18 de outubro de 2012

John Bright - Israel em Canaã: os dois primeiros séculos (Período dos Juízes)

Nosso conhecimento das vicissitudes de Israel durante a fase inicial de sua vida na Palestina nos vem quase inteiramente do Livro dos Judeus. Como este livro nos apresenta uma série de episódios independentes, muitos dos quais podem não ter relação nenhuma com acontecimentos externos, é impossível escrever com precisão absoluta uma história contínua deste período.

Entretanto, a impressão que se tem — de combates contínuos ou intermitentes com tréguas alternadas e períodos de crise externa e interna — é totalmente autêntica. Ela concorda perfeitamente com as provas arqueológicas que mostram que os séculos doze e onze foram séculos de grandes perturbações. como nunca as houve na história da Palestina. A maioria de suas cidades foram destruídas neste período, e algumas delas (Betei, por exemplo) por diversas vezes .[1]


a.  Posição de Israel na Palestina: adaptação e normalização. —     As possessões de Israel não constituíam uma unidade territorial perfeita. Apesar das áreas montanhosas da Palestina estarem em sua maioria nas mãos de Israel, ele não podia, uma vez que combatia a pé, aventurar-se na planície para enfrentar os carros de batalha patrícios das cidades-estados que lá se encontravam (por exemplo, Js 17,16; Jz 1,19). Tanto a faixa costeira como a planície de Esdrelon permaneceram fora de seu controle .[2] Os israelitas que aí se estabeleceram ou se misturaram com os canaanitas (Jz l,31ss) ou se tornaram súditos deles (Gn 49,14ss). E mesmo nas montanhas ficaram enclaves canaanitas (Jerusalém, por exemplo).

Essa situação conspirou com fatores geográficos para pôr em ação forças centrífugas. As tribos da Galiléia estavam separadas das outras pelas possessões canaanitas em Esdrelon. Entre as tribos ocidentais e orientais, ficava o profundo vale do Jordão. Nas próprias montanhas centrais, onde a comunicação era prejudicada por inúmeros vales laterais, o terreno era tal que propiciava a formação de pequenos cantões, cada qual com seus costumes locais, suas tradições, seu dialeto. Além disso, podemos supor que cultos locais, muitos deles com tradições patriarcais, exerciam um efeito local sobre a vida religiosa, levando a crer que o santuário da Arca era menos importante, especialmente para os que moravam muito longe. Os interesses locais naturalmente tendiam a ser mais importantes que o bem comum. Não é surpreendente, portanto, que, sendo as situações de emergência que Israel enfrentava em sua maioria de caráter local, a reunião das tribos estivesse geralmente na razão direta da proximidade do perigo.

Fatores como estes servem para explicar a impressão de extrema desunião que o Livro dos Juizes nos dá. E, com efeito, a não ser pelo poder espiritual da liga da aliança com suas instituições peculiares, Israel teria tido dificuldades para manter-se unido.

O período dos juizes foi uma adaptação e uma normalização. Para aqueles que tinham vindo do deserto, o estabelecimento representava a transição para o modo de vida agrário.

E tal transição parece ter sido feita muito facilmente, porque os recém-chegados não eram, afinal de contas, verdadeiros nômades do deserto, mas povos já acostumados a cultivar a terra de uma maneira limitada, muitos dos quais descendentes dos hebreus que haviam experimentado longos anos de vida sedentária como escravos do Egito.
Devemos nos lembrar também que a liga israelita tinha absorvido grande número de pessoas da população de Canaã, cujos antepassados haviam sido sedentários ou semi-sedentários durante várias gerações, e que não tinham nenhuma transição a fazer nesse terreno. Contudo, eles eram em sua maior parte pessoas vindas das camadas mais baixas da sociedade, sendo extremamente pobres. Não se encontrava entre eles ninguém da aristocracia feudal, e havia muito poucos artesãos. A pobreza do povo, assim como a falta de habilidade técnica, deixa-se ver no fato notado acima, de que as mais antigas cidades israelitas eram extremamente toscas, sem nenhum indício de cultura material.

