15 de agosto de 2012

John Bright - A migração dos Patriarcas


OS ANTEPASSADOS HEBREUS E A HISTÓRIA

1.  A migração dos Patriarcas

Concedendo-se, portanto, que as narrativas patriarcais têm visos de mais genuína autenticidade, o que é que poderemos dizer mais? Primeiramente, pela historicidade da tradição os antepassados de Israel vieram originalmente da Alta Mesopotâmia para a população seminômade com cuja área eles sentiam uma íntima afinidade. Isso não se pode em absoluto negar.

a.  A tradição bíblica. -— A tradição bíblica é unânime sobre este ponto. Dois dos documentos mencionam expressamente Haran como o ponto de partida da jornada de Abraão (Gn 11,32; 12,5 [P]) e, depois, como a pátria de Labão, parente de Abraão (por exemplo, Gn 27,43;28,10;29,4 [J]).

Em outra parte Labão é colocado em Paddan-aram (Gn 25,20; 28,1-7;31,18 [P]) — outro nome para a mesma área, quando não lugar idêntico —[1]  e, ainda em outra parte (Gn 24,10 [J]), na cidade de Nahor (Nakhur, no vale Balikh, perto de Haran) em Aram-naharaim (Mesopotâmia). Somente o material atribuído a E não faz nenhuma menção especial à área de Haran — provavelmente um acidente de sua natureza fragmentária — mas ele também dá conta (Gn 31,21) de que a pátria de Labão era além do Eufrates. A tradição é também confirmada por Js 24,2ss, passagem essa geralmente atribuída a E ou D, porém muito mais antiga do que ambas.


Alguns afirmaram com certeza[2] que a pátria de Labão, na forma original da tradição, era nas fronteiras de Galaad (o local de Gn 31,43-55) e que depois ela foi transferida para a Síria oriental — onde (cf. Estória de Sinuhe) parece ter sido a terra de Qedem (Gn 29,1, “o povo do oriente” [Benê Qedem]) — e somente mais tarde, com a elevação de Haran para um lugar de proeminência, como centro de uma caravana araméia, para a Mesopotâmia.

Mas, embora os antepassados do Israel posterior tenham sem dúvida vindo originalmente de muitos lugares diferentes, não há uma explicação muito convincente de uma tradição tão forte. Além disso, pode-se objetar se as passagens em causa permitem levar a tais conclusões. Tanto Labão como o Benê Qedem eram povos não-sedentários, que poderiam ter-se estendido para muito longe — como sabemos que fizeram os benjamitas (“povos do sul”) dos textos de Mari.

A tradição que põe Labão perto de Galaad não é nem em si mesma difícil de se aceitar nem contradiz a que põe as origens de Israel na Mesopotâmia, e também é antiga e unânime.

b. A tradição à luz da evidência. — Uma tradição tão unânime não deveria ser posta à parte sem motivo forte, e em vista da evidência seria subjetivo agir deste modo. Já mencionamos muita coisa neste sentido e não precisamos repeti-lo: por exemplo, a evidência proveniente de toda a Mesopotâmia do norte de que havia ali uma população afim aos hebreus na primeira metade do segundo milênio; ou o fato de que havia uma lei consuetudinária patriarcal (os textos de Nuzi) especificamente entre a população hurriana da mesma área aproximadamente e mais ou menos no mesmo tempo. E muito mais ainda. Estes fatos são históricos e como tais devem ser reconhecidos.

Todavia, pode-se ainda acrescentar mais a estas linhas de evidência, persuasivas em si mesmas. Primeiramente, o fenômeno da profecia como o vemos na Bíblia encontra os paralelos mais semelhantes ncs textos de Mari. Naturalmente não podemos entrar aqui em discussões pormenorizadas da matéria[3]. Mas em vista dos numerosos paralelos entre os costumes e instituições dos povos que encontramos nestes textos e os dos antepassados de Israel, devemos pressupor algumas ligações entre eles.

