12 de agosto de 2013

Eugene H. Merril - Uma teologia do Êxodo: A cerimônia do concerto


Tendo esboçado as estipulações gerais (Ex 20.1-17) e específicas (20.22־
23.19) do concerto, o Senhor, de acordo com procedimentos comuns para se
fazer um concerto, reuniu-se com Israel em uma cerimônia de ratificação e ce-
lebração (24.1-18). 

Moisés, Arão, os dois filhos de Arão e setenta anciãos representaram a
nação nesta ocasião santa, embora apenas Moisés fora convidado a reunir-se
com o Senhor no topo do monte (Ex 24.1,2). Antes disso, ele recitou com a as-
sembléia de Israel as debarim (os Dez Mandamentos ou as estipulações gerais) e
as mispatim (o livro do concerto ou as estipulações específicas), e como fizeram 
quando desafiados com a perspectiva de entrar em concerto com o Senhor (cf.
19.8), o povo aceitou as condições do concerto e comprometeu-se em cumpri-
las (24.3).

Com este compromisso, Moisés construiu um altar para simbolizar a pre-
sença do Senhor e doze monumentos para representar as tribos. Em seguida,
ofereceu holocaustos e sacrifícios pacíficos, que, por si, são testemunhos da
solidariedade do concerto e, aspergiu o sangue no altar e monumentos, dra-
matizando a união das partes contratantes. Leu, mais uma vez, o texto do do-
cumento do concerto e afirmou, de novo, a fidelidade de vassalo do povo (Ex
24.7) . Tendo feito isso, Moisés subiu ao monte, onde ele, junto com Arão,
Nadabe, Abiú e os setenta anciãos encontraram a presença tremenda do Senhor
assentado com esplendor real no seu trono. Imediatamente o Senhor aceitou,
com favor, a resposta do concerto do povo, segundo vemos na restrição feita por
Ele ao povo e na comemoração que fizeram por uma refeição do concerto na
própria presença divina (v. 11).

Mais uma vez, só Moisés subiu aos portões da glória (cf. Ex 24.1,2)
para receber as tábuas de pedra contendo a torah (os Dez Mandamentos) e o
miswah (o livro do concerto) para que fossem permanentemente preservados
nos arquivos de Israel. Durante seis dias permaneceu lá, envolto na glória do
Senhor, até que no sétimo dia o Senhor, resplandecente e aterrador nas vestes
da sua glória, rompeu o silêncio. Durante quarenta dias e quarenta noites o
Senhor trabalhou com esmero nas implicações do concerto relacionadas ao
culto, particularmente no ponto em que se centralizavam no tabernáculo e
no sacerdócio.

EUGENE H. MERRILL

ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento : CPAD, 2009.