30 de outubro de 2013

A vida de Elias e de Eliseu


Gleason L. Archer - 1 e 2 Reis: Problemas de Cronologia

Nos primeiros dias de estudos do Antigo Testamento havia
considerável dificuldade em harmonizar os números citados nos
Livros dos Reis, dando as datas dos reinados dos vários reis do
norte e do sul. No caso dos reis de Judá, especialmente, quando
se somam todos os anos da duração dos reinados, produz-se um
total consideravelmente maior do que aquilo que seria o total de
tempo entre a morte de Salomão e a queda de Jerusalém. Pes-
quisas posteriores, porém, demonstraram o fato de que, em muitos
casos, o herdeiro do trono foi coroado formalmente antes da morte do seu pai, começando-se assim o seu reinado. No caso de Uzias,
para escolher um exemplo extremo, parece ter sido coroado como
rei auxiliar já em 790, quando seu pai, Amazias, só tinha reinado
durante seis anos. Tomou-se rei único em 767, quando Amazias
morreu. Em 751 foi acometido pela lepra, afastando-se das respon-
sabilidades do governo, pelo menos a maior parte delas. Seu filho
Jotão foi então coroado (em 751) e reinou até sua morte em 736;
antes de morrer, porém, já em 743 seu filho Acaz foi coroado co-

29 de outubro de 2013

A Jerusalém de Salomão 950 a.C.


Thomas L. Constable - Uma teologia de Josué, Juízes e Rute: Concertos


Os concertos (promessas formais) é outro tema principal em Josué, Juízes
e Rute. São os compromissos que ligam Deus e o homem em uma relação. Nos
livros em consideração, dois concertos estão constantemente em vista: o abraâ-
mico e o mosaico.

As promessas que Deus deu para Abraão em Gênesis 12.1-3 são a base
para o concerto abraâmico. Deus prometeu para Abraão semente, bênção e
terra.  Estas promessas foram formalizadas em um concerto em Gênesis 15.

Este capítulo deixa claro que o que Deus prometeu a Abraão não dependia de

24 de outubro de 2013

A Mobília do Templo


Roland de Vaux - A morte e os ritos fúnebres: Ritos alimentares

Davi jejua um dia por Saul e Jônatas, II Sm 1.12, e também por Abner, II Sm 3.35, e estranhou-se que não jejuasse pela morte de seu filho, II Sm 12.20-21. Depois de sepultar os restos de Saul e de seus filhos, os habitantes de Jabes jejuam durante sete dias, I Sm 31.13, o que representa o tempo normal de luto estrito, Gn 50.10; Jt 16.24; Eclo 22.12 (mas cf. 38.17). Aponta-se como exce¬ção que Judite prolongasse seu jejum durante toda a sua viuvez, exceto nos dias de festa, Jt 8.5-6.

Os vizinhos e os amigos levavam aos parentes do falecido o pão do luto e o cálice da consolação, Jr 16.7; Ez 24: 17,22; cf. Os 9.4. A impureza que afetava a casa do falecido impedia que se preparassem alimentos nela.

23 de outubro de 2013

O templo de Salomão


Gleason L. Archer - 1 e 2 Reis: Esboço

Conforme ficou dito, estes dois livros contavam originalmente
como um só no cânon hebraico. O título é totalmente apropriado,
tendo em vista que o conteúdo dos livros é um relatório das car-
reiras dos reis de Israel e Judá desde a época de Salomão até a
queda da monarquia judaica perante os exércitos de Nabucodo-
nosor em 587 a.C. Conforme já foi indicado, a Septuaginta atribui
aos dois Livros o nome de III e IV Reinos (Basileiõn).

O tema destes dois Livros é demonstrar, na base da história
de Israel, que o bem-estar da nação depende, em última análise,
da sinceridade da sua fidelidade à Aliança com o Senhor, e que
o sucesso de qualquer soberano deve ser medido pelo grau da sua
adesão à constituição mosaica e pela qualidade do seu testemu-
nho perante os pagãos, de pureza e de honra a Deus. O propó-

22 de outubro de 2013

As conquistas de Davi



Thomas L. Constable - Uma teologia de Josué, Juízes e Rute: Homem

Estes livros revelam muito sobre o caráter do homem. A rebeldia dos seres
humanos para com Deus se destaca em todos os três livros.

