelo menos que as variações existentes nas narrativas
são fundamentalmente atribuídas a temas e propósitos diferentes. Samuel-Reis, des-
crito por alguns estudiosos como uma parte da “história deuteronômica”, tem como
tema principal a história da nação desde o surgimento do primeiro profeta “institucional”, Samuel, ao exílio de Judá na Babilônia. Foi uma história pontuada por avaliações
e acusações proféticas da monarquia e das instituições políticas e religiosas de Israel. O
fracasso do povo do concerto é atribuído à violação do concerto por reis, sacerdotes e

23 de janeiro de 2014

O sistema sacrificial

Manual Bíblico Vida Nova

Roland de Vaux - Os escravos: Os escravos israelitas

Ao lado dos escravos de origem estrangeira, havia realmente escravos israelitas? Antes fizemos alusão ao texto de II Cr 28.8-15, que condena essa prática, a qual é, além disso, proibida por Lv 25.46 que, depois de falar dos estrangeiros, diz: “Vocês os terão por escravos, mas sobre vossos irmãos, os filhos de Israel, ninguém exercerá um poder arbitrário.” Entretanto, Lv 25.39-43 fala do israelita que se “vendeu” a outro israelita, mas que deve ser tratado como um assalariado e um hóspede e não como um escravo. Por outro lado, Lv 25.47-53 prevê o caso de um israelita que se “vendeu” a um estrangeiro residente: poderá ser resgatado por seus parentes ou resgatar-se a si mesmo e não deverá ser tratado arbitrariamente. Esses escravos, tendo um dono israelita ou estrangeiro, deverão ser libertados no ano do jubileu, Lv 25.40,54. A lei exclui, pois, no caso de um israelita, apenas a escravidão perpétua, mas admite uma verdadeira escravidão (essas pessoas são “vendidas”), temporária e moderada. É difícil saber se essa lei

22 de janeiro de 2014

O sistema de sacrifícios

Manual Bíblico Vida Nova

Gleason L. Archer - Introdução ao livro de Habacuque

O nome Habaqquq é raro, e seu significado incerto; possi-
velmente significasse um “abraço ardente” de hãbaq, “abraçar”
(Eiselen em ISBE). Alguns têm sugerido que seria uma planta de
jardim, que os assírios denominavam hambaqãqu, mas que ainda
não pôde ser identificada.

O tema desta profecia diz respeito aos problemas de fé em face
das dificuldades aparentes que pareciam ser empecilhos ao cumpri-
mento das promessas de Deus. Estas dificuldades são enfrentadas
e solucionadas à luz da continuada revelação de Deus, e o Profeta
encerra com um salmo de confiança jubilosa.

Esboço de Habacuque

20 de janeiro de 2014

Os tratados do Oriente Próximo

Manual Bíblico Vida Nova

Homer Heater, Jr - Uma teologia de Samuel e Reis: A teologia do exílio segundo o Historiador

A grande questão do exílio era: Como pôde o Senhor abandonar o seu
povo e permitir que sofressem a repreensão da dominação por um povo que
adora deuses pagãos? A reflexão sobre essa pergunta levou os crentes a reconhe-
cerem a razão para o desastre de 722 e 586 a.C. Em 2 Reis 17.7-41, o historia-
dor resumiu as razões para a queda de Samaria em 722 a.C.

A primeiríssima razão para a queda de Samaria foi o pecado contra o Se-
nhor, seu Deus. Este é o mesmo Deus que os tirou do Egito e que se revelou a 
Moisés e ao povo, este “ensaio dos atos do Senivor” visa chamara atenção para a
tolice do povo em dar as costas àquEle que os resgatou (2 Rs 17.1-8). E surpreen-
dente que o pecado primário citado repetidas vezes neste capítulo seja o pecado

17 de janeiro de 2014

Os dez mandamentos

Manual Bíblico Vida Nova

Roland de Vaux - Os escravos: Os escravos de origem estrangeira

Em toda a antiguidade a guerra foi uma das principais fontes de escravidão: era o estado a que ficavam reduzidos os prisioneiros. O mesmo sucedia na Palestina. Na época dos juizes, se o exército de Sísera tivesse sido vitorio¬so, teria repartido o saque: “uma ou duas moças para cada homem”, Jz 5.30. Os amalequitas, depois do saque de Ziclague, levam para si como prisioneiros todos os que ali havia, I Sm 30.2-3. Iahvé julgará as nações que “lançaram sorte sobre o meu povo, trocaram meninos por prostitutas, para comprar vinho venderam meninas”, Jl 4.3. Na época helenística, comerciantes de escravos seguiam as tropas de Antíoco Epífano para comprar os judeus que elas fizessem prisioneiros, I Mb 3.41; II Mc 8.10-11. Mais tarde, Adriano vende os prisioneiros da segunda revolta judaica.

