31 de março de 2012

A autoria do pentateuco em questão: Breve análise das evidências internas e externas


Por Danilo Moraes

Seria a autoria do Pentateuco Mosaica ou um mosaico[1]? Trocadilhos à parte, o assunto é de importância impar na análise do Pentateuco e de todo o Antigo Testamento. Qualquer uma das opções – autoria mosaica ou um mosaico - acarreta uma série de controvérsias e opiniões entre eruditos cristãos e não cristãos. Alguns estudiosos atribuem somente o decálogo como sendo de autoria de Moisés[2], outros inserem o código da Aliança. Ainda, a ausência do nome do autor harmoniza-se com a prática do AT em particular, e com as obras literárias antigas em geral. No antigo Oriente Médio, o “autor” era basicamente um preservador do passado, limitando-se ao uso de material e metodologia tradicionais.

Como pudemos ver a autoria do Pentateuco vem sendo colocada por parte de alguns críticos como não sendo de Moisés, alegando que quando as Escrituras se referem a Moisés como autor apenas lhe atribui uma figura de protótipo de legislador. A religião judaica sempre considerou o Pentateuco como obra de Moisés, da mesma forma, tradições pagãs e também o cristianismo primitivo e posterior.
Postulando a autoria mosaica temos: “Tácito, Juvenal, e Estrabão, e também por Longino, Porfírio e o Imperador Juliano. Maomé reconhece explicitamente a inspiração de Moisés e a origem da Lei judaica.” (GREEN, 1953, p. 8). Orígenes em Contra Celsum já fazia alusão sobre a negação da autoria mosaica do Pentateuco, da mesma forma João Damasceno em De Haerese XIX e Epifânio em Adversus Haereses XXXIII, faziam alusão a gnósticos que punham em dúvida a autoria mosaica.
A autoria mosaica do Pentateuco garante seu valor, e uma teoria onde o Pentateuco teve sua origem pós-exílica retira a credibilidade histórica e também o alcance teológico e espiritual. Adeptos da Hipótese Documentária, calçados com pressupostos movidos pela razão pura, e também liberais e neo-ortodoxos negam assim a autoria Mosaica do Pentateuco.
Apesar de a pessoa de Moisés sempre ter estado ligada a Lei, certamente hoje, nenhum estudioso sério alegaria ter Moisés escrito o Pentateuco tal como o temos hoje, em toda a sua extensão. No presente momento mesmo entre os conservadores se entende que existe certa quantidade de material pós-mosaico. A questão não esta na “quantidade” – Moisés escreveu a maior parte do Pentateuco – mas na “qualidade” – Moisés escreveu o essencial – sendo o processo literário posterior a Moisés continuado e desenvolvido segundo seu espírito e autoridade. Mesmo entre conservadores se admite “que Moisés é autor de parte, boa parte ou da maior parte do texto. Tais escritores incluem eruditos protestantes conservadores, como P. C. Craigie, R. K. Harrison, K. A. Kitchen, M. Kline, G. T. Manley, S.J. Schultz e J. A. Thompson” (HAMILTON, 2006, p. 424).
O que não faltava a Moisés eram qualificações para escrever o Pentateuco. Possuía uma educação que poucos de sua época dispunham (At 7.22), e em meio à “sabedoria dos egípcios” dificilmente estaria de fora à arte de escrever. Moisés tinha a sua disposição a tradição herdada de seus antepassados, possuía um conhecimento geográfico e climático[3] típico de alguém que viveu no contexto dos eventos narrados. Não faltou a Moisés motivação para escrever o Pentateuco, pois ele sabia do seu papel diante da nação de Israel e era consciente do se chamado.

