22 de agosto de 2017

DANILO MORAES - O Antigo Testamento e a Historicidade das Narrativas Patriarcais


Abimeleque em Siquém

danilo moraes antigo testamento

Bíblia de Estudo Arqueológica

VICTOR P. HAMILTON - Análises de Deuteronômio

victor hamilton
Análises de Deuteronômio

Em relação ao restante do Pentateuco, Deuteronômio é considerado como uma espécie de excentricidade. Antes de mais nada, prossegue essa visão, sua teologia e temática são nitidamente diferentes das de seus vizinhos do Pentateuco. Por isso, o querigma de Deuteronômio deve ser visto como parte da teologia do Pentateuco, mas não deve ser considerado como representativo do todo. Torna-se compreensível, então, o porquê de encontrar­mos artigos que percorrem de Gênesis a Números, à parte de ar­tigos sobre temas em Deuteronômio e literatura deuteronômica.

O leitor poderá até mesmo encontrar comentários homiléticos e exegéticos que percorrem de Gênesis a Números em apenas um volume.


A Hipótese Documental

Parte da razão pela qual devemos considerar Deuteronômio separadamente do restante do Pentateuco tem a ver com as di­versas alegações da Hipótese Documental. Um dos princípios bá­sicos desta teoria é que as fontes hipotéticas J, E e P estão mistu­radas entre si de Gênesis a Números. Contudo, quase nada de D está presente nesses quatro livros bíblicos. Deuteronômio, por sua vez, não possui quase nada identificado como J, E e P.

Este último ponto de forma nenhuma sugere que o livro de Deuteronômio é visto pelos exegetas como uma unidade homogê­nea. Muito pelo contrário. Somente em duas áreas de estudos ve­mos algo que se aproxima da unanimidade. Um desses “resulta­dos garantidos” diz que Deuteronômio não é uma obra de Moisés, embora “elementos mosaicos” surjam aqui e acolá. Atribuir a au­toria desse livro a Moisés foi a forma que o autor encontrou para tentar atribuir certo grau de santidade ao texto e às idéias defen­didas. Em vez de usar seu próprio nome, bem menos influente, ele usa o pseudônimo do lendário Moisés. Estudiosos chegam a essa conclusão a despeito de Deuteronômio, dentre todos os livros do Pentateuco, ser o que mais resolutamente reivindica ser obra de Moisés. Tem-se, por exemplo: “E Moisés escreveu esta Lei” (31.9). O Pentateuco está repleto das falas de Moisés, mas refe­rências às suas atividades como escritor são mínimas.

20 de agosto de 2017

A estela de Merneptá

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Bíblia de Estudo Arqueológica

RALPH L. SMITH - Chaves metodológicas no Antigo Testamento

danilo moras ralph smith
Chaves metodológicas no Antigo Testamento 

Será que o Antigo Testamento possui alguma explicação de como fazer teologia do Antigo Testamento? Claus Westarmann respondeu sim, dizendo: 

Se desejarmos descrever o que o Antigo Testamento como um todo diz acerca de Deus, precisamos começar examinando como se apresenta o Antigo Testamento [...] “O Antigo Testamento conta uma história” (G. von Rad). Com essa declaração chegamos à nossa primeira decisão acerca da forma de uma teologia do Antigo Testamento: se 0 Antigo Testamento relata 0 que tem a dizer em forma de uma história (compreendida aqui no sentido mais amplo de evento), então a estrutura de uma teologia do Antigo Testamento deve ser baseada mais em eventos que em conceitos.” 

Contar uma história é mesmo o único meio que o Antigo Testamento tem para apresentar sua mensagem? O Antigo Testamento é só um relato da história de Israel? Nada disso é verdade; ainda assim, a forma narrativa da maior parte do Antigo Testamento nos dá uma pista da natureza e da forma da teologia do Antigo Testamento. Os hebreus sabiam como era Deus por meio das coisas que ele havia feito. 

Walter Kaiser alegou ter encontrado o modo "bíblico" de fazer teologia do Antigo Testamento, embora tal modo deva excluir todos os "resultados garantidos" da crítica da fonte. Essa crítica apagou os vinculadores textuais de cada avanço em "palavra, evento e tempo" de um tema central unificador (a Promessa) que corre por boa parte do Antigo Testamento. Kaiser ainda asseverou que, ao ouvir o cânon como testemunha canônica de si mesmo, descobre-se que cada evento ou significado antecedente foi transmitido de uma figura-chave, geração, país ou crise para outro por vinculadores apagados ou atribuídos pela crítica a "redatores piedosos ou mal-orientados". Ele concluiu dizendo que "a teologia bíblica sempre permanecerá uma espécie em extinção até que os modos brutos da crítica das fontes imaginária, da história da tradição e de certos tipos de crítica da forma tenham sido detidos".[1] [2]

16 de agosto de 2017

Mudanças em Canaã

danilo moraes
Bíblia de Estudo Arqueológica