Embora a profecia tal como existia em Israel fosse um fenômeno único no mundo antigo, e tipicamente israelita, os textos de Mari mostram-nos alguma coisa de sua pré-história.

Uma vez que a instituição da profecia estava bem estabelecida em Israel, pelo menos no período dos Juízes (Débora, Samuel etc.) e parece ter sido ela uma característica de sua vida religiosa desde o começo, estes paralelos com os textos de Mari se explicam muito melhor supondo-se que a profecia foi levada a Israel pelos antepassados que vieram de um meio cultural semelhante.

Além disso, existe ainda o fato bem conhecido de que a lei israelita criada por caso de precedência, como a conhecemos do Código da Aliança (Ex 21-23), tem paralelos extremamente semelhantes à tradição legal mesopotâmica, especialmente exemplificados nos códigos de Eshnunna e de Hammurabi. Não temos nenhuma prova de que existisse uma tradição legal semelhante entre os canaanitas — embora devemos dizer que até então não foi encontrado nenhum código de leis nem na Palestina nem na Síria.

Concorda-se geralmente, hoje em dia, que o Código da Aliança reflete a prática legal de Israel no período mais remoto de sua história como um povo, quando Israel não tinha nenhum contato de qualquer espécie com a Mesopotâmia. Mas embora esta tradição legal seja tão antiga e por mais que ela tenha sido adaptada às condições de Canaã, não se pode afirmar que seja de origem canaanita. A suposição mais razoável é que ela foi trazida para a Palestina por grupos que migraram durante a idade patriarcal de terras em que se conhecia a tradição da jurisprudência mesopotâmica.

O mesmo se pode dizer das narrações da Criação e do Dilúvio (Gn 2;6-9). Como é sabido estas estórias mostram uma semelhança surpreendente com estórias semelhantes da Mesopotâmia. Mas quanto o saibamos, apresentam muito poucas semelhanças — e mesmo assim muito superficiais — com a literatura de Canaã ou do Egito.

As estórias do Jardim do Éden, da Torre de Babel, assim como outras encontradas no Gênesis, do capítulo 1 ao capítulo 11, têm igualmente um substrato mesopotâmico[4].

E uma vez que estas estórias eram conhecidas entre os hebreus, de alguma forma pelo menos, já no décimo século (quando se data geralmente J); uma vez que entre o seu estabelecimento na Palestina e a elevação da monarquia, Israel não teve nenhum contato com a Mesopotâmia; uma vez que não há nenhuma prova pelo menos de que a versão babilónica da estória do Dilúvio fosse conhecida na Palestina nos tempos pré-israelitas (um fragmento do poema do herói mítico Gilgamesh foi encontrado em Megiddo 110 décimo quarto século), é lógico supor que as tradições que remontam a uma época anterior à história primitiva do Gênesis foram trazidas da Mesopotâmia pelos grupos migrantes, na primeira metade do segundo milênio.

Embora não tenhamos nenhum meio de o provar, pode-se perfeitamente supor que a introdução destas tradições foi feita primitivamente por aqueles mesmos elementos “amoritas” entre os quais se encontravam os antepassados de Israel. De qualquer modo, é impossível conseguir uma data mais antiga.

Em vista desta evidência, deve conceder-se uma historicidade essencial à tradição de que os antepassados de Israel migraram da Mesopotâmia.

Há alguns que explicam os paralelos com a evidência de Nuzi, baseando-se numa teoria de que uma população hurriana tenha trazido tais costumes consigo, quando migraram para Palestina no período hicso, e que os antepassados de Israel os tenham aprendido aí[5] .