1.1. Evidências Internas da Autoria Mosaica

Textos como Ex 17.14; 24.4; 34.27; Dt 31.9; 31.19; Js 1.7,8; Jz 3.4; Ed 6.18; Dn 9.11 e Ml 4.4 atribuem a autoria de Moisés ao Pentateuco.
Geralmente quando se atribuí estes textos para sustentar a autoria mosaica do Pentateuco, os críticos logo argumentam que eles apenas demonstram que Moisés os escreveu especificamente, mas não todo o Pentateuco, ou atribuem o papel de algum redator ou copista. Mas ao usar textos tais como Gn 12.6; 14.14; 36.31; Dt 1.1; 34.5-12; Ex 11.3; Nm 12.3, etc, para justificar suas conclusões de que Moisés não é o autor do Pentateuco não aplicam o mesmo critério, pois se assim fizessem teriam que admitir que tais passagens não passem de interpolações explicativas de uma época posterior quando muito.
Segundo os críticos a expressão “disse o Senhor a Moisés” é apenas um recurso literário cuja intenção é revestir a declaração de maior importância.
Jesus citou o Pentateuco como sendo de Moisés, em Mc 7.10; Lc 20.37 e Jo 5.45-47. Muitos outros textos corroboram com a autoria de Moisés: Mt 8.4; 19.7; Lc 24.44; Jo 1.45; 8.5; 9.29; At 3.22; 6.14; 13.39; 15.1,21; 26.22; 28.23; 1Co 9.9; 2Co 3.15; Hb 9.19; Ap 15.3. De fato o Pentateuco em si não declara explicitamente que Moisés escreveu “todo” o Pentateuco, mas é inegável que ele tenha sido o receptor da revelação e testemunha dos feitos de Deus.
Diante destes textos seria possível alegar que Moisés não teria escrito o Pentateuco? Estaria Cristo e os apóstolos equivocados?
Segundo Brueggemann quando Jesus referia se ao Pentateuco como “Livros de Moisés” ele apenas estava dando uma “autoridade teológica” ou “legitimidade teológica” ao Pentateuco, e não um parecer literário. Em suas justificativas aos textos em que Jesus atribui a autoria do Pentateuco a Moisés, os críticos alegam que o que Jesus fez foi apenas se acomodar ao pensamento dos judeus de sua época. Segundo os críticos a missão de Jesus era espiritual e não literária. Mas se isso é verdade, então porque Jesus frequentemente contrariava os pensamentos e desejos dos seus ouvintes (sobre Deus, justiça, Messias, tradição, sábado, samaritanos, mulheres)? Não teria ele autoridade para esclarecer seus ouvintes acerca da autoria do Pentateuco? Se o pensamento da época estivesse errado sobre a interpretação do Pentateuco, o qual ele utilizou para embasar grande parte de seus ensinamentos, será que Jesus aceitaria a tradição dos judeus acerca da autoria do Pentateuco e não lhes esclareceria que na verdade a lei foi escrita depois do exílio, e que a maioria dos acontecimentos ali narrados não aconteceram?
Quando os críticos com base na doutrina da kenosis[4] alegam que Jesus enquanto esteve nesse mundo em forma humana como qualquer outro judeu, não podia saber além das tradições a ele ensinadas, demonstram uma debilidade em seus conhecimentos a respeito da encarnação, pois nela Jesus continuou a existir na forma de Deus, mesmo enquanto existia em forma de homem (Fp 2.6-11). Mesmo que se admita que Jesus enquanto andou sobre essa terra o fez somente como homem, é inegável que ele fez tudo por meio do Pai; pelo Pai, e para o Pai. Logo suas palavras eram sancionadas por Deus, e em Deus não há mentira. Jesus é o mestre da verdade. Atribuir a Jesus um erro mesmo que seja em questões literárias, é ir além do que as Escrituras nos mostram.
Não resta dúvida, de que Jesus considerou o Pentateuco como obra de Moisés. Se quando Jesus fala acerca de coisas espirituais nós aceitamos como verdade, porque não quando fala de questões literárias? “Que desgraça quando nosso conhecimento entra em disputa com Aquele que é Profeta, Sacerdote e Rei, e por cujo Espírito falam tanto os profetas quanto os apóstolos!” (TORREY, 2005, p. 72). Os críticos embasados nas descobertas dos séculos XIX e XX, “fizeram com que Jesus parecesse alguém desinformado, um filho de sua era, toda às vezes que se punha a citar fontes históricas” (HAMILTON, 2006, p. 430).
Com certeza Jesus e seus apóstolos não eram mestres de crítica literária, mas eram doutores da verdade. Jesus veio para dar testemunho da verdade (Jo 18.37), e não para enganar seu povo. Não resta dúvida que Jesus considerava o Antigo Testamento divino, quando ele diz: “Não lestes?”; “Esta escrito”; “Pesquisai as Escrituras”, ele testifica da autoridade do Antigo Testamento. “Ele põe seu selo de autoridade tanto em relação à historicidade quanto à revelação de Deus. Ele complementa, jamais o suplanta. Ele o amplifica e modifica, mas jamais o anula. Ele cumpre, mas jamais o invalida” (TORREY, 2005, p. 59).
Moisés escreveu o Pentateuco para seu povo (Israel), e se preocupou em registrar as obras que Yahweh realizou no meio de se povo, além de perpetuar quem era Yahweh e qual seria o papel de Israel como povo escolhido.
“Se vocês cressem em Moisés, creriam em mim, pois ele escreveu a meu respeito (Jo 5.46)”.

