31 de março de 2012

A páscoa e seus valores


Por Danilo Moraes

Todos os anos famílias inteiras passeiam nos shoppings e lojas especializadas, procurando ovos de chocolate ou bombons para darem de presente para amigos e parentes.  Tudo isto de deve, principalmente ao valor que a sociedade vem dando para esta data festiva.
Quando se aproxima a páscoa o que lhe vem à mente: chocolate, coelho e bombons; ou a ressurreição de Cristo como nosso cordeiro pascal?
Infelizmente, na maioria das vezes a resposta tem sido chocolates coelhos e bombons. Não é de se estranhar que entre10 crianças evangélicas, apenas 2 sabem o verdadeiro significado da Páscoa. Surge a pergunta:
De quem é a culpa? De nós mesmos! Com a comercialização deste dia festivo é comum ver nas lojas e supermercados enfeites e propagandas de uma nova páscoa que se tornou totalmente comercial; causando uma perda de seu sentido espiritual. É certo que o cristão não deve desprezar seu valor, nem tão menos desqualificar, ou eliminar o teor significativo e prático deste comércio. Quem nunca comeu um ovo de páscoa que atire a primeira pedra!
Para que possamos entender melhor seu sentido, iremos analisar sua origem com o povo Judeu, e a maneira como os Católicos e Protestantes encaram está data tão importante para todos os cristãos.

 INSTITUIÇÃO DA PÁSCOA COM O POVO JUDEU

Para os Judeus à Páscoa (pesah) tem um significado em suas raízes muito forte, marca o dia em que Jeová os libertou da escravidão do povo egípcio.
É a primeira das três festas anuais em que todos os homens tinham a obrigação de comparecer no santuário (Êx 23.14-17). Esta obrigação era tão rigorosa, que todo aquele que a não cumprisse seria condenado à morte (Nm 9.13). Devia juntamente prevalecer em todos um ânimo alegre durante os dias festivos (Dt 27.7). Nessa ocasião, o povo gastava dinheiro liberalmente, incentivado pela própria lei, que os estimulava a comprar tudo o que desejassem (Dt 14.26).
Sendo uma festividade da primavera, é celebrada um mês após a festa de Purim, dando início ao ano agrícola. Portanto, é um tempo de celebração.
O teólogo R.N. Champlin, assim defini o termo páscoa: A palavra portuguesa “páscoa” é usada para designar “saltar por cima”, “passar por sobre”. Esse nome surgiu em face da tradição de que o anjo da morte, ou anjo destruidor, “passou por sobre” as casas assinaladas com o sangue do cordeiro pascal, quando ele matou os primogênitos dos egípcios. [1]
A festa da páscoa foi instituída por Moisés a mando de Deus, para se comemorar a saída do Egito, ou seja, a passagem para a liberdade. A Bíblia no livro de Êxodo nos fornece todos os detalhes: Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano. Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. Mas se a família for pequena para um cordeiro, então tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; cada um conforme o seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro. O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras. E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde. E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão. Não comereis dele cru, nem cozido em água, senão assado no fogo, a sua cabeça com os seus pés e com a sua fressura. E nada dele deixareis até amanhã; mas o que dele ficar até amanhã queimareis no fogo. Assim pois comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do Senhor. E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o Senhor. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito. E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo (Êx 12.3-14).
Este acontecimento da história de Israel se deu na primavera provavelmente do ano de 1240 a.C e seria realizado no primeiro mês da primavera que se chamava Abhid (das espigas), sendo que após o exílio de Israel, este nome cedeu ao apelativo caldeu Nisã; correspondendo aos meses março-abril de nosso calendário.
Posteriormente vemos que este rito foi abandonado pelo povo de Israel. E foi preciso que se levantassem monarcas reformadores como Ezequias (2 Cr 30) e Josias (2 Rs 23.21-23; 2 Cr 35), que trouxeram a tona novamente o rito pascal. E também com a volta do povo hebreu do cativeiro babilônico, Esdras restaurou a páscoa novamente (Ed 6.19-22).

