28 de abril de 2014

O Exílio

Manual Bíblico Vida Nova

Gleason L. Archer - Introdução ao livro de Ageu

O nome Haggay quer dizer “festivo”, derivado de hag, “fes-
tival”. Possivelmente o profeta recebeu este nome por causa de ter
nascido na Festa da Páscoa ou durante alguma outra Festa im-
portante. O tema do seu Livro é que se o povo de Deus coloca em
primeiro lugar o programa de Deus, a casa de Deus e o culto de
Deus, então sua pobreza e fracasso seriam transformados em pros-
peridade abençoada à altura da sua fidelidade à aliança.

Esboço de Ageu

I. Primeira Mensagem: Descuido do Templo, a Causa da De-
pressão Econômica, 1:1-15.

15 de abril de 2014

Danilo Moraes - A Páscoa e seus Valores

Por Danilo Moraes

Todos os anos famílias inteiras passeiam nos shoppings e lojas especializadas, procurando ovos de chocolate ou bombons para darem de presente para amigos e parentes.  Tudo isto de deve, principalmente ao valor que a sociedade vem dando para esta data festiva.

Quando se aproxima a páscoa o que lhe vem à mente: chocolate, coelho e bombons; ou a ressurreição de Cristo como nosso cordeiro pascal? 

Infelizmente, na maioria das vezes a resposta tem sido chocolates coelhos e bombons. Não é de se estranhar que entre10 crianças evangélicas, apenas 2 sabem o verdadeiro significado da Páscoa. Surge a pergunta: De quem é a culpa? De nós mesmos! Com a comercialização deste dia festivo é comum ver nas lojas e supermercados enfeites e propagandas de uma nova páscoa que se tornou totalmente comercial; causando uma perda de seu sentido espiritual. É certo que o cristão não deve desprezar seu valor, nem tão menos desqualificar, ou eliminar o teor significativo e prático deste comércio. Quem nunca comeu um ovo de páscoa que atire a primeira pedra!

ROBERT B. CHISHOLM.JR - Uma teologia de Salmos: Deus Criador a Base para a Realeza

O livro de Salmos testemunha a relação vibrante que existia entre o Deus
de Israel e o seu antigo povo do concerto. Embora o Antigo Testamento retrate
o povo de Israel sob luz negativa, os Salmos demonstram que havia muitos na
comunidade do concerto que confiavam no Senhor e, obedientes, o serviam. O
saltério contém as orações e hinos dessas pessoas que buscavam a Deus como
refúgio no meio da tempestade e experimentavam, repetidas vezes, a interven-
ção pessoal de Deus na vida.

Os Salmos diferem do restante do Antigo Testamento. Temos a lei de
Deus proclamada por Moisés, as narrativas inspiradas dos procedimentos his-
tóricos de Deus com o povo, os conselhos divinos sobre a vida prática revelados

9 de abril de 2014

As tribos perdidas

Manual Bíblico Vida Nova

Roland de Vaux - As doze tribos de Israel

Na primeira fase de seu estabelecimento em Canaã, Israel é uma confederação de doze tribos. Esse sistema tem analogias, precisamente entre povos aparentados que passaram pelo mesmo estado social. Segundo Gn 22.20-24, Naor tem doze filhos, epônimos das tribos aramaicas. Do mesmo modo, os filhos de Ismael são “doze chefes de outras tantas tribos”, Gn 25,12-16. Havia Igualmente doze tribos na descendência de Esaú, estabelecida na Transjordânia, Gn 36.10-14 (à qual o v. 12a acrescenta Amaleque).

Em Siquém, as doze tribos israelitas estabeleceram um pacto que selou uma unidade religiosa e estabeleceu entre elas certa unidade nacional, Js 24. Essa organização foi comparada com a das anfictionias que reuniam cidades gregas ao redor de um santuário

1 de abril de 2014

A cronologia dos reis de Israel

Manual Bíblico Vida Nova

Gleason L. Archer - Introdução ao livro de Ester

O nome ’estêr é aparentemente derivado da palavra persa indi-
cando “estrela”, stara. O nome hebraico de Ester era Hadassah,
que quer dizer “mirta”. O tema deste breve livro é uma ilustração
da providência triunfante do Deus soberano que liberta e preserva
Seu povo da malícia dos pagãos que queriam tramar sua destrui-
ção. Embora não se mencione explicitamente o nome de Deus,
nada poderia ser mais claro do que o poder irresistível do Seu
decreto soberano, vigiando todo o povo da Aliança, protegendo-o
da malícia de Satanás na sua vã tentativa de trabalhar através de
Hamã e conseguir a aniquilação dos judeus.