Entretanto, o período dos juizes viu um progresso gradual, porém marcante, na economia de Israel. À medida que eles aprendiam a técnica, a cultura material aumentava. A introdução de caravanas de camelos para o transporte no deserto, durante esse período, e a expansão do comércio marítimo, do qual os membros de certas tribos de Israel parecem ter participado (Jz 5,17), contribuíram sem dúvida para a prosperidade geral .[3]

A descoberta de argamassa para revestir as cisternas, da qual já falamos, permitia às regiões montanhosas terem uma população densa. Numerosas cidades foram construídas onde antes não havia nada. Eles conseguiram novas terras para a agricultura, derrubando florestas que até então cobriam as montanhas, tanto na parte leste como na parte oeste do Jordão (Js 17,14-18).

Mas a adaptação também se processou em níveis mais profundos. Como já dissemos, muito se adquiriu de fora, sobretudo elementos afins que a estrutura de Israel absorveu no campo dos processos legais e das formas de sacrifício. As tradições dos antepassados da terra, transmitadas durante muito tempo, foram adaptadas e se tornaram veículos na religião de Iahweh.

Muito mais sério, contudo, foi o começo da tensão com a religião de Canaã. Foi inevitável. Muitas das pessoas absorvidas por Israel eram canaanitas e muitas mais haviam vivido durante muito tempo sob dominação canaanita. Embora, como membros de Israel, todos eles se tivessem tornado adoradores de Iahweh, não podemos duvidar que muitos permaneceram pagãos de coração. Também podemos supor que os santuários locais perpetuavam práticas pré-mosaicas, muitas das quais não combinavam bem com o Javismo. Além disso, como Canaã estava incomensuravelmente à frente de Israel em cultura material, o empréstimo cultural naturalmente foi geral, em todas as áreas. Foi inevitável que alguns israelitas vissem a religião agrária como parte necessária da vida agrária, e começassem a fazer sacrifícios aos deuses da fertilidade. Outros, sem dúvida, acomodavam a adoração de Iahweh com a adoração de Ba‘al,  começaram até mesmo a confundir os dois.

O Livro dos Juizes tem toda a razão de referir-se a este período como um período de irregularidade teológica.

b. O domínio do Carisma. — Pouco podemos acrescentar ao que a Bíblia nos diz dos vários líderes chamados juizes, que surgiram durante este período para salvar Israel de seus inimigos.

Embora a ordem em que eles são apresentados pareça tão cronológica, não podemos determinar uma data precisa para nenhum deles.

Os juizes não eram de modo algum homens de caráter idêntico. Alguns (Gedeão, por exemplo) foram levados à sua missão pela imposição de uma profunda experiência de vocação divina. Outro (Jefté) era um verdadeiro bandido, que sabia muito bem fazer toda sorte de trapaças. Outro (Sansão) era um elemento nocivo e sedutor, cuja força fabulosa e façaalgum típico de Israel, e não resistiu.

Nenhum deles, ao que sabemos, conseguiu unir Israel para combater os inimigos. Todos eles, contudo, parecem ter uma coisa em comum: eram homens que, apresentando-se em épocas de perigo, somente pela virtude de suas qualidades pessoais (carisma), que provavam a seu povo que possuíam o espírito de Iahweh, reuniam as tribos contra o inimigo.

O primeiro juiz, Otoniel (Jz 3,7-11), fez frente à invasão de um tal de Cusan-risatain, rei de Aram-naaraim. Quem tenha sido este invasor, não se sabe. Mesmo o seu nome é forjado (Cusan de Dupla Maldade). Como Otoniel era de uma região do sul, alguns supuseram que tal ameaça teria vindo de Edom (Aram e Edom se confundem facilmente em hebraico; em Hab 3,7, Cusan aparece em paralelo com Madian) .[4] Mas como, de uma lista de Ramsés III, se conhece um distrito de Cusana-ruma (Küshân-rõm) no norte da Síria (Aram), a invasão pode muito bem ter vindo desta região, possivehnente no começo do século doze, durante a confusão que precedeu a queda da Décima Nona Dinastia[5]. Mas não podemos ter certeza.