Se tivéssemos somente a evidência de Nuzi, tal explicação poderia talvez ser tolerável. Mas embora não seja preciso supor que todos os vários antepassados de Israel tenham vindo originalmente da Mesopotâmia, a evidência apresenta muitos ângulos e é muito convincente para que seja explicada apenas como uma série de coincidências. Quando o testemunho unânime da tradição e o peso da evidência externa concordam tão perfeitamente, o proceder mais objetivo é ceder. Podemos, portanto, assegurar com confiança que a migração dos patriarcas da Mesopotâmia representa uma ocorrência histórica.

c.  Ur dos caldeus. — A tradição seguinte (Gn 11,28.31; 15,7) de que Taré, pai de Abraão, tenha migrado de Ur dos caldeus para Haran é menos certa. Entretanto, não há nada intrinsicamente improvável sobre o assunto. Ur e Haran estavam unidas por laços de comércio e religião, porque ambas estas cidades eram centros do culto da deusa Lua. Não obstante o fato de serem desconhecidos entre os antepassados hebreus (por exemplo, Terah, Labão, Sara, Melca) nomes associados com aquele culto, seria temerario negar que a tradição se fundamente em circunstâncias históricas  .

Não é impossível que certos clãs semíticos do noroeste, tendo-se infiltrado no sul da Mesopotâmia, tenham depois —    talvez nos dias conturbados depois da queda de Ur III — migrado para o norte, para Haran.
Apesar de ser verdade que Babilonia, quanto o saibamos, só foi chamada Caldéia no décimo primeiro século, quando os caldeus — povo arameu — apareceram lá, pode-se considerar isso como um anacronismo natural.

Entretanto, deve-se ter muita cautela. Não somente os Setenta não fazem menção de Ur, dizendo simplesmente “a terra dos caldeus”, mas outras passagens (Gn 24;4.7) parecem colocar o lugar do nascimento de Abraão na Alta Mesopotâmia.

Embora a leitura dos Setenta possa ser o resultado de uma corrupção de texto [6], é também possível que a pátria original dos antepassados hebreus tenha sido um lugar qualquer mais ao norte[7]. Não podemos ter certeza disso. De qualquer modo, as tradições patriarcais mostram pouca evidência de influência do sul da Mesopotâmia.

d. Os antepassados hebreus e os arameus. — Os antepassados de Israel, embora fossem predominantemente de um tronco semítico do noroeste, eram sem a menor dúvida uma mistura de muitas raças. A consciência deste fato se reflete na própria Bíblia, que enfatiza o parentesco de Israel não somente com Moab, Amon e Edom (Gn 19,30-38;36), mas também (Gn 25,1-5.12-18) com numerosas tribos árabes inclusive midianitas.

Entretanto, os hebreus tinham uma convicção muito arraigada de seu parentesco com os arameus. Não somente a pátria de seus parentes mesopotâmicos está localizada em Aram-naharaim ou Paddan-‘aram, mas o próprio Labão é chamado repetidas vezes de arameu (Gn 25,20;28,l-7 [P]; 31,20,24 [JE]).

Este parentesco é explicado diversamente nas genealogias. Em Gn 10,21-31 os arameus são descendentes de Sem através de uma linha paralela à de Heber, antepassado tradicional dos hebreus, enquanto que em Gn 22,20-24 os arameus e os caldeus são a progénie de Nahor, irmão de Abraão. Mas a tradição é muito antiga, O israelita primitivo tinha uma cerimónia religiosa que começava com as palavras: “Um arameu errante era meu progenitor” (Dt 26,5).

Uma tradição arraigada tão profundamente não podia ser desprovida de fundamento. Encontramos realmente um povo chamado arameu nos textos do décimo segundo século. Estes textos afirmam que reis assírios combatiam os arameus em diversas partes do vale do Eufrates e no deserto da Síria.

Eles eram encontrados em toda a Síria e Alta Mesopotâmia, onde sua língua com uma rapidez surpreendente deslocou línguas faladas anteriormente naquelas áreas (eventualmente, séculos mais tarde, ela se tenha tornado a “língua geral” do sudoeste da Ásia). Mas até hoje não temos uma evidência clara que os arameus estivessem presente na Mesopotâmia na idade patriarcal[8].

É verdade que o nome de Aram foi encontrado nos textos de Mari (décimo oitavo século), assim como em outros textos do ano 2000 a.C., aproximadamente ou mais antigos ainda. Mas é questionável que estas ocorrências tenham alguma coisa que ver com o povo arameu.