Em todos esses casos, trata-se de israelitas reduzidos à escravidão por seus inimigos estrangeiros. Mas o Cronista conta que Peca de

16 de janeiro de 2014

As dez pragas do Egito

Manual Bíblico Vida Nova

Gleason L. Archer - Introdução ao livro Sofonias

O nome deste profeta, Sepan-Yah, significa “O Senhor escon-
deu (-o)”. O tema da sua mensagem é que o Senhor a inda está
firmemente em controle do Seu mundo, apesar das aparências
contrárias, e que comprovará isto no futuro próximo ao aplicar um
castigo terrível sobre a nação desobediente de Judá, e completa
destruição sobre as nações pagãs gentias. Somente através dum
arrependimento em tempo é que haveria possibilidade de escape à
esta ira.

Esboço de Sofonias

15 de janeiro de 2014

As datas do Êxodo


Manual Bíblico Vida Nova

Homer Heater, Jr - Uma teologia de Samuel e Reis: O momento da reforma em Reis

Os reinados de Asa, Josafá, Joás, Uzias, Ezequiel e Josias viram contribui-
ções significativas ao estado espiritual do povo de Judá. 
O historiador de Reis caracterizou Asa como homem bom. Crônicas de-
dica a Asa mais de 30 versículos que não constam em Reis. Asa foi exaltado
por sua espiritualidade e criticado por, em vez de confiar no Senhor, confiar
em forças estrangeiras. Morreu na vergonha. Os livros de Reis têm uma de-
claração breve, mas positiva sobre ele: “Asa fez o que era reto aos olhos do
Senhor, como Davi, seu pai” (1 Rs 15.11). Removeu os prostitutos-cultuais
(parte da religião de fertilidade dos cananeus) e os ídolos que os seus anteces-
sores tinham feito. Crônicas declara que ele retirou os lugares altos das cida-
des de Judá (2 Cr 14.3-5). Este seria um grande empreendimento e explica
o historiador de Reis endossar Asa incondicionalmente, mas, ao que parece,
contradiz 2 Reis 15.14 e 2 Crônicas 14.17. Pelo visto, Asa tentou retirar os

14 de janeiro de 2014

O Egito

Manual Bíblico Vida Nova

Roland de Vaux - Os escravos: O fato da escravidão em Israel

Alguns autores, particularmente eruditos judeus, negam que houve verdadeira escravidão em Israel ou, pelo menos, escravos israelitas. Essa opinião pode ter uma justificação aparente se pensamos nos exemplos da antiguidade clássica: nem em Israel, nem entre seus vizinhos havia aqueles enormes rebanhos de escravos que na Grécia e em Roma foram uma causa permanente de insegurança social; por outro lado, em Israel, como em todo o antigo oriente cm geral, a situação do escravo não foi nunca tão desprezível como na Roma republicana, onde Varrão não temia definir o escravo como instrumenti genus vocale, “uma espécie de instrumento que fala”. A flexibilidade do vocabulário se presta a equívocos: ‘ebed significa propriamente “escravo”, homem que carece de liberdade e que está em poder de outro, mas por razão do caráter absoluto da potestade real, a palavra significa também os súditos do rei, especialmente

13 de janeiro de 2014

Descoberta de arqueólogo dá respaldo ao relatos bíblicos sobre o rei Davi e Salomão

Recentemente o arqueólogo Josef Garfinkel divulgou o resultado de escavações nas quais foram descobertas ruínas da cidade de Khirbet Qeiyafa, no vale de Elá, localizada perto do lugar onde, segundo os relatos da Bíblia, Davi matou Golias.

- Não sabemos muito da história, política ou da urbanização nos tempos de Davi. Sem a Bíblia. Aqui, pela primeira vez, temos uma cidade fortificada do tempo do Rei Davi – afirmou Garfinkel.

