19 de setembro de 2012

Amós - Questões Introdutórias


AUTORIA

Amós, cujo nome hebraico עָמוֹס (ʿāmôs) se relaciona com o verbo עָמַס (ʿāmas), que significa “carregar”, fornece a seus leitores informação substancial sobre si mesmo.

Ele residia em Tecoa, uma cidade localizada a oito quilômetros ao sul de Belém. Não fora treinado para ser profeta, nem pertencia à linhagem sacerdotal (7.14,15). Sua ocupação era a procriação de carneiros (a inusitada palavra hebraica נֹקֵד (nōqēḏ ) é usada para descrever sua atividade [1.1], em vez de רֹעֵה (rōʿēh), comumente usada para “pastor”; cf. a descrição de Messa, rei de Moabe, em 2 Rs 3.4.). Ele também plantava sicômoros, um tipo de figo silvestre (cf. 7.14), como ocupação alternativa.


Antigos comentaristas (cf. C. F. Keil, “Minor Prophets”, Commentary on the Old Testament, 10:233). das camadas humildes da população. Pesquisas mais recentes sugerem que ele era mais abastado do que se imaginava, possivelmente “um homem importante e respeitado em sua comunidade” (cf. D. Sunukjian, “Amos”, Bible Knowledge Commentary – Old Testament Edition, p. 1425). Apesar de sua posição, Amós era um homem simples, como se evidencia pelo seu vocabulário comum e suas figuras de linguagem derivadas da vida rural. Todavia, ele era bem versado na lei e história de Israel, e seus escritos, apesar de não estarem à altura de um Isaías, por exemplo, são vigorosos e atraentes.

DATA

Além de oferecer informação pessoal, Amós fornece a data precisa de sua profecia ou, mais precisamente, o ponto inicial de sua carreira como profeta.

Seu ministério situa-se na geração mais próspera do Israel dividido, os reinados de Uzias de Judá (791-740 a.C.) e Jeroboão II de Israel (793-753 a.C.). A data precisa é restrita pela referência a “2 anos antes do terremoto” (1.1). Esse tremor deve ter sido muito marcante, pois aparentemente é mencionado em Zacarias 14.5, que foi escrito mais de dois séculos após o evento.

A arqueologia oferece evidência de que um terremoto altamente destruidor atingiu a Palestina por volta do ano 760 a.C., o que situa Amós no auge do poder e prosperidade de Israel.

Os arameus do norte tinham sido subjugados pelos assírios meio século antes do aparecimento de Amós, e a própria Assíria sofria de decadência interna e pressão externa por parte de Urartu. A Transjordânia do Norte fora recuperada, e as fronteiras haviam sido empurradas de volta aos limites salomônicos (cf. 2 Rs 14.25). O comércio florescente trouxera riqueza ímpar à classe dominante de Israel (4.1-3), que desfrutava vida tranqüila e prazerosa (6.1-6), enquanto a maioria menos afortunada sustentava tal estrutura social com o suor da escravidão e com a miséria (2.6; 8.6). Apesar de a religiosidade ser abundante (4.4, 5; 5.21-23), a justiça era escassa (2.7). Israel já estava em sua jornada espiritual descendente de sincretismo e idolatria, a qual Oséias condenaria tão veementemente 10 anos depois. Tal era o tempo de Amós, leigo, transformado em profeta da justiça divina, chamado dos campos de Tecoa a ministrar na cosmopolita Samaria.

UNIDADE

Amós pouco sofreu (em comparação) nas mãos dos críticos literários, que a ele atribuem a maior parte do livro que leva seu nome. As passagens que têm sido tradicionalmente negadas como autênticas são as denúncias de 1.3–2.16, devido ao seu estilo formular (afirmações do tipo x, x+1; cf. Pv 30.15-23), e a promessa de restauração em 9.11-15, devido a sua aparente incoerência com a penetrante mensagem de juízo catastrófico do livro.

Em breve resposta a essas alegações, pode-se dizer que o estilo de 1.3–2.16 é perfeitamente aceitável como a forma final em que Amós expressa suas denúncias previamente anunciadas. Essa forma literária é encontrada em outra passagem do Antigo Testamento (Pv 30) e na literatura do antigo Oriente Médio.