PÁSCOA CATÓLICA ROMANA

Na Igreja Católica Apostólica Romana, os preparativos para a vigília pascal seguem uma ordem em que todos os temas e simbolismos são gradativamente apresentados. Em novembro inicia-se a preparação, com instruções sobre os sacramentos. A Quaresma é a preparação prática por meio da penitência. No domingo de Ramos celebra-se a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, sob os aplausos da mesma multidão que o verá crucificado no final da semana. O sacrifício de Cristo é lembrado na sexta-feira da Paixão. Por ordem do papa Pio XII, desde 1951 a missa do sábado de Aleluia é celebrada à meia noite, na passagem para o domingo.
E ainda é acesa uma grande vela durante a cerimônia solene, no dia anterior ao da Páscoa, que deve queimar até o dia da ascensão. Esta vela é tida como símbolo de luz, vida e esperança.
            Com a expansão do Cristianismo por diversas regiões e continentes; no decorrer da história algumas práticas e costumes se mantiveram e outras foram excluídas da festa pascal. Vários costumes dá liturgia pascal, como o de acender o primeiro fogo no domingo, desapareceram com a perda de seu sentido simbólico na civilização ocidental. Outros costumes permaneceram apenas no Ocidente. Na Rússia, os cristãos ortodoxos se cumprimentam no dia da páscoa com a saudação 'Cristo ressuscitou' e a resposta é 'Ressuscitou realmente'. Nos países ibéricos e em suas ex-colônias ainda persiste a 'malhação do Judas', hábito condenado pela igreja, que consiste linchar simbolicamente,  no sábado de Aleluia, o apóstolo que traiu Cristo.[2]

É importante ressaltar que a páscoa protestante ou evangélica tem diferenças significativas do Catolicismo Romano. Pois devido à doutrina da transubstanciação, na qual os elementos da eucaristia se tornam literalmente o corpo e sangue de Cristo no momento em que o sacerdote católico os abençoa. Dizem: Por meio da consagração opera-se a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, Cristo mesmo, vivo e glorioso, está presente de maneira verdadeira, real e substancial, seu corpo e seu sangue, com sua alma e sua divindade.[3] Temos então todas as vezes que é celebrada a missa um sacrifício de Cristo. Não se encontra na Bíblia base para esta doutrina, o autor de Hebreus nos relata que: Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus (Hb 10.12).
            A diferença portanto gira em torno dos sacramentos que antecipam a comemoração da páscoa e a eucaristia que é ministrada no momento da celebração. Temos então uma diferença doutrinária que no mínimo ofusca o verdadeiro sentido da Páscoa.