1.2. Evidências Externas da Autoria Mosaica

Teria Moisés condições de ter escrito o Pentateuco? Moisés é reconhecido como um homem erudito na antiguidade bíblica. Nos dias de Moisés o Egito era a maior civilização do mundo, tanto em domínio, construções e conhecimento. Moisés teve a oportunidade de ter sido educado na corte real egípcia, recebendo a instrução de disciplinas acadêmicas que no Egito já eram muito desenvolvidas. Incluindo a arte da escrita, que há muito tempo era usada, de comum uso dos egípcios, inclusive entre os próprios escravos.
“Moisés foi educado em toda a sabedoria dos egípcios e veio a ser poderoso em palavras e obras”. (At 7.22), com isso Moisés teve um conhecimento bi cultural, como egípcio e como israelita. 
Moisés herdou de seus antepassados a “tradição oral” acerca dos fatos anteriores a ele, tradição esta que era transmitida de família para família. A tradição oral prevaleceu durante muito tempo como meio de transmissão de informações para a humanidade, e para abandoná-la a humanidade teve que superar algumas dificuldades, tais como: o alto custo da escrita (material para escrever e instrumentos para escrita); tendência natural de conservar e transmitir histórias de seu povo; e também o fato de alguns gêneros literários se adaptarem melhor a forma narrativa que escrita. O processo de escrita do Antigo Testamento foi precedido por um período profundo de amadurecimento das tradições orais, processo esse variado e de amadurecimento.
Hoje já se admite que tradições orais e versões escritas existissem lado a lado no Antigo Oriente. A tradição oral era transmitida localmente dentro de uma tradição familiar, já a tradição escrita era uma espécie de documento oficial. Alguns fatores foram decisivos para o início da escrita entre o povo de Israel, dentre eles destaca-se a mudança do estilo de vida nômade para um estilo sedentário, o que favoreceu o processo de escrita.
A escrita em seu estagio inicial se desenvolveu de uma forma “pictograma”[5], para “ideograma”[6], passando a expressar palavras. No Egito a arte da escrita era largamente difundida, e Moisés tendo sido educado “em toda a sabedoria dos egípcios” certamente sabia escrever, e possivelmente conhecia a religião egípcia. Deve-se admirar o fato de até mesmo os cabos dos espelhos e das escovas de dente serem adornadas com inscrições, e também as paredes dos prédios públicos.
A arte de escrever já era praticada pelos sumérios desde tempos antigos. “No templo de E-Anna, em Uruque, os arqueólogos encontraram a mais antiga evidência de datação da escrita – cerca de 3000 a.C”. (PACKER, 2001, p. 135). Mas coube aos acadianos desenvolverem os primeiros sistemas de escrita. Os textos mais antigos que se tem conhecimento remontam aos últimos séculos do quarto milênio a.C, segundo Bright (2003, p. 50). Ou seja, cerca de dois mil anos antes de Israel entrar na história como um povo.
Um dos pressupostos dos críticos adeptos da Hipótese Documentária seria o do analfabetismo no tempo de Moisés. Eles alegam que a arte de escrever era desconhecida. Wellhausen alegava que o antigo povo de Israel não conhecia a forma escrita.
Primeiramente a egiptologia, e em seguida a assiriologia, demonstraram que a arte de escrever, no antigo Oriente, longe de ser um desenvolvimento moderno, perde-se na remota antiguidade, e que as duas grandes potências que dividiam entre se o mundo então civilizado eram, enfaticamente, cada uma delas uma nação de escribas e de leitores. (MCDOWELL, 1997, p. 114).

