29 de junho de 2012

O Antigo Testamento à luz da evidência arqueológica - Kitchen, Kenneth A. (Resenha)


Resenha de:

O livro de Kitchen oferece ao leitor a mais exaustivamente investigada e abrangente coleção de materiais relevantes do Antigo Oriente Próximo, disponível para o estabelecimento da história do Antigo Testamento dentro do seu original e autêntico mundo. Embora não tenha sido concebida como uma história de Israel no sentido tradicional do termo, serve-se ao leitor uma melhor e mais completa do que qualquer coisa anteriormentedisponível. Aqueles que leram o autor de “Antigo Oriente e Antigo Testamento” vão encontrar aqui a mesma discussão detalhada e o denso conjunto de fatos que o volume apresentado anteriormente. Considerando que o referido livro, escrito na década de 1960, cobriu material até o seutempo, Kitchen passou agora a reunir e argüir as questões das últimas três décadas e meia, tão bem quanto anteriormente. O resultado é uma surpreendente coleção de materiais, voltada principalmente para os textos e secundariamente sobre os artefatos.

28 de junho de 2012

Uma Mentira "Super Interessante" - Análise da matéria da Revista Super Interessante, nº 305 junho de 2012


Por Armando Taranto Neto
Mais uma vez a Revista SUPER INTERESSANTE presta um desfavor à causa da Palavra de Deus.
Não se compreende quais as intenções obscuras que os colunistas Alexandre Versignassi e Tiago Cordeiro se serviram para afrontar e desacreditar a Santa Palavra do Senhor bem como atacar os seus princípios doutrinários.
Com certeza os mesmos que fizeram a revista Veja, que é publicada pela mesma empresa, ser desacreditada por servir de instrumento de apoio às falcatruas no caso “Cachoeira”.
Desta vez foi a edição de nr 305 de Junho de 2012 com a seguinte chamada de capa:
A Bíblia como você nunca leu”. Realmente, nesta leitura abominável e descomprometida com a verdade nunca se leu mesmo.

A Narrativa do Éden - Um Estudo Literário e Histórico-religioso de Gênesis 2-3 - Mettinger, Tryggve (Resenha)


Obs. Publico esta resenha para conhecimento de mais uma das diversas interpretações exegéticas/literárias sobre a narrativa do Éden. Discordo do autor que coloca a composição em um período pós-exílico e sobre a influência que ele alega ter tido o Mito Adapa e o Épico de Gilgamesh sofre a narrativa do Éden.


Winona Lake, Ind.: Eisenbrauns, 2007. Pp. xvii + 165. Hardcover.

Howard N. Wallace
United Faculty of Theology
Melbourne, Australia

27 de junho de 2012

Lutando por Justiça: Ideologias e Teologias de Justiça Social no Antigo Testamento - Walter J. Houston (Resenha)


Contending for Justice: Ideologies and Theologies of Social Justice in the Old Testament
Walter J. Houston.
Contending for Justice: Ideologies and Theologies of Social Justice in the Old Testament. Library of Hebrew Bible/Old Testament Studies 428. Rev. edn. London: T. & T. Clark, 2008. xxi + 274 pp.


Esta é uma revisão de um livro do mesmo título, que foi originalmente publicado em 2006. Como Walter Houston explica no prefácio, a oferta pelos editores para a produção de uma edição de bolso possibilitara a oportunidade de incorporar novas idéias e modificar algumas de suas interpretações anteriores. A comunicação com o estudioso israelense Avram Faust da Universidade Bar-Ilan tinha impactado a sua opinião, o que levou Houston fazer algumas mudanças, mais notadamente para o segundo capítulo. 

26 de junho de 2012

Existia Morte antes de Adão ser criado?


Por Dr. John Ankerberg e Dr. Norman Geisler

Tradução: Juliana Cambiucci Pereira

Os defensores [do Criacionismo] da Terra Nova[1] negam que haveria morte antes da queda de Adão. Eles afirmam que a Bíblia declara que a morte veio apenas após Adão como resultado do seu pecado: “da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram” (Rom. 5:12; cf. 8:20-22).