Não é fácil esclarecer a ausência do nome de Deus nesta nar-
rativa; a melhor explicação que se oferece é que a narrativa trata
principalmente daqueles judeus que tinham deixado passar sua
oportunidade de voltar à terra da promessa, e escolheram ficar com
os gentios depois da volta do remanescente fiel em 536 a.C. É certo
que todos os atos deste dramático episódio desempenharam-se em
território gentio; é igualmente certo que a soberania da providên-

31 de março de 2014

Monarquias divididas

Manual Bíblico Vida Nova

Eugene H. Merrill - Uma teologia de Ester

Com base no estilo hebraico, vocabulário persa e familiaridade direta
com a vida e época da Pérsia de meados do século V a.C., é plenamente claro
que o livro de Ester, pelo menos na versão massorética, tem de ser datado
antes do fim do século V a.C.  A autoria é desconhecida, mas quem escreveu
ou compilou possuía informação totalmente de acordo com os registros his-
tóricos existentes de fontes persas e clássicas. Não há razão para vermos Ester
como ficção, um romance histórico ou algo que não seja uma narrativa de
acontecimentos reais. 

Seja como for, tais questões têm pouco a ver com a mensagem teológica
central do livro. Ester, como todos os outros textos históricos da Bíblia, existe
para revelar algo sobre Deus, o seu povo e os propósitos divinos para eles e o

Teriam encontrado a arca de Noé?

Por Rodrigo Silva


Não sou de maneira nenhuma partidário de Hitler ou das ideias que ele defendeu. Mas considerando a rara sinceridade com que ele admitiu algumas intenções de seu projeto e a advertência que nos vem disso, gostaria de começar esse texto citando um de seus pensamentos ou diria confissões. Ele disse: “É mais fácil envolver o povo numa grande mentira, do que numa pequena. Quanto maior a mentira, mais pessoas acreditarão nela… Torne a mentira grande, simplifique-a, continue afirmando-a, e eventualmente todos acreditarão nela.” (MeinKampf, 185).

27 de março de 2014

Gerard Van Groningen - O conceito messiânico: O termo Masiah

O Conceito Messiânico

O Termo Masîah

Definição

A raiz do substantivo masîah é o verbo masah, que tem geralmente o sentido de "ungir".
A ideia de ungir relaciona-se ao conceito de alisar com a mão, que é também o significado em árabe dessa raiz verbal.  O verbo grego chrío, usado na Septuaginta e no próprio Novo Testamento (Lc 4.18; At 4.27; 10.38) e o epíteto Messias (Jo 1.41; 4.25) também dão a ideia de esfregar o corpo. Fricção com gordura ou óleo é indubitavelmente o cconceito expresso em algumas passa¬gens bíblicas, onde se diz que objetos como bolos ou escudos são ungidos. 

O templo

Manual Bíblico Vida Nova

Roland de Vaux - Israel e as diversas noções orientais de estado

Quando os israelitas conquistaram Canaã, o país estava dividido em uma multidão de principados. Js 12.9-24 conta trinta e um reis derrotados por Josué c essa lista não esgota o mapa político da Palestina. Dois séculos antes, as cartas de Amama refletem a mesma situação e mostram que ela se estendia até a Síria. Esta foi a forma que o domínio dos hicsos tomou nessas regiões, mas cia retrocede ainda mais no tempo: os textos egípcios de proscrição testemu¬nham-na em princípios do segundo milênio. Essas unidades políticas se redu¬zem a uma cidade fortificada e a um pequeno território que a rodeia. São governadas por um rei que, no tempo dos hiesos e de Amama, é com freqüên¬cia de origem estrangeira e se apoia em uma tropa recrutada entre os seus e reforçada por mercenários; a sucessão ao trono se rege normalmente pelo prin¬cípio dinástico. A mesma concepção de Estado se acha nos cinco principados filisteus da costa. É certo que esses formam uma confederação, Js 13.3; Jz 3.3; l Sm 5.8, mas esse traço aparece também na união de quatro cidades gibeonitas, Js 9.17, sem contar as alianças, que parecem transitórias, entre reis cananeus, Js 10.3s; 11.1-2.