É provável que a vitória de Aod sobre Moab (Jz 3,12-30) tenha-se dado igualmente no início do século doze. A terra de Moab, ao norte de Aron, fora conquistada antes da chegada de Israel por Seon, rei dos amorreus (Nm 21,27-30), de quem, por sua vez, Israel a conquistou. Posteriormente, esta área foi ocupada por Rúben (Js 13,15-23). Parece que Moab não somente recuperou esta terra, mas também avançou através do Jordão para o território de Benjamim. Embora os moabitas tivessem sido rechaçados, não sabemos se eles foram expulsos do território de Rúben ou não. É possível que Rúben, que logo deixou de existir como tribo efetiva, estivesse no momento muito enfraquecido[6].

De Samgar (Jz 3,31), não sabemos praticamente nada. Ele não é chamado juiz, e parece que nem mesmo era israelita [7]. Mas a menção que se lhe faz em Jz 5,6 mostra que ele foi uma figura histórica, que floresceu antes da época de Débora —    na primeira parte do século doze, quando os Povos do Mar estavam penetrando na terra pela força. Provavelmente ele tenha sido rei da cidade de Betanat, na Galiléia, talvez o chefe de uma confederação que, rechaçando os filisteus, salvou-se a si mesmo e a Israel.

A vitória de Débora e Barac (Jz 4-5), embora de data incerta, deve, à luz de provas arqueológicas, ser colocada aproximadamente em 1125 a.C. [8] , ou um pouco antes.

Como indicamos, Israel nunca conseguiu dominar a planície de Esdrelon, que permaneceu como uma cunha que o dividia quase ao meio. No século doze, a confederação canaanita, que dominava a área, talvez em aliança com certos elementos egeus (dos quais Sisera deve ter sido um), travou duros combates com as tribos israelitas circunvizinhas, reduzindo algumas delas à escravidão (Gn 49,14ss). Houve uma grande convocação geral, à qual atenderam numerosas tribos, como as de Benjamim, Efraim, Manassés, Zabulón e Neftalí (Jz 5,14-18) — embcra as outras tribos, que não estavam diretamente afetadas, não tenham mostrado muito entusiasmo pela guerra. A vitória foi obtida quando uma chuva torrencial alagou os campos e atolou os carros dos canaanitas, possibilitando que a infantaria israelita matasse todos os seus ocupantes [9] .

Embora isto não tenha tornado os israelitas senhores absolutos de Esdrelon (Beth-shan, por exemplo, permaneceu fora do seu controle), eles agora podiam passar livremente e se estabelecer onde quisessem sem ser molestados.

A atuação de Gedeão (Jz 6-8) também deve ser colocada no século doze, embora permaneça incerta a relação de Gedeão com Débora e Barac .[10]

Sabemos que Esdrelon e as montanhas adjacentes sofreram uma série de incursões, feitas por nômades que vinham do deserto com seus camelos: madianitas, juntamente com amalequitas e os filhos dos orientais (Jz 6,1-6). Este é o caso mais antigo do qual temos memória. A domesticação efetiva do camelo começou um pouco mais cedo no interior da Arábia, e agora se espalhava entre as confederações tribais, até o sul e leste da Palestina, dando-lhes uma mobilidade que nunca haviam tido antes. Os israelitas, aterrorizados por estes espantosos animais, corriam em pânico. Como as incursões eram feitas anualmente, no tempo da colheita, a situação logo tornou-se desesperadora. Se não tivessem feito alguma coisa, os israelitas poderiam ter sido expulsos da sua terra.

Gedeão, um manassita, (apesar do nome “Jerubaal” — homem cheio de zelo por Iahweh, c. 6,25-32), surgiu na ocasião. Convocando sua própria tribo e as tribos vizinhas (c. 6,34ss;7,23), caiu sobre os madianitas e expulsou-os de vez da terra. As vitórias de Gedeão conferiram-lhe uma autoridade invulgar. O seu povo, sentindo a própria fraqueza, queria fazê-lo rei. Ele recusou-se terminantemente a aceitar a vontade de seu povo (c. 8,22ss) [11]. Depois, Abimelec, filho de Gedeão com uma concubina de Siquém (c. 8,31), erigiu-se em rei na cidade de sua mãe (c. 9). Mas este reinado foi local, de acordo com o padrão de cidade-estado, que não era de modo algum típico de Israel, e não resistiu.