Dr. Geisler responde dizendo que há vários problemas nesse argumento. Primeiro, Romanos 5:12 não diz que todos os animais morrem por causa do pecado de Adão, mas que apenas “todos os homens” morrem como conseqüência. Segundo, Romanos 8 não diz que os animais morrem como resultado do pecado de Adão, mas que apenas a criação “foi submetida à inutilidade” como resultado disso (v.20). Terceiro, se Adão comia qualquer coisa – e ele tinha que comer para sobreviver – então ao menos as plantas deveriam morrer antes do seu pecado. Quarto, e finalmente, a evidência de fósseis indica que os

25 de junho de 2012

Israel no Egito: A Evidência para a Autenticidade da Tradição do Êxodo - James K. Hoffmeier(Resenha)


Israel in Egypt: The Evidence for the Authenticity of the Exodus Tradition
 James K. Hoffmeier. Series: Volume 1 – 1998

O estudo de Hoffmeier representa o fruto de muitos anos de estudo em egiptologia e no Antigo Testamento. O trabalho é uma contribuição substancial para a discussão em curso sobre o tema da presença de Israel no Egito, e representa um ponto de vista que está em harmonia com o reconhecimento da Bíblia como uma valiosa fonte histórica. O texto divide em quatro seções de comprimento aproximadamente igual: as questões debatidas atualmente sobre a conquista e criação de Israel em Canaã, Israel e presenças semitas no Egito antes dos acontecimentos do livro do Êxodo, os eventos que levaram ao Êxodo; e o Êxodo e as fases iniciais da selvagem vida errante.

22 de junho de 2012

Antigos Israelitas no Sinai: evidências para a autenticidade da tradição do deserto - James K. Hoffmeier (Resenha)




James K. Hoffmeier continua sua exploração do norte do Egito e da península do Sinai, e tudo a respeito que tem a ver com o estudo do Antigo Testamento, especialmente nos primeiros cinco livros da Bíblia. Iniciado com o seu "Israel no Egito" [Antigos Israelitas no Sinai] (revista em Denver Oficial 1 [1998]: 0114), este volume agora promove ainda mais os traços da saída dos israelitas do Egito para a sua jornada no deserto bíblico, o qual Hoffmeier identifica amplamente com o Sinai. Ele começa com uma revisão da crítica do Pentateuco e justamente observa a diversidade de opiniões que existem na academia no início do vigésimo primeiro século. Seu pleito para uma aceitação da Bíblia como uma fonte histórica potencialmente útil, ao invés de uma rejeição a priori, é também um importante ponto metodológico. A investigação de Hoffmeier sobre a história da religião considera alguns dos principais proponentes de estudos religiosos nos últimos cento e cinqüenta anos. Isto pode ser leitura valiosa, embora não estou certo de que todos eles concordam com as categorias em que estão estabelecidos. 

21 de junho de 2012

Escritura, Cultura e Agricultura: Uma Leitura Agrária da Bíblia - Ellen F. Davis (Desenvolvimento Sustentável)



Cambridge: Cambridge University Press, 2009.


de Ellen F. Davis

Resenha por Philip F. Esler

Originalmente publicada na Review of Biblical Literature


Para quem acredita que o Antigo Testamento é uma voz poderosa em prol da nossa utilização sustentável dos recursos do planeta (o que alguns negam), mas está insatisfeito com as tentativas atuais para demonstrá-lo (por exemplo, a muita desgastada idéia de “mordomia”), o livro de Ellen Davis: Scripture, Culture, and Agriculture: An Agrarian Reading of the Bible – “Escritura, Cultura e Agricultura: Uma Leitura Agrária da Bíblia” é sua resposta. Este é um trabalho recente e triunfantemente bem sucedido da acadêmica sobre a questão muito importante da nossa relação com a terra, que permite uma vasta varredura do Antigo Testamento para dar vazão à sua inteligência profunda e entranhados insights morais que sempre estiveram disponíveis se apenas alguém perguntasse as perguntas certas.

20 de junho de 2012

Antigos Textos para o estudo da Bíblia Hebraica: um guia para a literatura de fundo - Kenton L. Sparks



Resenha por  John L. McLaughlin

Este volume preenche uma lacuna importante nos recursos existentes para a compreensão da Bíblia Hebraica em seu antigo contexto no Oriente Próximo. Temos importantes compêndios de uma ampla gama de relevantes antigos textos do Oriente Médio, incluindo o venerável, mas antigo Ancient Near Eastern Texts Relating to the Old Testament (ANET), e o mais recente de três volumes The Context of Scripture (COS), sendo que ambos geralmente incluem introduções dos textos específicos que contêm, mas estes tratamentos são muito breve. Da mesma forma, podem-se encontrar as antologias de textos de locais específicos que contêm mais ampla discussão da literatura de uma região específica. Agora este trabalho combina o melhor das duas abordagens, proporcionando discussões sólidas de uma vasta gama de literatura do Oriente Próximo relevante para a Bíblia Hebraica, ambos organizados por gênero e por regiões geográficas.