25 de março de 2014

Davi como Rei e Messias

Manual Bíblico Vida Nova

Gleason L. Archer - Introdução ao livro de Esdras e Neemias

ESDRAS E NEEMIAS

O nome Esdras parece ser uma forma aramaica do Hebraico
’ezer, “ajuda”. O nome Neemias, Hebraico Nehem-Yah, quer dizer
“consolo do Senhor”. Os dois Livros são tratados como sendo um
só pelos escribas hebreus; não há nenhum espaço no Texto Mas-
sorético entre o fim de Esdras 10 e o começo de Neemias 1, e as
estatísticas dos versículos dos dois livros conjuntamente acham-se
no fim de Neemias. O tema deste Livro composto é um relatório
da reconstrução da teocracia hebréia, nos alicerces físicos e espi-
rituais do passado. Assim como Deus protegia Seu remanescente
do ódio de inimigos externos, também os livrou da corrupção insi-
diosa dos irmãos falsos dentro da própria comunidade.

Esboço de Esdras e Neemias

24 de março de 2014

A família de Davi


Manual Bíblico Vida Nova

Eugene H. Merrill - Uma teologia de Esdras e Neemias

Em sua composição original, Esdras e Neemias formavam um livro, assim, é
apropriado que uma análise teológica trate dos dois como um.  Além disso, como
alguém lê as duas partes de uma só vez apreciamos o cenário histórico e religioso
comum a ambos, o interesse pelos mesmos assuntos e a reflexão de pontos de
vista idênticos. Estes fatores são tão fortes que quase somos compelidos a não só
admitir a unidade da composição, mas a autoria ou redação única.

Antes de tratarmos disto mais extensivamente, é importante observar que
Esdras l.l-3a é a repetição exata de 2 Crônicas 36.22,23, a conclusão da história
do cronista. Uma ponte deliberada liga estes dois livros, uma ligação a qual propõe
que, ou o cronista foi o autor de Crônicas, Esdras e Neemias, ou que ele adicionou
Esdras e Neemias ao seu trabalho. E impossível entrarmos aqui na questão relativa

14 de março de 2014

Randall Price: A aventura da arqueologia

Revelando os segredos das eras passadas

Eu creio na pá. Ela sustentou as tribos da humanidade. Ela forneceu-lhes água, carvão, ferro e ouro. E agora ela está lhe revelando a verdade — verdade histórica, cujas minas nunca haviam sido abertas, até o nosso tempo.— Oliver Wendeil Holmes

Vivemos um período de entusiasmar! Descobertas arqueológicas estáo brotando por todo o mundo, mais rápido do que os nossos jornais podem in¬formar. E são boas as notícias para os estudantes das Escrituras: grande parte dos achados está ajudando, como nunca antes, na compreensão da Bíblia. Para ilustrar o quanto e quão rápido o passado está invadindo o presente, aqui estão apenas algumas das maravilhosas descobertas, com relevância para a Bíblia, feitas até a época deste escrito, no início de 1997:

13 de março de 2014

Cidade de Davi

Manual Bíblico Vida Nova

11 de março de 2014

Randall Price: Os patriarcas - Lendas vivas ou vidas lendárias?