O mesmo se diga de Ahlamu, com quem os arameus são às vezes identificados e que aparece freqüentemente nos textos dos séculos seguintes. O fato de Ahlamu ocorrer nos textos de Mari como nome próprio não é em absoluto suficiente para provar que os arameus e Ahlamu estavam presentes naquela área na idade patriarcal.

Por outro lado, não é provável que o aparecimento dos arameus no fim do segundo milênio representasse uma recente irrupção de nômades do deserto, pois os primitivos arameus eram provavelmente elementos seminômades de origem mista, já há muito presentes no deserto da Síria ao longo das fronteiras das áreas povoadas.

A língua aramaica provavelmente se originou de um dialeto que evoluiu localmente no leste da Síria ou noroeste da Mesopotâmia e foi estendendo-se gradualmente sobre áreas cada vez mais extensas, à medida que os vários povos do Crescente Fértil e ao longo de suas fronteiras se confederavam com os que a falavam, ou, de uma maneira ou de outra, estavam sob a sua influência.

Entre os povos que adotaram a língua aramaica — e assim “se tornaram” arameus — estavam aqueles elementos da população “amorita” mais .antiga, que viviam no Alto Eufrates e seus tributários. Este processo foi sem dúvida muito fácil em virtude da relativa semelhança do aramaico com a sua língua.

Como já dissemos, “amorita” é uma palavra acádia que significa “ocidental”. Esta palavra foi usada como designação para os vários povos semitas do noroeste da Alta Mesopotâmia e Síria na idade patriarcal e antes dela. Ela deve, portanto, ter-se estendido àqueles povos da área cujos descendentes vieram depois a falar aramaico, assim como aos antepassados de Israel.

Por outras palavras, os antepassados de Israel e os dos arameus tardios eram do mesmo tronco étnico e linguístico.

Não era, portanto, sem razão que Israel podia lembrar a sua origem na “planície de Aram” e falar de seu progenitor como “um arameu errante”.

Foi, portanto, deste “background” — que alguns ousaram chamar “proto-arameu”[9]  — que provieram os antepassados de Israel. Por razões que nos são ainda desconhecidas, eles se separaram, provavelmente no segundo milênio, e migraram para a Palestina com outros povos dos quais nada sabemos, para dar àquela terra uma nova infusão de população[10] .

Talvez o fato de a Bíblia nos falar de contatos contínuos com a Mesopotâmia e de novas influências daí (as estórias de Isaac e Jacó) nos poderia levar a supor que os antepassados de Israel entraram na Palestina em várias levas num determinado período.

Mas os detalhes fogem ao nosso controle. A língua dos patriarcas foi sem dúvida uma forma do semítico do noroeste, não muito diferente da língua falada em Mari. Mas como os vínculos com a pátria se enfraqueceram, eles assimilaram a língua canaanita, da qual o hebraico não passa de um dialeto.

O mesmo aconteceu com seus parentes na Mesopotâmia, que acabaram adotando o aramaico. Na Palestina, os antepassados de Israel estiveram em contato com outros grupos de origem semelhante, com os quais eles sentiam que tinham parentesco. Contraíram casamento entre si, dividiram-se e proliferaram de uma maneira muito mais complexa do que indica a narrativa bíblica, embora esta narrativa (por exemplo, as estórias de Ló, Ismael e Esaú) seja um reflexo perfeito desta complexidade.

Fonte: BRIGHT, John. História de Israel. São Paulo: Paulinas, 1978.