Da mesma forma, a mensagem de esperança no final da profecia está em perfeito acordo com a aliança à qual Amós freqüentemente alude, apesar de às vezes fazê-lo de maneira oblíqua (cf. os estatutos de Yahweh, 2.4; a prostituição religiosa ou adultério sacro, 2.7; a roupa tomada como penhor e não devolvida de um dia para o outro, 2.8; os nazireus, 2.12; os sacrifícios e dízimos, 4.4, 5; a lua nova e o Sábado, 8.5).
A aliança abraâmica e a aliança mosaica, falam de disciplina e restauração; portanto, seria impensável para um profeta conclamando o povo de volta às implicações éticas da aliança, omitir um elemento tão essencial como a restauração. Além disso, a esperança não está totalmente ausente dos discursos (cf. 7.2-6, em que Amós intercede pela nação e tem seus pedidos concedidos pelo Senhor).

O argumento de que 9.11 fala de uma tenda caída e que, portanto, teria de ter sido composto após a queda de Jerusalém, deve ser rejeitado sob dois aspectos. Gramaticalmente, ele não concorda com a forma do particípio hebraico נפֶלֶת (nōp̄eleṯ), que deveria ser traduzido como “que está caindo”, um significado totalmente alinhado com a decadência que Amós e seus contemporâneos denunciaram. Teologicamente, ele nega a priori a profecia preditiva e torna-se incapaz de ver a perfeita combinação entre justiça e misericórdia estabelecida na aliança e invocada pelos profetas.

Argumento básico

TEMA E DESENVOLVIMENTO

Como Oséias, Amós ataca a horrível infidelidade de Israel contra Yahweh. Enquanto Oséias critica severamente a nação por sua idolatria, Amós focaliza os problemas éticos e sociais causados pelo sincretismo religioso de Israel.

Indicações de idolatria são encontradas em 2.7 (prostituição cultual?), 3.14 (os altares de Betel), 5.4-7 (os deuses rivais competindo pela atenção de Israel), 7.9 (os santuários) e 8.14 (o deus de Betel). Uma referência específica à idolatria em 5.26 parece apontar para um culto astral (não existe consenso sobre o significado das palavras Sicute e Quium), possivelmente relacionadas a Ninurta, o deus assírio da guerra, associado com o planeta Saturno (cf. J. A. Thompson, “Sakkuth”, The Illustrated Bible Dictionary, 3:1368-9). Em geral, no entanto, o profeta concentra sua condenação na inutilidade de uma religião que não se importa com a justiça, em vez de expor o erro doutrinário do culto de Israel. Amós não está desalinhado com Oséias; é apenas uma questão de ênfase.

O tema fundamental do livro é a indiferença de Israel às exigências morais da aliança mosaica. Tal complacência torna sua religião abominável e faz inevitável o julgamento divino.

Além do Prólogo (1.1,2), o livro contém quatro divisões. Profecia (1.3–2.16), que contém a proclamação do castigo divino para Israel e nações vizinhas; Pregação (3.1–6.14), em que são encontrados os sermões de Amós contra a insensibilidade espiritual de Israel; Perfis (7.1–9.10), em que o julgamento inevitável de Deus é retratado em cinco maneiras que realçam a indiferença de Israel e ocasional oposição a Yahweh e Sua mensagem; e Promessa (9.11-15), em que a esperança de restauração das bênçãos pactuais é apresentada para a inconstante nação.

O prólogo identifica o autor e suas circunstâncias, o auge da prosperidade de Israel, e indica que sua mensagem é de catástrofe iminente (1.2), identificando o Senhor como um leão que ruge, uma freqüente figura de julgamento (cf. 3.4-8; Is 31.4; Jr 25.38; Os 5.14).

A divisão intitulada Profecia (1.3–2.16) contém a visitação divina de castigo contra os pecados nacionais na Palestina. Damasco (Arã) será punido por sua repetida crueldade contra Gileade (1.3-5). Os filisteus serão punidos por seu vergonhoso tráfico de escravos (1.6-8). Tiro é acusado de tráfico de escravos e quebra de acordos políticos (1.9,10).

As nações aparentadas, Edom (1.11,12), Amom (1.13-15) e Moabe (2.1-3), são todas acusadas de atos injustificados de violência contra seus vizinhos.