Jefté (Jz 11-12) e ísansão (cc. 13 a 16) se salientaram por volta do fim do período. O primeiro era um guerreiro de Galaad, ‘Apiru, que demonstrou dons carismáticos (c. 11,29) ao repelir os amonitas. Este povo, que tinha tirado grande proveito do desenvolvimento do comércio das caravanas, desejava estender suas possessões até os territórios de Israel, na Transjordânia. A história de Jefté mostra que o sacrifício humano poderia ser praticado em Israel, apesar de sua incompatibilidade com o Javismo, e também ilustra como a rivalidade tribal podia facilmente desencadear guerras intestinas.

Pouco podemos dizer de Sansão, a não ser que suas histórias refletem autenticamente a situação da fronteira dos filisteus antes do desencadeamento da guerra [12] . Pode muito bem ser que os incidentes de fronteira desta espécie tenham em grande parte incitado os filisteus a uma ação mais agressiva contra Israel.

 c. A tenacidade do Sistema Tribal. — Pode parecer surpreendente que a liga tribal tenha sobrevivido tanto sendo, como era, uma forma de governo sem coesão, para não dizer fraca. Todas as suas guerras eram defensivas. Exceto talvez no caso da vitória de Débora, Israel jamais conquistou um novo território. E, com efeito, Israel talvez tenha conseguido mais vitórias no fim do período do que no começo. Rúben tinha sido virtualmente aniquilado por uma agressão moabita. Dan, talvez devido à pressão dos filisteus, tornou-se incapaz de manter sua posição no Shephelah central (Jz 1,34-36), sendo forçado a migrar para o extremo norte e lá ocupar um novo território (c. 19-20). Embcra provavelmente continuassem a viver nas áreas antigas, os filhos de Dan continuaram, como os seus vizinhos de Judá, a ser severamente acossados pelos filisteus.

E todas as tribos continuaram virtualmente a ter enclaves canaanitas em seus territórios, enclaves que elas não podiam dominar (c. 1).

A organização tribal tampouco era capaz de conter as forças centrífugas que agiam. Tal organização não podia insistir na pureza do Javismo, nem em tempo algum persuadir a todos os israelitas que procedessem em conjunto. E também não podia impedir rivalidades entre as tribos, rivalidades que acabavam em guerra (Jz 12,1-6). Além disso, em caso de crimes cometidos por membros de uma tribo contra membros de outra (Jz cc. 19;20), não havia nenhum meio de conciliação, porque nenhuma das tribos queria dar-se por vencida. A tribo ofendida convocava as outras contra a tribo ofensora. Embora fosse um procedimento perfeitamente característico, que representava a ação dos vassalos leais de Iahweh contra um vassalo rebelde, ele nos apresenta um espetáculo da liga tribal em guerra consigo mesma — um modo inútil e prejudicial de administrar a justiça!

Contudo, a liga sobreviveu durante quase duzentos anos. Isto deveu-se, em parte, às emergências enfrentadas por Israel, em sua maioria de caráter local, de modo que uma convocação informal das tribos poderia resolver. Mas também se deveu ao fato de que, circunscrevendo a ação das tribos apenas a certas áreas bem definidas, enquanto deixava livres outras áreas, a organização tribal expressava perfeitamente o espírito da aliança ccm Iahweh que presidira à sua criação.

Foi uma organização inteiramente típica de Israel primitivo. Em todo este período, Israel não fez nenhum esforço, não tomou nenhuma medida para criar um Estado, especificamente (o caso de Abimelec é claramente atípico) para imitar a cidade-estado de Canaã. Com efeito, a própria idéia de monarquia era considerada um anátema para os verdadeiros israelitas, como o  mostram a recusa de Gedeão em ser coroado rei (Jz 8,22ss) e a fábula sarcástica de Jotão (Jz 9,7-21).