A arqueologia tem lançado luz considerável sobre a história dos Patriarcas em Gênesis: Abraão, Isaque e Jacó. Não que quaisquer registros destes homens possam ter sido jamais encontrados fora da Bíblia, mas o véu que anteriormente escondia seus tempos foi levantado. Como resultado, sabemos agora mais sobre o tipo de pessoas que eles eram, de onde eles vieram, como viviam, o que criam, onde e como eles devem ser encaixados na história das grandes nações dos tempos antigos além dos posteriores israelitas em si mesmos.1
G. Ernest Wright

A única história conhecida pelos israelitas durante sua escravidão no Egito era aquela transmitida para eles por seus ancestrais — os patriarcas (“pais que governam”). Era uma história de aliança e promessa entre Deus e seus pais, que dava ao povo de Israel esperança

10 de março de 2014

Mapa: O reinado de Saul, Davi e Salomão


Manual Bíblico Vida Nova

Roland de Vaux - Os escravos: Escravos Públicos

Os prisioneiros de guerra abasteciam os antigos Estados orientais de pessoal servil para os santuários ou para o palácio, para as grandes obras de interesse comum  e para os grandes empreendimentos comerciais ou industriais, cujo monopólio estava nas mãos do rei. Mesmo que as leis do Antigo Testa¬mento falem apenas de escravos domésticos, parece que houve também em Israel escravos públicos.

Depois da conquista de Rabá, Davi “trazendo o povo que havia nela, designou-lhes trabalhos com serras, picaretas, machados de ferro e em fornos de tijolos; e assim fez a todas as cidades dos filhos de Amom.”, II Sm 12.31. Se traduzirmos assim o texto, não se trata, como se creu por um longo tempo, de matança dos

6 de março de 2014

Pregando o Antigo Testamento


As nações vizinhas de Israel

Manual Bíblico Vida Nova

Gleason L. Archer - Introdução ao livro de I e II Crônicas

O título hebraico destes Livros é Diberêy hay-yãmím ou “nar-
rativas dos dias”, ou, mais literalmente, “as palavras dos dias”.
O propósito destes dois volumes é passar em revista a história de
Israel desde a aurora da raça humana até o Cativeiro na Babilônia,
e o Edito da Restauração. Este esboço histórico é composto com
propósitos definidos em mente, que é dar para os judeus da Se-
gunda Comunidade a verdadeira base espiritual da sua teocracia
como povo da Aliança do Senhor. O propósito deste historiador é
demonstrar que a verdadeira glória da nação hebréia se acha no
seu relacionamento com Deus, através da Aliança, conforme as
formas prescritas de culto no templo e administrado pelos sacer-
dotes divinamente ordenados, sob a proteção da dinastia, divina-
mente autorizada, de Davi. Sempre se enfatiza aquilo que há de
sadio e válido no passado de Israel, como sendo base segura para
a tarefa de reconstrução que há no futuro. Ressalta-se a rica tra-
dição de Israel, e suas conexões ininterruptas com o começo na
época patriarcal (decorrendo daí a proeminência dada às listas
genealógicas).

28 de fevereiro de 2014

Os Juízes do Antigo Testamento

Manual Bíblico Vida Nova

Eugene H. Merrill - Uma teologia de Crônicas: O curso do Reino


O CURSO DO REINO
Crônicas, como todos os livros da Bíblia, é um tratado teológico, mas
cuja forma e conteúdo é historiográfico. Revela a Pessoa e obras de Deus
e a natureza da sua relação com o povo em termos narrativos, no contexto
dos eventos da história. Em nenhum sentido isto diminui seu valor teo-
lógico, pois é exatamente nesse envolvimento com as nações e indivíduos 
que os propósitos eletivos e redentores de Deus são mais bem demonstra-
dos e entendidos. A discussão deve ser direcionada agora à apresentação e
avaliação do cronista sobre a história sagrada em seus aspectos completos
e preditos, quer dizer, para o curso do reino em retrospecto e na esperança

27 de fevereiro de 2014

Governantes das Nações Pagãs do Antigo Testamento


Manual Bíblico Vida Nova

Roland de Vaux - Os escravos: Emancipação

O dono tinha, evidentemente, direito de libertar seu escravo, se lhe aprou¬vesse. Além disso, a lei prevê alguns casos determinados. A cativa sai da condição de escrava se seu dono a toma por esposa, Dt 21.10-14. A libertação podia também acontecer como compensação por danos corporais, Êx 21.26-27, texto cuja formulação absoluta não permite restringi-lo só aos escravos israelitas. Mas, de forma geral, os escravos estrangeiros estavam sujeitos à servidão perpétua e eram transferidos juntamente com a herança, Lv 25.46.