Em geral, essas nações vizinhas são culpadas de crimes contra a humanidade. À medida que Amós dirige suas acusações para a nação escolhida, os crimes passam a se relacionar à revelação divina especial. Judá é acusado por sua desobediência consciente à auto-revelação divina e jurado de destruição pelo fogo. O profeta, habilmente, provoca a indignação de sua audiência antes que a acusação direta de ingratidão e quebra da aliança seja lançada no rosto de Israel (2.6-16). Esta divisão expõe a futilidade de Israel em se considerar acima da capacidade ou disposição divina para punir; Amós demonstra que a nação é tão culpada e sujeita ao castigo quanto seus vizinhos pagãos e sua irmã rival, o reino de Judá.

A divisão intitulada Pregação enfatiza a insensibilidade de Israel aos privilégios e preceitos da aliança mosaica, como também sua religião hipócrita, como causa do julgamento divino.

No capítulo 3, Amós focaliza a ingratidão de Israel à luz de seus altos privilégios recebidos de Yahweh. Tal ingratidão lhe trará julgamento, testemunhado por todas as nações que presenciaram os pecados de ganância e idolatria cometidos por Israel.

O capítulo 4 contém acusações contra uma sociedade gananciosa que se mantém indiferente às disciplinas efetuadas por Deus, de acordo com a aliança mosaica. A religião com a qual a nação contava como salvaguarda contra o julgamento é desdenhosamente encorajada com o propósito de realçar sua futilidade (4.4,5).
A terceira mensagem (5.1-17) anuncia que Israel seria dizimado por sua rejeição aos preceitos divinos e pelo estabelecimento de um sistema religioso espúrio como disfarce. Apesar de tais crimes, Deus ainda pede que Israel volte para Ele a fim de evitar punição (5.4,6, 14,15).

A quarta mensagem (5.18-27) busca dissipar o falso conceito de segurança de Israel. Prosperidade no presente não significa que Deus será favorável quando Ele intervier no futuro (5.18-20: aparentemente os israelitas tinham um conceito errado do Dia do Senhor como se fora apenas um tempo de aumento das bênçãos para Israel). Da mesma forma, religião abundante não significa que Yahweh estivesse satisfeito com Seus adoradores. Muito ao contrário, religião desprovida de justiça era abominação, principalmente quando contaminada por idolatria pagã (5.21-27). O resultado de tal maneira teológica de pensar seria o exílio!

A mensagem final (6.1-14) se desenvolve em torno dos perigos da prosperidade sem Deus. Israel não era moralmente superior aos seus vizinhos (6.1-3), e sua indiferença tolerante à falência moral eventualmente acabaria em devastação e exílio (6.4-11). Nem mesmo a bravura (recente) de Israel, em conquista militar, a livraria das conseqüências de seu estilo de vida pervertido e insensato (6.12-14).

A quarta divisão contém cinco perfis ou visões (cf. o uso de הֹזֶה , (hōzeh) em 7.12) com relação ao trato de Deus com Israel. Estrategicamente inserido entre as visões está o relato da reação oficial ante a pregação de Amós. Está colocado aqui em virtude de sua relação temática com a terceira visão (7.7-9), um resumo da profecia como um todo.

As primeiras duas visões – gafanhotos e fogo – falam da misericórdia de Yahweh em abrandar o que o profeta considerou como julgamento muito duro à vista da fraqueza de Israel (7.1-6).

A terceira visão – o prumo – fala do justo julgamento contra o que parecia sólido e perfeito, o reino do Norte, cujo povo se mantinha indiferente ao julgamento divino em virtude dos pecados de Jeroboão (7.7-9).
Antes da quarta visão, Amós nos oferece um vívido incidente histórico relacionado à oposição a sua mensagem (7.10-17). Amazias, provavelmente um capelão real, relatou a mensagem de julgamento dada por Amós ao rei na casa real, usando as palavras de forma a insinuar um ataque pessoal a Jeroboão. O sacerdote percebera corretamente o potencial de perturbação em tal mensagem e buscou proteger seus próprios interesses religiosos. Aparentemente, Jeroboão não tomou medidas oficiais para tolher a atividade de Amós, deixando o caso nas mãos de Amazias (7.10,11).