No local, que marcações por carbono mostraram ser da época de Davi, o estudioso relata ter escavado dezenas de habitações. Ele acredita que três delas foram utilizados para fins religiosos. Garfinkel, que

Descrição dos nomes de Deus

Manual Bíblico Vida Nova

Gleason L. Archer - Introdução ao livro de Naum

O nome deste profeta (Nãhüm) significa “consolação”. Seu
tema trata da santidade de Deus, uma santidade que envolve tanto
a retribuição para os infiéis rebeldes com compaixão para com os
que pertencem a Ele, especialmente os que sinceramente crêem
nEle e que confiam exclusivamente nEle. O crente fiel é represen-
tado no seu regozijo à vista da justa vindicação da santidade de
Deus através da destruição do poderio da Assíria, que tanto zomba-
va de Deus.

Esboço de Naum

I. Um Salmo da Majestade de Deus, 1:1 — 2:2.
A. A vingança de Deus sobre os pecadores, e Sua bondade

10 de janeiro de 2014

Gerald F. Hawthorne - O cânon e os apócrifos do Antigo Testamento

DEFINIÇÃO DE TERMOS

A palavra “cânon” deriva do grego kanõn, uma palavra cujo significado literal é vara, barra ou linha, como a linha do prumo de um pedreiro. Era usada para medir coisas ou manter um objeto em movimento retilíneo.
A palavra passou a ter o significado metafórico de padrão pelo qual as pessoas comparavam coisas e pelo qual julgavam suas qualidades ou valor (cf. G1 6.16). As vezes “cânon” se referia às regras de uma arte ou negócio, ou ao padrão usado para orientar o artesão. Na escultura, por exemplo, a estátua “o lanceiro”, de Policleto, “era considerada o cânon ou a forma perfeita do corpo humano” (TDNT, 3, 597). A sua forma era o modelo de excelência do escultor.

Desse significado metafórico surgiu a ideia de aplicar a palavra “cânon” a uma lista de escritos sagrados que possuíam autoridade divina especial — autoridade que dava a esses escritos uma característica normativa. Por isso, tornaram-se o padrão, o modelo, o paradigma segundo o qual os fiéis poderiam avaliar outros escritos e ideias, e o conjunto de regras pelas quais poderiam ordenar a própria vida de fé, ensino e prática.

Moisés

Manual Bíblico Vida Nova

Homer Heater, Jr - Uma teologia de Samuel e Reis: A Monarquia em Samuel e Reis

O terceiro ofício usado por Deus para mediar o seu reino entre os povos foi a
monarquia ou realeza. A mudança na liderança de juízes para reis foi dramática e
traumática. O governo por juízes permitia as tribos manterem maior independên-
cia. Os juízes surgiam espontaneamente e, com raras exceções, não perpetuavam
o governo aos filhos que tiveram. Os reis reinavam sobre todo o Israel continu-
amente e eram sucedidos por filhos que fossem dignos ou não. Mesmo assim, o
Senhor trataria com o rei no que tange ao merecimento e o mediria de acordo com
o concerto davídico e o ideal davídico. Subsequentemente, o Rei ideal tornar-se-
ia o principal tema nos profetas, um Rei que julgasse o povo de forma honesta e
com justiça.  Nesse grande futuro escatológico, este Rei ideal será chamado Davi,

9 de janeiro de 2014

Os nomes de Deus

Manual Bíblico Vida Nova

8 de janeiro de 2014

Os Patriarcas

Manual Bíblico Vida Nova

Roland de Vaux - Os elementos da população livre: Os comerciantes

Os israelitas começaram muito tarde a dedicar-se ao comércio. O comércio exterior, o comércio em grande escala, era monopólio real. Com a cooperação de I I irão, rei de Tiro, Salomão armou uma frota no Mar Vermelho, I Rs 9.26-28; 10.11 -22, que ia trocar os produtos da fundição de Eziom-Geber com o ouro e as riquezas da Arábia. Uma tentativa análoga, sob Josafá, acabou em fracasso, I Rs 22.49-50. Salomão comercializava também com os caravaneiros, 1Rs 10.15. Fazia também um comércio de intermediação: seus enviados com¬pravam cavalos na Cilicia e carroças no Egito e revendiam, I Rs 10.28-29, mas essa interpretação do texto é duvidosa. Acabe concluiu com Ben-Hadade um tratado comercial segundo o qual podia estabelecer mercados em Damasco, como o rei sírio tinha em Samaria, I Rs 20.34. Trata-se ainda de uma empresa real. Assim sucedia em todo antigo oriente próximo. Os contrapartes de Salomão eram o rei de Tiro, I Rs 5.15-26; 9.27; 10.11-14, e a rainha de Sabá, I Rs 10.1-13. E a tradição era antiga. No terceiro milênio antes de nossa era, e depois sob Hamurabi, os reis da Mesopotâmia tinham suas caravanas; na época de Amarna, os reis da

