30 de setembro de 2013

Calendário dos principais eventos do Antigo Testamento


Gleason L. Archer - Sacrifício da Filha de Jefté

Uma palavra final deve ser dita sobre um episódio em Juizes
que tem causado muita perplexidade e que freqüentemente tem levado a conclusões errôneas. Aparentemente, Jefté ofereceu sua
filha como sacrifício humano no altar, para cumprir sua promessa
“apressada” (11:30,31; cf. v. 39). O termo “holocausto” é ’õlah,
que em todos os outros trechos significa um sacrifício de sangue
totalmente consumido no altar pelo fogo. Mas, conforme Keil e
Delitzsch demonstram, a interpretação de ter havido um caso de
sacrifício humano não pode resistir à luz do próprio contexto.

1. O sacrifício humano sempre foi entendido, desde os dias
de Abraão (quando Deus substituiu um carneiro pelo filho de

27 de setembro de 2013

As tribos de Israel


Eugene H. Merril - Uma teologia de Deuteronômio: A revelação do Concerto (Parte 2)


As Estipulações Específicas. As estipulações específicas ocupam grande
parte do restante de Deuteronômio (12.1-26.15). Os propósitos são claramente
para elucidar mais o princípio básico do concerto dos capítulos 5 a 11 e defi-
nir precisamente os termos do concerto pertinentes às relações morais, sociais/
interpessoais/inter-raciais e de culto. A razão para o atual arranjo canônico do
material é difícil de se compreender," mas as considerações apresentadas a se-
guir honram, razoavelmente bem, as exigências literárias e teológicas.

26 de setembro de 2013

A viagem de Jacó


Roland de Vaux - Os filhos: A educação

Durante seus primeiros anos, a criança, mesmo depois de desmamada, era deixada aos cuidados de sua mãe ou da ama de leite, II Sm 4.4, aprendia a andar, Os 11 ;3. O pequeno israelita passava a maior parte de seu tempo brin¬cando nas ruas ou na praça com os meninos e meninas de sua idade, Jr 6.11; 9.20; Zc 8.5; Mt 11.16. Cantavam, dançavam, se divertiam com figuras de barro cozido, das quais foram encontradas amostras nas escavações; as meni¬nas brincavam sempre de bonecas.

A mãe dava aos pequenos os primeiros elementos de uma instrução sobretudo moral, Pv 1.8; 6.20. Esses conselhos maternais podiam se estender também aos adolescentes, cf. Pv 31.1. Entretanto, os moços, ao saírem da infância, eram principalmente confiados aos seus pais. Um dos deveres mais sagrados destes era ensinar seus filhos, quer se tratasse de ensinamento religio¬so, Êx 10.2; 12.26; 13.8;Dt4.9; 6.7,20s; 32.7,46, ou da educação em si,Pv 1.8; 6.20, e, sobretudo, Eclo 30.1-13. O açoite e a vara ajudavam nessa formação, Pv 13.24; 22.15; 29.15,17; cf. Dt 8.5; II Sm 7.14; Pv 3.12; Eclo 30.1.

25 de setembro de 2013

Terra de Abraão


Gleason L. Archer - Livro de Juízes: Contribuições Arqueológicas à Compreensão desta Época

Já foi suficientemente debatido o assunto da relevância das
cartas de Tell el-Amarna ao período de conquistas que se seguiu à
época do General Josué. Pode ser dito com justiça que os dados
fornecidos por estas cartas revelam que a Conquista hebréia, de-
pois dos sucessos originais oriundos do esforço combinado, começou
a adotar um passo mais lento. Muitas cidades-estados derrotadas
nas batalhas com Josué conseguiam reocupar suas capitais, conti-
nuando sua luta pela sobrevivência. Laquis, por exemplo, fora re-
dondamente derrotada por Josué entre 1400 e 1390 a.C. (cf. Josué
10:32), mas parece que a cidade não foi destruída totalmente pelo
fogo até cerca de 1230 a.C. Escavações nas ruínas revelaram frag-
mentos de cerâmica com anotações em letras hieráticas egípcias,
registrando a entrega de trigo até ao “ano 4” de algum Faraó,
que, de acordo com as séries do tipo de cerâmica, segundo Albright
e alguns outros, seria Merneptá. Vestígios da Idade de Bronze

24 de setembro de 2013

Gênesis - Quadro das nações


Eugene H. Merril - Uma teologia de Deuteronômio: A revelação do Concerto (Parte 1)

Parte 2
Agora que consideramos o fazedor do concerto (o Senhor) e o recebedor
do concerto (o homem, especialmente Israel), é necessário darmos atenção ao
aparato que os ligava nessa relação peculiar — o concerto. Para isto, temos de
reconhecer os aspectos formais e os aspectos substanciais da relação, quer dizer,
a estrutura e o conteúdo.