19 de junho de 2012

A Coerência Conceitual do livro de Miquéias - Jacobs, Mignon R.


Journal for the Study of the Old Testament: Supplement - Series 322

Revisão por Kenneth H. Cuffey
Christian Studies Center

A tese de Jacobs é a de que "a forma final do livro de Miquéias exibe uma coerência conceitual discernível através de sua estrutura e gerads por sua conceitualidade." (p. 11) Em contraste com pesquisas anteriores sobre o Livro de Miquéias e os livros proféticos em geral , que viu os textos como desconexos baseaoa na descoberta de inconsistência, Jacobs realiza uma análise sustentada do texto, para discernir a coerência conceitual do livro.

A parte I é intitulada "História e Método". Em sua revisão de pesquisas anteriores (Capítulo 1), ela narra e analisa as formas pelas quais os estudiosos têm visto a coerência ou a falta dela na forma final do texto. Houve uma mudança ao longo dos anos. Os estudiosos do final do século XIX até a primeira metade do XX estavam mais preocupados com as tradicionais questões histórico-críticas, enquanto que em décadas

18 de junho de 2012

A Pesquisa para o Israel Histórico: Debatendo Arqueologia e a História do Israel Mais Antigo


Obs. A presente abordagem não reflete a opinião do autor deste blog. As conclusões de Finkelstein e Mazar alegam pertencerem a linha "centrista", ou seja, não atada ao que é considerado como “maximalista” e/ou “minimalista”, evitando extremismos tanto de linha liberal quanto de linha conservadora. Porém como o leitor poderá constatar suas conclusões negam a historicidade do texto bíblico e sua credibilidade. Decidi postar a título de conhecimento das correntes de interpretação dentro da arqueologia e para apresentar um pouco dos debates atuais em torno da arqueologia.

Finkelstein, Israel, and Amihai Mazar;
Brian B. Schmidt, ed.

Society of Biblical Literature Archaeology and Biblical Studies
Atlanta: Society of Biblical Literature, 2007. Pp. x + 220.

Três décadas de diálogo, discussão e debate dentro das disciplinas inter-relacionadas à arqueologia sírio-palestina, história israelita antiga, e Bíblia Hebraica, sobre a questão da relevância do relato bíblico para reconstruir a história mais antiga de Israel criaram a necessidade de uma articulação equilibrada dos

15 de junho de 2012

A era dos patriarcas: Mito ou História?


Por Kenneth A. Kitchen,
                                                                                                                 especialista em arqueologia bíblica, professor emérito de egiptologia e membro honorário de pesquisa em arqueologia da Universidade de Liverpool, Inglaterra. 

Os dados bíblicos apontam fatos objetivos do Mundo Antigo de uma forma excepcional, estabelecendo a confiabilidade geral dos períodos bíblicos. Mais de um século atrás, o grande candidato a reconstrutor da história israelita antiga, Julius Wellhausen, afirmou que “nenhum conhecimento histórico dos patriarcas poderia ser obtido a partir de Gênesis. Abraão, Isaque e Jacó eram apenas uma miragem glorificada da história hebraica mais tardia, projetada para trás no tempo.[1]
Desde então, entre 1940 e 1960, os estudiosos William Foxwell Albright e Cyrus H. Gordon tentaram mostrar que a era patriarcal, tal como descrita na Bíblia, poderia ser estabelecida sobre específicos panos de fundo do Oriente Próximo, notadamente no período da Média Idade do Bronze, aproximadamente 1800 a.C.[2]

14 de junho de 2012

A Bíblia como você nunca leu: Uma análise da matéria da revista Super Interessante


