23 de agosto de 2013

Eugene H. Merrill - Uma teologia do Êxodo: A construção e a ocupação do tabernáculo

A renovação do concerto tornou possível a ereção do lugar de reunião,
a tenda-santuário cujo desenho e especificações já tinham sido revelados
Êx 25.1—26.21; 30.1-38). A principal exigência era corações dispostos e
sábios para incentivar as pessoas a contribuir para o projeto e sua execução
35.5,10,21,22,25,29; 36.1). Estes homens e mulheres, junto com os líderes
Bezalel e Aoliabe, cheios do Espírito, expressariam pelo sacrifício e trabalho a
essência da servidão. Eles construiriam um lugar de residência do qual o Sobe-
rano exerceria a sua realeza entre eles.


Obediente sob todos os aspectos, os trabalhadores labutaram com diligên-
cia inflexível, e com a beleza primorosa dos seus esforços eles renderam home-
nagens de concerto ao seu Deus. Por isso, o narrador escreveu que, “conforme
tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés, assim fizeram”, e quando Moisés
inspecionou a obra, “viu [...] que a tinham feito; como o SENHOR ordenara”
39.42,43).

Quando as peças prontas foram montadas e o Tabernáculo estava pron-
to, o Senhor, por assim dizer, “mudou-se” e ocupou a residência terrena. Esta
mudança tomou a forma de nuvem que cobriu tudo e invadiu todo canto e
recanto do Tabernáculo (Êx 40.34). Era tão intensa a presença divina que até
Moisés não pôde suportar, pelo menos nesta ocasião em que o Senhor reivindica
a propriedade e ocupação. Subsequentemente, a glória, embora não desvincula-
da inteiramente do Tabernáculo, operou pela nuvem e fogo como balizas para
guiar o povo na migração à terra da promessa (w. 36-38). O Senhor, com eles,
tornara-se nessas circunstâncias um nômade, mas um nômade cuja face estava
fixa na terra de habitação permanente de acordo com as promessas feitas aos
patriarcas séculos antes.

EUGENE H. MERRILL

ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento : CPAD, 2009