A forma do concerto deuteronômico. Após o trabalho de estudiosos como
Korosec, Mendenhall, Kline e Baltzer,  tem se reconhecido de modo geral
que a forma e o padrão do concerto do Antigo Testamento assemelham-se
aos tratados hititas de vassalos do final da Idade do Bronze. Apesar das desa-

20 de setembro de 2013

A Biblioteca do Antigo Testamento


Roland de Vaux - Os Filhos: A circuncisão

A circuncisão consiste na extirpação do prepúcio. Devia ser feita ao oitavo dia depois do nascimento, segundo a lei de Lv 12.3 e o relato sacerdotal da aliança com Abraão, Gn 17.12. Segundo a mesma tradição, Isaque foi circuncidado efetivamente ao oitavo dia, Gn 21.4. Segundo Êx 4.25 e Js 5.2-3, utilizavam-se facas de pedra, o que indica a antiguidade do costume; depois empregaram-se instrumentos de metal.

A operação era realizada pelo pai, Gn 21.4, pela mãe no caso sumamente particular de Êx 4.25, e, mais tarde, por um médico ou um especialista. I Mb 1.61.

O lugar era indiferente. Em todo caso a circuncisão não foi nunca realizada no santuário nem por sacerdotes. O ferimento sarava apenas depois de vários dias de repouso, Gn 34.25; Js 5.8; esses dois textos referem-se à circuncisão de adultos.

19 de setembro de 2013

Planta do Templo de Herodes


Gleason L. Archer - Livro de Juízes: Problemas de Cronologia

Acrescentando-se todos os períodos de cada juiz, entendendo
que cada juiz começa seu termo de ofício depois de se completar
O período anterior de opressão e libertação, teríamos um grande
total de aproximadamente 410 anos. Mas a data global dada em
1 Reis 6:1 parece deixar apenas 292 anos entre o período de Otoniel
e o de Eli. Devemos, portanto, entender que houve períodos nos
quais duas carreiras coincidiram no todo ou em parte. A declaração
em Juizes 10:7 (“Acendeu-se a ira do SENHOR contra Israel, e
entregou-os nas mãos dos filisteus, e nas mãos dos filhos de Amom”)
indica claramente que Sansão e Jefté devem ter sido contemporâ-
neos, sendo que a opressão dos amonitas e a dos filisteus ocorreu
aproximadamente na mesma época. J. B. Payne  calculou uma
cronologia básica dos seis juizes mais importantes, desde Otoniel
em 1.381 a.C. até Samuel, cuja carreira terminou em 1.050 a.C.

18 de setembro de 2013

Dias de festa Judaicos



Eugene H. Merril - Uma teologia de Deuteronômio: A revelação do homem

O Antigo Testamento é consistente em descrever o homem como a glória
culminante da atividade criativa e redentora de Deus e, do concerto abraâmico
em diante, Israel é visto como o “povo-propriedade” especial, a quem Deus
elegeu para servir a Ele e redentoramente ao mundo. Estes fatos tornam desne-
cessárias outras justificações para considerarmos a revelação do homem como
um tema teológico fundamental do Antigo Testamento. Levando em conta a
estrutura e conteúdo óbvios do concerto do Deuteronômio, é evidente que o
Fazedor divino do concerto, o próprio Senhor, tem de estar em concerto com
alguém. Claro que este alguém é Israel, mas porque a eleição de Israel é tenden-
te a um resultado e serve a um propósito mais alto — proclamar os propósitos

17 de setembro de 2013

Livros dos Profetas



Roland de Vaux - Os Filhos: O nome

Dava-se o nome ao recém-nascido imediatamente depois de nascer. A mãe geralmente escolhia o nome, Gn 29.31 -30.24; 35.18; I Sm 1.20, às vezes o pai, Gn 16.15; 17.19; Êx 2.22; cf. Gn 35.18. A prática de adiar a atribuição do nome até a circuncisão, ao oitavo dia, não é atestada antes do Novo Testamen¬to, Lc 1.59; 2.21.