De acordo com Josué, os cananeus avançaram em tamanho estado de re-
belião que firmemente se opuseram ao instrumento disciplinar de Deus, ou
seja, Israel. Mesmo quando os gibeonitas se submeteram a Israel, eles tão só o fizeram para salvar a própria vida.  Acã se rebelou contra a vontade de Deus a
respeito da “proibição” (herem, Josué 7).
Em Juizes, as tribos israelitas em sua maioria se rebelaram contra Deus,
não expulsando os cananeus que restaram depois da conquista de Josué (Jz 1-2).

21 de outubro de 2013

A cidade dos Jebuseus e a Jerusalém de Davi


Roland de Vaux - A morte e os ritos fúnebres: Ritos de luto

Os parentes do falecido, os que assistiam à morte e aos funerais se submetiam a ritos, muitos dos quais se praticavam também em casos de grande tristeza, nas calamidades públicas ou em tempo de penitência.
À noticia da morte, o primeiro gesto era rasgar as roupas, Gn 37.34;
Il Sm 1.11 ; 3.31 ; 13.31 ; Jó 1.20. A isso se seguia o vestir-se de “saco”, Gn 37.34;
I Sm 3.31. Este era um tecido grosseiro que se usava em geral diretamente sobre o corpo, ao redor da cintura e abaixo do peito, cf. II Rs 6.30; II Mb 3.19. A nudez de que fala Mq 1.8 significa essa veste rudimentar, em vez da nudez total, apesar do paralelo de Is 20.2-4. Tirava-se o calçado, II Sm 15.30; Ez 24.17,23; Mq 1.8; e também o turbante, Ez 24.17,23. Em compensação se cobria a bar¬ba, Ez 24.17,23 ou colocava-se um véu sobre o rosto, II Sm 19.5; cf. 15.30. é provável que se pusessem as mãos sobre a cabeça: a Bíblia salienta esse gesto como expressão de dor ou de vergonha, II Sm 13.19; Jr2.37, atitude que adotam as carpideiras em certos baixo-relevos egípcios e no

18 de outubro de 2013

Davi, o Fugitivo


Gleason L. Archer - 1 e 2 Samuel: Preservação do texto e alegadas inconsistências internas

A Preservação do Texto

Por algum motivo, parece que o texto de I e II Samuel tem
sido conservado na recensão dos massoretas em piores condições
do que qualquer outro Livro da Bíblia. Uma explicação provável
é que o texto oficial para o templo, coligido no período intertes-
tamentário  dependia dum exemplar muito antigo do qual foi
copiado, contendo várias lacunas (talvez por causa da ação das
traças, ou por causa dos sinais de constante manuseio). Isto, por
exemplo, explicaria a ausência de qualquer número antes da palavra “anos” em I Samuel 13:1. Mas um estudo da versão da Sep-
tuaginta revela que o Vorlage (manuscrito usado como modelo)
estava em melhores condições do que aquele empregado na tra-
dução massorética, e, portanto, é muito útil para a crítica textual
destes dois livros. Vários fragmentos importantes têm sido desco-
bertos nas cavernas de Qumsistran, contendo um texto hebraico apre-
ciavelmente mais aproximado da Septuaginta do que do Texto Mas-

17 de outubro de 2013

As façanhas de Davi


Gleason L. Archer - 1 e 2 Samuel: Data e Composição

A julgar pelas evidências internas, os Livros de Samuel difi-
cilmente poderiam ter sido escritos antes da morte de Salomão.

Em I Samuel 27:6 percebemos que a monarquia dividida já tinha
começado (“Ziclague pertence aos reis de Judá até ao dia de hoje”).
Apesar de não constar nenhum obituário de Davi, o registro das
suas palavras finais parece implicar no conhecimento da sua morte.
Indicações dum terminus ad quem parecem estar em falta, e ne-
nhum dos escritores conservadores tais como Steinmueller, Young
ou Moeller podem chegar a uma conclusão mais definida do que
dizer que a composição foi feita entre 930 e 722. O autor parece
nada saber da queda de Samaría, portanto, parece razoável datar
o Livro no período antes do cativeiro das dez tribos.