Pelo contrário, a escravidão dos israelitas era, em si, temporária. Os escra¬vos masculinos, segundo Ex 21.2-6, os escravos de ambos os sexos, segundo Dt 15.12-17, deviam ser libertados ao fim de seis anos de serviços. Podiam recusar a libertação, e sem dúvida faziam isso com freqüência, temendo recair na miséria que os havia obrigado a vender-se como escravos. O presente que recebiam de

25 de fevereiro de 2014

4 razões de porquê devemos pregar o Pentateuco

Pregar o Pentateuco é uma grande necessidade do povo de Deus, do qual muitos nunca ouviram sermões de qualquer livro do Antigo Testamento, muito menos do Pentateuco. Esta é também uma área de grande carência dos pregadores, que tendem a fugir do Pentateuco.
Apesar das dificuldades associadas a ele, eu acredito que nós devemos pregar o Pentateuco por quatro razões.

1. Sua Necessidade

Primeiro, há uma grande necessidade de pregar o Pentateuco em nossas igrejas para dar o nosso povo uma dieta bem equilibrada do “todo o conselho de Deus” (Atos 20:27[1]). Sem dúvida a experiência de muitos pregadores da falta de conhecimento bíblico de seu povo testifica isso. Vários estudos recentes por várias denominações têm mostrado que enquanto setenta e cinco por cento das Escrituras são encontrados dentro do Antigo Testamento, apenas vinte por cento dos sermões vêm do Antigo Testamento. Nosso povo precisa que nós façamos mais do que

17 de fevereiro de 2014

Teria existido camelos no tempo dos Patriarcas?

Trechos do Antigo Testamento citam uso de camelos para transporte; Segundo estudo, animais não eram domesticados naquele período


Um novo estudo científico da Universidade de Tel Aviv, em Israel, acredita que os camelos provavelmente têm pouca ou nenhuma chance de terem sido realmente domesticados nos tempos dos patriarcas da Bíblia, tais como Abraão, Jacó e José, que teriam vivido durante o segundo milênio antes de Cristo. A pesquisa foi divulgada pelo jornal New York Times, primeiramente publicada no jornal de Tel Aviv.

14 de fevereiro de 2014

O ciclo dos juízes

Manual Bíblico Vida Nova

Gleason L. Archer - Introdução ao livro de Daniel (II)

A. ARGUMENTOS TEOLÓGICOS FAVORECENDO
UMA DATA AVANÇADA DE DANIEL

Aderentes à teoria macabéia usualmente dão grande ênfase
ao suposto desenvolvimento ou evolução do pensamento religioso
da nação israelita. Apontam temas e ênfases em Daniel que crêem
ser semelhantes àqueles que caracterizam a literatura apócrifa do
período intertestamental (obras tais como o Livro de Enoque e os
Testamentos dos Doze Patriarcas, ou até os livros apócrifos tais
como Tobias ou Susana). Estas ênfases incluem a proeminência de
anjos, a atenção dada ao julgamento final, a ressurreição dos mor-
tos, e o estabelecimento do reino final de Deus sobre a terra, com
o Messias como soberano supremo do mundo. Concebe-se que há
referências ocasionais em alguns livros anteriores no Antigo Tes-
tamento, aos anjos, ao julgamento, à soberania de Deus, e ao Mes-
sias; pensa-se, porém, que estes ensinamentos tenham atingido uma
forma muito mais desenvolvida em Daniel do que em Ezequiel
ou Zacarias. A angelologia, especialmente, é considerada como per-
tencente à época do Livro de Enoque (primeiro século a.C.) por

13 de fevereiro de 2014

Mapa das doze tribos

Manual Bíblico Vida Nova

Eugene H. Merrill - Uma teologia de Crônicas: A Escritura do Reino (Parte 2)

A FUNÇÃO DO CONCERTO
Como “reino sacerdotal e povo santo” (Ex 19.6), Israel foi chamado ao con-
certo para empreender o ministério de sacerdote, isto é, representar os povos da
Terra diante do Senhor Deus e modelar diante deles o domínio submisso ao qual
todos os homens foram chamados em virtude da criação.  Ou, em outras pala-
vras, Israel tem de exibir na vida social, política e religiosa o que significa ser um
povo redimido, de forma a atrair todos os outros povos ao Senhor soberano, que
os criou e que desejou restabelecê-los na função de cumpridores do concerto.

