7 de agosto de 2013

Eugene H. Merril - Uma teologia do Êxodo: As instruções para a viagem

Logo após o texto do código do concerto, o Senhor assegura ao povo o
compromisso contínuo por parte dEle.  Ele não libertara os israelitas do Egito
e fizera concerto com eles apenas para esquecê-los no deserto. Ele prometera
dar-lhes terra. Por isso, agora, Ele fala do processo pelo qual eles entrariam na
terra e as circunstâncias que enfrentariam lá (Ex 23.20-33).

O Anjo do Senhor conduziria os israelitas a Canaã.  Foi esse mesmo anjo
que aparecera a Moisés na sarça ardente como o próprio Senhor (Ex 3.2). Fora
Ele que, há muito, aparecera a Abraão (Gn 18) e que já conduzira os israelitas
do Egito para o Sinai pela teofania da nuvem e do fogo (Ex 4.19; cf. 13.21,22).

Fora Ele em quem Deus colocara o próprio nome (23.21b; cf. 3.14; 6.3). Se
os israelitas obedecessem a esse Anjo divino, eles poderiam descansar certos
da vitória sobre todos os inimigos, porque Ele lutaria por eles na guerra santa
(23.22,23).

Um corolário da guerra santa era a destruição de todos os paramentos e
enfeites do culto pagão e estrangeiro, e a devoção sem reservas ao Senhor (Ex
23.24). As consequências seriam prosperidade, saúde e vida longa, e a evacua-
ção de todas as forças hostis da terra. Finalmente a abundância das promessas
de terra aos pais se tornaria realidade — o território de Israel se estenderia do
golfo de Aqaba ao mar Mediterrâneo e do deserto do Negueve ao caudaloso
rio Eufrates (v. 31). Lógico que a violação do concerto (ou seja, a submissão a
outros deuses) ameaçaria os benefícios realizáveis pela guerra santa e provocaria
o desgosto e castigo do Senhor, o Soberano (w. 32,33).

EUGENE H. MERRILL

ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento : CPAD, 2009.