7 de janeiro de 2014

O modelo da fé de Abraão

Manual Bíblico Vida Nova

Gleason L. Archer - Introdução ao livro de Isaías (II)

A. ALEGADAS DIFERENÇAS DE TEMAS E DE ASSUNTOS (continuação)

1. Evidências internas da composição de Isaías II na Palestina
Um critério importantíssimo para datar documentos antigos
se acha naquelas referências ou alusões a acontecimentos ou con-
dições locais porventura neles contidos. O pano de fundo da geo-
grafia que se pressupõe neles exista, as condições de clima que
são indicadas como sendo aquelas nas quais vivia o autor — todos
estes são dados importantes para se determinar o local e a data
da composição de qualquer documento, antigo ou moderno. Um
exame cuidadoso de tais alusões em Isaias 40 — 66 indica sem
possibilidade de erro que foram compostos na Palestina e não na
Babilônia. Já notamos que Bernhard Duhm, partindo de premissas
racionalistas, chegou à mesma conclusão em 1892.

a. Isaías 40 — 66 demonstra pouco conhecimento da geo-
grafia da Babilônia, mas grande familiaridade com o cenário geo-

6 de janeiro de 2014

A rota de Abraão

Manual Bíblico Vida Nova

Homer Heater, Jr - Uma teologia de Samuel e Reis: O movimento profético em Samuel e Reis


O segundo oficio que Deus usou para mediar o seu reino foi o do profeta.
Do tempo de Samuel em diante, os profetas dominam as páginas da Bíblia. Os
sacerdotes sem dúvida desempenharam um papel maior do que indica o espaço
atribuído a eles pelo historiador, mas foram os profetas que tinham de dar uma
nova dimensão à relação entre o Senhor e o povo.

O MOVIMENTO PROFÉTICO EM 1 E 2 SAMUEL

3 de janeiro de 2014

As Alianças


Manual Bíblico Vida Nova

Robert e Gordon - As versões antigas

As versões antigas
ROBERT E GORDON

Enquanto os judeus permaneceram na Palestina e falaram sua língua materna, não tiveram problemas em entender suas Escrituras Sagradas. Mas já no século VI a.C., e muito tempo antes de ser concluído o cânon do AT, muitos judeus viviam longe da terra natal de seus ancestrais. Alguns foram deportados para a Mesopotâmia depois que os babilônios conquistaram Jerusalém, em 597 a.C.; outros — mais ou menos na mesma época — seguiram o precedente estabelecido, muito tempo antes, de buscar refúgio no Egito. Mas mesmo que essa dispersão não tivesse ocorrido, os judeus dificilmente teriam evitado a exposição aos sons estranhos do aramaico e do grego nos séculos seguintes à destruição do seu Estado. A hegemonia babilónica no Oriente Médio teve vida curta; seu fim repentino aconteceu com a chegada dos persas à Babilônia, em outubro de 539 a.C. Nos 200 anos seguintes, os persas dominaram o Oriente Médio, e sob o seu domínio o aramaico desfrutou do

2 de janeiro de 2014

A vida de Abraão

Manual Bíblico Vida Nova

Roland de Vaux - Os elementos da população livre: Os artesãos

Ao lado dos trabalhadores, o desenvolvimento da vida urbana e a evolu¬ção econômica multiplicaram o número dos artesãos independentes. O Antigo Testamento menciona muitas associações de artesãos: trabalhadores de moi¬nhos, padeiros, tecelões, barbeiros, oleiros, lavandeiros, chaveiros, joalheiros etc. Um termo mais geral, harash, designa o trabalhador em madeira, em pedra, sobretudo em metais, e o ferreiro, fundidor ou cinzelador. Trabalhava- se em regime de oficina familiar, o pai transmitia o ofício a seu filho e às vezes linha a seu serviço alguns ajudantes, escravos ou assalariados.
Como nas cidades orientais modernas, os artesãos de uma mesma profis¬são viviam e trabalhavam agrupados em ruas ou quarteirões específicos, ou então, uma aldeia se especializava em uma atividade