Este conceito está mais claro em Crônicas como um ideal e como uma
questão de trabalho prático nas formas política e relacionada ao culto da vida
de Israel. Trataremos primeiramente o princípio do papel do concerto de Israel
como reino sacerdotal e povo santo.

12 de fevereiro de 2014

Mapa das doze tribos

Manual Bíblico Vida Nova

Mapa da conquista de Canaã

Manual Bíblico Vida Nova

Roland de Vaux - Os escravos: Os escravos fugitivos

A fuga era o recurso comum do escravo para libertar-se do trato duro de seu dono, Eclo 33.33. Ainda nos casos em que era bem tratado, podia sentir a tentação de fugir, mesmo que fosse apenas para sentir-se livre, como todo homem tem direito de ser.

O rico e malvado Nabal parece que estava bem a par disto: “Muitos são hoje em dia os servos que fogem do seu senhor”, ele respondeu aos enviados de Davi, 1 Sm 25.10. Dois escravos de Simei fogem para a cidade de Gate, I Rs 2.39. Isso acontecia em toda parte. O código de Hamurabi pune com a morte toda ajuda prestada a um escravo fugitivo, a recusa a entregá-lo ou sua simples ocultação. As outras leis da Mesopotâmia são menos severas: em Nuzu, o que oculta deve pagar uma multa. Ao referir-se a escravos que fugiam para o estrangeiro, certos tratados entre Estados orientais previam cláusulas de extradição. Assim, Simei pode recuperar seus dois escravos que haviam se refugiado junto ao rei de Gate, I Rs 2.40, cf. também I Sm 30.15.

11 de fevereiro de 2014

As cidades da conquista

Manual Bíblico Vida Nova

Gleason L. Archer - Introdução ao livro de Daniel (I)

O nome Daniel em Hebraico é Dâniyyêl, que significa “Deus é
Juiz” ou “Deus é meu Juiz” (dependendo do significado de -iy-
medial). O tema básico desta obra é a soberania do Deus único e
verdadeiro, que domina sobre tudo, condenando e destruindo a
rebelde potência mundial, e que fielmente liberta Seu povo segun-
do a fé nEle firmada.

Esboço de Daniel

A. Treinamento e Teste do Remanescente, 1:1-21.
A. Nabucodonosor leva os reféns ao cativeiro, 1:1,2.
B. Treinamento de judeus jovens para o serviço real,
1:3-7.
C. Primeiro teste de obediência para Daniel, seu desafio
de fé, 1:8-16.
D. A recompensa conseqüente: atinge sabedoria e a pro-
moção, 1:17-20.

II. O Sonho de Nabucodonosor, e o Plano de Deus para as

Eras, 2:1-49.

10 de fevereiro de 2014

As rainhas do Antigo Testamento

Manual Bíblico Vida Nova

Eugene H. Merrill - Uma teologia de Crônicas: A Escritura do Reino (Parte 1)

Nas últimas décadas, a ideia de concerto tomou-se o assunto de muita discussão
bíblica e teológica. Certos estudiosos centraram a teologia no concerto, um centro
que, embora tendo muito a seu favor, é muito estreito para servir como o fulcro no
qual toda a matéria bíblica seja mais bem integrada e entendida. O problema é que
viram o concerto como a essência da obra e testemunho de Deus no mundo, em vez de
vê-lo como o instrumento pelo qual Ele começa a atingir os objetivos da criação. Quer
dizer, é melhor ver o concerto em termos funcionais e não em termos essenciais. 

A tese já proposta é que o tema ou o centro teológico de Crônicas é a so-
berania de Deus revelada através da monarquia davídica nos tempos veterotes-

7 de fevereiro de 2014

Os reis de Israel e Judá


Manual Bíblico Vida Nova


6 de fevereiro de 2014

A historicidade nos tempos da bíblia


Manual Bíblico Vida Nova