A PÁSCOA CRISTÃ

            No concílio de Nicéia (325 d.C), as Igrejas chegarem a um acordo acerca de que a páscoa fosse celebrada no domingo. A festa cristã comemora a ressurreição no primeiro domingo após a lua cheia seguinte ao equinócio de março (por volta do dia 21). É uma data móvel, que varia de ano para ano entre 22 de março e 25 de abril.
            Toda a época da Páscoa deve ser um período de alegria que culmina na felicidade que existe quando Cristo é colocado à destra de Deus, Seu Pai, no céu.[4] Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus (Cl 3.1).
            O Novo Testamento nos ensina que as festas judaicas são sombras das coisas passadas: Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam (Hb 10.1). O que no Antigo Testamento foi uma libertação física do povo israelita, no Novo Testamento se tornou uma libertação espiritual. Desta forma é dado a esta festa um sentido até então nunca experimentado pela nação judaica. E que só experimentaram aqueles a que a receberam tendo como seu cordeiro pascoal a pessoa de Cristo.
            O próprio Jesus periodicamente participava desta festividade. Quando tinha 12 anos seus pais o levaram a Jerusalém, para a celebração da Páscoa (Lc 2.41-50). Posteriormente ia para Jerusalém a cada ano participar da Páscoa : E estava próxima a páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém (Jo 2.13).
            Durante a semana da Páscoa, era oferecido um feixe como primícias dos frutos da colheita da cevada (Lv 23.9-14). E justamente no aniversário deste dia levantou-se Jesus Cristo dentre os mortos, e o apóstolo Paulo pode ter tido este fato em vista, quando, falando do ressurreição do Redentor, ele disse: Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito primícias dos que dormem (1 Co 15.20).
            Devido à peregrinação dos judeus para Jerusalém para se celebrar a Páscoa, ocorria grandes transtornos para a cidade: Os mercados ficavam abarrotados de grandes suprimentos de verduras e condimentos, dentre os quais a alface, o dente-de-leão, a pimenta, e outros. Também eram necessários grandes carregamentos de frutas e vinhos, já que na celebração da Páscoa cada adulto bebia o equivalente a quatro copos...As hospedarias eram poucas, e muitos dos habitantes abriam suas casas para receber parentes e amigos, e até desconhecidos.[5]
            Os escritores do Novo Testamento, fazem uma ligação entre o cordeiro que se imolava para se realizar a páscoa, com a pessoa de Cristo, que se tornou a verdadeira vitima que liberta, isto é, que expia todos os pecados do mundo e conquista para o gênero humano a reconciliação com Deus Pai.
            O Apóstolo Paulo nos diz: Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade (1 Co 5.7-8).
            Isto nos fornece uma simbologia que nos é afirmada quando lemos em Êxodo: Numa casa se comerá; não levarás daquela carne fora da casa, nem dela quebrareis osso (Êx 12.46; Sl 34.20). Assim não se deveria quebrar osso algum do cordeiro que fosse ser sacrificado. E da mesma maneira o apóstolo João narra que aconteceu com Cristo: Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas. Porque isto aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: Nenhum dos seus ossos será quebrado (Jo 19.33,36). É fato, que, como o cordeiro tinha que ser sem mácula (Êx 12.5), Cristo não tinha mácula alguma pois nunca pecou, ele era o Filho perfeito de Deus (Jo 8.46; Hb 4.15).
            A Páscoa cristã, nos traz hoje um preceito moral, que, como os israelitas deixaram de lado o fermento, devemos nós hoje pôr de lado o fermento do pecado, da corrupção, da malícia e da desobediência, substituindo-o pelos pães ázimos da sinceridade e da verdade.
            O centro da Páscoa é justamente a graça salvadora de Deus. Quando vemos na narração bíblica que Deus tirou os israelitas do Egito, constatamos que isto não ocorreu pelo fato de serem um povo que merecesse ser liberto, mas porque Deus os amou e foi fiel ao seu concerto (Dt 7.7-10). Da mesma maneira, quando somos libertos de nossos pecados e salvos por Jesus Cristo, recebemos não porque somos merecedores e justos, pois Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só (Rm 3.12), e sim porque recebemos de Cristo a maravilhosa graça: Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é Dom de Deus (Ef 2.8-10 ver também Tt 3.4-5). E para que isto acontecesse Cristo teve que remover a barreira, levou o que deveríamos ter levado, realizou por nós o que estávamos impossibilitados de fazer por nós mesmos, isso ele fez porque era a vontade do Pai.
            Quando vemos no livro Êxodo que o sangue era aplicado às vergas das portas para que se salvassem os filhos primogênitos do povo israelita; vemos um prenuncio ao derramamento do sangue de Cristo na cruz a fim de nos salvar da morte e da ira de Deus contra o pecado (Hb 9.22). Da mesma forma que o cordeiro pascal era um substituto do primogênito israelita, Cristo nos substituiu (Rm 3.25), tornando-se nosso cordeiro pascal (1 Co 5.7). O cordeiro outrora simbolizado, agora é real.
            Assim, Jesus Cristo, na sua última ceia, observou o ritual de Páscoa dos judeus dando-lhe, porém, um conteúdo novo. Deixando-lhes como ordenança que fizessem a ceia em memória dele: E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim (Lc 22.19).
            O ato de aspergir o sangue nas vergas das portas era efetuado com uma fé obediente (Êx 12.28; Hb 11.28). Assim o cristão quando recebe a salvação mediante o sangue de Cristo, ele obtém somente através da obediência da fé. Pelo qual recebemos a graça e o apostolado, para a obediência da fé entre todas as gentes pelo seu nome (Rm 1.5).
            Já se passaram 2.000 (dois mil) anos desde que Cristo se ofereceu como nosso cordeiro pascal, e a igreja tem como responsabilidade manter vivo está verdade, para que todo aquele que recebeu em seus umbrais o sangue do cordeiro, possa, verdadeiramente dizer: JESUS CRISTO É A NOSSA PÁSCOA. Amém.