Como entre os povos primitivos, o nome em todo antigo Oriente define a essência de uma coisa: nomeá-la é conhecê-la e, portanto, ter poder sobre ela. Se no paraíso terrestre Deus deixa o primeiro homem nomear os animais, Gn 2.19-20, é porque assim o põe sob seu domínio, cf. o relato paralelo, Gn 1.28. Se se trata de uma pessoa, conhecer seu nome é poder prejudicá-la: daí os nomes tabu entre os primitivos, os nomes secretos entre os egípcios; ou beneficiá-la, como Moisés que Deus conhece pelo nome, Êx 33.12,17. Daí provém também a importância para o fiel de conhecer o verdadeiro nome de seu Deus, Êx 3.13-15; cf. Gn 32.30, e esse traço se encontra em todas as religiões orientais.

 

16 de setembro de 2013

O reino dividido


Gleason L. Archer - A Autoridade e a Unidade da Composição de Juízes

Apesar de ser possível deduzir a data aproximada da compo-
sição do Livro das informações dadas acima, a saber, 1.000 a.C., não
há nenhuma evidência clara quanto à identidade do autor. Seu
ponto de vista era inconfundivelmente profético, sendo que media
a história de Israel pelo padrão de fidelidade à aliança com o Se-
nhor. (Deve ser notado que o propósito deste Livro não é glorificar
os ancestrais de Israel, conforme certos escritores alegaram, porém
muito mais, glorificar a graça do Deus de Israel). Seria natura]
supor que OU Samuel, ou alguém entre seus discipulos 
tivesse sido responsável pela compilação desta história. Seja quem
for o autor, parece ter feito uso dalgumas fontes originais, algu-
mas das quais, pelo menos, devem ter sido escritas no dialeto do
norte de Israel, como Juizes 5 (o cântico de Débora) e o ciclo de
Gideão (caps. 6 — 8) onde surgem várias vezes casos do pronome

13 de setembro de 2013

O reino de Davi


Eugene H. Merrill - A revelação divina: seus meios

Um dos principais meios pelos quais Deus se revelou é nos acontecimen-
tos históricos, quer dizer, por atos que a comunidade de fé pudesse reconhecer
como divinos.  Para os filhos de Israel nas planícies de Moabe, estes atos com-
punham a constelação de ações poderosas que o Senhor exibira diante deles e a
favor deles desde os dias dos patriarcas até o presente momento. Foi com base
em tais intervenções históricas que o Senhor poderia reivindicar ser Soberano.

Em outros textos do Antigo Testamento, o ato fundamental de Deus é a
própria criação, mas aqui o assunto é menos cósmico. O foco de Deuteronômio
não está nos interesses universais de Deus, mas nos propósitos especiais para
o seu povo. Isto significa que o primeiro ato envolveu a seleção e chamada dos
antepassados patriarcais, uma chamada que o Senhor estabeleceu na função de

12 de setembro de 2013

O reino de Saul


Roland de Vaux - Os Filhos: O nascimento

Segundo o texto pouco claro de Êx 1.16, a mulher parturiente se sentava talvez sobre duas pedras separadas, que faziam as vezes da cadeira para dar à luz, cujo uso é atestado na época rabínica e em certos ambientes do Oriente moderno. Segundo Gn 30.3, Raquel pede que Biladê à luz sobre seus joelhos; Gn 50.23 diz que “os filhos de Maquir, filho de Manassés, nasceram sobre os joelhos de José”; Jó, amaldiçoando o dia de seu nascimento, lamenta que hou¬vesse dois joelhos para o acolher, Jó 3.12. De tudo isso concluiu-se que o nascimento era, às vezes, sobre os joelhos de uma outra pessoa, parteira ou membro da família, e o costume é, de fato, atestado fora de Israel. Mas a explicação é provavelmente mais simples: no caso de Raquel e no de José deve tratar-se de adoção, cf. Gn 48.12 , e Jó 3.12 fala dos joelhos da mãe que amamenta seu filho.

11 de setembro de 2013

Achados arqueológicos no monte do templo em Jerusalém trazem novos dados históricos

Arqueólogos israelenses revelaram em uma entrevista coletiva nesta segunda, a descoberta de 36 peças de ouro na Cidade Velha de Jerusalém. O anúncio foi feito no campus do Monte Scopus da Universidade Hebraica, que colocou em exibição um medalhão em ouro com um candelabro judaico entalhado e várias joias em ouro e prata que datam da época bizantina.

Responsável por liderar as escavações, a renomada arqueóloga dra. Eilat Mazar, comemorou: “É uma descoberta impressionante que só acontece uma vez na vida”.

