31 de março de 2012

Despertai!



Por Danilo Moraes

Sem darmos conta, a Igreja tem contribuído expressivamente com o crescimento de movimentos sectários por toda sua existência. Ainda que não venhamos a perceber elas estão se originando principalmente dos setores em que nós temos falhado, por não considerarmos na maioria das vezes importante para a vida cristã.


Exemplos da História

No Antigo Testamento, Israel sempre foi cercada e muitas vezes invadida por deuses estranhos (Gn 35.4; Ex 12.12; Nm 25.2; Dt 6.14; Is 36.19). O Novo Testamento, nos mostra que todos os seus escritores combatiam e orientavam os cristãos a respeito de seitas, devido a  já haver heresias concernente a Jesus. Um exemplo é João combatendo o docetismo (crença de que a humanidade de Jesus não era genuína – ele apenas parecia ser humano 1) Jo 1.14.
Os pais da Igreja primitiva sempre combateram as falsas doutrinas que ameaçavam a Igreja. O Concílio de Nicéia, reuniu-se principalmente para resistir e condenar o arianismo (Interpretação da pessoa e Cristo segundo a qual ele é o mais elevado dos seres criados e consequentemente é apropriado referir-se a ele como deus, mas não o Deus 2).

            Sorriso amarelo

O ser humano, arranja desculpas com muita facilidade, quando pretende fugir do compromisso ou satisfazer seus próprios desejos. A Bíblia aponta alguns casos de pessoas que deram desculpas amarelas (como reza o dito popular), diante de situações que se requeria sua participação, vejamos:
1 – O Preguiçoso – Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas (Pv 22.13).    
            2 – O compromissado -  ... Comprei um campo, e importa ir vê-lo ...; ... Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los ...; ... Casei, e portanto não posso ir ... (Lc 14.15-24).
            3 – O adepto de Gamaliel - ... se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, Mas se é de Deus, não podereis desfazê-la ... (At 5.34-40).
        
         Buscando Soluções

Vivemos em uma época que tem sido grande o crescimento de seitas e novas religiões. Estes grupos são espertos,  astutos, tendo superficial conhecimento, mas levados pela própria soberba, procuram imprimir seus ensinamentos na mente das pessoas de uma maneira que venha parecer se tratar de uma verdade absoluta.
Diante de tudo o que temos presenciado, se torna necessário, essencial e primordial que tomemos posição diante de fatos concretos, que temos até mesmo vivido em nossas igrejas, lares e famílias. Um grande erro, é pensarmos que "vão chegar lá", é importante reconhecermos que estão perdidos como qualquer outro pecador. Muitas vezes, oramos demasiadamente para uma pessoa que esta envolvida com alguma seita que pratique magia negra (um exemplo); enquanto que para um católico, não nos importamos.
Muitas são as alternativas para se preparar uma Igreja à defender sua fé contra os sectários. Mas a primeira delas é o ensino da Palavra de Deus. A grande razão para o êxito das seitas é a ingenuidade espiritual da parte de muitos. É importante que saibamos responder perguntas como: Quem é Deus? Quem é o homem? O que é o pecado? Quem é Jesus? Para onde iremos?
Infelizmente vivemos em um tempo em que as doutrinas cristãs estão sendo trocadas por experiências. O líder evangélico que diz: "Não precisamos de doutrinas, e, sim de experiências", estará expondo suas ovelhas ao perigo das seitas, pois quando forem questionadas a respeito da deidade de Jesus (um exemplo), necessitarão de argumentos bíblicos. O apóstolo Paulo orientou a seu discípulo Timóteo: Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá (1Tm 4.13). E mais: Medita estas coisas (ensinamentos de Paulo); ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos (1 Tm 4.15 acréscimo nosso)
As escrituras nos conclamam a zelosamente contender pela fé (Jd 3). Isto implica muitas vezes a sermos obrigados até mesmo a descordar de pessoas que temos amizade. Paulo amava Pedro, más o repreendeu: E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível (Gl 2.11).
Paulo, certamente falava sério quando nos chamou de soldados, e nos deu a lista detalhada de nossa armadura (Ef 6.10-20). A Palavra de Deus descreve o mundo como uma atuação do maligno (1 Jo 5.19), sendo assim um campo de batalha, onde a luta principal é entre a verdade e a inverdade.
Afinal, somos comissionados a batalhar pela fé (Jd 3), ou ficarmos olhando para o leão que está nas ruas, e simplesmente dizer: Vou morrer! (Pv 22.13).
Despertai!...



1 Conciso Dicionário de Teologia Cristã, Millard J. Erickson, Juerp, p. 52.
2 Conciso Dicionário de Teologia Cristã, Millard J. Erickson, Juerp, p. 16-17.