Segundo a análise dos críticos racionalistas, a maior parte do
Livro é composto de dois documentos (Pfeiffer), ou então possi-
velmente três (Eissfeldt — que separa L, J, e E). Declaram que
certas partes pertencem ao período de Salomão, com outros acrés-

16 de outubro de 2013

A árvores genealógica de Davi


Thomas L. Constable - Uma teologia de Josué, Juízes e Rute: Deus

Martin Noth foi um dos primeiros estudiosos do Antigo Testamento a
mostrar que os livros de Josué a 2 Reis vêem a história de Israel da perspectiva
da revelação dada nos discursos de Moisés aos israelitas em Deuteronômio. 
Muitos estudiosos conservadores questionam a conclusão de que, de Josué a 2
Reis, foi produzido, na forma final, durante o exílio babilónico. Contudo, pou-
cos negam a alegação de que a história de Israel estava sendo avaliada segundo
o padrão da lei mosaica. Deuteronômio é em particular o sementeiro do qual
surgem as principais idéias teológicas em Josué a 2 Reis, no qual Moisés expôs
o concerto no estilo de sermão à geração de israelitas que estava prestes a entrar

15 de outubro de 2013

As batalhas de Gideão


Roland de Vaux - A morte e os ritos fúnebres: O sepultamento

Não sabemos quanto tempo separava a morte do enterro. O luto de setenta dias anterior à transferência do corpo de Jacó é excepcional: os egípcios Deram ao patriarca funerais reais. A prescrição de Dt 21.22,23 concerne unicamente aos corpos dos supliciados, que deviam ser retirados antes do anoite¬cer. É provável que o intervalo fosse muito curto, como ainda atualmente no Oriente, e que o morto fosse geralmente sepultado no mesmo dia.

A incineração dos corpos está documentada na Palestina apenas em uma época muito anterior à chegada dos israelitas ou entre agrupamentos de estrangeiros; os israelitas nunca a praticaram . Pelo contrário, queimar os cor¬pos era um ultraje que se infligia aos grandes culpados, Gn 38.24; Lv 20.14; 21.9, ou aos inimigos que se queria aniquilar definitivamente, Am 2.1. Resta um caso difícil: os habitantes de Jabes-Gileade queimam os corpos de Saul e de seus

14 de outubro de 2013

As cinco cidades dos filisteus


Gleason L. Archer - 1 e 2 Samuel: Esboço

Na sua forma mais antiga, a Bíblia Hebraica parece ter con-
siderado os dois Livros de Samuel como sendo um Livro único. O
mesmo caso se dá com I e II Reis. Baseado nisto, Josefo, no primei-
ro século a.C., calculou os livros do Antigo Testamento em vinte
e dois (cf. capítulo 5, págs. 60-61). Mas os judeus de Alexandria
reuniram tanto os livros de Samuel como os de Reis para formar
os livros dos “reinos” (basileiõn), passando então a subdividir
cada um deles até formar quatro livros dos “reinos”. A Vulgata
Latina no decurso do tempo abandonou o termo “livros dos reinos”
(libri regnõrum) e, voltando à divisão hebraica entre Samuel e
Reis, publicou os nomes que a Igreja Ocidental tem empregado des-
de então. (A Igreja Oriental, porém, ainda chama I e II Samuel
de I e II Reinos, e chama I e II Reis de III e IV Reinos). A Bíblia
Hebraica só começou a dividir Samuel e Reis em dois livros cada
quando saiu a edição de Bomberg.

11 de outubro de 2013

A conquista de Canaã




Thomas L. Constable - Uma teologia de Josué, Juízes e Rute: A preparação para a revelação subsequente

Deus prometera levar o seu povo à Terra Prometida. Canaã seria a base de
operações para eles alcançarem o propósito determinado por Deus na história.
Josué registra o cumprimento dessa promessa divina. Israel entrou na terra, der-
rotou o poder militar das tribos cananéias nativas e começou a ocupar a terra.
Foi eficaz na medida em que confiou e obedeceu a Deus. Mas considerando que
a confiança e obediência eram apenas parciais, Israel não expulsou totalmente
os cananeus ou possuiu completamente a terra. Bolsões de resistência cananéia
permaneceram (em Jerusalém, Siquém, vale de Jezreel, planície litorânea e em
outros lugares). A presença continuada dos inimigos de Israel na terra mostrou-