Juízes de Israel


Gleason L. Archer - Juízes: A data da composição

As evidências internas indicam algum período na monarquia
primitiva, antes da tomada de Jerusalém por Davi (cerca de 990
a.C.). A expressão que ocorre em 18:1 e 19:1, “Naqueles dias não
havia rei em Israel”, parece indicar que o Livro foi composto du-
rante o primeiro período da monarquia, antes da triste época do
reino dividido, quando, mais uma vez, aborrecimentos e desastres
vieram afligir a nação. A maior probabilidade é de que o livro foi
completado no começo do reinado de Davi; mas Juizes 1:21 “os
jebuseus habitam com os filhos de Benjamim em Jerusalém, até
ao dia de hoje” é interpretado de maneira mais razoável se enten-
demos que se refere ao período antes de Davi tomar Jerusalém,
escolhendo-a para ser a capital do reino hebreu. Juizes 1:29 de-
clara que os cananitas ainda estavam morando em Gezer para não
se submeterem à soberania israelita. Isto certamente indica um
período antes do rei do Egito ter tomado a cidade de Gezer, dan-
do-a a Salomão como dote para sua filha (cerca de 970). Alguns
trechos do Livro demonstram um ponto de vista que pertence a
uma data anterior à época de Davi, sendo que 3:3 refere-se a

10 de setembro de 2013

Heranças das doze tribos de Israel


Eugene H. Merrill - A Revelação divina: seu conteúdo

O Senhor revela a sua vontade e propósitos claramente nos atos, teofania
e palavra, mas temos de entender a sua natureza como Deus soberano de modo
além destes, em uma auto-revelação mais imediata e específica. Moisés e o povo
de Israel realmente ouviram, viram e sentiram o Senhor, mas de modo desco-
nhecido aos homens hoje (cf. Dt 34.10-12). Ele comunicou mais completa e
claramente a maravilha da sua Pessoa e plano. Estas características emergem à
medida que são desdobradas na revelação deuteronômica, uma revelação não
limitada a Israel daqueles dias, mas disponível a todos que lerem suas páginas. 
Temos de ler e interpretar o que lemos levando em conta o papel que o Se-

9 de setembro de 2013

Fatos marcantes da história do Antigo Testamento


Roland de Vaux - Os Filhos: Estima dos Filhos

Hoje em dia, nos casamentos dos camponeses ou dos beduínos da Pales¬tina, às vezes, no umbral da porta dos recém-casados ou à entrada da tenda, esmaga-se uma romã cujos grãos simbolizam o grande número de filhos que lhes são desejados.

No antigo Israel, ter filhos, muitos filhos, era também uma honra deseja¬da e nesse sentido faziam-se votos por ocasião do casamento. Rebeca, ao dei¬xar sua família, é abençoada assim: “Você é nossa irmã: seja a mãe de milha¬res de milhares”, Gn 24.60. A Boaz, que toma por esposa Rute, se deseja que sua jovem esposa “seja semelhante a Raquel e a Lia que, as duas, edificaram a casa de Israel”, Rt 4.11-12. Abraão e, portanto, Isaque recebem a promessa de que sua posteridade será numerosa como as estrelas do céu, Gn 15.5; 22.17; 26.4. Deus promete a Hagar que ela terá uma descendência inumerável, Gn 16.10. Os filhos são “a coroa dos Anciãos”, Pv 17.6; os filhos são “reben¬tos de oliveira à roda da tua mesa”, SI 128.3, “uma recompensa, como flechas na mão do guerreiro: feliz o homem que enche deles a sua aljava”, SI 127.3-5.

6 de setembro de 2013

O tabernáculo e o acampamento das tribos


Gleason L. Archer - Esboço de Juízes

O nome hebraico deste Livro é Shõphetim, significando “jui-
zes” ou “líderes executivos”. O título da Septuaginta, Kritai, tem o
mesmo significado, “juizes”. O título é derivado do tipo de gover-
no que a teocracia israelita gozava durante o intervalo da morte
de Josué e a coroação do Rei Saul. O tema básico do Livro é a
falha de Israel como teocracia, no sentido de não ter conseguido
lealdade à aliança mesmo sob a liderança de homens escolhidos
por Deus, os quais libertavam a nação da opressão do mundo pa-
gão ao derredor. Os freqüentes e repetidos fracassos das doze tri-
bos, nas suas tentativas de permanecerem leais a Deus e à Sua
santa lei, prepararam o caminho para a instituição duma monar-
quia central.

