5 de agosto de 2013

Gleason L. Archer - Esboço de Deuterômio

O nome hebraico de Deuteronômio é élleh haddebãrím (“estas
são as palavras”), ou, mais breve, Debãrím (“palavras”) — toma-
do da primeira linha de 1:1. A LXX deu ao Livro o título mais
descritivo de Deuteronomion (“segunda promulgação da lei”),
porque consiste principalmente numa redeclaração das leis con-
tidas em Êxodo, Levítico e Números. Nos últimos meses da sua
vida na terra Moisés fez um discurso à congregação reunida dos
israelitas, imprimindo sobre suas consciências os privilégios e
as obrigações que lhes pertencia como povo de Deus, pertencente
à Aliança. Já pensando na conquista de Canaã, expôs à congre-
gação a constituição, divinamente ordenada, da nova teocracia
que estabeleceria na terra prometida. A responsabilidade pela pre-
servação desta nova teocracia, tinha que pesar na consciência de
cada cidadão e adorador individualmente.



Esboço de Deuteronômio

A. O Primeiro Discurso: Revista Histórica, 1:1 — 4:43.
A. A orientação graciosa de Deus, de Horebe até Moabe,
1:1 — 3:29.
B. A nova geração recebe a admoestação de guardar a Lei,
4:1-40.
C. Escolha das cidades de refúgio de Transjordânia, 4:41-43.

I. O Segundo Discurso: Leis pelas quais Israel Deve Viver,
4:44 — 26:19.
A. Mandamentos básicos, 4:44 — 11:32.
1. Prefácio: as circunstâncias históricas, 4:44-49.
2. O Decálogo e o amor a Deus, que devem ser ensi-
nados à posteridade, 5:1 — 6:25.
3. A firme obediência e a lembrança constante e grata
da maneira de Deus tratar com Seu povo, 7:1 —
11:32.
B. Estatutos para o culto e para urna vida santificada,
12:1 — 16:22.
1. O culto genuino, e salvaguardas necessárias contra
a idolatria, 12:1 — 13:8.
2. Regras tratando de comida, dos sábados e dos dias
de festa, 14:1 — 16:22.
C. Julgamentos: o tratamento de ofensas específicas, 17:1
26:19.
1. Morte pela idolatria; o procedimento do apelo; as
responsabilidades dum rei, 17:1-20.
2. As penalidades pela bruxaria e pela falsa profecia;
o verdadeiro Profeta, 18:1-22.
3. Cidades de refúgio por homicídios acidentais; pe-
nalidades pela fraude e pelo perjúrio, 19:1-21.
4. Regras para as batalhas e cercos, 20:1-20.
5. Cuidado pelos mortos; esposas cativas; heranças e
a disciplina da família; a remoção do cadáver da
forca, 21:1-23.
6. Propriedades perdidas; proíbe-se o travestí; proi-
bida a mistura de sementes ou de diversos animais,
22:1-22.
7. Leis de casamento, castidade, cuidados corporais,
limpeza, 22:13 — 24:5.
8. Leis de justiça econômica e social, 24:6 — 25:19.
9. Leis de mordomia, de ofertas e de dízimos, 26:1-19.
O Terceiro Discurso: Advertência e Predição, 27:1 — 30:20.
A. A lei deve ser lavrada em inscrições, e suas sanções ci-
tadas no Monte Ebal, 27:1-26.
B. Condições para a bênção e para o castigo da nação
(predição de futuros julgamentos contra Israel), 28:1-68.
C. Os benefícios recebidos de Deus passados em revista;
exortações à fidelidade, 29:1 — 30:20.
A Lei Escrita Entregue aos Cuidados dos Líderes de Israel,
31:1-30.

III. A Última Recomendação e a Despedida, 32:44 — 33:29.
A. A última exortação de Moisés, 32:44-47.
B. Moisés advertido da morte que se aproxima, 32:48-52.
C. A bênção final de Moisés sobre Israel, tribo por tribo,
33:1-29.

IV. A Morte de Moisés e Seu Obituário, 34:1-12.

Fonte: ARCHER, Gleason L. Merece Confiança o Antigo Testamento? 4º ed. São Paulo : Vida Nova, 2003.