10 de outubro de 2013

Principais preocupações sociais na Aliança



Roland de Vaux - A morte e os ritos fúnebres: Os cuidados com o cadáver

A distinção entre alma e corpo é estranha à mentalidade hebraica e, por conseqüência, a morte não é considerada como separação desses dois elemen¬tos. Uma pessoa viva é uma “alma (nepesh) vivente”, um morto é uma “alma (,nepesh) morta” Nm 6.6; Lv 21.11; cf. Nm 19.13. A morte não é um aniquila¬mento: enquanto subsiste o corpo, ou pelo menos enquanto dura a ossada, subsiste a alma, em um estado de debilidade extrema, como uma sombra na morada subterrânea do sheol, Jó 26.5,6; Is 14.9-10; Ez 32.17-32.

Essas idéias justificam os cuidados com o cadáver e a importância de um enterro conveniente, pois a alma continua sentindo o que se faz ao corpo. Por isso, ficar abandonado sem sepultura, como presa das aves e dos animais sel¬vagens, era a pior das maldições, I Rs 14.11; Jr 16.4;22; 19; Ez 29.5. Contudo, o cadáver que é entregue à corrupção e à tumba que o contém são considerados impuros e ficam impuros aqueles que os tocam, Lv 21.1-4; 22.4; Nm 19.11-16; Ag 2.13; cf. Ez 43.7.

9 de outubro de 2013

John Stott - Casamento e Divórcio: O ensino do Velho Testamento

O ponto em que a Bíblia chegou mais perto de uma definição de casamento é Gênesis 2:24, que o próprio Jesus citou posteriormente, quando indagado a respeito das bases permissíveis para o divórcio, como palavra de Deus (Mateus 19:4,5). Imediatamente depois de Eva ter sido criada e trazida a Adão, e de Adão a ter reconhecido (num rasgo de amor poético), como sua esposa dada por Deus, o narrador comenta: “Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”.

Podemos deduzir daí que o casamento existe aos olhos de Deus quando o homem deixa os pais e se “une” à sua mulher, tornando-se com ela uma só carne. O “deixar” e o “juntar-se”relacionam-se mutuamente e terão lugar nesta mesma ordem. Denotam a substituição de um relacionamento humano (filho-pai), por outro (esposo- esposa). Há algumas semelhanças entre estes re-lacionamentos, porque ambos

Cidades de refúgio


Gleason L. Archer - Rute: Ensinamentos Básicos do Livro

Os ensinamentos básicos do Livro de Rute podem ser resumidos sob três títulos.

1. Oferece uma prefiguração duma bênção maior do porvir: os gentios poderão juntar-se à comunhão de
Israel, na condição de se arrependerem e de crerem no Senhor.

2. A providência maravilhosa e inesperada de Deus é veri-
ficada também na inclusão duma gentia na linhagem real do
Messias (cf. Mt 1:5).

3. O parente-redentor serve como um tipo ou prenúncio do
Messias, o gõêl que preenche as seguintes qualificações e funções

8 de outubro de 2013

Acampamento das Tribos de Israel


Thomas L. Constable - Uma teologia de Josué, Juízes e Rute: A culminação da revelação prévia

Deus criou o gênero humano para glorificá-Lo, dando aos homens a opor-
tunidade e o privilégio de desfrutar uma relação íntima com Ele. O Criador pro-
duziu um ambiente perfeito para o ser humano viver (Gn 1). Depois, formou o
homem com amor e cuidado a partir de um material humilde e compartilhou a
própria vida com o homem criado (Gn 2).  Este duvidou da bondade de Deus,
negou a Palavra, desobedeceu à sua vontade e, por conseguinte, sofreu o afasta-
mento do Criador (Gn 3). Deus passou a buscar o homem em graça para dar-
lhe o que ele não podia produzir por si mesmo, tornando possível a renovação
da comunhão (3.21).