Por Luiz Gustavo Assis

“Sam, poderia nos contar a parábola do bom samaritano?”, perguntou o pastor responsável por entrevistar o jovem que desejava se tornar ministro. Sam começou a contá-la: “Um homem estava viajando de Jerusalém para Jericó e ele caiu no meio dos espinheiros. Aconteceu que ele perdeu o dinheiro. Então, ele se dirigiu à rainha de Sabá, e ela lhe deu mil talentos de ouro e uma centena de vestes. O homem tomou uma carruagem e dirigiu ferozmente. Enquanto ele dirigia, seu cabelo ficou preso numa árvore. Ele ficou pendurado lá muitos dias e os corvos trouxeram comida para ele comer e água para beber. Mais tarde, quando novamente estava faminto, ele comeu cinco pães e dois pequenos peixes. E uma noite, enquanto ele estava dormindo, pendurado ali, sua esposa Dalila veio e cortou seu cabelo, e ele caiu em um solo pedregoso. Nisso, começou a chover por quarenta dias e quarenta noites, até que ele entrou numa caverna e sobreviveu comendo gafanhotos e mel silvestre. Então, ele encontrou um servo de Deus que disse: ‘Venha jantar em minha casa’, mas ele começou a dar desculpas e respondeu: ‘Não, eu não vou. Casei-me com uma mulher e não posso ir.’ Após ter sido pressionado pelo servo de Deus, ele foi. Logo depois do jantar, ele se dirigiu para Jericó. Chegando lá, ele viu a rainha Jezabel sentada numa janela, no alto. Ela riu desse homem o que o fez ordenar: ‘Joguem essa mulher para baixo.’ Eles a jogaram. O homem novamente disse:

13 de junho de 2012

O Extermínio dos Cananeus


Por Willian Lane Craig

PERGUNTA 1

Nos fóruns, algumas questões muito boas têm sido levantadas sobre a questão da ordem de Deus para que os judeus cometessem “genocídio” contra os povos da terra prometida. Como você apontou em alguns dos seus escritos, esse ato não se encaixa no conceito ocidental de Deus sendo o gentil “Papai do Céu.” Ora, nós podemos certamente encontrar justificativas para aquelas pessoas estarem sob o julgamento de Deus por causa dos seus pecados, por sua idolatria, por sacrificarem suas crianças, etc. Mas uma questão mais difícil é a matança de crianças e bebês. Se as crianças são pequenas, assim como os bebês, elas são inocentes dos pecados cometidos por sua sociedade. Como nós conciliamos essa ordem de Deus para matar as crianças com o conceito de Sua santidade?

12 de junho de 2012

A prosperidade no Antigo Testamento


Por Esdras Bentho

A prosperidade de acordo com os termos do AT

Cinco termos hebraicos que descrevem a prosperidade no Antigo Testamento

1. Tsālēach: a prosperidade como fruto de uma vida bem-sucedida. 

No Antigo Testamento a palavra hebraica mais comum para descrever a prosperidade é tsālēach, isto é,"ter sucesso", "dar bom resultado", "experimentar abundância" e "fecundidade". Esse termo é usado em relação ao sucesso que o Eterno deu a José (Gn 39.2,3,33) e a Uzias (2 Cr 26.5). No contexto bíblico, a verdadeira prosperidade material ou espiritual é resultado da obediência, temor e reverência do homem a Deus. A Escritura afirma que Uzias "buscou o SENHOR, e Deus o fez prosperar". A prosperidade de Uzias nesse período foi extraordinária. Como rei desfrutou de um sucesso e progresso imensurável (2 Cr 26.7-15). Deus deu-lhe sabedoria para desenvolver poderosas máquinas de guerra para proteger Jerusalém (vv.14,15). A prosperidade de Uzias era subordinada à sua obediência a Deus. O profeta Zacarias o instruía no temor do Senhor, razão pela qual o monarca prosperou

11 de junho de 2012

Introdução a Teologia do Antigo Testamento (Conclusão)



A questão principal não é “a unidade do Pentateuco”, e sim “como se realizou essa unidade”. Em outras palavras, a seção literária que vai do Gênesis ao Deuteronômio inclusive, é uma narrativa contínua? A pergunta que queremos formular aqui é: “Como veio à existência essa narrativa contínua?” Foi escrita por Moisés, conforme o cristianismo tradicional e a Bíblia ensina, ou foi compilada por outrem, séculos mais tarde? A questão inteira põe em dúvida a confiabilidade de Jesus, a exatidão dos escritores do AT e NT e a integridade do próprio Moisés.

5. Evidências Internas ou Acumulativas

A autoria mosaica do Pentateuco pode ser comprovada por acumulação, isto é, reunindo os diversos textos do AT que comprovam a autoria da obra. Algumas coincidências podiam imaginar-se acidentais; muitas tomadas separadamente, seriam de pouca força, mas elas combinadas são irresistíveis.