Amazias (cuja cegueira e insensibilidade tipificam de forma acurada as da nação) recorre à intimidação (7.12,13). Amós, no entanto, não se assusta facilmente. Ele defende sua missão ao reino do Norte como vinda de Deus (7.14,15) e oferece autenticação de sua mensagem predizendo a decadência moral da esposa de Amazias, a morte violenta dos filhos de Amazias, a divisão da propriedade de Amazias, e a morte de Amazias no exílio (7.16,17).

A visão de um cesto de frutos do verão (8.1-14) aponta para a maturação de Israel para o julgamento devido a sua rejeição à aliança mosaica. O julgamento é iminente (8.1-3) em razão da arrogante rejeição dos sinais da aliança – Sábado e lua nova – em favor de ganho desonesto (8.4-6). O dia do julgamento exercido por Yahweh será marcado por perturbação cósmica, e homens cambalearão em desespero por falta de revelação divina (8.7-14).

A visão final – o Senhor junto ao altar – mais uma vez aponta para a natureza inevitável do julgamento de Yahweh (9.1-10). Israel culpado não pode fugir da presença (9.1-4), não pode se evadir do poder (9.5,6), não pode escapar da percepção (9.7-10) do Juiz. As últimas palavras dessa visão são uma acusação contra a complacência espiritual de Israel.

A última divisão do livro, Promessa, apresenta restauração, não julgamento, como a palavra final de Yahweh para Israel. O reino davídico, agora em desintegração, será totalmente restaurado (9.11), permitindo que Israel reine sobre as nações (9.12) e desfrute prosperidade verdadeiramente duradoura em sua terra (9.13-15).

ESBOÇO SINTÉTICO

Mensagem
A indiferença complacente de Israel para com as exigências morais da aliança mosaica torna sua religião abominável e faz inevitável seu julgamento pelo Deus que inspeciona os pecados das nações, mas soberanamente promete restaurar para Seu povo as bênçãos da aliança davídica.
 I. Prólogo (1.1,2) Um pregador rico, porém simples, chama a atenção de Israel, no auge de sua prosperidade, com uma mensagem de ruína iminente.
 II. Profecia (1.3–2.16) A visitação de Deus em juízo para punir os pecados nacionais na Palestina finalmente alcançará Israel.
 A. Damasco (Arã) será punido em razão da repetida crueldade contra os gileaditas (1.3-5).
 1. A injustificada crueldade de Damasco torna inevitável o julgamento divino (1.3).
 2. O castigo de Damasco inclui destruição e exílio (1.4,5).
 B. A Filístia será punida em razão de seu vergonhoso tráfico de escravos usando israelitas cativos (1.6-8).
 1. A injustificada crueldade da Filístia contra os prisioneiros de guerra torna seu julgamento inevitável (1.6).
 2. O castigo da Filístia trará sua absoluta ruína como nação (1.7,8).
 C. Tiro será punida em razão de seu repetido tráfico de escravos e quebra de tratados (1.9,10).
 1. O tráfico de escravos e quebra de tratados praticados por Tiro tornam o julgamento divino inevitável (1.9).
 2. O castigo de Tiro significará sua destruição (1.10).
 D. Edom será punido por sua implacável hostilidade contra Israel (1.11,12).
 1. A desnaturada hostilidade de Edom contra Israel torna o julgamento divino inevitável (1.11).
 2. O castigo de Edom será a perda de sua famosa sabedoria e de sua soberania (1.12).
 E. Amom será punido por sua violência desenfreada durante disputas territoriais (1.13-15).
 1. A violência desenfreada de Amom contra Gileade torna o julgamento de Deus inevitável (1.13).
 2. O castigo de Amom será sua invasão e o exílio de sua nobreza (1.14,15).
 F. Moabe será punido por sua injustificável profanação em Edom (2.1-3).
 1. A injustificável profanação de Moabe em Edom torna o julgamento de Deus inevitável (2.1).
 2. O castigo de Moabe acarreta invasão e perturbação de seu governo (2.2,3).
 G. Judá será punida por sua desobediência deliberada à revelação divina (2.4,5).
 1. A desobediência deliberada de Judá à revelação de Deus torna Seu julgamento inevitável (2.4).
 2. O castigo de Judá será de fogo e destruição por toda sua terra (2.5).
 H. Israel será punida por suas vergonhosas violações da aliança mosaica e seu desprezo pela bondade de Deus (2.6-16).
 1. Israel será punida por suas vergonhosas violações da aliança mosaica (2.6-8).
 • As ultrajantes injustiças sociais de Israel tornam o julgamento de Deus inevitável (2.6,7a).
 • A imoralidade [sacra] de Israel torna o julgamento de Deus inevitável (2.7b).
 • A religião hipócrita de Israel torna o julgamento de Deus inevitável (2.8).
 2. Israel será punida por seu desprezo pela bondade de Deus (2.9-16).
 • Israel desprezou o livramento de Deus (2.9,10).
 • Israel desprezou a orientação de Deus (2.11,12).
 • O julgamento de Israel por seu desdém é inescapável (2.13-16).
 – A paciência de Yahweh está chegando ao fim (2.13).
 – Até os mais hábeis guerreiros encontrarão sua ruína no julgamento por vir (2.14-16).
 III.  Pregação (3.1–6.14) O julgamento divino é causado pela insensibilidade aos privilégios e preceitos da aliança mosaica e por uma religião hipócrita.
 A. O julgamento divino é causado pela insensibilidade aos privilégios da aliança mosaica (3.1-15).
 1. A pregação condenatória de Amós é necessária porque Deus intervirá contra a indiferente Israel (3.1-8).
 • Israel merece condenação por sua indiferença pelo privilégio da eleição (3.1,2).
 • Israel merece condenação por sua indiferença pelo privilégio da aliança (3.3).
 • Israel merece condenação por sua indiferença quanto às advertências divinas (3.4-8).
 2. O julgamento de Deus será testemunhado pelas nações que observaram o desdém de Israel pela justiça e sua indulgente idolatria (3.9-15).
 • Uma convocação divina é feita às nações divinas para ver o julgamento da insensata e gananciosa nação de Israel (3.9,10).
 • O julgamento anunciado consumirá os bens de Israel e deixará apenas um remanescente empobrecido na terra (3.11,12).
 • Uma proclamação divina anuncia que as riquezas e idolatria de Israel serão eliminadas (3.13-15).
 B. O julgamento divino não será evitado pelo culto hipócrita e idólatra enquanto uma sociedade gananciosa permanecer insensível às disciplinas da aliança mosaica (4.1-13).
 1. Matriarcas gananciosas serão destinadas ao cativeiro (4.1-3).
 2. A inútil religião hipócrita é desdenhosamente encorajada para que a nação reconheça sua futilidade (4.4,5).
 3. Israel permaneceu insensível à disciplina pactual durante sua história e colherá julgamento de todas as formas (4.6-13).
 • A fome não é reconhecida como disciplina pactual e não produz arrependimento (4.6).
 • A seca não é reconhecida como disciplina pactual e não produz arrependimento (4.7,8).
 • As pragas não são reconhecidas como disciplina pactual e não produzem arrependimento (4.9).