[1] Paddan-aram pode significar “o caminho (Akk. paddânu) de Aram”: cf. R. T. 0’Callaghan, Aram Naharain, Pontifício Instituto Bíblico, Rema, 1948, p. 96. Haran (Acad.: harrânu) também significa
“o caminho” (cf. E. Dhorme, Recueil Édouard Dborme, Imprimerie Nationale, Paris, 1951, p. 218). Outros, contudo, sugerem “a planície (Aram.: paddânâ) de Aram” (cf. Os 12,12); cf. Albright, in FSAC,
p. 237; R. DE VAUX, in RB, LV (1948), p. 323.
[2] Cf. Noth, Pentateuch (na nota 6), pp. 110, 217ss; também Hl pp. 83ss. Mas nos seus últimos escritos Noth já estava preparado para conceder a semelhança da origem da mesopotâmia dos antepassados
de Israel; cf. “Die Ursprünge des alten Israel im Lichte neuer Quellen” in Arbeitsgemeinschaft für Forschung des Landes Nordrtblein-Westfalen, Heft 94 (1961), especialmente pp. 31-33.
[3] O levantamento mais completo do material é de F. Ellermeier, Prophetie in Mari and Israel, Verlag Erwin Jungfer, Herzberg am Harz, 1968. Para uma excelente orientação, cf. H. B. Huffmon, Prophecy in
the Mari Letters, in BA, XXXI (1968), pp. 101-124. Outras discussões à luz dos textos mais recentemente publicados incluem. A. Malamat, Prophetie Revelations in New Doeuments frotn Mari and the Bible, in
VT, Suppl., vol. XV (1966), pp. 207-227; J. G. Heintz, Oracles  prophétiques et “guerre sainte’’ selon les archives royales de Mari et VAncient Testament, in VT, Suppl., vol. XVII (1969), pp. 112-138; W. L. Mokan, New Evidence from Mari on the History of prophecy, in Biblica, 50 (1969), pp. 15-56; J. F. Ross, Prophecy in Hamath, Israel, and Mari, in HTR, LXIII (1970), pp. 1-28.
[4] Cf. Albright, in YGC, pp. 79-87; Wright, in BAR, pp. 44ss. Para uma descrição do afresco de Mari com características que lembram o Jardim do Éden (quatro rios cósmicos correndo de vasos seguros por deuses, duas árvores, querubim), veja a propósito A. Parrot, in AOTS, p. 139.
[5] P. ex., Alt, in Ks, I, pp. 174ss; Noth, in Hl, p. 84.
[6] A explicação de Albright da divergência textual (BP. p. 97) é plausível.
[7] Embora não seja muito correta a tentativa de C. H. GORDON, in JNES, XVII (1958), pp. 28-31, de identificar Ur com Ura na Armênia.
[8] Sobre o problema das origens araméias, cf. O’CALLAGHAN, o.c., pp. 93-97; R. A. BOWMAN, in JNES, VII (1948) pp. 65-90; A. DUPONT 1953), pp. 40-49; mais recentemente, S. MOSCATI, in JSS, IV (1959),
pp. 303-307; J. C. L. GIBSON, in JNES, XX (1961), pp. 229-234; W. F. ALBRIGHT, in CAH, II: 23 (1966), pp. 46-53.
[9] P. ex., Noth, Die Ursprünge des alten Israel (veja nota 38), especialmente pp. 29-31; R. de Vaux, Les patriarches hébreux (na nota 16), pp. 13-15. Mas deve-se ter muita cautela. Discute-se como deveria
ser classificada a língua de Mari com relação ao aramaico, canaanita etc. Veja a propósito W. L. Moran, in BANE, pp. 56ss e as referências lá encontradas.
[10] Deve-se dar aqui muita atenção e em todo este capítulo à tese de W. F. Albright de que os antepassados hebreus eram caravaneiros de burros que migraram para a Palestina para se aproveitarem do comércio das caravanas muito florescente entre a Mesopotâmia e o Egito no começo do segundo milênio, os quais, à medida que o comércio declinava, se voltaram para outras ocupações como criação de ovelhas e de gado etc. Cf. Abram the Hebreu!, in BASOR, 163 (1961), pp. 36-54 e várias outras publicações, muito recentemente, YGC, pp. 51-79. Para uma apresentação mais popular, cf. idem, Archaeology, Historical Analogy, and Early Biblical Tradition, Louisiana State University Press, 1966, pp. 22-41.