16 de julho de 2013

Descoberta em Jerusalém inscrição mais antiga

Obviamente, não foi nada combinado, mas quinta-feira, 10 de julho de 2013, foi um dos dias mais férteis da história em descobertas ligadas à narrativa da Bíblia.

Logo cedo, foi divulgado o achado de uma esfinge de 4.500 anos de idade em Israel, lembrando ainda que 2013 está sendo um ano pródigo no terreno da arqueologia bíblica, já que pouco tempo atrás havia sido encontrado, também, o local onde esteve montado o Tabernáculo em Siló.


Entretanto, todos fomos (felizmente) atropelados pelos fatos, e a Universidade Hebraica de Jerusalém ampliou a estupefação ao divulgar que escavações conduzidas pela equipe liderada pela arqueóloga Dra. Eilat Mazar encontraram a mais antiga inscrição alfabética de que se tem notícia na capital israelense.

A inscrição, supostamente em língua proto-canaanita (segundo as primeiras impressões, sujeitas entretanto a revisões que já estão sendo questionadas), está gravada na borda interna de um vaso de cerâmica que foi desenterrado no lado sul do Monte do Templo, onde jazia com outros seis recipientes.

O local da descoberta é o sítio arqueológico denominado Ophel, e teria sido datada como sendo do século X a. C., ou seja, proveniente do período atribuído aos reinados de Davi e Salomão.

Até então, a inscrição mais antiga que havia sido encontrada em Jerusalém remontava ao reinado de Ezequias, 250 anos depois da época em que se imagina que o artefato de Ophel tenha sido confeccionado.

Maiores detalhes sobre a descoberta serão fornecidos em artigo científico que será publicado em co-autoria da Dra. Mazar com o Prof. Shmuel Ahituv (da Universidade Ben-Gurion do Negueb) e o Dr. David Ben-Shlomo (da Universidade Hebraica), no Israel Exploration Journal 63/1 (2013).

Fonte: Gnizah Virtual