ORIGEM DO COELHO
            No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. Podendo assim o coelho ter se tornado o símbolo da páscoa devido à lua determinar a data da Páscoa.
            Também por serem animais com capacidade de gerar grandes ninhadas, sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos constantemente.
            Tem também uma lenda de que uma mulher coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos.
            A tradição do coelho da páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.
            O mais provável é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertilidade que os coelhos possuem, sendo também associados à mitologia pagã dos mistérios babilônicos. 


O OVO DE PÁSCOA
            Os ovos eram algo que muito chamavam a atenção dos homens nos séculos anteriores a Cristo, parecem ser objetos inanimados ou mortos; contudo deles procede maravilhosamente à vida ou um ser vivo. Por isso eram tidos como símbolo de vida e fertilidade. Em conseqüência, as famílias pagãs presenteavam-se mutuamente com ovos todos os anos no início da primavera, quando a natureza parece voltar à vida, depois da estagnação do inverno.
            O ovo também simboliza o nascimento, a vida que retorna. Da mesma forma que o ovo guarda uma vida, o sepulcro de Jesus ocultava a vida que ressurgiu no dia da Páscoa. O costume de presentear as pessoas na época da Páscoa com ovos ornamentados e coloridos começou na antigüidade. Os egípcios e persas costumavam tingir ovos com as cores da primavera e os davam a seus amigos. Os persas acreditavam que a Terra saíra de um ovo gigante. Mas os ovos ainda não eram comestíveis. Pelo menos como a gente conhece hoje, com todo este chocolate.
            Ele também está presente na mitologia antiga, nas religiões do oriente e em grande parte das tradições populares.
            Diz também à lenda que Simão – o cireneu que ajudou Cristo a carregar a cruz, notou nos ovos que vendia uma coloração diferente após a crucificação.
            No Brasil, as crianças montam seus próprios cestinhos de Páscoa, enchem-no de palha ou papel, esperando o coelhinho deixar os ovinhos durante a madrugada. Nos      Estados Unidos as crianças saem na manhã de Páscoa pela casa ou pelo quintal em busca de ovinhos escondidos. Em alguns lugares os ovos são escondidos em lugares públicos e as crianças da comunidade são convidadas a encontrá-los, celebrando uma festa comunitária.
            O maior ovo do mundo atualmente se encontra no Canadá com aproximadamente 9 metros de comprimento!
           

COMO SURGIU O CHOCOLATE?
            Theobroma cacao é o nome científico dessa gostosura chamada chocolate. Quem o batizou assim foi o botânico sueco Linneu, em 1753.
            Mas foi com os Maias e os Astecas que esta história toda começou. O chocolate era considerado sagrado por essas duas civilizações, tal qual o ouro. Na Europa chegou por volta do século XVI, tornando rapidamente popular aquela mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, depois juntada com água, mel e farinha. Vale lembrar que o chocolate foi consumido, em grande parte de sua história, apenas como uma bebida.
            Em meados do século XVI, acreditava-se que, além de possuir poderes afrodisíacos, o chocolate dava poder e vigor aos que bebiam. Por isso, era reservado apenas aos governantes e soldados. Aliás, além de afrodisíaco, o chocolate já foi considerado pecado, remédio, sagrado e alimento profano. Os Astecas chegaram a usá-lo como moeda, tal o valor que alimento tinha.
            Chega o século XX, e mais uma vez se estabelece de vez o consumo do chocolate no mundo inteiro. O ovo de páscoa é tradicionalmente um presente recheado de significados. E não é só gostoso, como altamente nutritivo, um rico complemento e repositor de energia. Não é aconselhável, porém, consumi-lo isoladamente e em grande quantidade.   



[1] CHAMPLIN, R. N. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, Vol. 7, Ed. Candeia, p.4965.
[2] Enciclopédia Britannica do Brasil Publicações – Barsa, CD-ROM, 2000.
[3] Catecismo da Igreja Católica, Editora Vozes, Edições Loyola, 1999, p. 390.
[4] Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, Ediç           ões Vida Nova, Editor Walter A. Elwell , Volume III, p. 76.
[5] Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos, Editora Betânia, William L. Coleman, p. 265.