 • A doença não é reconhecida como disciplina pactual e não produz arrependimento (4.10).
 • A invasão não é reconhecida como disciplina pactual e não produz arrependimento (4.11).
 • Todos os julgamentos anteriores cairão novamente sobre Israel quando o Deus Onisciente e Onipotente vier contra ele (4.12,13).
 C. O julgamento divino dizimará um povo insensível que rejeita Seus bons preceitos e recorre à religiosidade hipócrita como disfarce (5.1-17).
 1. Yahweh lamenta a severidade dos sofrimentos futuros de Israel (5.1-3).
 2. Yahweh, o verdadeiro Criador e Juiz, pleiteia com Israel para que a nação O busque, em vez de confiar na idolatria (5.4-9).
 • A confiança de Israel deve ser transferida dos ídolos enganadores para Yahweh se a nação espera escapar do castigo (5.4-7).
 • Yahweh é o poderoso Criador e severo Juiz com Quem Israel tem de se acertar (5.8,9).
 3. Yahweh confronta Israel com seus pecados e ordena que se arrependa, pois o juízo está próximo (5.10-17).
 • A perversão da justiça e exploração do pobre exercidas por Israel resultarão em perda de sua riqueza mal adquirida (5.10-13).
 • Israel é exortado a abandonar o mal e praticar a justiça para experimentar a presença benevolente de Deus, em vez de Sua visitação de juízo (5.14-17).
 D. O julgamento de Yahweh dissipará os conceitos falsos de religião do Seu povo insensível (5.18-27).
 1. Prosperidade no presente não significa que Deus a aumentará quando intervier na História (5.18-20).
 2. Religião abundante não significa que Deus está satisfeito com Seus adoradores (5.21-27).
 • A religião é abominável a Deus quando não produz justiça no viver (5.21-24).
 • A abominável religião presente em Israel é uma mera continuação de sua idolatria anterior e merece o castigo de Yahweh (5.25-27).
 E. O juízo de Yahweh certamente virá contra a nação cuja prosperidade a fez cada vez mais insensível aos Seus preceitos morais (6.1-14).
 1. A prosperidade de Israel não a faz moralmente superior às outras nações (6.1-3).
 2. A indulgente indiferença de Israel a sua falência moral dará lugar ao cativeiro (6.4-11).
 • Cidadãos ricos, mas espiritualmente insensíveis, serão os primeiros a sofrer exílio (6.4-7).
 • A arrogância de Israel lhe trará o juízo garantido de Yahweh que devastará suas cidades e aterrorizará seus cidadãos (6.8-11).
 3. A recente bravura de Israel em suas conquistas militares não a salvará, pois ela perverteu os padrões de Deus (6.12-14).
 • O modo de vida de Israel é uma perversão dos padrões revelados de Deus (6.12).
 • As recentes conquistas de Israel não evitarão o juízo divino por meio da invasão estrangeira de sua terra (6.13,14).
 IV. Perfis (7.1–9.10) O julgamento inevitável de Yahweh é retratado com cinco perfis que salientam a indiferença de Israel à mensagem divina e a oposição a Seus mensageiros.
 A. As visões dos gafanhotos e do fogo – o julgamento divino é protelado pela intercessão do profeta à vista de sua natureza extremamente severa (7.1-6).
 B. A visão do prumo – o julgamento de Deus se baseia em Seus padrões perfeitos aos quais Israel se manteve indiferente em razão dos pecados de Jeroboão (7.7-9).
 C. A confrontação com Amazias – o julgamento divino cairá sobre os que se opõem ao mensageiro de juízo contra o complacente Israel (7.10-17).
 1. Amazias denuncia Amós como traidor à coroa e tenta espantá-lo (7.10-13).
 2. Amós defende a autenticidade de sua mensagem e ministério ao predizer a ruína de Amazias (7.14-17).
 D. A visão do cesto de frutos de verão – o julgamento divino está prestes a cair, porque Israel está no ponto para o castigo devido à rejeição da aliança mosaica (8.1-14).
 1. O julgamento divino é iminente e ameaçador, quando o período de misericórdia para Israel chega ao fim (8.1-3).
 2. A classe dominante de Israel, que rejeitara a aliança ao desprezar seus símbolos em favor da exploração cruel dos pobres, deve atender ao aviso de juízo (8.4-6).
 3. O inevitável julgamento divino será marcado por perturbações cósmicas que trarão ruína absoluta e desespero por falta de revelação divina (8.7-14).
 • A terra estará sujeita a convulsões destrutivas (8.7,8).
 • Os céus escurecerão (8.9).
 • A nação toda experimentará o sofrimento indizível (8.10).
 • O desespero será o destino de Israel idólatra, quando o Senhor punir o povo com fome pela verdade espiritual (8.11-14).
 E. A visão do Senhor junto ao altar – o julgamento divino é inevitável em razão da Sua infinita presença, poder e percepção (9.1-10).
 1. É impossível fugir da presença do Juiz (9.1-4).
 2. É impossível fugir do poder do Juiz (9.5,6).
 3. É impossível fugir da percepção do Juiz (9.7-10).
 V. Promessa (9.11-15). O julgamento divino será seguido pela restauração de Israel às bênçãos da aliança davídica.
 A. O reino davídico será plenamente restaurado a sua glória anterior (9.11).
 B. Israel conquistará seus inimigos e governará as nações que se submeterem a Yahweh (9.12).
 C. A prosperidade material e estabilidade na terra substituirão a fome e o cativeiro (9.13-15).

Fonte: PINTO, Carlos Osvaldo Cardoso. Foco e Desenvolvimento do Antigo Testamento. São Paulo : Hagnos, 2008.