Cyrus Gordon, ex-professor do Oriente Próximo e Médio, e diretor do Departamento de Estudos Mediterrâneos da Universidade Brandeis, e grande autoridade sobre os tabletes descobertos em Ugarite, de igual modo conclui:
As escavações feitas em Ugarite revelaram uma elevada cultura material e literária em Canaã, antes do surgimento dos hebreus... Os primórdios de Israel estavam arraigados em uma Canaã altamente culta, onde as contribuições de vários povos talentosos (incluindo mesopotâmicos, egípcios e ramos indo-europeus) se tinham convergido e mesclado. É completamente falsa a noção de que a religião e a sociedade israelitas eram primitivas. (MCDOWELL, 1997, p. 115).

Assim, quando os hebreus emigraram de uma cultura cercada pela escrita no caso o Egito, e entraram em outra cultura que usufruía a escrita livremente obtiveram grande incentivo literário. Israel sofreu grande influência dos cananeus, com seu estilo de vida, cosmovisão, literatura e religião.
A alegação de que nos tempos de Moisés não havia escrita em Israel se torna cada vez mais sem sentido para não dizer nula, pois, as descobertas arqueológicas como a de 1887 dos tijolos de barro de Tell El-Amarna, no alto Egito entre o Cairo e Luxor, que contém cartas do rei da Ásia Menor e príncipes sírios e palestinos em caracteres cuneiformes enviadas por príncipes cananeus ao faraó do Egito. Isso nos mostra que todos os vizinhos de Israel mantinham registros escritos de suas histórias e religiões desde antes de Moisés.[7]
Por qual motivo? Deve o adepto da Hipótese Documentária responder, que Israel vivendo cercado por povos e nações que se utilizavam naturalmente da escrita, e se relacionando comercialmente com povos que utilizavam a escrita em seus tratados comerciais, não teria usado da mesma forma a arte de escrever. De todos os povos do antigo Oriente Próximo, porque somente os hebreus não se interessaram em registrar sua história e religião, senão cerca de mil anos mais tarde? Creio que a resposta esteja nas concepções filosóficas dos críticos, que os impedem de ver aquilo que suas mentes adestradas pelo naturalismo e anti-sobrenaturalismo rejeitam, pois estão condicionadas a negar tudo o que contrarie seus pressupostos. Devido as descobertas arqueológicas a maioria dos pesquisadores hoje reconhece que no tempo de Moisés a escrita já estava desenvolvido entre o povo de Israel.
Não se pode descartar a possibilidade de Moisés ter recorrido a:
Documentos escritos já existentes, e de diferentes genealogias, como a que vai de Adão a Noé: ‘Este é o livro das gerações de Adão’ (Gn 5.1). O uso da palavra ‘livro’ implica, sem dúvida, que esta genealogia deve ter sido extraída dum documento escrito, cujo título podia ser aquele e que passou a ser introduzido no Gênesis. (DAVIDSON, 1985, p. 36).