Iahweh, o soberano de seu povo, governa-o e salva-o através de seus representantes carismáticos. Assim teria continuado indefinidamente Israel se não tivesse ocorrido a crise dos filisteus, que o colocou diante de uma emergência que a convocação das tribos não podia enfrentar e que o forçava a uma mudança fundamental.


Fonte: BRIGHT, John. História de Israel. São Paulo: Paulinas, 1978.





[1] Jz 1,18 deve ser considerado como pré-filisteu e temporário. Mas LXX contradiz MT neste ponto.
[2] Cf. ALBRIGHT, in AP, pp. 110-122; WRIGHT, in BAR, c. 6, para evidência.
[3] Cf. ALBRIGHT, in BP, p. 47.
[4] Cf. também Kushu nos Textos de Execração: ALBRIGHT, in BASOR, 83 (1941), p. 34.
[5] Cf. ALBRIGHT, in ARI, pp. 107, 204ss, nota 49; M. F. UNGER, Israel and the Arameans of Damascus, James Clarke ׳& Company, Ltd., Londres, (1957) pp. 40ss; v. também A. MALAMAT, in JNES, XIII
(1954)    , pp. 231-242, que iguala Cushan-rishathaim com um usurpador semita, que governou o Egito na época.
[6] Mas, possivelmente, isto se deu durante as revoluções do tempo de Jefté; cf. A. H. VAN ZYL, The Moahites, E. J. Brill, Leiden, 1960, p. 133.
[7] O nome parece ser hurriano; cf. J. M. MYERS in IB, II (1953), p. 711, para discussão e referências; v. também ALBRIGHT, in YGC, p. 43. Para outras explicações do nome e papel histórico desta enigmática (1964)                , pp. 294-309; B. MAZAR, in JNES¡ XXIV (1965), pp. 301ss; AHARONI, in LOB, pp. 208,244.
[8] A batalha realizou-se em Tanac (Jz 5,19); a linguagem implica que aquela cidade existia na época. Mas tanto Tanac como Megiddo foram violentamente destruídas aproximadamente em 1125, ou um pouco mais cedo, e transformadas em ruínas, Tanac por mais de um século. É tentador associar a destruição destas cidades com a vitória de Barac; cf. P. W. LAPP, XXX (1967), pp. 2-27 (veja pp. 8ss).
[9] Sobre as relações entre os dois relatos, dos capítulos 4 e 5, veja os comentários. O rei de Hazor parece ser um intruso no capítulo 4, uma vez que Hazor foi destruída pelos israelitas aproximadamente um
século antes. Cf. Js 11. Para outra explicação,' fcf. AHARONI, in LOB, pp. 200-208.
[10] Sabemos (Jz 9,42-49) que o filho de Gedeão, Abimelec, destruiu Siquém e o templo de El-berit que havia no local. As escavações mostram que Siquém foi destruída com sua área sagrada — a qual nunca mais seria reconstruída — antes do fim do século doze. Esta destruição deve ser
associada a Abimelec; a carreira de Gedeão, poítanto, termina um pouco mais cedo. Cf. G. E. WRIGHT, Shecben, Mc Gràw-Hill Book Company, Inc., 1965, pp. 78, lQlss, 123-128 etc.; mais brevemente, ídem, in AOTS, pp. 355-370.
[11] Diz-se frequentemente (por exemplo, G. HENTON DAVIES, in VT, XIII, [1963] pp. 151-151), que Gedeão realmente aceitou a realeza, mas a linguagem do cap. 9,lss certamente não requer esta conclusão;
cf. J. L. MCKENZIE, The World of the Judges, Prentice-Hall, Inc., 196.6, pp. 137-144.
[12] O. EISSFELDT, in CAH, II: 34 (1965), pp. 22ss, coloca estes incidentes no começo do período, antes da migração de Dan para o norte. É impossível ter certeza. Mas não há razão para se acreditar que
a tribo inteira de Dan tenha emigrado; os clãs de Dan, sem dúvida, continuaram a habitar as vilas situadas na fronteira da Palestina por todo este período.