5 de setembro de 2013

Ofertas do Antigo Testamento


Eugene H. Merrill - Uma teologia de Deuteronômio: A renovação do convereto

Fundamental a qualquer estudo sério de Deuteronômio nos dias de hoje é o
reconhecimento de que está na forma de documento do concerto, um ponto fir-
mado acima da discussão por diversos estudiosos em todo o espectro teológico. 
Levando em conta esta forma — especificamente a forma de tratado entre suse-
rano e vassalo, exaustivamente comprovada por fontes hititas — o conteúdo, de
acordo com a expectativa, reflete a linguagem e interesses do concerto. Na realida-
de não é exagero propor que o concerto é o centro teológico de Deuteronômio.
Neste caso, temos de reconhecer que Deus é o iniciador do concerto, o grande
Rei, que Israel é o recebedor do concerto, o vassalo, e que o livro em si, completo
com os elementos essenciais de documentos de tratado-padrão, é o órgão do con-

4 de setembro de 2013

Genealogia de Abraão a Davi


Roland de Vaux - A situação da mulher. As viúvas

Dissemos anteriormente que a mulher chamava seu marido ba ‘al, “amo”; também o chamava 'adôn, “senhor”, Gn 18.12; Jz 19.26; Am 4.1, ou seja, ela lhe dava os títulos que um escravo dava a seu amo, um súdito a seu rei.

O Decálogo conta a mulher entre as posses de seu marido, juntamente com a casa e o campo, o escravo e a escrava, o boi e o asno, Ex 20.17; Dt 5.21. Seu marido pode repudiá-la, mas ela não pode pedir o divórcio; permanece sempre como menor de idade. A mulher não herda de seu marido, nem as filhas de seu pai, exceto na ausência de um herdeiro masculino, Nm 27.8. O voto de uma moça ou o de uma mulher casada não tem validade, a não ser pelo consenti¬mento do pai ou do marido, que podem também anulá-lo, Nm 30.4-17.

3 de setembro de 2013

Nações modernas do crescente fértil


Gleason L. Archer - O Extermínio dos Cananitas

Em alguns casos, tais como a conquista das cidades de Je-
rico e Ai, Josué registra que os israelitas exterminaram comple-
tamente os habitantes, conforme o mandamento do próprio Senhor.
Precisa ser enfatizado que a responsabilidade desta medida extrema
ficava com Deus (isto é, se for fidedigna a narrativa) mais do que
com os hebreus. Isto precisa ser enfatizado por causa da decla-
ração que se ouve freqüentemente em certos ambientes, que os
israelitas “primitivos, quase selvagens” praticaram esta atrocidade
por causa do atraso no seu desenvolvimento religioso. O texto re-
vela claramente que Josué estava simplesmente cumprindo ordens
divinas quando os habitantes foram indiscriminadamente mortos
ao fio da espada.

2 de setembro de 2013

R. C. Sproul - Manuseando sabiamente os sábios dizeres da Bíblia

Toda cultura parece ter a sua própria e única coletânea de sabedoria - breves insights de seus sábios. Muitas vezes, essas porções de sabedoria são preservadas na forma de provérbios. Nós temos provérbios na cultura americana. Refiro-me a ditados como “um homem prevenido vale por dois” ou “dinheiro poupado é dinheiro ganho”.

A Bíblia, obviamente, tem um livro inteiro desses pequenos dizeres – o livro de Provérbios. No entanto, essa compilação de sábios dizeres é diferente de todas as outras coletâneas, visto que tais palavras refletem não apenas a sabedoria humana, mas a sabedoria divina, pois esses provérbios são inspirados por Deus.

Peregrinações do Êxodo


Eugene H. Merrill - Uma teologia de Números: da peregrinação à possessão

Um componente principal da promessa do concerto aos pais e à nação de Israel
era, como já mencionado, a herança e ocupação de uma terra. Esta terra era represen-tativa da Terra inteira. Como o homem foi colocado no jardim do Éden para cuidar e
dominar sobre ela, assim Israel seria colocado em Canaã para cuidar e dominar sobre
ele como terras feudais do grande Rei. Afinal, quando os propósitos salvíficos do Se-
nhor tiverem sido cumpridos, toda a Terra — na verdade, toda a criação — ficará sob o governo do gênero humano, que dominará sobre todas as coisas.

Temos de ver a ocupação de Israel sobre Canaã como uma fase neste pro-
cesso de reivindicar toda a criação para o Criador. Canaã é um microcosmo
da Terra, uma parte pelo todo (pars pro toto) que fica sob o controle de forças