1.3 Ponto de Equilíbrio
De forma substancial e essencial o Pentateuco é obra de Moisés. Obviamente que Moisés tinha a sua disposição diversas tradições orais acerca do Gênesis e outros acontecimentos que vinham sendo transmitidos de geração em geração (ex. Nm 21.14). No caso do livro de Gênesis Moisés teve a sua disposição tradições orais e fontes escritas para que pudesse realizar o papel de organizador, neste livro seu papel se deteve muito mais em organizar e editar do que o em produzir de forma objetiva o texto. A formação do Pentateuco obviamente se deu dentro de um processo histórico, e faz referência a acontecimentos históricos. Moisés possivelmente utilizou-se de fontes orais, pode ter feito uso de pessoas que o auxiliaram no processo de escrita ficando com Moisés além do papel de escritor/autor principal o papel de supervisor, o que justifica a obra levar seu nome. Acréscimos e modificações posteriores são da mesma forma provável, sem que se comprometa à integridade e autenticidade do texto – tais procedimentos sempre estiveram presentes em grandes obras.
     O Pentateuco sem dúvida é uma herança viva deixada por Moisés que continuou amadurecendo por alguns séculos após sua morte. Por “vivo” quero dizer que houve assimilações de outros elementos, mas de forma geral o Pentateuco permaneceu literariamente o mesmo que brotou das mãos de Moisés, com pequenas acomodações posteriores, nada mais. Pode-se colocar o encerramento de atividade literária na formação do Pentateuco no período de Josué (Js 24.31). Também é admitido entre os conservadores o final da atividade literária do Pentateuco no período de Samuel.  Deve-se ter o devido cuidado para não associar a idade do documento a idade do material escrito nele.
Hoje paira sabre pesquisadores do Antigo Testamento um paradigma quando a formação do Pentateuco. Pois, diante de tantas teorias e pressupostos aqueles que se definiram como adeptos de determinada escola teórica, diante da situação atual podem ter que enfrentar algo que é difícil para qualquer ser humano, me refiro a “mudança de paradigma”. A isso todos nós estamos sujeitos. Isso se dá principalmente, pelo surgimento de novas teorias provocadas pelo fracasso de teorias existentes que não puderam resolver os problemas definidos por outra teoria, um fracasso visto como uma crise pela comunidade científica. Infelizmente o que presenciamos não são mudanças de paradigmas, mas sim, modificações e interpolações a fim de sustentar não mais uma teoria, mas nitidamente um orgulho acadêmico pessoal.
     Na história da pesquisa científica bíblica muitos deixaram para trás sua fé infantil – aquela que nos incentiva a crer (Mc 10.15) – sem ao menos ter recebido algo que a substituísse. Para alguns a autenticidade do Pentateuco restringisse puramente a um ponto de vista onde a fé é âmago, para outros se trata de uma questão teológica que se baseia nos textos bíblicos e possui o respaldo da tradição cristã. Principalmente em sua fase inicial a crítica em torno do Pentateuco recebeu duras críticas e sofreu sanções por parte da Igreja; as confusões e discussões que surgiram foram vistas com maus olhos por parte do clero conservador e da sociedade que passava ser mais cética à religião.

Bibliografia

BRIGHT, John. História de Israel. 7ª edição. São Paulo : Paulus, 2003.
DAVIDSON, F. O Novo Comentário da Bíblia. São Paulo : Vida Nova, 1985. (v. 1).
HAMILTON, Victor P. Manual do Pentateuco. Rio de Janeiro : CPAD, 2006.
MCDOWELL, Josh. Evidência que Exige um Veredito. São Paulo : Candeia, 1997. (v. 1).
PACKER, J., I. O Mundo do Antigo Testamento. São Paulo : Vida, 2001.
TORREY, R. A. (ed.), Os Fundamentos: A famosa coletânea de textos das verdades bíblicas fundamentais. São Paulo : Hagnos, 2005.



[1] Este jogo de palavras teve início com os britânicos na seguinte forma: O Pentateuco é mosaico, ou um mosaico? J. Sidlow Baxter, Explore the Book (Grand Rapids: Zondervan, 1960), I, p. 22.
[2] O nome “Moisés” é egípcio, e significa “filho”, assim como outros israelitas tinham o nome egípcio (Hofni e Finéias). Para os judeus, o nome Moisés, em hebraico. Móshe, é associado homofonicamente ao verbo hebraico mashah, que têm o significado de "tirar". Na etimologia judaica popular, têm o significado de "retirado [isto é, salvo]" da água
[3] Isso pode ser constatado no próprio texto do Pentateuco, e esses conhecimentos não seriam possíveis se tivessem sido escritos pos alguém que não viveu os eventos narrados.
[4] Kenosis, devirá do verbo grego ekenosen (ele esvaziou-se), essa doutrina se refere ao auto esvaziamento de Cristo na encarnação.
[5] Sistema de escrita de natureza icônica, baseada em representações bastante simplificadas dos objetos da realidade. As figuras representam objetos equivalentes.
[6] Os símbolos passa a representar idéias.
[7] Para uma melhor compreensão e apuração deste parágrafo, consultar: McDOWELL. Josh, Evidência que Exige um Veredito. Vl 2. São Paulo : Candeia, 1997, p. 113-116.