15 de julho de 2013

Proibições do Decálogo Ético

1 proibição do culto a qualquer outro deus fora lahweh, quer no sentido de que nenhum outro deus deve ser adorado em lugar cultual consagrado a lahweh, quer no sentido de que não deve haver aceitação de qualquer outro deus como tendo pretensão sobre israelitas (Ex 20,3; Dt 5,7; cf. Ex 22,20)

2. Proibição de fabricar imagens de deuses/Deus, seja para representar lahweh, se¬ja para representar qualquer outro deus, ou em ambos os sentidos (Ex 20,4; Dt 5,8; cf. Ex 20,23)

3. Proibição do emprego incorreto do nome de lahweh, quer no sentido de jura¬mentos feitos levianamente, desnecessariamente ou
desonestamente, ou no sen¬tido de uso mágico do nome para amaldiçoar ou evocar espíritos maus para cau¬sar dano a outros injustamente (Ex 20, t; Dt 5,11)

4. Proibição de trabalho no dia sétimo ou sábado (Ex 20,8; Dt 5,12).

5. Proibição de amaldiçoar os próprios pais, quer no sentido de jovens que deson¬ram pais que ainda possuem governo sobre eles, quer no sentido de adultos ama¬durecidos que desonram ou deixam de cuidar de seus pais mais velhos (Ex 20,12; Dt 5,16).

6. Proibição de assassínio de outro israelita, seja homicídio com dolo, seja no senti¬do de que o assassino ou perpetrador de crime capital não possa ser executado sem processo legal adequado, ou ambos (Ex 20,13; Dt 5,17).

7. Proibição do adultério, seja abrangendo uma variedade de ligações sexuais com mulher casada ou comprometida (Ex 20,14; Dt 5,18).

8. Proibição de roubar propriedade/pessoal?) quer no sentido de furtar todas as es¬pécies de possessões pessoais, quer no sentido de roubar, ou seja, seqüestrar, pessoa, o que era fonte comum para o tráfico de escravos na antiguidade (Ex 20,15; Dt 5,19; cf. Ex 21,16).

9. Proibição de acusar falsamente outro israelita, quer como queixoso em proces¬so, quer como testemunha, ou ambos (Ex 20,16; Dt 5,20)

10. Proibição de cobiçar/apossar-se da casa de outro israelita/de membros da casa, quer no sentido de condenar o desejo Intimo ou cobiça de tomar propriedade ou pessoas pertencentes a outro, quer no sentido de apossar-se intencionalmen¬te de propriedade, que deve ser diferenciado da captura de pessoas em n. 8 (Ex 20,17; Dt 5,21).

GOTTWALD, Norman. K. Introdução Socioliterária à Bíblia Hebraica.  2º ed. São Paulo : Paulus, 1988. Pg. 205.