14 de junho de 2013

Gleason L. Archer - Esboço de Êxodo

O título hebraico do Êxodo é We’êlleh shemôth (“E estes são
os nomes de”), ou mais simplesmente, shemôth (“os nomes de”),
derivado das primeiras palavras de Êxodo 1:1. O título da Septua-
ginta, Êxodos, (“saída”), dá origem ao nome da Vulgata, Exodus.
O tema do livro é o começo de Israel como nação da aliança. Narra
como Deus cumpriu sua antiga promessa a Abraão, multiplicando
seus descendentes até formar uma grande nação, redimindo-a da
terra da servidão, e renovando a aliança da graça com a nação
inteira. No sopé do monte sagrado, outorga-lhe as promessas da
aliança, dando-lhe uma regra de conduta pela qual os membros
da nação pudessem ter uma vida santificada, e também um san-
tuário no qual pudessem fazer ofertas pelo pecado e renovar sua
comunhão com Ele mediante Sua graça e perdão.

Esboço de Êxodo



I. O Treinamento do Homem de Deus para a Tarefa de Deus,
1:1-4:31.
A. O passado de Moisés; a perseguição tirânica, 1:1-22.
B. Sua adoção e instrução, os primeiros 40 anos, 2:1-14.
C. Seu caráter disciplinado, os segundos 40 anos, 2:15-25.
D. Sua vocação da parte de Deus, em Horebe, 3:1-4:31.
1. A Páscoa: símbolo e apropriação do Calvário, 12:1-
13:22.
2. Travessia do Mar Vermelho: o mergulho pela fé
(batismo), 14:1-15:27.
3. Maná dos céus: o pão da vida (eucaristia), 16:1-36.
4. A rocha fendida: a água da vida, 17:1-7.
5. Refidim: antegozo da vitória sobre o mundo, 17:8-16.
6. Nomeação dos anciãos: organização da comunidade
religiosa, 18:1-27.
III. O Selo da Santidade, 19:1-31:18.
A. A promessa da aliança: absoluta submissão à vontade de
Deus revelada, como “nação santa, propriedade peculiar
de Deus”, 19:1-25.
B. Princípios básicos duma vida santificada, segundo a
aliança: o Decálogo, 20:1-26.
C. A vida santa na sua conduta para com os outros (“livro
da aliança”) (Três grandes festivais), 21:1-23:33.
D. A vida santa no culto e na comunhão com Deus (a tipo-
logia do sacerdócio, do sacrifício e dos móveis do Taber-
náculo), 24:1-31:18.
IV. O Fracasso da Carne, e o Arrependimento pelo Pecado, 32:1-
33:23.
A. Rebelião, apostasia, idolatria: quebra da comunhão com
Deus, 32:1-35.
B. Arrependimento, castigo, e a intercessão de Moisés o
mediador, 33:1-23.
V. A Provisão Divina pelo Pecado: O Perdão Contínuo através
do Sacrifício, 34:1-40:38.
A. Reafirmação da aliança da graça, e a advertência divina
contra a idolatria, 34:1-35.
B. Meios de graça para evitar a apostasia: o sábado e o
tabernáculo, 35:1-19.
C. A congregação promete obedecer ao plano divino, 35:20-
39:43.
D. Formas de culto que Deus santifica e aceita, 40:1-38.

Através deste esboço torna-se aparente que o Livro foi com-
posto e planejado por uma única mente, e que não era uma obra 
grosseira de retalhos, de três fontes diferentes reunidas no decurso
de quatro séculos, que é o que assevera a Hipótese Documentária.
A ordem lógica no arranjo de cada parte, é a fidelidade consistente
ao grande tema central, revelam a perícia dum autor único, de
grandes dotes.

Fonte: ARCHER, Gleason L. Merece Confiança o Antigo Testamento? 4º ed. São Paulo : Vida Nova, 2003.