7 de outubro de 2013

Festas e outros dias santos do Antigo Testamento











Roland de Vaux - Filhos: Sucessão e Herança

A antiguidade israelita não conheceu o testamento escrito. Entretanto, o pai, antes de morrer, “colocava sua casa em ordem”, II Sm 17.23; II Rs 20.1 ls 38.1, ou seja, resolvia oralmente a distribuição dos bens que deixava, cf. Dt 21.16; Eclo 14.13; 33.24. Ele devia, no entanto, se conformar ao costu¬me e à lei. Somente dois textos legislativos, Dt 21.15-17 e Nm 27.1-11, com o complemento de Nm 36.6-9, têm relação com a herança e só regulam casos particulares; é necessário completá-los com as informações que as narrativas bíblicas dão incidentalmente, às vezes difíceis de interpretar.

A regra fundamental é que só os filhos homens têm direito à herança. Entre eles, o mais velho tem uma posição privilegiada  e recebe uma dupla parte dos bens paternos, Dt 21.17; cf. metaforicamente II Rs 2.9. A mesma determinação é encontrada nas leis assírias e em Nuzu e em Mari. A lei prote¬ge o direito do filho mais velho, proibindo o pai de favorecer o filho da mulher

4 de outubro de 2013

Sacrifícios do Antigo Testamento


Gleason L. Archer - Rute: Data e Composição

Este Livro tem como título o nome da personalidade principal
cuja biografia é narrada nas suas páginas. A etimologia do nome é duvidosa; algumas pessoas sugeriram uma modificação moabita
da palavra hebraica re’ut, “amizade, associação”. O propósito do
Livro é narrar um episódio entre os ascendentes do Rei Davi que
explicava a introdução de sangue não-israelita na linhagem da
sua família. Ensina também o grande alcance da graça de Deus,
pronto a dar as boas-vindas aos convertidos de entre os gentios,
na comunhão do Seu povo redimido. Talvez o aspecto de maior
importância desta curta narrativa é exibir a função do gõèl ou
“parente-redentor”.

3 de outubro de 2013

Norman Geisler - O uso veterotestamentário das palavras Sinal, Maravilha e Poder

Cada uma das palavras utilizadas para descrever um “milagre” carrega consigo uma conotação peculiar. Quando o significado de cada uma delas é combinado, vislumbramos um quadro completo dos milagres bíblicos.

O Uso Veterotestamentário da Palavra Sinal

Embora a palavra hebraica para “sinal” (otti) seja, às vezes, utilizada para se referir a coisas naturais, tais como as estrelas (Gn 1.14), ou o dia de sábado (Ex 31.13), ela normalmente leva consigo um significado sobrenatural, ou seja, algo que foi designado por Deus que tem um significado especial atribuído.

A mobília do Tabernáculo


Thomas L. Constable - Uma teologia de Josué, Juízes e Rute: Introdução

Como alguém lendo o texto da Bíblia pode determinar quais revelações
são importantes e quais são secundárias? Tudo o que Deus preservou na Bíblia
não é importante? Será que alguém teria a audácia de classificar a revelação em
termos de significação?
A única base para fazermos esta distinção tem de ser o próprio texto. O
que os escritores bíblicos, guiados pelo Espírito Santo, enfatizam quando es-
crevem? Podemos responder a esta pergunta apenas descobrindo as palavras,
frases, idéias, temas e padrões estruturais que eles usaram quando escreveram.
Estes identificam os principais temas em determinada peça literária. Observan-
do os temas é possível descobrirmos o que era importante para os escritores.

2 de outubro de 2013

O Tabernáculo


Roland de Vaux - Os filhos: Adoção

A adoção é o ato pelo qual um homem (ou uma mulher) reconhece como seu filho ou filha uma pessoa que não pertence a seu sangue, com os direitos e deveres legais de filho. A adoção foi praticada na Mesopotâmia, em uma época muito remota. Tinha por finalidade compensar a falta de filhos nos casamentos estéreis e dar aos pais adotivos uma ajuda em seu trabalho e um sustento na velhice. Em meados do II milênio antes de nossa era, em Nuzu, na região de Kerkuk, contratos de adoção fictícia cobriam toda sorte de transa¬ções econômicas.

As leis do Antigo Testamento não contêm disposição alguma relativa à adoção. Os livros históricos não mencionam nenhum caso de adoção em sen¬tido estrito: o reconhecimento legal de um nascido fora da família como tendo os direitos de filho natural. Não