7 de junho de 2012

"Contradições" no Pentateuco e suas Possíveis Respostas (Conclusão)


      Por Danilo Moraes

    k)      Seria possível cerca de dois milhões de pessoas sobreviverem quarenta anos no deserto?

Conforme Deuteronômio 32.13-14 diz:
“Ele o fez cavalgar sobre os altos da terra, comer as messes do campo, chupar mel da rocha e azeite da dura pederneira, coalhada de vacas e leite de ovelhas, com a gordura dos cordeiros, dos carneiros que pastam em Basã e dos bodes, com o mais escolhido trigo; e bebeste o sangue das uvas, o mosto”.
Isso nos mostra que o povo de Israel tinha abundancia para eles e para seus rebanhos, tornando possível  a sobrevivência no deserto.

6 de junho de 2012

Introdução à Teologia do Antigo Testamento (Parte 3)


4.1. Fundamentos Filosóficos da Hipótese Graf-Wellhausen

Um outro nítido exemplo pode ser visto na influência da filosofia hegeliana (Hegel), sobre a Teologia do Antigo Testamento, principalmente no que concerne à concepção de Hegel sobre o desenvolvimento da religião.

Hegel concebia a religião em quatro etapas distintas:

  • religião natural ou animismo caracterizado pela adoração a natureza;

  • religião antropomórfica, cuja ênfase estava na representação da divindade em forma humana1;

  • religião cristã ou cristianismo;

  • o último estágio de desenvolvimento da religião é a reformulação das crenças do cristianismo em conceitos da filosofia especulativa.

5 de junho de 2012

Introdução à Teologia do Antigo Testamento (Parte 2)



4. História da Teologia do Antigo Testamento

Os teólogos que se ocupam da Teologia do Antigo Testamento datam o início dessa disciplina em 30 de março de 17871, e atribuem a paternidade moderna da disciplina a Johann Philpp Gabler. Gabler discursou na Universidade de Altdorf, Alemanha, sobre “Da distinção correta entre as teologias bíblica e dogmática e da determinação adequada dos alvos de cada uma delas”. Nesta ocasião Gabler distinguiu a Teologia do Antigo Testamento da Teologia Dogmática e da Teologia do Novo Testamento. Atualmente acredita-se que a primeira obra a usar o título “Teologia do Antigo Testamento” saiu da pena de G. L. Bauer, publicado em Leipzig, Alemanha, em 1796, sob o título Teologia do Antigo Testamento (Theologie des Alten Testaments).

4 de junho de 2012

O Cânon dos Judeus (Conclusão)


(Parte 1) (Parte 2) (Conclusão)

Por Willian Webster

A Septuaginta e a Teoria do Cânon Duplo

A Septuaginta é a tradução grega do Velho Testamento Hebraico. No tempo de Cristo era a Bíblia usada pelos judeus de fala grega em em alguma extensão até para os judeus na Palestina. É citada por Jesus e os escritores do Novo Testamento, apesar de não exclusivamente. Nos tempos do Novo Testamento, acreditava-se que a Septuaginta era inspirada por causa de uma lenda sobre sua origem. Esta lenda era amplamente crida pelos primeiros Pais da Igreja que influenciou enormemente sua veneração pela Septuaginta. F.F. Bruce dá o seguinte pano de fundo:

1 de junho de 2012

Caio Fábio - Perdoem-me o desgosto! ... esta insuportável!


Perdoem-me, irmãos, eu confesso a tão aguardada confissão de minha boca. Sim, eu confesso que não posso mais deixar de declarar a minha alma. Para mim é questão de vida ou morte. Perdoem-me, irmãos, mas eu preciso confessar.



Sim, eu confesso…



Está insuportável. Se eu não abrir a minha boca, minha alma explodirá em mim.


O Cânon dos Judeus (Parte 2)



Por Willuan Webster

O número de livros no Cânon hebraico

A Bíblia hebraica não estava apenas estruturada de uma forma definida mas os livros que compunham o cânon estavam limitados a um número específico de ou vinte e dois ou vinte e quatro dependendo de como os livros estivessem organizados. Algumas vezes Rute era anexado a Juízes e Lamentações a Jeremias, fazendo o número ser vinte e dois. Quando listados separadamente o número aumentava para vinte e quatro. Esta numeração é encontrada em vários escritos históricos. Uma das testemunhas mais antigas do número vinte e dois é Josefo: